Magnus Phoebus
1 A profecia de Nix
Notas iniciais
Em uma era distante, há muito tempo esquecido pelos mortais, deuses e criaturas míticas viviam lado a lado com os humanos. Muitas mulheres engravidaram dos divinos e deram a luz a poderosos heróis cujos feitos foram imortalizados pelo seu povo...
... E por mais que essas façanhas sejam lembradas com orgulho pelo povo grego, tudo isso foi em vão. Porque um homem, cuja sede de vingança conseguiu superar até mesmo os próprios olimpianos, tornou possível a queda do mundo e o começo da era do caos, não só para os mortais, mas também para nós os deuses.
Eu sou Palas Atena e foi por causa de meus erros que meu lar fora destruído. Porque fui eu que inúmeras vezes dei minha assistência a esse homem cujo nome trará o mais profundo medo aos ouvidos de quem o ouvir. E este nome é Kratos, o fantasma de Esparta e novo Deus da Guerra após a queda de Ares.
Sim, nós estamos mortos, mas nossas almas imortais esperam o momento certo para voltarem a serem adorados pelos humanos do novo mundo. Eu, inclusive, aguardei por esta oportunidade.
Desde o final da Grande guerra, a Titomanquia. Após nossa vitória sobre os titãs, eu e meus irmãos nos reunimos no palácio da Justiça, uma das várias câmaras existentes no Olimpus. Todas as construções nesta cidade são esculpidas em ouro e o palácio da Justiça não é exceção. Seus portões enormes chegando até os céus feitos de ouro maciço levavam dos belos jardins até o saguão onde ocorria o tribunal. O teto côncavo fechado dava à câmara um ar de observatório enquanto que afrente, notava-se um teto de vidro onde via-se o céu enfeitado com estrelas e constelações dos diversos tipos. Dizem que os deuses e os mortais compartilham do mesmo céu criado por Ouranus. Nomeamos constelações com heróis pois acreditamos que estas durariam até o fim dos tempos.
Havia inúmeras colunas sustentando o edifício e vários arcos. De um lado encontravam-se os deuses e seus aliados, do outro lado encontravam-se os titãs liderados por Cronos, todos acorrentados. Em frente de nós, estava Têmis, a Deusa da Justiça, preparava seu julgamento perante os derrotados.
- Eu, Têmis, darei início a esse julgamento. Aqui presente, Cronos e seus aliados serão condenados a passar a eternidade no Tártarus pelo crime de ameaçar a paz e a ordem indo contra os deuses.
- Nós fizemos vocês! Vocês não tem esse direito! – Cronos se manifestou.
- Cale-se! Não lhe dei a permissão pra falar. – Têmis revidou.
- Isso é uma insolência! – após esse ato, um dos carcereiros de Zeus tornou o chicote em mãos e o castigou na frente do público.
- Ninguém lhe concedeu a permissão para se manifestar, titã. – o carcereiro falou. – Saiba o seu lugar.
- Basta! – A voz de trovão de Zeus ecoou por todo o palácio fazendo os maiores seres tremerem de medo. Assim que conseguiu a atenção de todos, voltou-se para Têmis e disse:
— Com sua licença. – depois avançou para a frente e tomou o comando da sua maneira costumeira. – aqueles que se uniram a minha causa estão livres de qualquer punição. E estes nomes são, Rhea, Leto... – os titãs cujo nome estavam na lista de Zeus foram soltos. – e Prometeus. O resto terá a punição adequada e escolhida pela deusa da Justiça.
- Atlas, Epimetheus, Menoetius e Oceanus terão uma prisão a parte dos outros, por serem os generais de guerra. O resto seguirá Hades e seus carcereiros a caminho do Tártarus. – Hades explorou aquelas terras durante a grande guerra, inclusive muitas das maiores batalhas dele ocorreram por lá.
- Cronos! – O rei dos deuses se manifestou. – tenho um tratamento especial para você. O resto suma da minha frente, essa seção está encerrada.
- Não faça isso, Zeus! – Gaia interveio pelo filho. – Pense em quem te criou! Em quem te deu a vida! – o povo parou para presenciar, o que esperavam ser, um espetáculo de sangue, pois Zeus não era um homem tão bom com palavras. No entanto, nos surpreendemos ao ver Zeus ficar de frente a Gaia, olhar em seus olhos e dizer:
- Eu pensei. Foi por isso que eu te poupei.
No dia seguinte, após o julgamento dos titãs, seguimos a carruagem de Zeus e Têmis até o monte dos doze, de onde Zeus reinaria. A cidade no Olimpus estava aos poucos conseguindo mais habitantes com os deuses menores se mudando para cá. Alguns nos saudaram enquanto passávamos por eles, apenas um ou outro olharam a distância, com olhos curiosos.
Eu estava junto de Hera, Hermes e Hephaísto na mesma carruagem, nos levando a uma estrada até o santuário para a repartição do mundo. Hera estava enciumada novamente por Zeus preferir viajar com outra mulher. Ainda assim ela nada podia fazer. Os outros deuses nos seguiam logo atrás: os gêmeos Apolo e Artêmis juntos de Dionísio, Hestia e Demeter um pouco atrás, Poseidon, trazendo toda a horda de criaturas marinhas que o deram abrigo durante o reinado de Cronos. Não fazia ideia onde estava Ares, o que era preocupante. Hades também estava desaparecido, pois ele havia ficado para trás, cuidando dos prisioneiros. Não me preocuparia com eu tio nesse instante, havia outras coisas mais importantes para se resolver no momento.
- Qual será o destino de Gaia? – perguntei procurando ser ouvida. Hephaísto foi o único que me respondeu.
- Gaia será escoltada pelos guerreiros alados de Zeus até os portões do submundo, servindo como vigia as almas errantes, ou ao menos foi o que ouvir falar, ninguém conversa sobre essas coisas para mim.
- Ninguém se interessa pelo que sabe ou deixa de saber, Hephaísto. – Hera respondeu. – sua missão é trabalhar na forja e responder apenas quando lhe proferirem a palavra.
- Não acho que Zeus se importaria com o que a senhora pensa também. – ela se irritou com a provocação.
- Gaia é uma ameaça enquanto estiver viva. – disse ignorando a tensão entre os dois divinos. – ainda mais próxima ao cárcere de outros titãs.
- Ela não pode andar por aí livremente. – Hermes falou. – eu passei por lá mais cedo. É o meu dever levar almas até o submundo, lembram? – falou com o jeito distraído de sempre. – ela está sendo vigiada dia e noite pelos guerreiros alados de Zeus.
- Sim, lembro-me deles. – após nos unirmos aos ciclopes e os Hecatônquiros na grande guerra, um dos gigantes de cem braços, Briareu, nos deu uma informação falsa e levou parte de nosso exército direto para uma armadilha. Quando isso aconteceu, os quatro guerreiros alados surgiram para nos socorrer. Depois disto, os quatro tornaram-se guarda costas oficiais do rei dos deuses, nunca saindo de seu lado.
- Enquanto a Cronos? – perguntei.
- Meu marido pôs Cronos em uma prisão especial nas profundezas do oceano. Gaia não tem poderes além da terra onde pisa, daí não pode fazer muito pelo filho e os outros titãs não se importariam em ajuda-lo.
O monte dos doze está localizado no coração do Olimpus. Em cada altar, construída como referência a cultura helênica, estariam nossos lares. O local onde viveríamos, dormiríamos e seríamos cultuados. Os gregos dão muito valor ao lar, tanto que a maioria dos cultos e sacrifícios são feitos sob um teto.
Esse mesmo monte estava em uma posição tão alta, que podia-se vislumbrar todo o resto da cidade. Havia altares para cada um do conselho dos doze, ligados entre si por pontes e escadarias douradas. Cada um deles se mante em níveis diferentes e a cada três templos há uma estátua de um dos alados. Os templos de Zeus e Hera são os templos centrais, no nível superior. De lá vimos as estátuas dos dois guardando a única entrada para o grande salão, onde ocorre os rituais, banquetes e outras festividades.
Todos os deuses já estavam reunidos. Encontramos Dionísio, com uma taça de vinho na mão, esperando ansioso para a celebração. Apolo e Artêmis em suas habituais rixas. Hera juntou-se com as irmãs no centro do círculo, o que me deixou entre Hermes e Hephaísto. Gosto de manter minha distância do deus da forja desde aquela vez em que ele tentou me possuir enquanto trabalhávamos sozinhos. Ficar tão próxima dele ainda me enche de asco, mas não é pior do que o que sinto por Ares. Logo que o deus da guerra surgiu, ele veio acompanhado de Afrodite e suas aias, todas com os seios a amostra, algumas não se continham e se beijavam intensamente ali mesmo. Héstia, a deusa do lar que iria começar a cerimônia, levou esse ato como ofensa.
- Afrodite! Controle suas aias! Este é um santuário, não um bordel!
- Meninas, não se empolguem. Poderemos continuar após a repartição dos mundos. – disse com pouca vergonha, o que fez as outras darem pequenas risadas.
- Onde está Hades? – um dos deuses se interessou.
-Ora, vocês não souberam? – Ares falou com seu jeito insuportável e convencido. – houve poucas rebeliões no Tártarus, ele e suas hordas infernais procuraram conter as revoltas. Ele está ocupado, não vai poder vir.
- Teremos que fazer a cerimônia sem o mesmo. – O deus supremo declarou.
- E enquanto as revoltas, meu senhor? – Artêmis perguntou. – devemos tomar providências urgentes, não vamos querer uma segunda Titomanquia.
- Os principais líderes dos titãs estão presos em locais separados. – Poseidon afirmou. – nenhum deles é ameaça no momento, qualquer rebelião deve estar sendo feita por um dos titãs menores.
- Como Poseidon falou. – Zeus disse. – problemas banais, Hades dará conta disso com facilidade. Prosseguindo...
- E enquanto a Gaia? – perguntei.
- Odeio admitir, mas Atena chegou a um ponto. – Ares concordou pra minha repulsa. – está pegando leve demais com ela pai.
- Por mim, está sendo levado pelas emoções. – Hera se intrometeu.
- Isso não é da sua conta, Hera!
- Tudo o que envolver Olimpus é da minha conta.
- Zeus, escute-me. Quando terminarmos terá que encontrar um cárcere mais apropriado para Gaia. Os alados não darão conta dela sozinhos. – Têmis advertiu o senhor dos deuses, irritando ainda mais a Hera.
- Quem você pensa que é para se dirigir assim ao rei do Olimpus?
- Sou sua nova conselheira. – ela falou com o peito erguido e tom ousado que imediatamente calou a mulher.
- Héstia, prepare a cerimônia. Têmis, pegue a roda do destino. – todos se apressaram para cumprir as ordens de Zeus. Héstia acendeu as velas simbolizando a chama do lar e fizemos uma breve oração antes de começarmos. Zeus foi o primeiro a girar a roda. Ele ficou com o reino dos céus, enquanto Poseidon tornou-se o senhor dos mares. Hades teria que se contentar com o mundo dos mortos, que era coincidentemente onde se encontrava.
Foi mais tarde, naquele mesmo dia, enquanto estávamos celebrando, que um dos mensageiros infernais de Hades veio trazendo más notícias.
- Prometheus...Prometheus. – ele arfava. Havia subido às pressas a escadaria até nós. Depois de conseguir fôlego terminou sua mensagem.
- Prometheus roubou a caixa de Pandora.
Eu, Zeus, Ares, Poseidon e Hephaísto fomos checar com nossos próprios olhos. Céus, terra, mar e submundo são planos diferentes. Somos capazes de entrar e sair de um pelo outro através de portais que ligam os planos.
Estes estão muito bem divididos. Um deles liga o Monte Olimpus até o monte mais alto da Grécia. Outro liga das grutas mais profundas até a entrada do submundo. No entanto utilizamos o portal em uma das câmaras de oração no Olimpus até próximo ao palácio do inferno. Pelo que vi, chegamos uma espécie de jardim que o próprio Hades fez para sua amada esposa Perséfone. O local era estonteante com as mais belas flores. Do alto, infelizmente, a visão do submundo de trevas e almas caindo no abismo contrastava com o pequeno cenário. Não sei como é para aquela mulher viver em um lugar assim. Até onde sei, ela tem quase a minha idade.
Seguimos caminho até o palácio. Hades se encontrava sentado em seu trono, com o capacete de carcereiro nos impedindo de ver seu rosto infernal. Seu corpo era coberto de espinhos em uma visão grotesca. Virou-se para Zeus com ar violento:
- Zeus...
- Onde está Gaia?! – ele ordenou como voz de trovão.
- Saberia onde se encontrava se tivesse me prestado socorro quando pedi!
- Essa rebelião patética nunca era para acontecer, Hades! Os titã estavam todos em celas diferentes, qual sua justificativa?!
- Teríamos facilmente contido a revolta de Gaia não tivesse pedido ajuda aos gigantes! Agora diga-me, como estou condenado a passa a eternidade neste local hediondo?! – seu rugido percorreu por todo o palácio frio e escuro.
- Tinhamos que prosseguir com a cerimônia e você não se fez presente.
- Você sabia que eu não apareceria! Parcece conveniente, não é verdade? Poseidon tinha o carisma dos sete mares, todas as hordas de Oceânides e Nereidas já o conheciam. Sobraram apenas o céu e o inferno que seria dividido entre nós dois, irmão. Você me enganou! E me deixou preso aqui para a eternidade!
- E assim será, Hades. Manterá preso nesse lugar infernal até corrigir seu erro. Os titãs não podem ter a caixa de Pandora!
- Do que está falando?! – o rei dos infernos apressou-se a responder. – Prometheus tem a caixa, não os titãs. – todos nos entreolhamos, confusos.
- Prometheus fugiu durante a rebelião. Ele não está com os titãs.
- Então, onde ele está? – Hephaísto perguntou. Hades mostrou a imagem do mesmo homem dando a caixa e o fogo de presente para a humanidade.
- Aquele maldito infeliz! – Zeus grunhiu. – mandaremos alguém pegá-la de volta.
- Senhor, nós não podemos interferir no assunto dos mortais. Ela está fora de nossas mãos. – eu o adverti.
- Além do mais, pra quê tanta preocupação com um maldito artefato? – Ares continuou. Zeus não nos respondeu. Apenas ordenou para nos prepararmos para uma guerra com os gigantes. De acordo com ele e Poseidon, sabíamos o próximo passo deles.
Zelus, um dos quatro guerreiros alados, perseguiu Gaia e seus aliados até próximo da praia. Poseidon previra isso, pois era próximo do cárcere de Cronos. Então ele mandou seus guerreiros cercarem Gaia e os gigantes. Ele iria ganhar tempo até nós nos prepararmos para a batalha iminente.
Reunimos nossos exércitos ali mesmo no submundo. Minhas guerreiras me ajudaram a preparar minha armadura, o torso, as ombreiras e, por fim, meu capacete. Depois tomei em mãos minhas lâminas gêmeas. Antes de sair, Zeus deixou os aposentos com a desculpa de visitar o oráculo das profundezas. Este não era muito visitado. Eu não me preocuparia tanto se não tivesse visto Ares perseguir Zeus sorrateiramente.
Pedi para minhas guerreiras me derem assistência e vigiarem os outros até meu regresso. É comum antes de batalhas os guerreiros consultarem o oráculo. Ele se encontrava um pouco distante do reino de Hades. Chegamos a uma caverna que entrava cada vez mais na terra. Não venho para o mundo inferior com frequência, por isso me perguntei o quanto poderíamos descer. Talvez chegássemos ao Tártarus. Muitas perguntas se formaram em minha mente enquanto descia as escadas velhas, iluminadas apenas por poucas velhas. Suas paredes tinham escrituras entalhadas e teias de aranha.
Notei Zeus entrando em uma porta secreta em uma parede que se abria de lado. Esta tinha escrituras ainda mais antigas com chamas azuis dos dois lados. Havia a estátua de uma deusa com um manto próximo, de certa forma era familiar. Lembrava-me vagamente de Hécate. Não encontrava Ares por onde quer que eu olhe. Daí ele me surpreendeu:
- Vai a algum lugar, Athena? – Ares pressionou suas lâminas frias contra a pele do meu pescoço com suas mãos grandes e brutas, mas não me deixei me intimidar.
- De fato, Ares. Perguntava-me aonde você ia.
- Sua vaca! Ninguém te ensinou a não se meter nos assuntos dos outros?
- Engraçado, Ares. Por que você estava fazendo a mesma coisa com nosso pai, Zeus.
- Merda! Não tenho tempo para isso! – me empurrou para o lado e aproximou-se da porta, abrindo-a levemente, procurando não fazê-la ranger e os observou da pequena fresta aberta. Ele ignorou minha presença a partir daí, por isso não me importei em vigiar, ainda de olho no Ares.
- Mostre-me de novo a profecia do fim do mundo. – ouvi a voz de Zeus. Da mesma fresta, vi uma mulher encapuzada, pele branca e olhos infernais. A profetisa vestia-se com mantos negros como a noite e usava uma lua cheia como presilha. Sim, ela me lembrava Hécate, mas tinha certeza que aquela não era o oráculo da padroeira das bruxas. A mulher invocou imagens das chamas azuis e estas mostraram um homem de marcas.
- A caixa de Pandora, todos os males guarda.
O artefato aberto duas vezes será
Na primeira, os males de todos os homens sairá
Na segunda, os males dos deuses
Quem ela abrirá será um guerreiro com marcas
Daí, toda uma nação cairá
Junto do próprio Olimpus...
As visões que saíram junto das chamas foi tão forte que fez a profetisa desmaiar.
- Maldição! Não agora! – ele se irritou. – Não importa, terei que fazer uma chave para os mortais abrirem. Hephaísto poderá construir uma, depois teremos que destruí-la. Afinal, um mal tão grande aos deuses precisa ser evitado. Mas o destino da caixa? Qual será? – Zeus proferia seus planos em voz alta. Ele nem fazia ideia de que tinha sido seguido. Foi em direção a porta do outro lado da câmara escondida por uma cortina. Depois eu e Ares não tivemos medo de nos revelar.
- Ótimo! Se Zeus chegar ao acampamento e não me vir, começará a suspeitar. – normalmente diria que ter Ares por perto sempre é um motivo para se ficar atento. No entanto, notei a moça despertando e fui ajuda-la.
- O rei dos deuses? – disse ao recuperar a consciência.
- Não está mais aqui.
- A profecia não está completa. — ela se levantou e foi em direção as chamas azuis.
Das cinzas do caos, uma nova nação surgirá
Descendentes do homem que levantou o caos
Dois de seus filhos em guerra entrarão,
Trazendo o ovo primordial, trará do mundo sua salvação
E uma nova linhagem de deuses nascerá
Linhagem essa vinda da Deusa Métis.
- Métis? Quem é essa? – perguntei.
- Sinto muito, minha senhora. É tudo o que diz. – ela respondeu. Ares, que ainda se encontrava lá, mostrou um sorriso cruel.
- Que interessante!
Zeus mandou Hephaísto criar a menina chamada de Pandora, que seria a chave para a caixa. Após espalhar os males para os homens, o rei dos deuses mandou o deus da forja destruí-la. No entanto, o mesmo compadeceu da garota no qual demonstrou amor paternal e a escondeu da vista dos deuses.
Enquanto isso, na guerra dos gigantes apelidada de Gigatomanquia, os colossos libertaram com a ajuda de Gaia, o senhor dos titãs, Cronos. No entanto, a rebelião não chegou a ter resultado e todos foram derrotados novamente. Profundamente furioso com o pai, Zeus mandou construir um templo sobre Cronos que guardaria a caixa de Pandora.
Para os deuses, restavam esperar pela ruína próxima. Para Ares, restava um sucessor, alguém que ele pudesse usar para derrotar os deuses. Para mim nada restava. Pois o destino havia sorrido para mim. Eu e Métis... Temos uma ligação especial. Algo que nem mesmo o todo poderoso senhor do Olimpus seria capaz de separar. Podemos dizer que eu e ela temos muito em comum...
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