Madness Queen
15 XV. Dead To Me
Notas iniciais

Coringa não me procurou...
Digo, não entrou no meu quarto surtando porque eu havia lhe negado sexo, na verdade, ele não estava mais lá quando eu terminei meu banho.
Merda! tinha sido um sacrifício bancar a difícil enquanto ele tirava minha roupa com aquela cara de eu-vou-te-fazer-gozar-o-triplo-hoje.
Com isto se passaram dias e nenhuma notícia dele, isso não era nada bom. Sabe quando criança fica quieta demais? Você sabe que ela tá fazendo alguma arte? Então, é exatamente assim que estou me sentindo. Mas se tratando daquele imbecil a arte não algo como sujar a casa de tinta guache.
E sobre Bruce? Acho que eu nunca contei uma mentira tão ruim na minha vida. Foi algo parecido com: meu ex apareceu do nada querendo reatar. Sim, péssimo, até porque Arthur me odeia depois de eu ter bebido demais numa festa e feito merda.
Ah! Bruce não acreditou, mas me convidou para uma festa beneficente para arrecadar fundos que seriam investidos num hospital. Eu aceitei, porque se é pra esquecer o Coringa, que seja com um pessoa normal, que tenha uma vida normal e um emprego normal. E não posso esquecer o fato de que o Wayne tem um sorriso de arrebatar corações desavisados.
Mas a festa seria no domingo e ainda era quinta feira, ou seja, eu ainda precisava me preocupar com aquele palhaço irresponsável. E não era apenas eu que estava com uma pulga atrás da orelha; Grigory nem tinha saído do hospital direito e já estava me atormentando quanto à outra parte do nossos negócios, a que envolvia Gustaf Orekhov e Coringa.
— Eu sei que você está puto, mas isso não é problema nosso. — repeti pela centésima vez. Grigory tinha colocado na cabeça que tínhamos de ir atrás dos caras que tentaram nos roubar no porto.
— Eles podem tentar outra vez, pode ter mais deles. — argumentou nervoso, o homem já tinha até uma gota de suor escorrendo pela testa.
— Grigory! — o chamei com firmeza para que se acalmasse. — Você acha mesmo que o Coringa não deve estar atrás disso? Eles iam roubar a mercadoria dele. Você não tem noção do quanto ele protege aquele maldito ego dele. Relaxa, vai pra casa e espere. Quando eu tiver alguma informação você vai ser o primeiro a saber.
— Você não vai esquecer de me contatar? — ditou num ar de derrota. Ótimo! Finalmente eu o tinha convencido.
— Não, não vou. — sorri para lhe tranquilizar.
Grigory já estava abrindo a porta da minha sala quando de repente a fechou e virou-se pra mim com uma expressão preocupada.
— Loreen, tem mais uma coisa. — ele estendeu uma prancheta para mim. — Melhor ficar de olho nisso. — e saiu.
Metade do carregamento não havia sido entregue por causa dos ladrões no porto e tínhamos ficado encarregados de mandar para o endereço que Coringa havia nos dado. O problema ao qual Grigory se referia era que haviam dois endereços: o galpão na parte pobre da cidade para onde deveriam ser enviadas as armas e munições, e um outro mais afastado, perto do Asilo Arkham, neste estava explícito que deveria ser deixadas as dinamites e a gasolina.
Deus tenha piedade de nós, porque eu tinha certeza que algo grande estava para acontecer.
Em todo caso eu não iria contrariá-lo, ele não me contaria nada, era teimoso demais. Entretanto, nada me impediria de investigar, certo? Certo. E foi com este pensamento que eu peguei meu celular e liguei para Albert, se tinha alguém que conhecia os planos do Coringa, esse alguém era o seu intermediário, talvez fosse a única pessoa em que confiasse.
— Alô. — a voz serena soou do outro lado e eu tive certeza de que não era o imbecil irresponsável.
— Albert? É a Loreen, lembra de mim? — perguntei amigável.
— Ah sim, Senhorita Loreen. Gostaria de falar com o Senhor C.?
— Não, eu liguei para falar com você. Tem algum tempo? — me contive para que minha voz não saísse ansiosa.
— Claro, aconteceu algum problema?— confesso que acho Albert um cara fofo, ele é tão atencioso.
— Que tal um almoço e a gente conversa?
— Não sei se o Senhor C. iria gostar dessa ideia.— o receio em sua voz era marcante.
— Ele não precisa saber. — eu começava a me irritar, mas que droga de homem submisso! — Ele está aí? — perguntei impaciente. Não acredito que estava prestes a pedir permissão para o Coringa deixar Albert sair comigo, mas eu estava curiosa com os seus planos e tinha uma ótima desculpa de contabilidade para tirar seu fiel escudeiro de perto.
— Sim, mas… não é uma boa hora. — falou hesitante, eu diria que ele tinha até um pouco de aflição na voz.
— Ele está em reunião?
— Hum… mais ou menos. — ok, eu não gostei nada dessa resposta.
— Ele está… torturando alguém?
— Não, ma…
— Então passa esse telefone pra ele log… — me interrompi ao ouvi risadas ao fundo. Não era a risada dele, não era uma risada masculina e não era apenas um tipo de risada. — Albert passa essa merda para ele agora! — mandei esquecendo da minha boa e velha educação com certa suspeita me invadindo a mente.
— Desculpe, mas ele disse que não queria ser perturbado.— falou num tom cheio de pesar. Aquilo era pena na voz dele? Eu espero que não porque eu estava ficando brava.
— Ah… ele não quer? — tentei — mas só tentei mesmo — disfarçar o sarcasmo e a insatisfação na minha voz. — Ok. Então deixa para uma próxima, Albert. — desliguei.
Mas é um desgraçado hipócrita! Coringa não gostava da minha “amizade” com Bruce, só que se ele podia ter amiguinhas, né? Eu não mereço isso, não mesmo.
Estava tão fodida de raiva daquele palhaço que quando percebi eu já trancava a sala segurando as chaves do meu carro enquanto ditava ordens para Clark — minha secretária pessoal — para que desmarcasse qualquer compromisso que eu tivesse, porque agora eu ia rodar a baiana — eu não disse isso para ela.
Olha, não é ciúme, acredite eu já me conformei com a impossibilidade de ter algo com aquele homem que não passe de sexo e negócios. Mas poxa! Haviam tantas coisas a se fazer e ele estava fazendo festinhas particulares? Quase fomos roubados! Coringa poderia pelo menos estar atrás de quem quer que fosse o mandante daquela organização, se eles tivessem conseguido levar as armas seria um rombo gigante nos nossos bolsos e Gustaf iria ficar puto.
Além do mais, Grigory tinha certa razão, os imbecis podiam tentar outra vez e não seria nada bom ter a família Orekhov nos odiando.
Haviam tantas questões a serem discutidas, resolvidas e quitadas que eu já nem me importava se o fato dele estar rodeado de putas me incomodava, é aquele famoso ditado: vida que segue. Esse ditado não existe, caralho.
Entrei com o carro naquele prédio abandonado e saí rumo ao elevador, quem visse o local por fora nunca imaginaria o luxo que aquelas paredes reservavam.
Enfim, subi até o último andar e saí para o corredor onde dois babacas conversavam ao invés de vigiar a porta; do lado de fora eu conseguia ouvir risadinhas histéricas.
— O Chefe não quer ser incomodado. — um deles falou.
— Foda-se o que o seu dono quer. — respondi abrindo as portas duplas antes que pudessem me impedir.
Duas garotas muito chapadas pulavam sobre os sofás de veludo vermelho, ambas vestiam o mínimo de roupa e uma delas, a loira, tinha pó escorrendo do nariz. Não aparentavam ter mais do que vinte anos e pareciam extremamente felizes sob o efeito da droga.
Albert foi o primeiro a notar minha presença, me encarou com uma expressão assustada, com certeza ele não esperava que eu fosse até lá sob livre e espontânea vontade. Num ato claro de constrangimento ele ajeitou os óculos que lhe pendiam o nariz fino e arranhou um som com a garganta a fim de chamar a atenção do palhaço deitado sobre uma papelada no chão, com a camisa social azul meio aberta e um sorriso muito satisfeito encarando as vadias alegrinhas.
Caminhei até o estéreo e desliguei a música alta, um tipo de rock progressivo agitado demais para que alguém conseguisse raciocinar ouvindo aquilo.
Todos os olhares se direcionaram para mim. Finalmente!
— Quem é você? — a voz irritante da loira soou gritada. Ela ainda ousou se aproximar de mim limpando as narinas com as costas da mão direita, seu ato me enojou.
— Cara, qual é a sua? — a vadia número dois veio peitar comigo.
— Mande-as embora! — ignorei as duas me dirigindo ao babaca master que assistia a cena com um sorriso divertido.
— Me responde quando eu falo com você, vagabunda! — a vaca loira apontou o dedo na minha cara, peguei aquela merda com a unha mal pintada de preto e torci fazendo ela gritar de dor.
— Não estou na casa de um homem, drogada e me oferecendo para ele igual a uma cadela no cio. — virei minha mão quebrando o dedo dela. — Saiam daqui agora ou não vai ser apenas um dedo quebrado. — bradei frívola. Com a outra mão tirei a Glock dourada que Coringa deixou esquecida em cima do móvel e engatilhei apontando para a outra que me encarou amedrontada. — Vocês tem dois minutos para juntar esses trapos e vazar ou não vai sobrar nem arcada dentária para identificar seus corpos. — e eu não estava ameaçando.
Elas ainda me olharam horrorizadas, mas foi só eu ameaçar apertar o gatilho que as duas correram atrás das roupas, nem ao menos se vestiram, saíram com as peças e sapatos nas mãos. Putas do caralho!
O que me irritou a nível incondicional foi a risada teatral que Coringa soltou; então bateu palmas e se levantou para andar até mim tal como um pai orgulhoso das notas boas do filho.
— Isso foi no mínimo inesperado vindo de você. — comentou me rodeando.
— Você é um irresponsável trazendo essas vadias aqui. — controlei o excesso de raiva em minha voz. — Elas podem fazer fofoca. Atrair a polícia.
— Que bonitinha… olhe Albert! Ela está preocupada comigo. — fingiu empolgação tomando a arma da minha mão. — Nada de bom acontece quando você toca nisso.
— Quem disse que eu quero que algo de bom aconteça quando eu estiver segurando uma arma? — virei meu rosto para poder encará-lo já que ele estava atrás de mim. Sorri com desdém.
— Espero que a invasão de privacidade tenha algum motivo importante. Sabia que você acabou de cometer um crime? — me questionou como se ele fosse um cidadão muito exemplar.
— Você estar biscateando é importante.
— Isso é ciúmes na sua voz? — estava demorando para vir uma provocação.
— Ciúmes? Olha pra isso! — apontei o chão onde ele estava deitado á pouco. — Que bagunça é essa? E você não entra em contato a dias. Eu não sei se você deu um jeito nos caras que tentaram roubar as armas, não sei se você foi atrás disso, não sei se você já vendeu essas merdas, não sei de nada! — falava indignada. — Aí eu tento falar com você só que você não pode me atender, e por que? Porque está ocupado demais bancando o traficante Don Juan!
— Você está esquecendo de algo, amor. — falou inclinando a cabeça em direção ao próprio ombro dando passos lentos até estar a minha frente. Seu olhar tornou-se sombrio e imponente para me lembrar que eu não estava falando com qualquer um; um arrepio alastrou-se por minha coluna num aviso claro de que eu deveria baixar a bola. — Respeito. Você está em minha casa, não fale comigo como se fôssemos…
— Iguais? — completei sua sentença com abalo.
Coringa torceu o pescoço daquele jeito estranho de quando algo o incomodava, entãp afastou-se de mim para falar algo a Albert que imediatamente pediu licença e se retirou.
Eu encarei aquilo com certa confusão. Quando o homem saiu Coringa voltou a andar até mim.
— Não me olhe assim. — havia uma ordem implícita na sua voz baixa. — Desta forma acusadora.
— Estou muito insatisfeita com a forma que está lidando com o nosso acordo. — disse o olhando com seriedade.
— Não, não está. — vi um canto de seus lábios vermelhos ser repuxado para cima num pequeno sorriso. — Tem essa coisa nos seus olhos… uma nuance de mágoa e toda vez que você me olha ela se destaca.
— Impressão sua. — desviei meus olhos dos seus.
— É? Porque tenho essa impressão desde a noite em que estivemos juntos. — as lembranças daquele momento passaram rápidas por minha mente fazendo meu rosto esquentar. — Eu te conheço, Loreen. Você está entupindo essa cabecinha com trabalho e problemas para não pensar em qualquer outra coisa. — Coringa levou uma mão ao queixo num gesto pensativo. — Talvez em mim.
— Não fala merda. — me afastei dele incomodada com toda a sessão de análise. Caminhei até as folhas espalhadas pelo chão e peguei uma, nela haviam número de contas bancárias e nome de pessoas influentes.
— Toda essa angústia contida vai te enlouquecer… — senti suas mãos apertarem meus ombros com uma pressão relaxante. — Talvez eu mande Um trazer aquelas duas garotas para você descarregar tudo isso. — disse afastando meu cabelo para o lado. — Tem noção do quanto aquilo me excitou? — sua fala sussurrada acariciou a pele exposta do meu pescoço antes dele plantar um beijo suave ali. — Seu lado selvagem instiga o meu e me enfurece quando você me deixa na mão. — suas mãos agarraram minha cintura me virando para ele. — Também me chateia saber sobre a sua amizade suspeita com o milionário… Acho que vou precisar dar um fim nele.
— Não seja hipócrita! — aí como isso me deixava puta. — Você estava muito bem acompanhado quando cheguei aqui. Como você pode querer que eu não me aproxime de outro homem se você traz duas putas pra cá? Como você pode me cobrar alguma coisa se naquele dia me mandou esquecer...? — eu dizia em uma mistura de confusão, indignação e mágoa. — Você disse que não pode e não vai me amar, então pare de tentar me controlar! Para de me atiçar e me deixar cheia de vontade se depois você vai dizer palavras cruéis e cair fora. — um nó se formou em minha garganta, mas eu me forcei a continuar. — Eu não estou te cobrando nada e você não tem esse direito sobre mim.
Ele não disse nada quando terminei o pequeno monólogo. Seus olhos pareciam vazios e ele detinha um ar pesaroso, perdido na própria mente como naquela noite, parecia estar acontecendo uma guerra dentro dele.
Essa era a minha deixa pra sair dali, antes que uma enxurrada de palavras ofensivas me atingissem. Eu precisava ser racional.
Foi com esse pensamento que me desvencilhei do seu toque em minha cintura e comecei a andar em direção a saída; talvez ainda conseguisse encontrar o Albert.
Mas eu não estava preparada para o que veio a seguir. Eu já estava com a mão na maçaneta da porta quando senti meu outro punho ser segurado e meu corpo puxado para trás fazendo-me virar de costas para a porta.
Foi muito rápido, eu mal percebi sua aproximação e já tinha meus lábios tomados para si num beijo exigente, cheio de saudades.
— Não disse que poderia sair. — ele estava tão próximo que sua boca roçava na minha ao falar. — Eu não quero que se fique com o babaca milionário, não quero que fique perto de outro homem. A ideia de que você esteja pensando em outro me enraivece. Tenho vontade de ir atrás dele e torturá-lo tanto que ele não vai morrer por perda de sangue, vai morrer de dor.
— Pare de dizer essas coisas. — por mais estranhas e macabras elas me enchiam de expectativa. — É melhor eu ir embora. — só que eu não me movi, era impossível fazer isso com ele me segurando.
— Não. — afastou-se de mim e torceu o pescoço com incômodo. Ainda segurando meu punho ele me fez andar até o sofá que as vadias estavam pulando antes, sentou-se e me puxou para acomodar-me em seu colo. — Eu não sigo as regras ou convenções. — começou a dizer passeando uma mão por minha coxa coberta pela saia preta. — Mas eu te quero, minha fome por você é insaciável, pirralha. — senti ele levar a outra mão até meu cabelo e descer por meu pescoço. Coringa suspirou frustrado com algo me deixando confusa. — Não trarei outra mulher aqui, mas você vai manter distância de outros homens. — aquilo era um acordo? Porque se era eu estava em alta desvantagem.
— Você vai manter distância de outras mulheres e eu de outros homens. — reformulei sua proposta, o que o fez grunhir insatisfeito. — Ou eu saio por aquela porta e você nunca mais vai tocar em mim.
— Você é tola por achar que tem poder sobre mim! — seu tom de voz detinha a raiva contida. — Existem muitas mulheres por aí…
— Nenhuma delas é igual a mim. — o interrompi, mas não sorri de modo convencido como eu queria, isso iria irritá-lo ainda mais. — Eu te amo, elas te temem; eu me dôo aos seus desejos, mas elas, você teria que realizá-los a força; eu imponho minhas vontades, te irrito, tiro o seu equilíbrio e mesmo assim você nunca me matou por isso, pelo menos não conseguiu. — eu dizia baixo lhe acariciando o rosto. — De um jeito estranho e muito próprio você gosta de mim. — sorri pequeno encostando minha testa na sua como ele já fizera tantas vezes comigo. — E tudo bem se você quer reprimir isso, não admitir, ou sei lá. Eu te amo, Coringa e amar implica em aceitar os defeitos e qualidades do outro.
— Sua idiota. — achei que fosse me empurrar e começar um falatório, até porque ele não tinha a melhor das expressões no momento, pensei que o tivesse deixado bravo, mas para a minha surpresa — outra vez — Coringa enlaçou minha cintura e me beijou com voracidade. Desta vez eu abracei seu pescoço e acariciei seu cabelo me aproximando mais do seu corpo. Eu sentia como se fizessem anos desde a última vez que o tive tão perto de mim, estava com saudades. — Isso não é uma promessa, não estou dizendo que vai dar certo, mas se é tão importante pra você… — revirou os olhos com certeza pensando que estava prestes a dizer alguma merda. — Eu serei mais cuidadoso.
— Cuidadoso? — arqueei uma sobrancelha em confusão.
— Com você. — soltou num resmungo enquanto levava uma mão á minha blusa, desabotou o primeiro botão sem que eu o impedisse e expôs minha pele que foi prontamente acariciada por seus dedos causando-me arrepios deliciosos.
— Essa sua mísera parte humana me encanta. — comentei chamando sua atenção para meu rosto.
— Não se acostume! — ele soou ríspido.
E então me deitou no sofá cobrindo meu corpo com o seu. Sua mão correu para minha saia e eu tratei de desabotoar sua camisa depressa. Nós éramos um furacão de vontade e saudade reprimida, ambos ansiando por mais de nós mesmos, eu não era a única que parecia desesperada por aquilo, os toques urgentes dele constatavam isso.
Coringa atacava meu pescoço, eu tinha certeza de que ficaria marcada, mas isso não tinha importância agora, não quando ele me masturbava tão freneticamente derretendo meu corpo e mandando minha consciência pro espaço.
Eu gemi e ele afundou um dedo em mim no momento em que sua outra mão apertava meu seio por cima da blusa. Mas era insuficiente, eu precisava de mais contato; nem ao menos percebia mover meu quadril contra a sua mão que me fodia.
Frustrei-me quando ele interrompeu o toque para arrancar minha saia junto da minha calcinha e quase gozei com a visão dele sobre mim abaixando o zíper da calça me olhando cheio de maldade com um sorriso malicioso.
— Você não está merecendo isso. — falou provocante acariciando o próprio membro teso. — Mas essa sua boquinha, hum…— seu sorriso não diminuiu quando dedilhou meu lábio inferior com o polegar. — Aposto que ela faz maravilhas.
— Eu posso te mostrar. — minha voz saiu rouca e baixa entre o meu pequeno sorriso.
— Isso! Mostra pro papai que você é uma boa garota. — falou se acomodando no sofá enquanto eu descia e me ajeitava entre suas pernas.
O ouvi suspirar quando toquei a base daquele pau pulsante, subi e desci minha mão por ele esfregando a glande com meu polegar algumas vezes pelo simples prazer de observar a expectativa nos olhos azuis. Quando eu finalmente o abocanhei numa sucção forte eu o vi se conter numa arfada, era excitante vê-lo assim.
Eu o chupava com gosto; lambia da base à ponta para colocá-lo de volta na minha boca, eu contraia minha bochechas sugando-o com força e quando o sentia perto da minha garganta pressionava minha língua diminuindo o espaço ao mesmo tempo em que eu o massageava.
— Caralho! — ele rosnou de forma animalesca segurando meu cabelo para controlar meu ritmo.
Eu fazia tudo olhando em seus olhos e em momento algum ele quebrou o contato, em momento algum ele tirou aquele sorriso satisfeito do rosto. E mesmo que se segurasse ao máximo eu ouvi quando um gemido escapou dos seus lábios causando um efeito devastador em mim, aquecendo minha intimidade ensopada.
— Pare. — sua ordem foi seguida de um puxão em meu cabelo, ele me encarou ofegante. — Hum… você está coberta de mais. — gesticulou para que eu me levantasse. — Quero que fique apenas com os saltos, amor. Entendeu?
E não precisou falar duas vezes, terminei de tirar a blusa e o sutiã ficando apenas com meu par de Prada pretos. Não me senti constrangida sob seu olhar com antes, me queimava a pele, mas de uma forma deliciosa que só me fazia pensar dar para aquele homem de todas as formas possíveis.
— Vem! — Coringa segurou o membro balançando-o de leve. — Senta no colinho do papai. — sua voz era rouca luxuriosa causando espasmos no meio das minhas pernas.
Segui aquela ordem e andei até ele colocando uma perna de cada lado do seu corpo para sentar no seu pau molhado pela minha saliva e pré-gozo, meu gemido foi lânguido e alto quando ele tomou meu seio com a boca. Coringa esfregava meu mamilo com a língua de um jeito alucinante enquanto eu descia e subia em seu colo cavalgando-o com rapidez.
Era delicioso, a nossa sintonia era indescritível tal como o prazer que ele me fazia sentir. Eu tinha os braços enlaçados no seu pescoço para me apoiar e rebolava sem cerimônia sobre ele. Meu desejo era que aquele momento durasse pelo menos uns sete dias.
— Ah… e-eu vou… — minha capacidade de falar era mínima, mas eu sentia o orgasmo se aproximar.
— Goza, amor. — sua mão trilhou um caminho até o meio das minhas pernas e seus dedos acariciaram meu clítoris sensível, eu quase pulei com seu toque. — Goza pra mim!
Suas palavras foram o estímulo final para mim; meu corpo se contraiu o apertando dentro de mim e enquanto eu gritava seu nome em meu orgasmo ele também chegava ao clímax com um gemido baixo.
Ainda ofegante, tentando regularizar minha respiração inclinei-me sobre ele descansando minha cabeça em seu ombro, sentindo o cheiro do perfume amadeirado. Coringa também não me afastou, repousou uma mão em minhas costas e enrolou seus dedos nas mechas do meu cabelo brincando com ele.
— Droga. — praguejei baixando lembrando o porquê de eu estar ali. — Vim para falar com o Albert.
— Achei que tínhamos estabelecido um acordo. — não sei dizer se ele disse isso com um tom zombeteiro ou se estava ficando irritado outra vez.
— É sobre negócios. — falei aninhando-me na curvatura do seu pescoço.
— Fale comigo então, pirralha. Eu sou dono dessa porra.
— Aparentemente quando estamos no mesmo lugar acontecem sempre as mesmas coisas: a gente briga, ou transa, ou você tenta me matar. Não dá pra resolver muitos problemas com você.
— Gosto de transar. — deu de ombros. — Você fica deliciosa sem roupa, prefiro vê-la assim.
— E é por isso que nunca falamos de negócios. — eu ri um tanto envergonhada. — Aconteceu um erro na contagem de fosfato usado para fazer a mistura no labor…
— Blá blá blá. — revirou os olhos com tédio. — Depois você vê isso com o Albert. — eu sabia que ele não ia querer tratar disso. Coringa não gostava de tratar sobre os assuntos referentes às drogas, ele tinha uma predileção por armas.
— Na verdade, vou tratar disso com ele agora. — falei me levantando de cima dele para procurar minhas roupas jogadas pelo chão. — Grigory está preocupado com isso.
— Grigory que se foda! — exclamou revoltado tirando das minhas mão a blusa que eu havia acabado de encontrar perto da escrivaninha onde Albert estava trabalhando quando cheguei. — Quem diabos é Grigory?
— O cara que estava comigo no porto. — não era possível que ele não sabia.
— Aaaaah.— é, ele não sabia. — Foda-se ele. — e jogou minha blusa no sofá. — Você não vai para casa hoje. — sorriu ladino.
— Eu vou sim. — franzi a testa com as suas palavras.
— Não…— cantarolou rodeando minha cintura com seus braços forte. — Você tem que pagar pelo gelo daquela noite e por me deixar dias a fio sem trepar. — caralho, ele era quente até quando falava dessa maneira chula. — E eu costumo cobrar dívidas com juros muito altos.
É, eu teria que descobrir sobre seus planos no dia seguinte.
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