Mads Project

1 Capítulo 1 - Encontros desagradáveis


Notas iniciais
Yoo, faz um tempo que eu estava planejando postar essa fic, mas estava com muita preguiça de escrever. Finalmente tomei coragem e vergonha na cara.

Escutem qualquer coisa animada~~

Espero que gostem e desculpem os erros de português.

A Fundação Raivin é um colégio renomado, destino de alunos notáveis e dona de um dos mais eficientes sistemas de ensino. Com professores rígidos e regras de conduta que contribuem para uma formação excelente de seus alunos. Os alunos se formam e saem prontos para a vida lá fora, preparados para todos os tipos de desafios, almejando sempre o topo não importa o quão distante ele esteja. Tantos elogios faziam com que todos os anos as linhas do colégio se congestionassem com pessoas lutando por uma vaga na Fundação Raivin, geralmente pessoas com um patamar mais alto conseguiam as vagas primeiro, depois os famosos alunos notáveis, garotos e garotas com uma grande capacidade em uma área acadêmica, e logo depois, pessoas sortudas que ficavam com as vagas restantes.

O ano letivo havia começado e todos estavam empolgados com as novas amizades e com o colégio gigantesco. Uma variedade de estilos formava o lugar, pessoas populares dentro e fora do colégio, pessoas mais reservadas, atletas, músicos e alguns antissociais que evitavam contato.

Após as devidas apresentações de professores, coordenadores e alunos, era chegada a hora de escolher os representantes do conselho.

Tomoko Santti, filha do governador, foi eleita a presidente do conselho apesar de sua pouca idade, o que era rapidamente deixado de lado, pois sua popularidade entre os alunos era tudo que ela precisava para ocupar o cargo. Estava tudo na mais perfeita ordem para a loira de olhos claros que se equilibrava em um salto alto que fazia ecoar o som de batidas no corredor, mas um vento derrubou alguns papeis que deveriam ser levados até a sala no segundo andar, fazendo com que esta precisasse se abaixar para pegá-los, mas umas mãos mais rápidas já tinham feito o serviço, alias que unhas horríveis eram aquelas? O esmalte preto descascado fez com que Tomoko se arrepiasse pensando em que tipo de criatura deixaria aquilo a mostra.

– Aqui está, tome mais cuidado da próxima vez... Se bem que seria engraçado ver você correndo atrás desses papeis usando esses sapatos — A ruiva não muito alta estendia os papeis, tinha um sorriso debochado estampado no rosto. O uniforme do colégio tinha ganhado a adição de uma jaqueta preta que parecia não ser feito para a garota, o laço da camisa estava desfeito como a gravata de um adolescente desajeitado e os olhos verdes pareciam distantes.

– Obrigada. O que faz fora da sala? — A Loira tentava manter a postura responsável

– É que a aula estava um saco, e eu realmente não estava afim de ficar lá.

– Você não estava afim de ficar lá, né? Ótimo, poderia me dizer o seu nome? — disse a presidente enquanto pegava uma caneta para anotar o nome da fugitiva.

– Iris, Iris Foster. Você é a Tomoko, a aluna mais jovem a conseguir o cargo de presidente do conselho estudantil, estou certa?

– Sim, e você é a primeira aluna a ganhar uma detenção esse ano, sinta-se lisonjeada — disse sorrindo.

– Nossa, a própria presidente me mandando para a detenção, isso é maravilhoso, seria uma pena se eu não pudesse comparecer. Estou meio cansada e vou para casa, quem sabe amanhã. Até Srta. Presidente, meus cumprimentos ao diretor — Disse a ruiva enquanto se dirigia até a escada no fim do corredor.

Primeira impressão da aluna do 2º ano? Um problema. Tomoko ficou perplexa com tal atitude, perambular pelos corredores durante o 3º período e ignorar a presidente do conselho, onde essa garota estava com a cabeça?

O ginásio ficava maior parte do tempo vazio e por isso parecia ser o melhor lugar para pensar e colocar as ideias em ordem, Iris abriu as grande portas da quadra procurando um lugar na arquibancada para reformular o seu plano para ser expulsa daquele inferno em pelo menos uma semana. Era insuportável ter que ouvir todos aqueles gritos de garotas no corredor e ver garotos brigar sem se machucar de verdade.

Deitado na parte mais alta da arquibancada um garoto ouviu as portas rangendo e em seguida passos na grande quadra de basquete, sua intenção era ignorar qualquer um que resolvesse atrapalhar o seu descanso. Depois de um tempo os passos cessaram, a pessoa provavelmente teria achado um lugar e resolvido ficar quieta, mas ele não imaginava que esse lugar seria bem ao seu lado.

– Aaah, as aulas desse lugar são estrema mente entediantes — As palavras foram lançadas ao vento, na esperança de começar uma conversa.

– Você não acha? — A garota insistia.

– você é irritante. Não está vendo que eu não estou respondendo? Isso era para ser interpretado com um "caia fora". — O garoto tinha se levantado e agora encarava a ruiva, um de seus olhos estava parcialmente cobertos pelos cabelos escuros de um tom esverdeados, ele a encaravam de maneira ameaçadora, ao contrario desta ele não parecia desajeitado, o uniforme — apesar de diferente dos outros — estava impecável.

– Eeeh, como você é cruel, eu só estava tentando conversar, como pode ser tão rude com uma garota? — a garota fingia estar ofendida.

– Sua voz é muito chata, como seus pais conseguem te ouvir? O que quer aqui?

– O mesmo que você. Você é o garoto que sumiu depois do primeiro período, não esperava te encontrar aqui... Estava se drogando?

– Estava, posso te dar um pouco se isso te fizer calar a boca e sair daqui. Disse num tom irônico.

– Não, isso só vai aumentar a minha detenção — Disse a ruiva olhando para a cobertura da quadra.

– Detenção? Estamos no segundo dia de aula e você está de detenção — um sorriso se formava no rosto do garoto.

– Pois é, a presidente do conselho não perdoa.

-Tomoko...

– Todos por aqui sabem o nome dela, não é? — a Ruiva se virava para encarar o garoto.

– É, ela é bem popular

– E bem chata também — a ruiva fez uma careta ao lembrar-se do encontro no corredor

– Eu já disse tudo que podia, você já reclamou da presidente, seu segredo está seguro comigo então vá embora, você ainda me irrita.

– Pensei que tinha desistido da ideia de me expulsar daqui.

-Eu não mudei de ideia só com uma conversa. Tchau, espero não te ver mais.

– Okay, okay, já entendi — A garota se levantou e foi em direção à porta.

– Como é seu nome? — Gritou o garoto

– Iris, Iris Foster. E o seu?

– Zero... Só Zero. Mas me chamam de Bad

– Bad? Combina com você.

A garota deixou o ginásio pensando em como poderia saber mais sobre esse tal de Zero. A ruiva entrou no corredor do 2º andar prestando a atenção em todo e qualquer barulho, não poderia ser vista fora da sala de novo, tinha que passar despercebida, não que isso fosse muito difícil. A porta da sala do conselho estava aberta e o lugar parecia vazio, Iris pensou em procurar alguma coisa sobre os alunos já que as fichas de matricula e comportamento ficavam lá. Zero estava na sua sala então ela já tinha uma ideia de onde procurar. Quando finalmente achou a ficha, o barulho irritante que escutara mais cedo voltou a ecoar pelo corredor até chegar à sala.

– Posso saber o que estava procurando, Srta. Foster? — A loira a encarava com uma prancheta na mão.

– Aah, Tomo-chan. — a ruiva sorriu amigavelmente. Estava ferrada de qualquer jeito.

– Tomo-chan? Com quem você acha que está falando?

– Sabe, Tomo-chan combina muito mais com você, eu só pensei que seria legal te chamar assim — disse enquanto escondia a ficha do colega.

– Não importa o que você acha, o que ainda está fazendo fora da sala? Eu te disse que se te pegasse no corredor de novo te daria detenção.

– Não, você disse que eu já estava de detenção, e se me permite lhe perguntar, o que você faz fora da sala em mocinha?

– Você e o Zero estavam fora da sala e eu tive que vir procura-los.

– Eai ruivinha — Zero aparecera quase que magicamente na porta, talvez tivesse sido pego enquanto voltava do ginásio.

– Aah, você? Traidor, disse que meu segredo estava a salvo com você.

– Pois é, mas a presidente aqui sabe como arrancar a verdade das pessoas. O que é isso que você está tentando esconder? Uma ficha? Isso é proibido sabia, ficou tão curiosa a meu respeito que teve que quebrar as regras do colégio para matar a sua sede de informação? — Aquele sorriso debochado estampado no rosto do moreno incomodava Iris tanto quanto o que ela dera a Tomoko mais cedo.

– Talvez você seja fraco demais — a Ruiva respondera a provocação.

– Tomoko, o que está acontecendo aqui? Esses não são os alunos que você veio buscar? — Um homem alto com cabelos grisalhos trajando um terno interrompeu a discussão.

Notas finais
Eu revisei isso algumas vezes, mas com certeza devo ter deixado isso passar, se virem alguma coisa me falem.
Até o próximo cap.