Magic of the Stars
5 Uma maga um tanto estranha...
Notas iniciais
–Prazer Natsu, pode me chamar de Lucy! – sorriu também apertando a mão de Natsu
–Entao… e agora? — perguntou Lucy um pouco insegura
–Agora? Agora… — Natsu para pensar um pouco – Agora vamos comer! – completou com um largo sorriso – Vem! – e Lucy nem teve tempo de contestar e Natsu já estava de pé a estender uma mão para a ajudar Lucy a levantar
Ela apertou a mão dele outra vez, era engraçado como um gesto tao simples a fazia sentir tao bem, a mão dele era bem quentinha, aconchegante no seu ponto de vista, um pouco maior que a dela mas ainda assim a sua mão encaixava perfeitamente com a mão dele.
Já no buffet
–Vai comer isso tudo – ela estava de facto admirada com a quantidade de comida que o Natsu empilhava no prato, na verdade aquilo nem era já um prato, era pra mais uma travessa… — podia comer mais devagar? Assim pode ficar doente! – ela bem tentava pedir para ele comer mais devagar, não gostava de toda a atenção que as pessoas presentes prestavam neles
–Au em pouema! – ela acenava positivamente como se tivesse entendido tudo o que o rosado tinha dito – Porque não come também? – pergunta Natsu ao ver que a loira ainda não tinha tocado em nada à sua frente
A pergunta de Natsu, sendo tao simples, era como se tivesse sido um choque para ela –hehe… pois, isso é porque eu não como…- disse sorrindo amarelo
Os olhos de Natsu arregalaram-se imediatamente, como é que alguém podia não comer? -Hã? Como? –perguntou seriamente
–Eu simplesmente não como! Posso perguntar uma coisa? –muda de assunto imediatamente antes que a converse se torne mais profunda
–Sim claro! Manda aí! – diz sorrindo alegremente enquanto continuava a comer
–Vocês estavam à minha procura ou me encontraram por acaso? – ela estava um pouco receosa com a resposta mas em todo caso já estava pronta para as consequências
–Hum… acho que as duas… mas ainda não temos a certeza que seja a pessoa que procuramos, apenas a achamos estranha…
–E se for eu? O que fariam comigo? – a voz dela saia baixa e receosa, apesar de tentar esconder o seu medo, era coisa um tanto impossível não passar despercebido do rosado
–Se for esse o caso, te entregaríamos ao conselho, já que foi quem fez o pedido!
–O concelho… sei… Pode parar de espalhar migalhas!
–estulpe! – engole a comida que tinha na boca, lipa as migalhas que tinha na cara – posso também fazer-lhe uma pergunta?
–Natsu! Finalmente que o encontrei! – Gray tinha interrompido Natsu– Ouvi um barulho estranho, e quando vi que você e a rapariga não estavam no quarto fiquei preocupado! – e por causa da pouca luz do local ele faz uma pequena pausa para olha melhor a companhia de Natsu – Voce é a garota da praia! – Grita animado apontando para ela – Eu sou o Gray! E você?
–Lucy… — responde um pouco envergonhada
–Cai fora Gray! Não vê que a assustou!
–Não sou eu que mais parece uma betoneira a comer…
–O QUE ME CHAMOU?!
–… e ainda por com problemas de ouvidos...
–EU NÃO TENHO PROBLEMAS DE OUVIDOS!
*paft*
Os dois olharam donde tinha vindo o som e com alguma dificuldade por causa da pouca claridade e de alguma poeira no ar viram apenas uma figura feminina, de uma postura direita, com cabelos compridos, de braços à cintura, isso só podia significar uma coisa…
–ERZA! – disseram os dois colegas enquanto se abraçavam amedrontados
–ONDE ESTA A MAGA? –a expressão de Erza era seria – Aff… Aqui esta! – suspira ao ver que a maga do dia anterior se encontrava aparentemente de plena saúde sentada calmamente na cadeira – Vem comigo! – ordenou para Lucy e esta apenas acenou positivamente com a cabeça
No quarto da pensão da Erza
–Lucy certo? – pergunta Erza com o seu ar autoritário de sempre para Lucy que se encontrava sentada numa das camas que respondeu com um simples aceno
–Eu sou a Erza, a azulada ali mais nova é a Wendy e a outra é a Juvia! – diz apontando para uma garotinha de cabelos azuis escuros compridos ainda de pijama e depois para uma rapariga também de cabelos azuis mas não tao escuros e nem tao compridos – e os outros dois ali – Erza aponta para Gray que estava encostado a uma parede e para Natsu sentado em cima do tapete – você já conhece! Sabe, eu só quero ter a certeza que é você é a pessoa que procuramos, por isso eu gostava de fazer algumas perguntas.
–Não precisa, poupo-lhe esse trabalho, eu tenho a certeza que sou a pessoa que vocês procuram – Lucy manifesta-se séria interrompendo Erza – Para quando estão a pensar levar-me ao concelho? – a pergunta de Lucy fez todos no quarto arregalarem os olhos
Parece que Erza não ia ter o trabalho de testar o novo aparelho ganho na sua pequena luta, de qualquer maneira também ainda não tinha aprendido a usa-lo, mas mesmo estando um pouco admirada com a pergunta de Lucy respondeu-lhe da forma mais direta possivel– O mais depressa possível! – responde com a sua postura de sempre
–Otimo! – Lucy sorriu vitoriosa fazendo com que todos os presentes formassem um olhar interrogativo nos seus rostos, realmente Lucy era uma garota estranha
–Você esta bem? – perguntou Natsu
–Hã? –disse franzindo as sobrancelhas num ar interrogativo
–Eu perguntei se você estava bem! –repetiu Natsu levantando-se do chão
–Claro que estou bem, porque me esta a perguntar isso?
–Eu sabia que tinha alguma coisa de estranho em você, mas então quando a conheci tive logo a certeza, mas daí a dizer que está tudo ótimo para você voltar para o sítio donde fugiu… isso é estupidez! – a pergunta de Natsu cativou todos na sala e tinha a sua razão, talvez Natsu não fosse tao lerdo assim
–Não confunda as coisas! Eu vou até ao concelho pegar o que deixei para tráz, nada mais, apenas vou aproveitar a vossa missão para me levarem de volta para lá, assim vocês também ganham a recompensa o que acontecer depois de cumprirem o vosso dever não é da vossa conta! – Lucy mantinha-se de cabeça baixa e apesar da frase dela ter saído um pouco ríspida o seu tom de voz saia baixo
–Para mim parece-me tudo bem, não achas Erza? – perguntou Gray ainda encostado na parede
–Sim… — Erza estava um tanto curiosa sobre Lucy, realmente ela era estranha – amanha de manha partimos para Era (N/t Era é a cidade onde se encontra o concelho de magia), se tivermos sorte chegaremos lá em dois dias
–Aaaahh acho que vou voltar a dormir – boceja Juvia, que estava totalmente ensonada pela invasão noturna no quarto, entrando de novo para dentro das cobertas
–Eu acho que também vou fazer o mesmo, boa noite! Nos vemos de manha! – despede-se Gray na sua maneira desinteressada de sempre voltando para o seu quarto
–Lucy? – pergunta Wendy um pouco insegura
–hum
–Você tem um cheiro estranho…
–Já agora que falou nisso… ela realmente tem um cheiro estranho – Natsu snifa o ar algumas vezes para testar de novo o cheiro da loira
–Vocês repararam não é? Devia esperar isso dos dragon slayers…
–O que tem o cheiro dela? – Erza chega perto dela e inspira o ar do pescoço de Lucy causando alguns arrepios na mesma
–O que esta a fazer? – pergunta espantada sacudindo Erza para longe dela
–Eu não cheiro nada de estranho! – Erza ignora totalmente a pergunta de Lucy – o que tem de estranho? –pergunta curiosa
–Ela cheira a terra húmida e a barro – comenta Wendy enquanto poe o dedo indicador sobre os lábios
–E é quase impossível de notar, é como se o cheiro estivesse a desaparecer… — Natsu para pensar um pouco tentando ao máximo farejar o odor no ar — com um cheiro assim… é quase como nem se fosse uma humana!
–Mas ela é! Não é? – Pergunta Erza espantada para Lucy – Voce é uma maga, uma estelar não é?
–Sim, isso eu já tinha dito que era a maga que vocês procuravam, mas não tenho que ser necessariamente uma pessoa certo?
–Entao… — Wendy olha de realce você para Lucy – você é uma fada?
–Hahaha você realmente é uma gracinha não é? Mas não, não sou uma fada… mas pra falar a verdade nem eu sei bem o que sou!
–Hã? Como? Tudo o que é coisa é alguma coisa, não é? – talvez o que Natsu tinha perguntado não fizesse sentido mas ele tinha a sua própria logica
–Natsu isso não faz sentido… – responde Wendy com uma gota na cabeça
–Claro que faz! Mas me diga de uma vez por todas o que você é! — a curiosidade de Natsu matava-o por dentro, era certo que ele iria desvendar qualquer que fosse o mistério sobre a garota que parava à sua frente
–Voce pode invocar uma espada para mim – pergunta direcionando o seu olhar para Erza- Não façam nada. Apenas olhem… — os três colegas de guilda assentiram e Lucy nesse instante pega na espada da ruiva e estica o braço debaixo da lamina, faz pressão sobre este e um corte começa a surgir ficando cada vez maior à medida que a força exercida sobre a espada aumentava, Lucy retira a espada e o sangue que era suposto escorrer sobre o braço dela nem dá sinal, o corte era profundo mas mesmo assim o sangue não saia e passado alguns segundos o corte profundo que tinha foi-se fechando até não haver mais sinal dele.
–Você é imortal? – pergunta Wendy ainda admirada com o que acabara de acontecer
–Não é isso… eu sou apenas um corpo sem alma… — respondeu triste enquanto abaixava a cabeça e deixava os seus cabelos baços cobrirem o rosto
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