Magic Trick - Interativa!
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Olá! Postei muito rápido, não? Bom, para mim eu postei bem rápido mesmo; geralmente posto uma vez por semana ou a cada duas semanas. Eu realmente demoro um pouco, mas estou fazendo de tudo para estabilizar essa Fanfic.
Um ponto muito importante do qual eu queria falar: Os personagens.
Foram confirmados todos menos: Noah, Nayemy e Avalon.
Não acho que irão comentar nesse capítulo, mas darei mais essa chance, embora acho que a Fanfic já está com um bom número de personagens agora.
Ah, tem mais uma coisa. O capítulo está um pouco grande eu acho e também não tive muita criatividade na hora de explorar as personagens Joan e Cassie, mas quero que suas respectivas donas saibam que elas serão BEM presentes no próximo capítulo. Por favor, peço desculpas se ficaram desapontadas, mas é que realmente eu não sabia como incluí-las naquele diálogo, mas como já disse, no próximo capítulo, o qual eu prometo que sairá até sexta feira, elas serão muito presentes. Espero me redimir com isso.
Enfim, chega de enrolação e vamos ao capítulo!
– Então, Atenas e Salônica? — June Perguntou depois de esvaziar a caixinha de suco de uma de suas mãos. Eu não estava prestando muita atenção no que ela dizia; me perdi um pouco depois que ela começou a falar sobre nós duas viajarmos para Grécia no próximo verão. — Se bem que me disseram que em Salônica é muito úmido.
– Deve ser. — Disse qualquer coisa para que ela pensasse que eu ainda a estava acompanhando, mas ambas nos surpreendemos quando Gareth apareceu no meio da multidão de alunos que se acumulavam na cantina e se sentou na nossa mesa, bem na minha frente. — Não vou lavar a louça hoje. Se disser qualquer palavra, saiba que não fui eu que comecei! – Calma, irmãzinha. — Ele ajustou a bandeja em sua frente e rodou o garfo entre os dedos antes de dar uma garfada na comida que me parecia antes intacta. — Estou em missão de paz. E aí, June?– Oi. — Ela levantou a mão em um aceno rápido. — Pensei que tivessem um acordo. – Ainda temos. — Ele disse com a boca cheia, mas colocou a mão na frente. Gareth não era ao todo um brutamontes. — Só preciso me esconder de alguém por alguns minutos, depois disso nosso trato ainda é válido. – Acho que sua fuga não deu muito certo. — Murmurei assim que vi Melissa caminhando em nossa direção com suas fiéis seguidoras logo atrás de si. Caminhavam quase que em sicronia com os saltos estalando no piso de cerâmica da cantina. – Merda... — Gareth abaixou a cabeça como se isso fosse o fazer desaparecer, mas vendo que Melissa continuava se aproximando de nós tentou se levantar rapidamente, mas ela apareceu bem em sua frente incapacitando sua fuga. – Oi, Gareth. — Ela não me parecia muito feliz com ele. — Fugindo de algo? — Perguntou com ironia, uma vez que já sabia a resposta. – Ou de alguém. — Murmurei mais para mim mesma do que para Melissa, mas infelizmente ela ouviu. E ela sendo ela, resolveu da pior forma possível. Sem dizer uma palavra, Melissa pegou o copo com água que estava em frente de minha bandeja e despejou sem aviso prévio todo o conteúdo sobre minha cabeça, lentamente, fazendo todos da cantina olharem para mim. Naquele momento eu não sabia exatamente o que fazer. Meu cabelo estava enxarcado e meus óculos retinham algumas gotas de água que escorriam pela lente me dificultando a visão, mas naquele momento eu não queria ver nada. Sabia que eu estava sendo o centro das atenções, e nada me apavorava mais do que isso. Todos estavam em silêncio, mas ninguém ousaria desafiar Melissa Milark. – Brooke! — June se apressou em me acudir, mas nem ela sabia direito o que fazer. — Eu vou matar essa vaca! — Então decidiu fazer o que fazia de melhor: chamar mais atenção. Sem que Melissa pudesse prever, June já estava de pé puxando-lhe os cabelos loiros e perfeitos enquanto Gareth se agachava ao meu lado e tentava me oferecer ajuda, mesmo não sabendo exatamente como poderia fazer isso. As pessoas começavam a se aglomerar ao nosso redor e a incentivar ainda mais a briga entre as duas, que já estavam aos tapas. – Meu Deus... Eu quero sumir. — Apoiei a testa no ombro de Gareth, que envolveu-me com um braço e me guiou para fora do alvoroço até que estivéssemos no pátio, longe o suficiente de todos. – Você está bem? — Meu irmão se sentou ao meu lado em um banco de concreto próximo do estacionamento. Parecia preocupado, por isso apenas acenti com a cabeça e sequei a lente de meus óculos com o tecido de minha blusa que por sorte não estava molhada. — Desculpe por isso. Foi minha culpa da Melissa ter ido até lá. – É, provavelmente. — Cruzei os braços e dei risada quando ele empurrou minha cabeça com uma mão, insatisfeito com a minha resposta. Eram raros os momentos em que eu e Gareth não estávamos discutindo, mas ainda assim eramos bem ligados. Uma pena que essa ligação se limitou e enfraqueceu quando ele começou a se tornar um adolescente muito bonito, e nessa escola os garotos bonitos não precisam de mais do que isso para se tornarem populares e esnobes; não foi muito diferente com ele. – Vou indo então. Não estou muito afim de ter aula de história hoje. Vou pular meus últimos dois períodos.- Ele se levantou em um pulo e voltou a olhar para mim. — Vai ficar bem?– Sim. – Então te vejo em casa. — Ele acenou para mim e saiu caminhando apressadamente, aproveitando que não tinha muita gente do lado de fora para poder sair da propriedade do colégio sem ser pego por alguém. Com um suspiro deixei meu corpo desfalecer totalmente no banco. Tombei a cabeça para trás, ouvindo o barulho irritante e repetitivo das gotas de água que pingavam do meu cabelo até a grama. Olhei para o céu e percebi que o dia de hoje estava ensolarado e tinha certeza que depois que reclamasse de uma unha quebrada com as amigas, Melissa e seus admiradores passariam o dia todo na praia. Tudo o que eu queria era poder, com minha mágica, apagar isso de minha mente, mas infelizmente feitiços de memória não são meu forte. Era capaz que eu apagasse mais do que o desejado e não é isso que eu quero.– Oi! — Demorei um pouco até perceber que o dono daquela voz esperava uma resposta vinda de mim. Quando levantei a cabeça me surpreendi ao ver Ethan Rutlege sorrindo abertamente para mim.
Ethan Rutlege era, até ano passado, o Quarterback do time de Futebol americano da escola. Era, até que Gareth Bennedy Parker tomou seu lugar nas seletivas deste ano e ele se tornou um Halfback. – Oi! — Respondi, desejando que eu estivesse um pouco mais apresentável naquele momento. Desejando que ao menos o meu cabelo não estivesse molhado e desordenado. – Posso? — Ele apontou para o espaço vazio ao meu lado. – Claro. — Me ajeitei no banco e empurrei meu cabelo para trás, coisa que eu fazia sempre que estava nervosa. Meu estado de espirito enquanto ele se sentava variava entre "Desejaria que June estivesse aqui" e "Tomara que ela demore bastante com Melissa Milark". Me atrevi a olhar de soslaio para Ethan, que tinha uma mão entre os fios de seus cabelos escuros e a outra segurando uma garrafa de água, mas desviei assim que seus olhos castanhos se encontraram com os meus. Ethan era considerado um dos garotos mais cobiçados do colégio. Estava na lista daqueles que fariam um par perfeito com Melissa. Tinha os cabelos escuros e despenteados de maneira que o deixava ainda mais bonito e os olhos castanhos, expressivos. Era alto, com 1,83, forte e ainda por cima era de sorriso fácil, alguém muito simpático. Alguém muito mais do que desejado. – Eu vi o que aconteceu agora a pouco na cantina. — Tocou em um assunto que eu realmente queria esquecer, mas não diria isso à ele agora. — Sinto muito. Eu teria ido te ajudar se seu irmão não o tivesse feito. – Ah... Obrigada. — Apertei os dedos contra a palma de minha mão. Não sabia ao certo como continuar a conversa e comecei a me sentir incômoda com o silêncio que tomou conta do ambiente.– Acha que sua amiga vai deixar com que Melissa saia viva daquela briga? — Perguntou ele, bem humorado. – Provavelmente não. — Não contive meu riso ao pensar nas loucuras em que June já havia se metido. — Mas ela não é uma má pessoa. Só fez aquilo pra se vingar por mim, mas confesso que eu mesma devia ter dado uns tapas naquela piranha. — Revelei um sentimento reprimido dentro de mim, sem saber exatamente o porque. Só me toquei do que havia dito depois que ouvi a mim mesma pronunciar as palavras e cobri a boca com as duas mãos, arrependida de ter dito aquilo, mas Ethan pareceu gostar e achar engraçado, pois começou a rir em alto e bom som.– Nunca imaginei que viveria para ouvir a tímida e calada Brooke Bennedy Parker chamar alguém de piranha! — Ele se divertia com a situação enquanto eu tentava me convencer de que ele só sabia meu nome por ser amigo do meu irmão. – Eu não queria ter dito isso. Saiu sem querer. — Não consegui deixar de sorrir ao ouvir sua gargalhada que aos poucos foi cessando. – Você é engraçada. — Ele disse segundos antes de se levantar. — Te vejo amanhã? – Hm? — Fiquei sem reação diante de sua pergunta, mas acabei assentindo com a cabeça, vendo um sorriso se formar no canto de seus lábios. Me levantei e consegui ver June caminhando em nossa direção, por isso fui pega de surpresa quando Ethan se curvou para deixar um beijo no topo de minha cabeça.– Então até amanhã. — Sorriu e pareceu satisfeito ao observar minha cara de espanto. Não tardou em se afastar e correr até seus amigos ricos e populares, tais como ele.– Ethan Rutlege?! — Foi a primeira coisa que June disse ao se aproximar de mim e me empurrar de volta para o banco. — Ethan Rutlege?! — Ela voltou a repetir com empolgação. – Ethan Rutlege... — Repeti com ela, ainda sem acreditar nos últimos acontecimentos. Tinha me esquecido quase que completamente da vergonha que Melissa me fez passar. – Ele te chamou para sair? — Foi sua próxima pergunta, mas mesmo quando neguei com um movimento de cabeça June não desanimou. — Ele te disse algo que possa remeter àlgum interesse dele sobre você? – Eu não sei. — Suspirei. — Mas... como terminou sua briga com a Melissa? – Ah, nem me fale nessa garota. — June cruzou os braços e fechou a cara. O coque que sempre pendia perfeitamente preso no topo da cabeça estava quase desfeito, apenas ainda preso na cabeça pelo lápis. — Ela tentou me unhar e arrancar meus olhos fora. – Não acho que seja verdade. — Arqueei uma sobrancelha, descrente daquilo. June tinha um costume de exagerar nas coisas e antes que ela pudesse me contar mais sobre a briga, o sinal tocou, o que me lembrou que hoje seria a minha primeira aula de Literatura desde o fim das férias. Eu e June nos separamos. Ela teria aula de Física e depois Álgebra, enquanto eu teria os últimos dois períodos com o Sr. Wate, que por acaso era nosso professor de Literatura e além de tudo pai de June. Durante minha trajetória do pátio até a sala de aula onde teria esse período, enfrentei diversos olhares e risos sobre mim, me rondando como uma névoa que nunca se dissipava. Queria ter pulado essas duas aulas junto com Gareth só para não ter que enfrentar isso. Com esse pensamento entrei na sala de aula e me surpreendi ao perceber que o Sr. Wate já estava na lá. – Srta. Bennedy, atrasada. -Ele comentou enquanto observava a prancheta em sua mão esquerda. Por sorte ele era um cara legal e talvez porque passei grande parte de minhas férias em sua casa, sabia que iria pegar leve comigo. — Sente-se ao lado da Srta. Fraser.Corri os olhos pela sala e vi a única cadeira vasia ao lado de uma garota na qual eu nunca havia reparado antes. Ela era estondiante, de uma beleza única e que me causou inveja. Os cabelos eram de um loiro platinado e os olhos tão azuis quanto o céu ensolarado. Não tive outra opção a não ser ocupar a cadeira vaga ao lado dela. Pousei meus cadernos sobre a mesa dupla que nos servia e senti que ela olhava para mim, fixamente. Não sabia se queria olhar para ela, mas acabei optando por isso.– Você é a garota que a Melissa humilhou na frente da escola toda, não é? — Ela perguntou com uma convicção que eu nunca vira antes. Fora como se ela tivesse me dado um soco no estômago. Mais sincera e indelicada impossível. – Acho que sim... — Respondi no mesmo tom de voz baixo que ela, esperando que o Sr. Wate não nos tire de sala por aquilo. Ele havia deixado uma lista de exercícios no quadro com as páginas do livro e realmente tinha esperança que iriamos todos fazer. – Você estava acabada. — Ela cruzou os braços e olhou para mim de cima a baixo, analisando com quem ela estava falando.– Ahn, não vai fazer a lista de exercícios do quadro? — Apontei com a caneta na mão, mas ela deu de ombros, não parecendo muito interessada. – Como se isso fosse me ajudar em alguma coisa. — Ela estendeu a mão em minha direção e, com um sorriso, se apresentou sem muitas formalidades. — Sou Freya Fraser. – Brooke Benne... – Só Brooke está bom; o resto não me interessa. — Ela piscou com um olho e sorriu animada, balançando minha mão com empolgação. — Agora me diga uma coisa... — Freya começou a desenhar circulos aleatórios em sua mesa enquanto olhava para mim. — Por que ela fez aquilo? – Ela é Melissa Milark. Precisa mesmo de um motivo? – Tudo precisa de um motivo. Eu, por exemplo, só estou aqui falando com você porque achei a situação toda bem engraçada e realmente pretendia rir de você, mas você me parece alguém por quem valha a pena eu gastar meu tempo então não vou fazer isso.O restante dos dois horários passou muito rapidamente. Acabei conversando bastante com Freya até que o Sr. Wate nos deu uma bronca por tal causa, ignorando que o resto da sala também parecia ter assuntos mais importantes do que todo o drama envolvente de Hamlet. Quando o último sinal bateu, todos se levantaram em uma velocidade incrível e se apressaram para sair da sala de aula, dando início ao inferno do último sino. Os corredores estavam congestionados e uma vez que você colocasse seu pé para fora da sala, tinha que se preparar para ser arrastado pela multidão de alunos desesperados. – Com licença... — Tentei caminhar até meu armário sem que mais de dez pessoas esbarracem em mim ou pisassem no meu pé, mas apenas consegui chegar lá depois que metade do colégio já tinha me atropelado. — Deus... — Segurei o cadeado de meu armário com força para não perdê-lo de vista enquanto sentia o movimento logo atrás de mim. Prendi meus dois Livros entre os dois joelhos e comecei o longo e tedioso processo de colocar o código certo no cadeado, mas fui brutalmente interrompida quando a porta do armário ao meu lado se abre com força e bate contra minha cabeça. – Ai! — Reclamei virando o rosto para ver quem me havia atingido. Me surpreendi ao ver ninguém menos que Enzo Capellari com seus quase dois metros me encarando, surpreso e sem saber o que fazer.
– Desculpe... — Disse em tom baixo e sem querer manter contato visual comigo por muito mais que cinco segundos. Enzo era realmente alto e se não usasse aqueles óculos poderia facilmente se passar por seu irmão, Filippo. – Certo. — Voltei a me concentrar no meu cadeado, que por mais que eu forçasse, ele não queria abrir de maneira alguma, e enquanto eu ainda guerreava para poder abri-lo, Enzo já havia fechado o seu próprio e começou a caminhar para a saída, mas por algum motivo voltou atrás.– V-Você quer ajuda? — Ele perguntou meio sem jeito para mim, que para olhar para ele quase tinha que levantar o pescoço. – Claro.– Qual a combinação? — Ele perguntou, ainda não fazendo contato visual. Quando lhe ditei os números, meio incerta se deveria ter passado minha combinação para ele, Enzo girou o cadeado com certa habilidade e em poucos segundos a porta estava aberta.– Obrigada. — Fiquei incrédula em como ele havia feito aquilo em tão pouco tempo enquanto eu sempre levava uns bons 10 minutos para fazer aquilo antes de desisitir e usar um feitiço. – Desculpe pela porta... — E com essas palavras ele saiu apressado, uma vez que o corredor já estava agora bem mais vazio. – Espera, Enzo... — Tentei chamá-lo, mas ele já estava longe demais para conseguir me ouvir agradecer. Consegui vê-lo entrar em um carro escuro com Filippo logo atrás de si antes que as portas duplas da entrada do colégio se fechassem e me fizessem perceber como o corredor agora estava silencioso. – Brooke! — Ouvi uma voz familiar chamando por mim. Quando virei meu rosto consegui ver Savannah Ross correndo em minha direção. Savannah Elizabeth Ross é a atual Ex-namorada de meu irmão. Não sei se isso me deveria fazer temer algo. Ela nunca me pareceu alguém vingativa, mas vai que ela acordou com uma vontade desesperadoura de descontar sua raiva na irmã mais nova de Gareth? Não me surpreenderia, sabendo da forma como ele costuma a terminar com as garotas: por SMS. O dia de hoje já comprometeu ainda mais meu papel nessa escola e não acho que poderia piorar.– Savannah? — Confirmei comigo mesma enquanto empurrava a porta de meu armário de leve, sem querer realmente fechá-lo, já que Enzo não estaria ali para me ajudar amanhã novamente.– Oi! — Ela me cumprimentou, empolgada. Acho que não iria se vingar, aliás, nem me lembro o porque dela e meu irmão terem terminado. — Vi o que aconteceu hoje na cantina. Quase que eu mesma fui dar uma lição na Melissa. — Ela dizia arqueando as sobrancelhas. – Obrigada... – Mas sabe, ela não é uma má pessoa ao todo... Sério. — Savannah parecia certa de suas palavras, mas era algo bem difícil de se acreditar. — Enfim... Ahn... O Gareth vai te levar para casa hoje? — Ela perguntou com receio. – Não. Ele perdeu a carteira de motorista semana passada. — Dei de ombros. — E ele pulou os últimos dois períodos. Por quê?– Nada. Só não queria ter que cruzar com ele agora. Savannah foi, até agora, a namorada mais bonita de Gareth. Ela era um pouco mais alta que eu, principalmente por usar salto alto vez ou outra. Seus olhos eram grandes, esmeraldinos e os cílios eram escuros e volumosos. Seus cabelos eram ruivos, assim como os de June, mas estavam soltos, ondulados e longos até a cintura. Pensei que ela e meu irmão realmente ficariam juntos por bastante tempo, mas não durou mais que dois meses. – Ei, Savannah! — Os barulho dos passos atrás de mim foi se tornando mais audível a medida em que as pessoas que vinham se aproximando. — Estavamos te procurando como duas loucas! – Ah. Cassie, Joan. — Savannah acenou para as duas animadamente, como fazia para todos. — Essa é a Brooke. Brooke essas são Cassie e Joan. As duas garotas em olhavam com um misto de curiosidade e pena. A da direita era morena, com longos cabelos castanhos que lhe desciam até um pouco abaixo do peito, onde formavam alguns cachos; os olhos eram azuis e serenos. A da esquerda era mais baixa, com os cabelos repicados em um tom de preto e os olhos acinzentados que se destacavam em seu rosto. – Eu sei. Viram o que aconteceu na cantina. — Impedi de que Joan, a da esquerda, reptisse o que todos tem me dito. — Acho que todos viram. – Não se preocupe. Logo todos esquecem. — Cassie me sorriu com ternura, mas logo esse sorriso foi subsituido por uma feição irritada e perversa. — E você, Savannah, quando te dissermos para esperar na sala você poderia esperar, né meu amor?! — Ela se revelou o total oposto do que me mostrara antes, me deixando um pouco confusa. – Não se assuste. — Joan dizia com uma calma que só ela. Seu rosto era inexpressivo, mas terno e sereno ao mesmo tempo. Me transmitia uma sensação de paz.- Ela é um pouco desajustada mesmo. – Brooke, amanhã você pode encontrar a gente no almoço? — Savannah entrelaçou ambos os braços com os das duas amigas. — Preciso mesmo falar com você e agora não vai dar. Vamos para a casa da Joan. Alguém de nós três tinha que ser boa em Química. – Certo. — Sorri para as três, percebendo que Cassie agora já estava com a expressão serena de antes. — Até amanhã então... — Acenei para elas, que se afastavam, caminhando com animação. Me preparei para ir embora também, mas ouvi mais uma vez alguém gritando meu nome. Para alguém que até ontem passava despercebida na maioria dos locais, eu realmente estava surpresa com a quantidade de pessoas que estavam me procurando.– Você quase me deixa aqui sozinha! — June revirou os olhos antes de me acompanhar em meus passos até a saída da escola. — Meu pai me disse que me esperaria aqui em baixo junto com o Philipe.- Philipe é o irmão mais novo de June. Ele tem 12 anos. Quando saímos do colégio, percebi que June ficou estática por um momento, onservando o pátio coberto de grama e os carros parados no acostamento enquanto o sol descia em seu ritmo, vagarosamente. – O que? — Tentei achar o que ela tanto observava e, seguindo seu olhar, achei o que tanto roubava sua atenção. Mais para frente no gramado, Philipe jogava bola justamente com Gunther Von Krauss. O mesmo Gunther Von Krauss que, a 4 anos Jun via pela primeira vez e me dizia o quanto ele era bonito com seus olhos misteriosos e acinzentados e os cabelos castanho escuros. Embora Gunther seja alguém totalmente desagradável, irritadiço e cínico, quando estava perto de crianças parecia se tornar uma. Tinha um sorriso bonito nos lábios nesse momento, lançando a bola de um lado para o outro com Phil.– Gunther Von Krauss, afaste-se agora do meu irmão! — Quando dei por mim June já estava marchando até os dois, que se viraram para vê-la. — Philipe, vem comigo. — Ela já o estava puxando pelo braço. – Calma, June! -Corri até ela, que mantinha em torno de sí uma aurea desagradável e irritada. — Eles estavam apenas brincando! – Você demorou demais, June. Encontrei com o Gunther e ele começou a brincar comigo. — Philipe tentava se explicar, percebendo como sua irmã tinha ficado irritada. Mal sabia ele que ela só tinha ficado assim porque recebia patadas todas as vezes que tentava falar com ele e finalmente havia encontrado um bom motivo para descontar nele toda sua raiva.– Escuta aqui, Gunther! você sempre faz isso? — Ela cruzou os braços diante dele, que não parecia muito interessado em discutir com alguém que era quase 25 cm mais baixo que ele. — Sai por aí conversando com crianças que estão sozinhas? – Saia do meu caminho, sim? — Ele acomodou as mãos dentro dos bolsos da calça. — Você pode ser pequena, mas ocupa muito espaço. – Não fuja do assunto! — Ela estava ficando realmente irritada. Olhei para Philipe, que segurava meu braço ao meu lado e ficamos ambos observando a discussão dos dois. — É do meu irmão que estamos falando. Ele vai acabar pegando o costume de falar com estranhos e isso pode ser perigoso!– Pelo amor de Deus, garota. — Ele soltou uma lufada de ar pela boca. — Não que eu lhe deva satisfações, mas seu irmão estava jogando bola sozinho aqui do lado de fora e eu apenas aproveitei. – Aproveitou o que?! – Aproveitei que a irmã irresponsável dele parecia tê-lo esquecido aqui fora para fazê-lo companhia enquanto ela não chegava, o que me parece o total contrário de "perigoso". — Ele iniciou seu discurso venenoso para cima de June, como sempre acontecia. — Perigoso era ele ficar aqui fora, sozinho, esperando por você. Você deveria ao menos me agradecer, garota. – Meu nome é June e estudamos juntos desde a sexta séria, Gunther. — Ela já começara a sentir o efeito de suas palavras, por isso já não estava mais o atacando tanto. – E eu não perguntei isso — Ele mantinha aquela expressão tediosa no rosto, destruindo cada vez mais o que restava de esperanças em June. – Obrigada pelo Philipe... — Ela deu de costas para ele e veio até nós, já visivelmente afetada pelas palavras maldosas de Gunther. — Vamos. — Ela estendeu a mão para o irmão, que a segurou com prontidão. — Te vejo amanhã, Brookezinha. — June sorriu para mim antes de sair caminhando na direção oposta da de Gunther. – Certo, me deixem aqui sozinha. — Suspirei, desanimada. — Hora de ir para casa...
Notas finais
Então, o que acharam? Não se esqueçam de deixar comentários, é muito importante!
Até o próximo! xD
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