Mads Project
5 Capítulo 5 - Conhecendo o lado legal de um não amigo.
Notas iniciais
Capítulo 5
– Aah, isso é menos perigoso que um carro – disse Zetsubou aliviado – Mas, não.
– Por que não?
– Iris, como você mesmo disse, você está ficando mais velha e já deve entender as coisas, e se eu digo que não, é não – O homem falava calmamente como se estivesse tentando explicar algo complicado para uma criança.
– Tio, lembra quando estávamos treinando e você disse que eu devia tentar usar uma arma?
– Zetsubou passou a mão em uma cicatriz no ombro direito – Lembro, sim.
– Bem, eu não consegui acertar nenhum alvo e você disse que eu devia ser boa em alguma coisa porque meu pai era o “Grande Rodrick”
– E?
– E que se meu pai foi um dos fundadores dos Mads, ou até mesmo o melhor. Por que eu não posso entrar nessa também? Eu posso ser tão boa quanto ele – Iris tinha ganhando confiança ao envolver o pai no assunto.
– Querida...
– Não me chame assim.
– Seu pai era realmente incrível e nós o temos como um grande exemplo e um motivo para continuar lutando contra-- Você sabe. Você é inteligente e esforçada, mas eu creio que eu não posso deixar você fazer isso.
– Você me treinou desde muito nova, eu sei que eu não sou tão boa com armas que envolvam mira precisa, ou com carros ou até mesmo em tomar decisões sensatas, mas eu posso fazer isso!
– Eu te treinei para te proteger, como seu pai me pediu que fizesse! – Zetsubou desligou a panela, decidido que não poderia mais se concentrar no jantar.
– Mas eu estou segura, eu só quero fazer alguma coisa, eu não quero deixar para os outros uma coisa que eu devia estar fazendo, meus pais morreram naquela noite, e o fato de eu ser uma sobrevivente de um triste acidente não é por acaso, Ele me deixou viver pra poder ver o quanto isso seria ruim, Ele queria ver o meu futuro já que só podia matar meu pai uma vez, mas podia me matar todos os dias com a vontade de ter uma família, e te matar todos os dias te deixando uma lembrança sólida de que um dia seu irmão foi feliz e Ele acabou com tudo isso. – As lagrimas que a ruiva tentou segurar corriam pelo seu rosto.
– E é justamente por isso que... Que eu não posso te mandar para essa guerra, não posso deixar Ele ter o gostinho de ter previsto tudo isso, além do mais, você só iria me atrapalhar e talvez terminar de afundar todos nós. Ele não te deixou viva para que ficasse mais forte ou algo do tipo, isso não é uma historia de um anime, Iris, você vai morrer se tentar. – O tom de voz usado pelo maior era rígido.
– Eu nunca pensei desse jeito, eu não sou tão idiota assim. Eu não faria isso sozinha, eu escutei tudo que você disse desde os 7 anos e tenho a perfeita noção do que está acontecendo. Por favor, me deixe ajudar.
– Não terá nenhum dos meus homens do seu lado, se quer fazer isso, deve fazer do seu jeito, e se tudo der errado, eu não vou te abraçar e dizer que está tudo bem.
– Vou conseguir as pessoas necessárias! – Uma chama de esperança acendeu na mente da ruiva.
– Arraste essas pessoas pra morte com você se puder lidar com isso.
[...]
Iris estava chegando aos portões quando esbarrou em alguém alto, antes que pudesse pedir desculpas, se deu conta que não pedia desculpas.
– Olhe por onde anda – disse pra quem quer que estivesse no seu caminho.
– Se você analisar bem a situação, vai ver que foi você que bateu em mim e você é quem deveria prestar mais a atenção. – O garoto com olhos vermelhos não parecia incomodado coma situação.
– Allastair Nightwalker, equipe de Kendô, 16 anos. – Iris se deraconta de quem estava a sua frente e sentiu um sorriso se formando em seu rosto.
– O que foi isso? E você não sabe dar sorrisos psicopatas, para, isso é estranho.
– Aah, desculpe, é que eu fiquei escutando a Tomoko falar de você ai acabei decorando – Iris provavelmente estaria morta quando a presidente soubesse disso – Estamos na mesma turma né?
– Aaah, sim, você é a garota que passa praticamente todas as aulas de calculo dormindo ou olhando com cara de boba pra mim.
– O que? Tenho certeza que a Tomoko faz isso, eu só durmo mesmo.
– Ta o.k então... Estamos atrasados, ajudaria se você me deixa-se ir agora.
– O Bad estava certo, você é um tanto quanto difícil.
– O que aquele Emo tem dito a meu respeito? — o espadachim começava a se irritar.
– Nada de mais.
– Quer dizer que você entrega a Tomoko como se não fosse nada, mas defende uma pessoa como o Bad.
– O que? você já sabe que ela gosta de você?
– Isso é meio obvio uma vez que ela quase desmaia toda vez que vai falar comigo.
– E por que não aceita os sentimentos dela? Ou seja lá o que vocês adolescentes fazem quando descobrem a paixão de uma garota.
– Você intrometida assim mesmo ou tem interesse pessoal na minha vida? – O garoto sorriu fazendo a ruiva se repreender mentalmente por achar isso bonito.
– Eu só gosto de conhecer as pessoas com as quais eu divido a classe.
– Então porque não fala com o Rodrigues?
– Quem?
– Como eu pensei. Olha... Qual é o seu nome mesmo? Bem... que seja, estamos atrasados, podemos conversar mais tarde.
– Espera, como você sabe como é um bom sorriso psicopata?
– Minha irmã – o moreno virou as costas e entrou no colégio deixando a garota pra traz.
[...]
Iris chegou a tempo da aula de história e se sentou antes que a presidente pudesse dizer algo. Assistiu a aula se esforçando muito para não dormir.
– O próximo período pra você é de tecnologia – Bad dera um susto na ruiva que não tinha percebido ele chegando.
– Já disse pra parar de fazer isso. E como sabe dos meus horários?
– Eu sei das coisas. Por exemplo, sei que você estava conversando com o Samurai irritadinho hoje mais cedo.
– E no que isso lhe diz respeito, Zero-kun? – Iris se apoiou nos cotovelos e lançou um sorriso debochado para Bad
– Não diz, Ruivinha – O garoto correspondeu o sorriso, o que foi muito estranho. – O que você faz ou deixa de fazer não me interessa... Só tem uma coisa que você não deve fazer é conversar com uma garota muito parecida comigo, na aparência é claro, eu sou um gênio e ela é... bem, não fale com essa garota chamada...
[...]
– Chieru, você é a única que ainda não supervisiona um calouro, então ficará com a Srta. Foster – Um homem aparentando uns 50 anos com óculos de armação fina, cabelos grisalhos bem cortados, calça social e um suéter cinza era o responsável pelas aulas de tecnologia, e não deixava a Iris nada a vontade com aquele olhar experiente e de quem não tolera brincadeiras.
– Eai – A garota de olhos verde água com cabelos curtos no mesmo tom de verde escure de Bad, estava com o uniforme padrão e com um casaco verde musgo.( aparentemente verde era a sua cor favorita, ou ela simplesmente gostava de combinar tudo) Era exatamente igual ao garoto rude e irritante com o qual Iris dividia a classe. A única diferença era que ela era uma garota e isso fazia dela mais delicada e de algum jeito... Bem bonita.
– Uau, você é exatamente igual ao seu irmão — Iris disse surpresa.
– Não, sou mais bonita e mais inteligente que o meu irmão.
– Se você diz. Prazer, Iris foster — A ruiva estendeu a mão
– Chieru, só Chieru – a garota apertou a mão de Iris – Sou sua instrutora.
– Espera... O sobrenome de vocês é “Só”?
– Não, nós não temos sobrenome.
– Estranho.
– Você é a sobrevivente de um banho de sangue que vem ao colégio normalmente e eu é que sou estranha?
– Como você... Como sabe disso?
– Zero me fez pesquisar tudo sobre você e sua família, até os seus horários.
– Então é você a ajudante excêntrica... Interessante.
– Pois é... E então, qual é o seu nível em tecnologia?
– O mais baixo. – Iris respondeu com sinceridade.
– Entendi... Olha, o trabalho é em dupla, mas eu faço ele sozinha e depois você me paga o almoço.
– O.k... Vá em frente — Iris observava a garota trabalhar.
– Você é boa nisso – A ruiva vira Chii desmontar a placa de um radio e remontar com perfeição corrigindo os problemas com uma rapidez e precisão incrível.
– É por isso que eu estou aqui – A garota de cabelos esverdeados não desviava os olhos do trabalho.
– E seu irmão está aqui por quê?
– Ele é inteligente, de um jeito irritante, mas é inteligente.
– Isso eu percebi.
– Ele tem um certo interesse na sua vida — Chii terminara o trabalho e espera a avaliação do professor.
– Ele deve me amar ou algo do tipo – Iris disse distraída.
– Hahahahaha, se um dia meu irmão amar alguém além dele mesmo eu quero ser a primeira a saber pra poder rezar pela alma da coitada.
– Ele é tão ruim assim? E se não é amor o que ele quer?
– Ele é... o Bad sabe? Sem definição. E o interesse dele se deve ao fato de você ter colocado ele na detenção no segundo dia de aula, ele só ficou de detenção 2 vezes na vida, uma por levar a culpa de uma coisa que eu fiz e outra por estar com você.
– Nossa, sou uma péssima pessoa.
– É sim. Mas eu não me importo, você parece legal. Vamos, deixe o projeto ai e vamos comprar algo, você me deve.
Notas: na discussão da Iris com o tio dela "Ele" é com maiúscula porque se refere a uma pessoa que ainda não pode ter o nome revelado.
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