Magic Mirror
1 Prólogo
Notas iniciais
O prólogo está gigantesco, mas eu não queria fazer mais de um capítulo na mesma parte então... Aproveitem.
Espero que gostem.
Estava de boa na lagoa (literalmente) flutuando no lago enquanto olhava as nuvens e ficava fazendo formas com elas. É muito divertido criar um urso de monociclo flutuando no céu.
— JULLY, VOCÊ... — Plaf! Alguém se afundou no lago. — Socorro! — Essa voz... Esse grito afeminado... NICO!
— O que você quer? — Pedi muito educada. Qual é, não podem me atrapalhar quando estou boiando e tentando pegar um bronze!
— A-a-al-mo-ço! — Ele disse se engasgando com a água. Revirei meus olhos e o puxei pela gola da camisa preta.
— O que você disse? — Pedi enquanto ele tossia.
— Almoço! — O soltei por um momento, mas logo o puxei de novo e nos levei até a margem o mais rápido que pude.
— Vai indo vou colocar uma roupa. — Disse enquanto ia em direção a um tronco próximo e peguei a saída de banho e o chinelo que tinham lá. Eu já tentei ir almoçar só de biquíni só que o Quiron começou a me dar bronca sempre e tive que, parar com essa preguiça.
Fui correndo até o pavilhão e sentei junto com Percy que já estava se servindo.
— Nem espera mais a irmã, né bicho feio? — Disse me sentando na sua frente e me servindo.
— Achei que estava dormindo. — Ele respondeu terminando de se servir.
— Aham, sei. Vou fingir que acredito.
— QUEM SENTIU SAUDADES?! — Uma voz melodiosa berrou atrás de mim. Como reflexo dei uma cotovelada na pessoa atrás de mim, que por sorte (dela) estava a bons 3 metros de mim. Me virei um pouco e vi uma garota loira, de olhos azuis elétricos e um sorriso irônico.
— CAROLINE SUA QUENGA! BERRA DE NOVO E EU ESTOURO SUA CARA, FILHA DA PUTA! — Berrei levantando e a abraçando. Nada abre mais o apetite do que berrar com a sua prima. Recomendo.
Caroline Portare era filha de Zeus, tinha 18 e bruxa, só que ela era italiana e eu britânica e, lógico, eu era mais velha. Nos conhecemos ano passado no acampamento e nos vimos em alguns eventos do Ministério esse ano.
— Eu ganho abraço? — uma voz rouca perguntou bem perto de mim. Só poderia pertencer a uma pessoa aquela voz.
— Na próxima vida, quem sabe. — Disse me soltando da minha prima e me virando para o bruxo loiro de olhos verdes, da mesma idade da Carol e legado de Hermes. — Virou EMO como o Nico? — Disse com um sorriso de lado e passando por ele, que ficou no meu caminho, mas quase foi arrastado por mim.
Terminei de me servir e depois de fazer minha oferenda comi conversando alegre com meu irmão cabeça-oca.
Estranho como senti falta desse lugar. Tudo tão calmo e bonito. E é tão bom hoje ser domingo e não ter nenhum centauro me arrancando da cama para treinar. Você tem que se aperfeiçoar e praticar, assim você não morre em batalha! Um monte de baboseira! Fui treinada pelo deus da guerra, deusa da estratégia em batalha e com criações que quase me mataram dezenas de vezes do deus dos ferreiros. Não preciso "praticar", isso é para quem não luta tão bem quanto eu, e que não tem a mesma modéstia que eu.
— Jully vamos para praia? — Carol me perguntou depois do almoço. Isso é um grande avanço, já que ela tem medo do mar.
— Não... Vou colocar minha bênção de Hipnos em prática e dormir até a hora do jantar. Se ficar com medo chama o Percy. — Dispensei toda a turma e fui para o Chalé 3 dormir. Nem tomei banho, cai direto na cama. Depois de dois minutos eu dormi.
(...)
Acordei com um imbecil me balançando.
— NÃO SOU MILK-SHAKE, PORRA! PARA DE ME BALANÇAR! — Disse calma e tentando dar um tapa na cara do energúmeno.
— Jantar... — Ele disse calmamente me estendendo a mão. Dispendei sua ajuda e pulei da cama e corri até a porta, só que Percy pigarreou e apontou para a minha roupa. Ainda estava com o biquíni e o vestido, só que a essa altura parecia ter saído de uma garrafa.
— Qual é o problema? Eu vou jantar não ir ver a Rainha.
Fui para minha mesa com Percy e comemos brincando, mas o bobão conseguiu me irritar e saímos no braço.
Senti braços fortes na minha cintura, só que não adiantou de nada, braços finos agarram meu braços e 2 pares de braços agarram as minhas pernas. Senti uma descarga elétrica retirando momentaneamente meu controle dos membros.
Quando me acalmei vi os estragos no meu parente. Lábios inchados e sangrando, arranhões no rosto todo e um braço quebrado. Já brigamos mais sério. Em minha pele só haviam alguns hematomas pelas pernas, tronco e braços e lábio inchado. Amanhã já iremos brigar de novo.
— Por atrapalhar o Jantar, todos vão para a cama. Agora. — Disse o Sr. D com tédio.
— Não é mais fácil me mandar um prato de comida no chalé? Pouparia essa bronca de todas as noites. — Disse revirando os olhos ainda presa pelos meus amigos.
— Não teria tanta graça, afinal. Essa é a minha diversão de todas as noites. — O deus disse dando de ombros.
— Devíamos ganhar salário. — Comentou meu irmão secando um pouco de sangue e sendo amparado pela Annie.
— Então trabalhem! — Bicha má! Não se pode falar assim comigo! EU sou da classe trabalhadora! Fazer poções para atender toda a Grã-Bretanha e França acaba com uma pobre bruxa como eu U.U
— Podem me soltar agora. — Pedi calma. Aos poucos os braços foram me soltando e só ficaram dois braços fortes na minha cintura. — Pode me soltar. — Pedi de novo, já ficando irritada. — ME SOLTA, IMBECIL! — Mamãe passou educação ni mim (8) — Só que não.
Dei um beliscão no braço e ouvi o Órion xingando baixo em grego. NÃO PODE SER! O JEGUE DE FARMÁCIA?!?!
— Pode me soltar antes que eu quebre o seu braço, ou vai ser um escravo legal e me carregar. — Sim ele é meu escravo. Ganhar aposta é tão bom, MUAHAHAHAHA!
Ele me soltou e se postou na minha frente, de costas para mim e um pouco agachado.
— Para onde, madame? — Ele pediu. Eu ri e pulei na suas costas, agarrando no seu pescoço e travando minhas pernas na sua cintura. Lógico que eu prefiro ser carregada no colo ou sentada em uma cadeira, mas assim também é legal.
— Meu chalé. O mais rápido possível. — Mandei e ele começou a andar. — Se me derrubar dessa vez eu te levo junto. — Ouvi uma risada coletiva atrás de mim e notei que todos estavam indo comigo para o chalé de Poseidon. — Agora virou a casa da mãe Joana?
— Não, mas eu convidei todo mundo.
— Para que Percy?
— Bagunçar? — Perguntou o Connor.
— Zoar? — Tentou o Travis.
— Te ver de pijama? — Murmurou o Órion só que todos ouvimos.
— OLHA O ÓRION... — Todos fizeram um coro.
— QUE MERDA É ESSA? — Pedi, mas fui abafada pelo coro.
Quando cheguei à porta desci do meu escravo e fui caminhando até minha cama ainda bagunçada, mas tropecei em alguma coisa e cai de cara, mas como eu sou uma ninja dei uma cambalhota a disfarcei a queda (N/ Carol: Ou quase) (N/ Jully: Portare, fica quieta! Estou no meio da minha narração ninja, quando quiser um comentário seu nas minhas ninjices eu te dou um POV U.U)
— O que é isso? — Pediu a Piper abraçada ao Leo. O amor é tão insuportável!
— É um pacote. Apareceu do nada. — Respondeu Percy.
— Eu tropecei nele, eu tenho que abrir.
— E se for veneno? — Argumentou Annie. Tirei meu vestido, rasguei em dois e os usei como luvas.
— Não importa o que for, eu vou pegar assim. — Disse andando até o pacote pardo do tamanho de uma caixa. Todos me encararam incrédulos. — O que foi? — Pedi sem entender nada. — Até parece que nunca me viram de biquíni na vida.
Andei lentamente até a embalagem e me sentei ao seu lado. Cuidadosamente abri e todos deram um passo à frente (bando de curiosos!), procurei com cuidado algum remetente, mas não tinha nada escrito. Com cuidado abri a embalagem e todos prenderam a respiração, inclusive eu. E lá dentro tinha um perigoso, devastador, horripilante... Espelho antigo.
— Nossa... Que assustador! — Debochou Clarisse tirando as palavras da minha boca.
— Quanto drama por nada. — Eu disse tirando o tecido das mãos. — Não acredito que vou levar uma bronca da sua mãe por nada. — Disse olhando para Piper.
— Olha o lado positivo, — disse Chris me estendendo a mão e me ajudando a levantar enquanto Percy abaixava e pegava o espelho para pendurá-lo, — você ganhou um enfeite de graça.
— Isso é ótimo! — Eu disse meio irônica. — Só que eu geralmente ganho as coisas de graça.
— Tá se achando, né? — Pediu a Carol para me irritar.
— Eu não me perdi para ser achada. — Eu divei na patada.
— Tá tudo muito bem, tudo muito bom, mas vamos dormir? — Pediu meu irmão bocejando.
— Antes uma foto! — Pediu a Piper com a minha câmera... PERA ÁI! Como ela pegou minha câmera? E outra pergunta melhor ainda, quando ela pegou?
— Quando você pegou minha câmera?
— Essa coisa pré-histórica é sua? — Leo pediu rindo.
— Em cima da sua cama. Ela estava quase caindo.
— É minha... INVASÃO ZUMBI!!! SALVEM-SE QUEM PUDER!
— Que gritaria é essa? — Pediu o Nico aparecendo do nada.
— Nada, é só a Jully dado uma de louca de novo... — Comentou a Carol ficando do lado do filho da morte.
— Vamos tirar essa foto antes que eu expulse vocês com pontapés. — Pedi irritada.
Todos nos juntamos, programei a câmera e a deixei levitando, me juntei à eles e fiz uma careta como havíamos combinado. Depois sorrimos, pulei nas costas do meu escravo, me joguei na Clarisse e depois tirei uma foto beijando meu primo enquanto ele fazia uma careta de nojo.
Depois que todos tiramos bastantes fotos, eles foram cada um para seu chalé e deixei meu irmão tomar banho primeiro enquanto eu revelava as fotos.
— Percy, pendura elas no espelho enquanto eu tomo meu banho? — Pedi entregando as fotos com imagens que se mexiam para meu irmão e ia tomar meu banho.
Quando voltei o encontrei rindo com as imagens.
— Nós temos problemas. — Ele afirmou.
— Muitos. — Concordei rindo com ele enquanto olhávamos para a turma toda fazendo caretas. — Olha pelo lado positivo, nós somos felizes.
— Você positiva? O que aconteceu?
— É a má influência das dríades. Elas estão mais chatas que as nereidas. — Rimos. — Boa noite. Disse me deitando.
— Boa noite. — Ele me respondeu.
Notas finais
Espero que tenham gostado, e comentem. Isso é muito importante e faz uma autora feliz. =D
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