Magia e afins
1 Só basta uma conexão
A rua estava escura e molhada, pois tinha acabado de chover, a única luz vinha de um prédio, numa janela do quarto andar. O homem olhou no seu relógio e viu que eram vinte horas e voltou a olhar a tela do seu computador. Após apenas três minutos aconteceu o que ele esperava, uma mulher saiu do prédio e entrou no carro estacionado do outro lado da rua.
Ele instalou uma câmera que mostrava toda a rua do prédio em que seu alvo estava e passava as imagens para o seu computador. O homem estava em um prédio menor, por isso teve que ir para o terraço, assim ele ficaria na sua mesma altura. Seu equipamento já estava montado e pronto para ser utilizado, uma barret m107. Apesar da mira telescopia ver muito distante, ela não consegue enxergar atrás da parede, para isso o homem deveria usar outros métodos.
Ele levantou sua mão direita e fez um desenho no ar com seu dedo indicador, apesar de parecer aleatório, ele sabia onde iria terminar antes mesmo de começa-lo. Uma espécie de binóculo roxo luminoso surgiu no homem, agora sim ele poderia ver o que quisesse. Ele observou o apartamento do seu alvo, tinha somente um cobertor, duas sacolas cheias de comida, duas garrafas de água e um celular.
Seu alvo era Albert Harris, uma pessoa normal com aparentemente uma conexão no mundo mágico, Marilyn Tatcher, e só isso bastava.
O homem jogou um líquido num cartucho e colocou no fuzil, depois fez outro desenho no ar, dessa vez com dedo do meio e uma bolha invisível se formou em volta dele, o som dentro dessa bolha não existia. O homem então se apressou, um humano não pode ficar muito tempo sem escutar qualquer som, se não o mesmo enlouquece. Ele mirou em Albert e atirou. A bala atravessou três prédios como se eles não estivessem ali, mas não foi o caso com a cabeça de seu alvo.
Ele desfez o círculo invisível e o binóculo roxo com movimentos diferentes dos anteriores, e sentiu um mal-estar depois de desfazer o círculo, pois não aguentou o mínimo de barulho que o ambiente estava fazendo. Ele pegou seu celular e mandou uma mensagem que já estava escrita e pronta para ser enviada: “feito”. Desmontou a arma, recolheu tudo e guardou dentro da mala. Quando saia do prédio recebeu uma mensagem no celular de um número desconhecido: “trabalho”.
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