Notas iniciais
Heyo, peeps! Primeira fic minha com esse casal, porém espero que gostem.

Madness

Outubro de 1997

Draco Malfoy sentava-se sozinho de baixo de uma árvore nos jardins de Hogwarts. Depois daquele primeiro mês de aula, o loiro estava começando a se acostumar com a solidão. Sua mãe fizera questão que ele voltasse para a escola em setembro e se enturmasse, afinal, de uma forma ou de outra, ele acabaria entrando em contato novamente com seus colegas de escola onde quer que ele escolhesse trabalhar, então para que protelar? Era muito mais fácil fazer amigos na escola do que no Ministério da Magia, por exemplo, com toda aquela pressão sobre seus ombros.

Mas Draco não concordava com ela. Ele basicamente só concordara em voltar para o colégio com o objetivo de fugir do clima de tristeza maçante que pesava em sua casa. Seu pai estava muito abalado porque, além da vergonha perante a sua submissão a Voldemort, perdera seu posto no Ministério por mostrar que havia se aliado ao bruxo por vontade própria, e eles só havia se salvado de Azkaban por terem fugido da guerra e pelo ato de sua mãe de não denunciar que Harry Potter estava vivo para o Lorde das Trevas, que fora reconhecido pelo rapaz. Sua mãe, então, tentava reanima-lo. Ir para Hogwarts, portanto, era o único modo de fugir.

Os planos de Narcisa Malfoy, porém, não pareciam estar indo muito bem. Todos os seus amigos sonserinos haviam decidido pular o ultimo ano e por ser, bem, ele mesmo, não tinha amigos em outras casas, portanto, estava sozinho. Além disso, devido ao seu passado como Comensal da Morte e de garoto arrogante, boa parte dos alunos de Hogwarts não ia muito com a sua cara. Pouquíssimos eram aqueles que, no máximo, lhe cumprimentavam. Então apenas lhe restara ficar no canto e não chamar muita atenção. Pela primeira vez na vida, Draco Malfoy se sentia excluído.

Sentado ali, vendo todos aqueles alunos brincando e se divertindo no vasto jardim do colégio de bruxaria, ele sentiu falta dos velhos tempos, em que seu único problema era a popularidade de Harry Potter e com quantos alunos ele implicaria naquele dia. Agora, apenas dois anos depois desde que se juntara a Voldemort, ele se perguntava porque agira daquela maneira. Suspirou e abaixou o olhar para o livro de História da Magia fechado que estava em seu colo. Definitivamente não queria lê-lo, mas sabia que teria que fazê-lo.

Draco mal havia começado o primeiro capitulo quando sentiu alguém sentar-se ao seu lado. Estranhando o fato, o loiro ergueu os olhos e viu que do seu lado estava ninguém mais ninguém menos que Luna Lovegood, que sorriu docemente para ele quando a olhou.

— Olá. – ela cumprimentou-o sorrindo casualmente, como se fossem velhos amigos, quando eram, na verdade, tudo menos isso.

— Olá. – o rapaz respondeu de forma meio interrogativa, como se esperasse que ela continuasse o assunto, o que ela não o fez, deixando a Draco a oportunidade de observá-la intrinsecamente pela primeira vez.

É claro que ele sabia quem era Luna Lovegood, afinal já havia implicado muito com ela por suas crenças, mas nunca havia percebido mesmo quem era Luna Lovegood, talvez porque estava muito focado notando a si mesmo.

Luna possuía cabelos loiros pálidos e longos, tão longos que, da forma que estava sentada, suas pontas encostavam no chão; olhos azuis cintilantes e usava um estranho óculos colorido com tentáculos, que estavam segurando seus cabelos. Mas aquele não era o único acessório esquisito que ela usava. Seu colar era feito de rolhas de cerveja amanteigada e seus brincos, de rabanete. Apesar de provavelmente ter notado que Draco a observava, a garota não demonstrou nenhuma reação, mantendo sua expressão sonhadora e seu sorriso casual no rosto, dando-lhe o ar de tranquilidade. E ele se perguntou em que ela pensava. Mas seus questionamentos não tiveram muito mais tempo para prosseguir, pois a loira, provavelmente, ao notar que era pouco provável que o rapaz falasse algo, iniciou uma conversa.

— Então, você anda meio sozinho esse ano, não é?

O rapaz surpreendeu-se com a extrema honestidade sem vergonha da menina. Por um instante, teve o desejo de expulsá-la dali e humilhá-la, mas sabia que fazer isso com a única pessoa que lhe fora simpática era extrema estupidez, portanto respondeu-lhe.

— Meus amigos, bem, preferiram não retornar a Hogwarts.

Luna então dirigiu-lhe um olhar confuso, como se o que ele havia dito fosse completamente sem nexo. E a contradição disso o fez rir, fazendo a garota erguer uma sobrancelha. Mas então lhe dirigiu um sorriso doce, seguido por um risinho.

— O que foi? – o rapaz perguntou.

— Você riu e nenhuma humilhação foi necessária para fazê-lo rir. Estás muito diferente, Draco Malfoy. – ela disse simplesmente, sem perceber o impacto de sua fala sobre o rapaz.

Tudo o que ela havia dito era verdade. Fazia muito tempo menos desde a ultima vez que ele realmente rira sem ter que humilhar alguém para isso. Mas ele duvidava que alguém havia percebido isso, pois nem ele mesmo havia se dado conta deste fato até aquele momento. Foi aí que Draco percebeu quantas coisas mais haviam por de trás da aparência sonhadora e dos hábitos excêntricos.

Os olhos frios do rapaz rapidamente viraram para a face da garota, para observá-la melhor. Ele percebeu como os seus grandes olhos azuis davam um tom delicado e doce ao rosto sonhador da garota, assim como seu leve sorriso era adorável. Luna parecia levemente com uma daquelas ninfas gregas. Mas ele sabia que ela mais do que isso, afinal não havia entrado na Corvinal por nada. Por trás de tudo, ele sabia ainda existir intensa coragem e inteligência, que haviam sido postos a prova na Batalha de Hogwarts, alguns meses antes. Ao perceber que Draco a encarava, a garota corou, realçando sua adorabilidade.

— O que houve? Tem algo em minha cabeça? – ela perguntou e ele riu.

- Não, não é nada. E afinal, o que poderia ter?

- Não sei, zonzóbulos talvez. – ela repondeu simplesmente, fazendo-o franzir a testa com a estranha expressão.

— O que seriam zonzobulos?

— Ah, são criaturinhas que confundem a nossa cabeça quando se aproximam. – afirmou ela.

Draco sorriu com a fala da garota. Aquele tipo de argumento fora responsável por muita humilhação sofrida pela garota nos últimos anos, mas era parecia não se importar. Luna era firme em sua fé e não se importava com o que os outros pensavam, e Draco a invejava por isso. Mas antes mesmo que o rapaz pudesse falar algo, eles viraram ao ouvir alguém gritar o nome dela. E lá estava ele, o desajeitado Neville Longbottom a observando receoso. Luna suspirou.

— Tenho que ir agora, Draco. Neville vai me mostrar umas plantas legais nas estufas. – ela se pôs de pé e sorriu para o loiro – Até mais, Draco.

E foi de bom grado ao encontro do grifinório, Ao se encontrarem a loira beijou o moreno ternamente nos lábios, fazendo ambos sorrirem e segurarem a mão um do outro. E por algum motivo, Draco sentiu-se mal ao vê-los fazendo isso, como se aquilo não fosse certo, como se não fosse papel de Neville estar ali.

Parecia loucura, mas pela primeira vez em sua vida, ele invejava Neville Longbottom. Ou talvez fossem apenas os zonzobulos confundindo a sua cabeça.

Notas finais
Se gostaram comentem, e façam uma garotinha feliz!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!