Magic Power Rangers

1 01 - PRÓLOGO: MAGIA ELEMENTAL


Notas iniciais
Oie, pessoas!
Esta foi a minha primeira fic postada na minha comunidade do Orkut (hehe...). Lá não teve muita repeercussão, mas é por conta da popularidade do mesmo, que anda baixa desde que surgiu o Facebook... Mas eu resolvi postar aqui, e espero que todos os que a lerem gostem tanto quanto eu estou gostando de escrever, hihi...
Enfim, vamos ao primeiro capítulo!

Pequeno povoado de Wyllowville, ano de 1995.

Cinco crianças corriam em meio a um bosque próximo ao povoado. Três garotos brincavam felizes com uma bola, e duas garotas os seguiam de perto. Eles tinham idade entre oito e dez anos, e viviam felizes naquele povoado com suas famílias. Porém, mal sabiam eles que suas vidas iriam mudar por completo naquele momento...

Os três garotos, Dylan, Robby e Sergei, brincavam com a bola, quando, de repente, Dylan parou perto de uma árvore e desafiou, apontando para o alto dela:

— Quero ver quem alcança aquele galho ali.

Os outros dois largaram a bola e correram na direção do amigo, exclamando:

— Eu alcanço!

— Eu também!

E começaram a pular, tentando alcançar o galho. A bola, esquecida, foi parar nas mãos de uma das meninas, a menor delas, que a pegou e saiu correndo. Dylan, ao ver isso, saiu correndo atrás dela, chamando:

— Ei! Melissa! Volta aqui!

— Não! Eu vou brincar com a bola agora! — a garotinha respondeu, sem parar de correr.

— A bola é minha! Devolve! — Dylan reclamou.

— A bola é minha também! E você já terminou de brincar com ela! — Melissa respondeu, parando. E arrematou — Agora é minha vez!

E voltou a correr, sem se dar conta de que estava indo em direção à floresta, à parte mais escura e desconhecida dela. As outras crianças, vendo isso, apressaram-se em alcançá-la, mas a pequena Melissa corria muito rápido. Até que, de repente, elas ouviram um grito, e não viram mais a garotinha. Melissa acabara de cair num buraco. Dylan então se desesperou e correu na direção de onde viera o grito, sendo seguido pelas outras crianças. Eles chegaram e encontraram a bola rolando próximo a um buraco estreito e escuro. Dylan correu para a beira do buraco e se esgueirou, pra ver se enxergava a menina, mas só via a escuridão do interior do buraco, que parecia ser bem fundo. O garoto, que era o mais velho da turma e irmão da menina, estava realmente preocupado. Então ele começou a chamá-la, sem sucesso, o que o deixava ainda mais preocupado. E outro garoto, o menor da turma, também se esgueirou na beira do buraco e observou, olhando lá dentro:

— Ih... É um buraco muito fundo... Acho que a gente nunca vai mais achar ela...

— Cala a boca, Robby!! — Dylan exclamou, nervoso.

— Fica calmo, Dylan... — a garota que ainda estava com eles falou. E, olhando para os outros dois garotos, perguntou — E aí? Ninguém vai fazer nada?

O terceiro garoto, um moreno de olhos verdes, que ainda não havia se pronunciado, falou, com ar pensativo:

—Bom... Se a gente tivesse alguma coisa pra usar como corda...

— Peraí, Sergei, eu acho que vi um cipó ali perto daquelas árvores... Cipó serve pra usar como corda, né? — Robby falou, apontando numa direção.

— Cipó? Err... Acho que serve... — Sergei respondeu, ainda pensativo.

— Beleza! Então vamos! — a garota, uma ruivinha sardenta de pele rosada chamada Karyn, exclamou, indo na direção apontada por Robby.

E os três correram para lá, enquanto Dylan continuava na beira do buraco, não sairia de lá enquanto não visse a irmãzinha. Ao chegar no local indicado, Sergei achou um pedaço de cipó pendurado numa árvore. Os outros dois também viram o cipó, e Robby logo o tirou de lá. Mas o pedaço era relativamente pequeno, e Sergei falou, com ar desapontado:

— É muito pequeno... Não vai servir...

— Ei, tem outro bem grande aqui! — Karyn exclamou, olhando outra árvore próxima dali.

E os dois garotos foram olhar. E viram um enorme pedaço de cipó preso à árvore. Sergei exclamou, mais animado:

— Esse aí dá que sobra! Vamos tirar!

E os três tentaram arrancar o cipó da árvore, mas este estava muito bem atado. E Sergei falou:

— Peraí, acho que é melhor a gente cortar ele...

— E como é que a gente vai cortar se não temos nada que corta? — Robby perguntou.

— Eu tenho um canivete que meu vô me deu, ora. — Sergei respondeu, tirando um pequeno canivete do bolso da calça.

— Legal! Então vamos logo com isso! — Karyn exclamou, já puxando um pedaço do cipó para ser cortado.

E Sergei cortou o cipó, tirando-o da árvore. E eles o carregaram até a beira do buraco, onde Dylan continuava esgueirado, chamando pela irmã. Então amarraram uma ponta do cipó em uma árvore próxima e jogaram a outra dentro do buraco. E Dylan desceu pelo cipó até onde parecia ser o fundo, vendo que lá existia uma imensa caverna subterrânea. Então ele se pôs a procurar pela irmãzinha.

Os outros três desceram logo atrás, e começaram a procurar também. Procuraram por um bom tempo, mas não a acharam em lugar nenhum. Então Dylan, cansado e desolado, sentou-se numa pedra e se pôs a chorar. Os outros se aproximaram e tentaram animá-lo, mas também estavam tristes, achando que nunca mais encontrariam Melissa. Nisso, um homem alto e velho, de aparência bem antiga, surgiu diante deles, assustando-os. E ele falou:

— Não fiquem assustados, pequenos visitantes. Eu posso levá-los até aquela que vocês procuram.

— Hã?!

— O senhor sabe onde está a Melissa? — Dylan perguntou, se levantando num pulo.

— Sim. Venham comigo.

E, dando as costas ao pequeno grupo, foi andando para o interior da caverna. Dylan, sem pensar duas vezes, se pôs a segui-lo. Os outros trocaram olhares entre si, meio desconfiados, e foram também atrás. O velho os levou até uma câmara onde havia, bem no centro, um tipo de bloco transparente, e dentro dele, havia uma pessoa deitada, uma menina de cabelos loiros longos e ondulados. Os quatro se aproximaram para ver melhor e ficaram totalmente abismados ao reconhecerem-na: era Melissa! Ela estava inconsciente e visivelmente pálida. E Dylan correu até o bloco e começou a chamá-la, mas ela nem se mexia. E o velho falou:

— Não adianta chamar por ela. Ela não pode ouvi-lo, pequenino.

— O que aconteceu com ela? — Dylan perguntou, ainda encostado no bloco, olhando para a irmã.

— Ela foi picada pela Aranha. — o velho respondeu. E, se aproximando do bloco, falou, com ar preocupado — Aos poucos, o veneno das sombras está infectando a garota. Se não formos rápidos, ela poderá se tornar um deles.

— Deles quem? — Karyn perguntou, curiosa.

— O Império Negro. Um Império maligno que vive nas sombras, e que, a cada 360 anos tenta se apoderar do planeta inteiro. E o primeiro passo que eles dão é escolher sua rainha.

— E como é que eles fazem isso?

— A Aranha é um dos membros mais antigos do Império. É ela quem escolhe a rainha. Esta garota foi a escolhida desta vez.

— O quê?!

— Vejam, na mão direita dela. — o velho falou, indicando no bloco onde estava a mão direita. E os quatro olharam. E o velho arrematou — Vêem aquela marca ali? É a picada da Aranha. — os quatro puderam ver uma leve mancha negra no pulso direito dela, próximo à mão. E o velho explicou — Isso significa que, daqui a alguns anos, o Império Negro se levantará novamente. Eles virão atrás de sua rainha e juntos tentarão novamente se apoderar deste planeta e torná-lo um planeta de trevas e destruição.

— Eu não vou deixar isso acontecer! — Dylan exclamou, com ar determinado.

— Tem algum jeito de salvar a Melissa? — Sergei perguntou.

— Hum... Este bloco transparente a está mantendo em um estado de animação suspensa. Ela está totalmente inconsciente, e essa é a maneira mais fácil de protegê-la. Mas isso não vai salvá-la.

— Não?!

— Não. Este bloco só servirá para mantê-la fora do alcance do Império e atrasar a transformação dela na rainha. Ele foi criado com uma magia do bem que retarda a influência do veneno das sombras, que é o que a transformará na rainha. Mas, para que essa magia funcione, ela precisa permanecer inconsciente, e eu não creio que possa mantê-la assim por muito tempo.

— Então o que o senhor vai fazer?

— Bom... Existe uma outra maneira de salvá-la. Mas as chances serão bem pequenas, e eu precisarei da ajuda de todos vocês.

— Eu faço qualquer coisa. — Dylan afirmou, determinado.

— O que a gente tem que fazer? — Karyn perguntou.

— Vocês terão que ser meus ajudantes aprendizes, pelos próximos dez anos, pelo menos. E, durante este tempo, não poderão sair da floresta. Para nada.

— Hã?!

— É o tempo mínimo que eu levarei para criar um feitiço permanente e eficaz para salvá-la. E precisarei da total dedicação de vocês quatro.

As quatro crianças ficaram sem saber o que dizer. Elas não se sentiam preparadas para largar tudo aquilo que conheciam, seus lares, família, amigos, assim tão de repente. E ficaram olhando uns pros outros, indecisos, até que Dylan olhou novamente para o bloco onde estava a irmã. Ele ficou olhando e, em sua mente, surgiam lembranças felizes de um passado nem tão distante assim, cenas dos dois brincando juntos, de uma infância feliz que ele acreditava que não iria acabar tão cedo. Nisso, os outros três também olharam para o bloco. E Dylan falou, determinado:

— Eu vou ficar. Vou ser o seu ajudante.

— Hum... E quanto a vocês? — o velho perguntou, olhando para os outros três.

— Hã... Eu também fico. — Karyn respondeu.

— Eu também. — Sergei arrematou.

— E você, pequenino? — o velho perguntou, olhando para Robby.

Aí todos olharam para ele. Robby continuava olhando fixamente para o bloco, como que hipnotizado. Então ele se aproximou e encostou a mão no bloco, alisando-o. E falou:

— Eu quero ver quando a Melissa vai acordar... Eu quero estar aqui quando isso acontecer. — e, depois de uma pausa, arrematou, olhando com determinação para o grupo — Eu... também vou ficar e ajudar.

— Neste caso, o treinamento de vocês começa agora. — o velho afirmou, erguendo os braços.

E um turbilhão de luzes se formou ao redor deles, tomando conta do local. Eles ficaram olhando, impressionados. E, de repente, o turbilhão cessou, dando lugar a uma faixa formada por quatro pequenos fachos de luz colorida, que provinha do bloco transparente. E cada facho de luz incidia sobre uma das quatro crianças: o facho vermelho incidia sobre Dylan, fazendo seus cabelos dourados parecerem labaredas de fogo; o facho verde incidia sobre Sergei, acentuando a cor verde de seus olhos; o facho azul incidia sobre Robby, iluminando o tom azulado de seus olhos; e o último facho, róseo, incidia sobre Karyn, fazendo cintilar a pele rosada e o cabelo ruivo da garota. E o velho começou a explicar:

— A magia não se trata apenas de meros truques de ilusionismo. A verdadeira magia é muito mais que isso. Cada uma dessas cores representa um elemento. — e, se aproximando de Dylan, falou — Dylan, sua determinação, capacidade de liderança e força de vontade são fruto da magia que existe em você, a magia do seu elemento.

— A magia do meu elemento?! — Dylan perguntou, espantado. Ele ainda estava um tanto assombrado com aquilo, não cogitava que pudesse ter poderes mágicos ou coisa assim, afinal, era só um garoto de dez anos.

— Isso mesmo. Cada elemento possui características próprias, e aquele que detêm a magia de cada elemento adquire também um pouco de suas características. — o velho respondeu. E, depois de uma pausa, continuou — Dylan, o seu elemento é o de maior energia, que pode ser usada tanto para o bem, tendo o poder de transformar, quanto para o mal, tendo o poder de destruir. Este elemento é o fogo.

— Fogo?!!

— Exatamente. E você tem, a partir deste momento, a responsabilidade de não permitir que o seu poder se torne destrutivo. Você será o líder, que guiará seus amigos para evitar que as trevas invadam este planeta.

— E salvar a minha irmã?

— Também. Você, e todos os outros, deverão treinar bastante para juntos criarmos um feitiço que salvará a pequena Melissa. — o velho respondeu, olhando para o grupo. E, detendo seu olhar em Sergei, falou — Sergei, seu conhecimento, sua capacidade de sobreviver mesmo nas situações mais difíceis, e, acima de tudo, sua força, provém do seu elemento, o mais sólido, que serve de substrato para todos os seres que vivem sobre ele e dentro dele. O seu elemento dá nome a este planeta, apesar de não ser o único que o compõe. Sergei, o seu elemento é a terra.

— Terra?! Uau!... — Sergei exclamou, impressionado. E se lembrou dos ensinamentos de seu avô sobre a importância da terra, sentindo que agora tudo aquilo fazia sentido.

O velho então se aproximou de Robby e o chamou:

— Robert.

— Hã?! — o garoto “acordou”.

Ele estava fascinado com aquele jogo de luzes, e aquela luz azulada que ainda incidia sobre ele o atraía de uma forma que ele não conseguia resistir. Não podia parar de olhar para aquilo. Mas o velho conseguiu desviar sua atenção, ao dizer:

— Robert, o seu elemento é o mais divertido e ao mesmo tempo um dos mais perigosos. Ele atrai e fascina, mas pode causar enormes estragos. Porém, da mesma maneira que pode causar destruição e morte, ele também é indispensável para a criação e manutenção da vida neste planeta. Sua energia, sua vitalidade e seu poder de atração são suas fortes características. Robert, o seu elemento é a água.

— Água?! Puxa... — Robby falou, impressionado.

E se lembrou que, desde que se conhecia por gente, era fascinado pela água. Sentia-se bem quando estava próximo a ela, tanto que aprendera a nadar antes mesmo de aprender a andar. Então o velho, já próximo de Karyn, voltou a falar:

— E você, pequena Karyn, alegre, brincalhona, porém determinada e forte quando necessário, possui as características fortes do seu elemento: indomável, imprevisível, leal, amigo e gracioso. O elemento que sustenta os céus, transforma a terra, movimenta as águas e é capaz de domar o fogo. Seu elemento, Karyn, é o ar.

— Ar?! — Karyn perguntou, meio sem entender.

— É o vento, sua boba! — Robby exclamou.

— Não me chame de boba! Eu sabia que era o vento, seu chato! — Karyn replicou, irritando-se.

E os dois começaram a mostrar a língua um pro outro. Até que a voz do velho os fez pararem e voltarem suas atenções para ele.

— Os quatro elementos unidos representam o equilíbrio e a harmonia deste planeta. — o velho explanou, como um professor rodeado de alunos. E se aproximando do bloco, arrematou — Mas, para que esse equilíbrio seja estável e duradouro, é necessária a presença de mais um elemento.

— Mais um elemento?! — Dylan perguntou, espantado.

— Que elemento? — Sergei perguntou, curioso.

O velho pareceu pensar por uns instantes, e respondeu, com ar de mistério:

— Isso, meus caros aprendizes, é algo que vocês deverão descobrir como tempo.

E saiu da câmara, deixando os quatro com ar de interrogação. Então as luzes se apagaram e os quatro trataram de sair dali também. Antes de sair, porém, Dylan lançou um último olhar para o bloco e uma lágrima brotou em seus olhos, escorrendo pela bochecha. Em sua mente, um único pensamento: “Não se preocupe, irmãzinha. Eu não vou deixar que te levem, nunca!”.

Mais tarde, os quatro estavam na floresta, num mirante de onde se podia ver o povoado, mais embaixo. Era a última vez que o viam, pois não poderiam mais sair da floresta. E Robby perguntou:

— Será que eles vão sentir saudades da gente?

— Eu queria poder me despedir, pelo menos... — Karyn murmurou, triste.

Dylan estava calado e cabisbaixo. Sentia-se muito mal com aquilo, pois sabia que os outros três só estavam ali por causa dele. Sergei percebeu o estado do amigo e falou:

— Não tem problema, Dylan.

— Hã?! — o mais velho olhou para ele, espantado.

— A gente vai salvar a Melissa, e depois, vamos voltar pra casa. Tenho certeza que vão tar esperando a gente.

— É, e a gente não pode voltar sem a Melissa, né? — Karyn arrematou, com um sorriso. E falou, com um olhar terno — Não fique assim. A gente tá aqui pra te ajudar.

—Vamos juntos salvar a Melissa. E aí vamos voltar e vai ser uma festa daquelas! — Robby exclamou, fazendo uma cara bem alegre.

Dylan olhou para cada um deles e, vendo os olhares determinados de cada um, sentiu que poderia contar com eles. E, com expressão determinada no rosto, falou:

— Brigado... Valeu mesmo, turma. — e, estendendo a mão direita para frente, arrematou — Vamos juntos salvar a Melissa.

— Vamos. — Sergei respondeu, colocando sua mão direita sobre a de Dylan.

E os outros dois fizeram o mesmo, selando o pacto. Então olharam mais uma vez para o povoado e, em silêncio, se despediram. E rumaram para o interior da densa floresta, onde viveriam pelos próximos dez anos, sem jamais poder sair dela...

Notas finais
Bom, por enquanto é isso. Espero mesmo que tenham gostado. Não sei se conseguirei atualizar esta fic com a frequência que todos merecem, mas vou me esforçar para não decepcionar. Para terminar, gostaria de reforçar um pedido aos leitores: não deixem de comentar!
Até a próxima! (Que espero que seja logo...)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.