Magic
2 Capitulo 2 - I'm Samantha Puckett
Notas iniciais
Capitulo 2 – I'm Samantha Puckett
–Eu não sei. –o corpo de Freddie gelou der repente sua garganta ficou seca, suas mãos começaram a suar. Freddie tirou sua gravata que, nesse momento, dificultava sua respiração e o pior de tudo era o fato de ele ter atropelado uma menina que, talvez, seja inocente e também se sentia culpado por a idéia de abandoná-la ali naquela estrada sombria parecia ser a mais sensata.
–Tudo bem. –Freddie disse passando a sua mão em uma bochecha da menina na tentativa de acalmá-la, mas no fundo ele sabia que não estava. –Vem. –Freddie puxou a menina pela mão tentando deixá-la de pé, mas no mesmo momento que tentou dar um passo ela desmaiou. Freddie a pegou no colo e foi em direção ao seu carro, a colocou deitada no banco de trás e fechou a porta indo em direção ao banco do motorista.
Freddie estacionou a Ferrari na calçada de sua mansão. Saiu do carro e foi ate o assento de trás. Pegou a menina loira, novamente, no colo e a levou para dentro de sua casa. Assim que abriu a porta, com um pouco de dificuldade, chamou pela sua erma. Cat descia as escadas ligeiramente com seu pijama roxo e com pantufas amarelas.
–Ai meu deus Freddie. –gritou Cat assim que percebeu o que tinha sobre os braços do garoto. –Você atropelou a chapeuzinho vermelho turbinada? –perguntou apavorada com a situação, tanto quanto Freddie. O moreno a deixou delicadamente deitada no sofá.
–Eu não sei... Só estava dirigindo normalmente quando... –Freddie parou de falar assim que viu a menina se sentar no sofá. A loira coçou os olhos e olhou diretamente para Freddie e Cat que estavam parados em sua frente, deu um leve sorriso envergonhado.
–Onde eu estou? –perguntou ainda sonolenta. Cat sentou-se no sofá ao lado da menina e colocou suas mãos sobre as da menina.
–Qual é seu nome? –perguntou Cat olhando cada detalhe da menina. Agora sobre a uma luz artificial Freddie percebeu que a menina misteriosa a sua frente era a moça mais bela que já tinha visto, ate mais bela que sua namorada. Freddie sentia sintomas de uma guerra em sua cabeça, a ração e os sentimentos, mesmo sabendo que era os sentimentos poderiam estar totalmente errado era inevitável não olhar.
–Eu não sei. –repetiu a mesma resposta que deu a Freddie. Cat arregalou os olhos e fitou um tempo o irmão que agora estava caminhando de um lado para o outro pela sala inteira. –Esta tudo tão confuso, eu não me lembro que dia é hoje e nem como fui parar naquela estrada. –falou rapidamente.
Cat arrumou o cabelo em um coque alto e frouxo, Respirou fundo três vezes enquanto rolava seu olhar por toda a sala tentando achar uma resposta concreta.
–Tudo bem, vamos te ajudar. –Cat tentou tranqüilizar a menina. Freddie pigarrou alto e gesticulou com as mãos para que eles tivessem uma conversa sozinhos. Freddie sorriu antes de deixar a loira sozinha na sala.
O que você esta pensando? –perguntou Freddie um pouco alto de mais. Cat que estava a sua frente tampou a boca do irmão rapidamente.
–Shhi... Quer que a chapeuzinho te escute? –perguntou ironicamente. –Você atropelou a menina e quer que ela saia bem. Freddie ela pode ter perdido a memória ou coisa do tipo.
Cat tentava falar cada vez mais baixo possível ela nunca foi tão preocupada com alguém, mas essa menina era exceção havia algo diferente nela, Cat sabia disso e bem lá no fundo Freddie também.
–E o que quer que eu faça? –perguntou passando as duas mãos no cabelo.
–Me deixe cuidar dela, pelo menos ate amanha para que possamos leva – lá no medico. Se ela tiver batido a cabeça na hora da queda o medico deve saber.
Por mais que não goste da idéia, Freddie sabia que era a melhor opção. Freddie sorriu a pensar que finalmente sua ermazinha que só pensava e magia, apesar dela ter 17 anos, estava amadurecendo. Isso o confortava.
–Tudo bem só um dia. –comentou e Cat foi pulando ate a menina, as duas comeram a conversar alegremente. Cat se apresentou e começou a chamar a menina loira de chapeuzinho vermelho, por causa da capa. Freddie ficou observando as duas conversarem.
–Eu gostaria de usar o banheiro. –a menina pediu educadamente e Cat assentiu mostrando a onde se encontrava o banheiro. No momento em que a menina se levantou Freddie teve a impressão de ver uma corretinha dourada cair sobre o chão e quando as duas meninas não estavam mais presentes na sala ele caminhou ate o pequeno objetivo.
Freddie percebeu que era uma pulseira de ouro puro novinha em folha. O moreno a pegou nas mãos e pode ver que atrás estava escrito o nome “Samantha Puckett”. Não sabia de onde, mas já tinha escutado esse nome em algum lugar e isso martelava cada vez mais alto em sua cabeça. Quando as meninas voltaram resolveu perguntar:
–Quem é “Samantha Puckett”?
As duas meninas a sua frente o olhavam com curiosidade. Freddie estendeu a pequena pulseira sobre sua mão e Cat entendeu o que estava acontecendo.
–Eu conheço isso de algum lugar. –afirmou a menina que estava ao lado de Cat. Freddie a encarou seria e a mesma pegou o objetivo de suas mãos.
–Você é Samantha? –perguntou Cat.
A menina rolou os olhos pela casa procurando uma resposta que responderia essa pergunta. Ela volta a olhar para os dois e uma claridade toma conta de toda sua visão fazendo desmaiar. Freddie a segurou rapidamente e a colocou em cima do sofá novamente.
–Ela esta quente. –afirmou Cat passando a mão sobre a testa da loira. Rapidamente Freddie umedeceu um pano e colocou sobre a cabeça da menina.
–É com toda certeza temos que tomar com dela. –disse Freddie se sentando no chão acompanhando a erma.
–Acho melhor levá-la para o quarto de hospedes. –disse Cat quebrando o silencio ruim que tinha se formado em poucos minutos.
–É o que eu vou fazer agora. –Freddie pegou a menina no colo e levou para o quarto de hospedes ao lado do quaro da erma. A deitou na cama e ficou observando a menina desacordada por um bom tempo.
Quando percebeu a hora saiu do quarto e fechou a porta atrás de si. Olhou o quarto da erma que já estava dormindo tranquilamente, mas quando foi fechar a porta fez barulho e acabou acordando a menina.
–Como ela esta? –perguntou se referindo a loira que estava deitada no quarto ao lado. Cat sentou-se na cama e ficou fitando o irmão tentar achar uma resposta.
–A febre já esta passando. –afirmou tentando novamente fechar a porta, mas Cat falou:
–Precisamos cuidar dela.
Aquelas palavras atingiram Freddie de surpresa, mesmo acreditando no que a erma dizia tinha outra parte oculta nele que também dizia para tomar cuidado que esse caminho não tem volta.
–Eu sei. –depois de pensar um pouco respondeu. No fundo não era mentira ele sabia que tinha que ajudá-la só não sabia como.
Enquanto Freddie tentava dormir. A menina desconhecida dormia tranqüilamente.
Ela estava montada em um cavalo branco, com longos vestidos detalhados para ser como na idade media. Seus cabelos loiros estavam mais longos que o normal e estavam atados em uma trança que chegava ate o fim das costas da menina.
–Samantha. –alguém chamou e assim que ela olhou para rãs avistou um menino de cabelos claros, vestes de idade media como a sua e segurando uma espada que brilhava intensamente no sol.
–Vem brincar comigo, Sammy.
A menina loira pulou na cama. Estava suada e sem sua capa vermelha agora. A menina sentia sua cabeça girar e não podia mais controlar o que via. Ela somente tinha certeza de uma coisa.
–Eu sou Samantha Puckett...
Continua...
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