Mads Project

2 Capítulo 2 - Por que tinha que ser na ultima sala?


Notas iniciais
Yooo pessoinhas lindas, estou postando esse cap mais cedo porque ele já estava pronto e deixado de lado e tal... mas não se acostumem. Então, especialmente para a minha leitora linda, Chii-chan.

– Tomoko, o que está acontecendo aqui? Esses não são os alunos que você veio buscar? — Um homem alto com cabelos grisalhos trajando um terno interrompeu a discussão.


– Diretor? Eu estava tentando levar esses dois até sala, mas eles não me escutam – disse enquanto apontava para os delinquentes.


– Isso não devia ser muito difícil para você, mas olhando para esses dois, creio que eles sejam problemáticos – disse o senhor olhando para Iris.


– Hey, minhas roupas não definem meu caráter... Na verdade definem sim, você não vai querer alguém como eu nesse colégio, ligue para o meu tio e me expulse. — A ruiva tinha conseguido chamar a atenção do diretor com seu jeito “largado”, só precisava irrita-lo a ponto de ser expulsa .


– Concordo com você, ela devia ser expulsa, está totalmente fora do seu habitat natural, isso deve ser muito diferente das ruas e ela com certeza não está se adaptando. — Disse zero, lançando um sorriso irônico para a menor.


– Me senti ofendida com essa declaração, Zero. — A ironia nas palavras da garota fez com que Zero soltasse uma risada contida.


– Zero, não diga essas coisas, você deve respeitar os outros alunos – Disse a loira se intrometendo na discussão – Mesmo que sejam inferiores a você.


– Você também Tomoko? – Perguntara o diretor surpreso. – Bem, não vou te expulsar Iris, mas você está de detenção. Você também Zero, não saia da sala só por vontade.


– O que? – Disse o garoto surpreso com a decisão do Diretor – Eu vou ter que ficar na detenção com essa garota? Não poderia me dar algo melhor, como a pena de morte?


– Você está me tirando do sério – A ruiva começava a perder a pose de indiferente.


– Não há outra opção. E Tomoko, você fica até mais tarde para cuidar desses dois. Disse o diretor deixando a sala.


– Mas, e os membros do conselho? E os professores? Eles podem fazer isso! – A presidente protestava, mas era inútil, o diretor já estava quase no fim do corredor.


– Vejo vocês na sala. Iris se despediu com aceno.


As aulas haviam acabado e todos os alunos se dirigiam a saída, mas um pequeno grupo de 3 pessoas permanecia no 4º andar. Ficar de detenção e ter como companhia o garoto do ginásio poderia ser um sinal de sorte ou de muito azar na vida de Iris. Ele parecia ser muito problemático, mas a ruiva acreditava que tudo podia ser resolvido com uma boa conversa... Ou violência, esta nunca falhava, e se não funcionasse é porque não estava sendo aplicada força o suficiente. Mas torturar o maior não era uma opção.


A sala de detenção ficava no ultimo andar como uma maneira de manter os alunos lá sem que eles tentassem pular a janela, o lugar era como uma sala de aula normal, a única coisa diferente é que se tivesse um professor lá ele não ia explicar matéria alguma. O que fazer na detenção? Nada, absolutamente nada, ficar olhando para o teto e esperando tempo passar, mas Iris não gostava de ficar parada, ainda mais com aqueles olhos azuis a encarando.


– Você deve me achar muito bonita né, Tomo-chan – Disse a ruiva dando um sorriso inocente.


– Por favor, estou tentando evitar que a minha vida nesse colégio seja arruinada só porque eu não consigo manter uma garota como você na linha – Disse a loira enquanto se levantava da mesa.

Tomoko tinha esse costume estranho de se sentar em mesas, o que a Iris achava um pouco ridículo e só contribuía para o seu jeito de vilã de mangá shoujo

–Como consegue sair de casa desse jeito – A loira sentou-se ao lado de Iris.


– Assim como? – disse a ruiva confusa


– Desse seu jeito desleixado, ninguém te fala nada sobre isso?


– Aah, está falando das minhas roupas. Bem, meu tio não liga muito pra isso, se ele fosse dizer algo seria algo como “Iris, não se esqueça do colete a prova de balas”. –disse indiferente.


– Seu tio é policial? – A presidente parecia interessada.


– Não. Na verdade ele não gosta muito de policiais – disse a ruiva sorrindo de um jeito estranho.


A conversa das duas parecia não interessar o garoto sentado perto da janela com seus fones de ouvido, alguns gritos de uma banda de rock qualquer podiam ser ouvidos pelas duas garotas.


– Ei, Bad, o que está escutando? – perguntou a loira tentando chamar a atenção, porém, em vão


– Me ajude procurar uns papeis, Tomo-chan – os olhos de Iris brilhavam como os de uma criança prestes a pregar uma peça em alguém.


– Vai jogar bolinhas de papel nele até ele prestar a atenção em nós? Isso parece meio infantil para alguém da sua idade. – A loira parecia não gostar muito da ideia.


– Eu sei, e ele parece ser do tipo que detesta isso, e eu gosto de irritar as pessoas.


As duas procuram nos armários da sala e acharam alguns papeis. Iris arremessou uma bolinha em direção ao garoto, mas esta foi para bem longe do seu objetivo. O garoto que esperava ser acertado pela bolinha ficou surpreso, ele havia escutado o plano das garotas mas não imaginava que uma delas poderia ter a mira tão ruim.
– Okay, qual das duas é a estrábica? – Disse se virando na direção das garotas.


– Iris. – Tomoko entregou a companheira de imediato se segurando para não rir – A ideia foi dela também.


– Hey, foi intencional – disse a ruiva tentado se defender.


– Sim, claro. – a ironia nas palavras do garoto irritou a menor.


– Ninguém seria tão ruim assim em atirar bolinhas de papel, seria? – perguntou a loira olhando para Iris.


– Tem alguma coisa errada com esse colégio, desde que cheguei aqui está tudo contra mim – Iris balançava os braços para dar ênfase ao seu sofrimento.


Tomoko tinha desistido de convencer Iris a se vestir melhor e foi até a sala do conselho, estava cansada daquele lugar e daqueles dois. Bad aproveitou para puxar conversa com a ruiva.


– Quem sabe você está se metendo com as pessoas erradas. Quais as suas intenções aqui? Não parece querer aprender alguma coisa. — Bad tinha se sentado ao lado da menor.


– Agora está com vontade de conversar? – A ruiva não perdia uma oportunidade de tirar o maior do sério.


– Sem estresse, ruivinha. Eu só achei que era justo você me falar de você já que estava tentando roubar a minha ficha escolar.


– Se eu te falar sobre mim, o que eu ganho em troca?


– Você pode me perguntar o que quiser depois.


– Okay. O que quer saber? – disse se apoiando nos cotovelos


– Por que está aqui?


– Porque fui obrigada pelo meu tio, como um castigo.


– hmm, então você está tentando ser expulsa porque não gosta daqui, certo? – Ele tamborilava os dedos na mesa enquanto aguardava a resposta.


–Isso, mas é mais difícil do que parece, essas coisas que a gente vê nos filmes não funcionam.


– Entendo. Mas você não prestou a atenção necessária nesse colégio, você está cercada de pessoas muito boas em seja lá o que elas fazem, tem muita gente interessante aqui. Pessoas como a Tomoko não são tão legais assim, eu sei, o fato de ser rica trouxe ela pra cá. Mas se você quiser mesmo sair daqui eu posso te ajudar, não fui com a sua cara desde o começo, mas ser obrigada a ficar não é legal, sinto pena de você.


– A única pessoa “interessante” que eu vi até agora, foi um garoto Emo que não se importa nem um pouco em ser rude com as garotas, mas se minha presença te irrita tanto posso repensar a minha decisão.- A garota tinha uma expressão séria — Creio que você não gosta de mim porque eu me pareço um pouco com você. E por favor não sinta pena de mim, ninguém nunca sentiu, e não é agora que deveria sentir. A pena é para os fracos, coisa que eu tento ao máximo não ser.


– Não somos nada parecidos, Iris — o garoto se levantava para voltar ao seu lugar perto da janela — Eu sou um gênio e você é uma garota que não quer nada da vida. Por sua causa eu tenho que ficar aqui, tudo porque você é descuidada. Se quer sair desse colégio saia sozinha e não tente arrastar as pessoas com você.


– Se você é tão inteligente pode ser útil ao meu tio, mas provavelmente eu tentaria te matar quando ele não estivesse olhando — Disse num tom quase inaudível.


– Não conseguiria nem se tentasse com todas as suas forças. Você é baixinha, magra e parece tão perigosa quanto uma mosca. — Disse debochando da ruiva.


– Eu com certeza não ia aguentar uma semana trabalhando com alguém como você.- A garota quase gritava.


– É claro, o problema está sempre no Bad — disse irônico e aumentando o volume da musica fazendo seus fones liberarem alguns ruído na sala. — Não fale mais nada, pessoas que só sabem ameaçar me irritam.


– Tudo te irrita, você parece um maldito velho. Você não ia durar nem uma semana nos Mads com esse comportamento excêntrico de diva da Broadway. — A garota gritava com a certeza que o Maior não fosse escutar. Mas estava errada.


– Eu não duraria aonde? — Disse tirando os fones — Do que está falando, ruivinha?


– Agora o geniozinho egocêntrico resolveu me ouvir? E não me chame de ruivinha, nem meu tio me chama assim.


–Eu não sou seu tio. E eu fiz uma pergunta, tente parar de dar ataques e responda. Por que seu tio precisa de gênios para essa empresa? É algum centro de pesquisa ou algo do tipo?


–Não lhe devo satisfações, volte a escutar essa droga de musica e finja que não me ouviu, era o que você estava tentando fazer desde o começo, não é? — A ruiva nem se preocupando em ser educada.


–Não é uma "droga de musica", é AC/DC, mas provavelmente você nem conhece. Não tente parecer uma coisa que você não é, foi você que começou com isso, então me responda.


–Você é um gênio. Descubra sozinho. — Disse enquanto atravessava a sala em direção à janela algumas carteiras de distancia do garoto — Quando a presidente irritante voltar, diga que eu fui embora porque não aguentava mais olhar para a sua cara sem dar um murro nela.


–O que vai fazer? Ela nos trancou aqui.


–Vou pular a janela, não está vendo? – A ruiva estava com uma das pernas para fora da janela que havia sido deixada aberta.


–Está maluca? São 4 andares! — O garoto estava começando a cogitar a ideia de aquela baixinha nervosa ser louca.


–Se eu morrer você vai poder comemorar logo. Foram as ultimas palavras antes de ela mergulhar para fora da janela.


–Você não vai morrer... Só quebrar alguns ossos. O maior murmurava para si mesmo sem expressão.

Notas finais
Olha eu aqui de novo... Esse cap. foi bem grande, needeixem comentários, nem que seja para me chamar de analfabeta, pq eu sei que tem muitos erros nisso aê, mas é a vida, nem todo mundo é um gênio como o Ghost...