Mads Project

3 Capítulo 3 - Uma agradável conversa na sala de musica


Notas iniciais
Bem... depois de muita enrolação ai está. espero que gostem.

Tomoko batia incessantemente o salto de seu sapato caríssimo demonstrando impaciência. Iris havia fugido da detenção na tarde anterior pela janela do 4º andar, se não estivesse morta ou machucada o suficiente pela queda, A loira teria o prazer de quebrar os ossos da ruiva com as próprias mãos.


Iris estava realmente demorando, o que fez com Bad começasse a acreditar que a ruiva tinha se machucado seriamente, talvez ela acreditasse que a queda não seria tão ruim assim e agora esteja em coma. O 1º período passou sem a presença da ilustre baixinha problemática. Mas quando Tomoko e Bad estavam prestes a comemorar o sumiço da garota Bad foi abraçado pelas costas quase indo ao chão com o impulso.


– Hey, sentiam minha falta? — Iris olhava para os dois com um grande sorriso no rosto.


– Como assim "sentiram minha falta"? Você não morreu? — perguntara a loira incrédula.


–Já estava contando com a minha morte, Tomo-chan? Você é uma amiga desalmada — Disse a ruiva fazendo um biquinho.


– Não venha com essa de amiga, eu não sou sua amiga — A loira se aproximou para avaliar o estado da delinquente — Você está perfeitamente bem, Bad me disse que você tinha pulado a janela. Como consegue sobreviver a 4 andares?


– vasos ruins não quebram tão facilmente, Tomo-chan.


–O que aconteceu com você? — O garoto já tinha se recuperado e decidiu participar da conversa.


– Bem, eu estava enjoada de ficar olhando para a sua cara de emo, então pulei a janela e cai na sacada da sala de musica, logo abaixo da sala de detenção, a porta estava aberta então eu fui para o corredor e de lá foi fácil sair da escola. – A ruiva disse enquanto entrava na sala.

– Você não serve nem para morrer. – O garoto com cabelos esverdeados voltou para a carteira deixando as garotas sozinhas.

– O que aconteceu com suas roupas? Finalmente teve um surto de bom senso? – A loira encarava a ruiva que finalmente estava com o uniforme correto. A clássica camiseta branca com o emblema da escola estava perfeitamente passada, a saia cinza do comprimento certo, as meias padrão da escola 5/8 preta. E o casaco da escola amarrado à cintura, pelo menos era um casaco feminino.

– Achei que você ia gostar que eu viesse assim. — Disse a ruiva dando de ombros – E o idiota emo de cabelo verde ali me convenceu a ficar nesse colégio.

– Às vezes eu odeio o Bad. A loira rolou os olhos dando as costas.

As aulas seguintes não interessavam nem um pouco a ruiva, ela realmente não queria estar ali, mas o que Zero dissera sobre os alunos interessantes havia a feito mudar de ideia. Ela passou a maior parte do tempo analisando seus colegas de classe, nenhum parecia realmente interessante ou talentoso, mas um garoto sentado na ultima carteira encostado-se à janela chamou a sua atenção.

Ele tinha os olhos vermelhos fixos na quadra de esportes no andar de baixo, mas não parecia estar prestando a atenção ao jogo, estava pensando em algo distante. Ele era bonito, tinha cabelos pretos arrepiado dos lados, o agasalho da escola estava jogado sobre os ombros (talvez ele não visse a necessidade de colocar as mangas), mas este tinha a gola um pouco mais alta que o padrão, o que a fez pensar que os alunos da Academia gostavam de personalizar o uniforme. Ele não parecia ter nada de especial e impressionante, mas também não se mostrava inútil como os outros, isso fazia dele um cara misterioso e interessante. Iris só percebeu que estava encarando-o por muito tempo quando os olhos vermelhos encontraram os seus fazendo a olhar em direção as expressões na lousa. O moreno não tinha se importado muito com isso.

Iris estava decidida a saber mais sobre o garoto da ultima carteira, as aulas haviam acabado e ela esperava Bad no fim do corredor.

– Zero, que tal me passar algumas informações?

– Por que eu faria isso? – O garoto parou na frente da ruiva – E eu já te disse para me chamar de Bad.

– Aah, Bad, que tal me falar sobre o garoto que senta na ultima carteira perto da janela, o com o cabelo preto e olhos vermelhos.

– Hmm, o Samurai irritadinho?

– Samurai irritadinho? – A ruiva arqueou a sobrancelha.

– Ele é da equipe de Kendo da escola, mas está sempre de cara fechada, como se nada fosse interessante o suficiente, isso me irrita. Ele não fala muito e não tem muitos amigos, deve ser por causa dos boatos de que ele anda com uma Katana de verdade, mas não se anime muito porque ele é d... Quer saber, por que não pergunta para a Tomoko? Eu nem ao menos sei o nome dele, ela vai te informar melhor.

– Tomo-chan?

– Ela sabe bastante sobre ele. Quando terminar vá até a sala de musica, precisamos conversar a sós. Bad desceu as escadas deixando a ruiva sozinha no corredor.

A ruiva foi até a sala do conselho, sabia que iria encontrar a Presidente lá, e precisava das informações o mais rápido possível, a historia do moreno andar com uma Katana de verdade no colégio sem ser pego a deixava bem empolgada. Como o esperado Tomoko estava sentada na mesa mexendo com alguns papeis.

– Tomo-chan, está muito ocupada?

– Entre, Iris — A loira ainda estava com a atenção voltada aos papeis, mas a voz da ruiva era inconfundível.

– Papeis nee, que chato... Quem é o garoto com olhos vermelhos que senta na ultima carteira da sala.

– O que? – A semblante da presidente mudou de tédio para algo indecifrável, surpresa? Raiva? Algo como “você não devia estar olhando naquela direção Srta. Foster” .

– O garoto, quem é? – A ruiva percebeu que isso poderia gerar uma discussão no mínimo interessante.

– Bem, Srta. Foster. O garoto se chama Allastair Nightwalker, equipe de Kendo, 16 anos. – Apesar de ser mais nova, Tomoko gostava de se referir a ruiva como “Srta. Foster” porque acreditava que isso a tornava mais imponente como aquelas diretoras de colégios de freira. Mas não dava muito certo.

– Você sabe tudo sobre ele, agora entendo o que o Bad disse...

– O que aquele maldito disse? – A presidente estava tão vermelha quanto seus sapados caríssimo.

– Aah, nada demais. Mas já entendi que ele é seu e—

– Querida Iris, não espalhe boatos sobre a presidente, não acredite em tudo que escute e saia da minha sala. Agora – A loira empurrou Iris para fora e fechou a porta.

– HAHAHA fala sério Tomo-chan, você prece uma criança desse jeito, é normal gostar de alguém na sua idade. – Iris estava se controlando para não rolar de rir, mas a atitude da presidente fez toda a autoridade sumir.

– Esta ficando louca? Alem de pular de janelas você fala com portas? – Bad aparecera atrás dela sem fazer nenhum barulho, ela odiava isso, era como se seus sentidos falhassem e ele se aproveitasse disso.

– Não apareça do nada, ainda posso te matar por isso. A ruiva cruzou os braços e se aproximou do garoto, o que deixava a diferença de altura bem evidente.

– Para a sala de musica. Se possível agora.

–Você é quem manda — Iris o acompanhou até a sala no 3º andar.

O colégio estava silencioso, as aulas haviam acabado e só alguns membros do conselho e alguns alunos que ficavam até mais tarde nos clubes permaneciam na Academia Raivin. A sala de musica era uma das salas mais afastadas e estava vazia como na maioria do tempo.

– Então... Você não vai tentar abusar de mim ou algo do tipo, não é? – Iris parecia estar se divertindo com uma das mechas do seu cabelo.

– Por favor, me leve um pouco mais a sério, eu não sou como a presidente – O garoto estava encostado na porta tentando manter a calma com as piadas da ruiva.

– Você tem um péssimo senso de humor, sabia? – A ruiva se aproximou e se sentou em uma carteira ao lado da mesa do professor – O que quer de mim?

– Bem, você me disse que seu fosse inteligente o suficiente poderia descobrir o que quisesse sobre você — O garoto deu um meio sorriso e lançou alguns papeis sobre a mesa – Confesso que tive ajuda, mas a busca foi toda arquitetada por mim, por isso levo o crédito.

– Quer dizer que você ficou mesmo interessado na minha vida? – A ruiva revirou os papeis na mesa, papeis com o símbolo do governo, arquivos confidenciais da policia. – Alguém esteve bem ocupado... Mas posso saber que é a pobre alma que aceitou trabalhar para você?

– Isso não vem ao caso, Ruivinha.

– O que vem ao caso?

– O seu tio tem estado bem ocupado, mantendo esse laboratório...

– Não é um laboratório – A garota o interrompeu.

– Essa fachada de alguma coisa que não é um laboratório – Continuou ele – E arrumando encrenca com policiais.

– Aah, sim. – A ruiva parecia distraída, ainda analisando os papeis.

– Eu não vou contar para todo mundo e fazer você ir presa ou algo do tipo, você não precisa se preocupar você faz alguns favores para mim e eu mantenho a policia longe da sua porta. – Os olhos do garoto brilhavam como se ele estivesse assistindo uma casa em chamas, algo nele fazia Iris pensar que ele ia gostar de ver um casa em chamas.

– HAHAHAHAHA como se a policia fosse fazer alguma coisa – A garota largou os papeis e fixou os olhos verdes em Bad. – Escute garoto, você não pode me chantagear, eu deixei você descobrir estas coisas e você nem ao menos fez isso sozinho, mas quem te ajudou nisso parece ser muito mais interessante.

– Ela é um pouco excêntrica, mas sim, é bem inteligente.

– Então... Se você quer fazer parte do projeto do meu tio, podia ter falado logo, eu estaria satisfeita em rir e dizer não, mas você está me fazendo perder tempo.

– Quem disse que eu quero entrar para a gangue do seu tio? Eu queria tirar proveito do fato de você ter um pé do lado errado da lei, isso ia me trazer algo de bom.

– Você gosta de descobrir segredos dos alunos e chantagea-los? Isso não te faz melhor do que eu.

– Nós dois somos terríveis então. O garoto tinha um sorriso debochado que parecia nunca querer deixar o seu rosto.

– Se você diz. Então que tal você me deixar em paz agora que não conseguiu completar o seu joguinho? Afinal você pode ser útil um dia, mas não hoje. — A ruiva levantou e abriu a porta.

– Conversaremos mais vezes, Iris. Vou ver se estou disponível para esse seu grupinho.

– Okay. Até mais Emo irritante – Iris se despediu com um aceno.

A ideia de que Bad tinha conseguido descobrir sobre o seu tio (coisa que não era muito difícil, pois a policia tinha muita informação sobre ele, mas não tinha intenção de interferir) fez com que Iris pensasse em conhecer melhor o colega irritante, talvez trazer ele e a ajudante talentosa para a organização, ela escutou de seu tio que eles precisavam de pessoas eficientes e que a idade dos recrutas não importava contanto que estes se mostrassem valiosos. Loucura? Talvez, mas a ideia de fundar sua própria cede dos Mads borbulhava em sua mente. O colégio tinha as pessoas necessárias, depois de circular pelo lugar e escutar todos os boatos possíveis Iris tinha algumas pessoas em mente.

A ruiva se apressava para chegar à casa a tempo, estava mais do que atrasada, a noite tinha caído rápido e ela não pensou em culpar outra pessoa senão Bad pelo atraso. A noite era reconfortante mas ao mesmo tempo perigosa para Iris, dentro da Academia Raivin ela era uma colegial qualquer, mas fora ela era um grande alvo vermelho com uma placa “Eu sou uma pessoa próxima ao cara que vocês odeiam, por favor me sequestrem e me usem como isca e façam ele me odiar ainda mais por atrapalhar seus planos” .

Depois de cortar caminho pelos becos e ruas não muito bem frequentadas, a garota estava procurando a chave quando uma voz conhecida a interrompeu.

– Iris-chan. – O nome da ruiva sendo pronunciado num tom tão infantil e irritante fazia seu sangue ferver.

– Seu tio está? — A figura de cabelos roxos e olhar penetrante num tom profundo de azul, vestido casualmente com um jeans numa lavagem escura e um moletom cinza, saiu das sombras chegando mais perto da garota em passadas lentas e calmas.

–Devil, a que devo a honra de sua desagradável presença? – A e ruiva disse em um tom zombeteiro.

– Calma, eu só vim conversar. E então... Seu tio está?

Notas finais
Espero que tenham gostado. Se tiver algum erro, sintam-se na obrigação de dizer. Até a próxima.