Madeira e Prata

13 04/05.08.2815 – Parte Três


Notas iniciais
Está aí a cena que vocês queriam!!!!!!!!!

Mactíre

A princípio eu me assustei com a minha atitude, mas não voltei atrás, nem mesmo quando Fola resistiu um pouco, mas logo ela se rendeu e eu, depois de um tempo a soltei. Seu olhar era incrédulo, e parecia que não diria nada nunca mais, mas eu estava errado e tão baixo que quase não pude ouvir ela perguntou.

“Por quê?” Era simples a sua pergunta, mas fazia total sentido e eu não tinha uma resposta concreta, então simplesmente soltei dei de ombros e respondi.

“Não sei, saudades talvez. Fola você não tem noção do quanto eu senti sua falta. Mas por favor me desculpe.”

“Só não faça mais isso.”

Não disse nada a respeito, apenas fiquei olhando para minha melhor amiga, enquanto vestia minhas roupas, ainda sem acreditar que ela realmente estava ali, olhando para mim, então eu a abracei, só para ter a certeza de que era tudo real.

“Fola, eu fiquei com tanto medo... Eu não sabia o que ia ser de mim se nossa amizade...”

“Não seja bobo, Mac, você ia ser você mesmo...” Ela disse rindo, e a historia do beijo sendo esquecida. Mas eu não sorri de volta, ser eu mesmo era um problema.

“Mas eu não sei quem eu sou, antes de conhecer eu era um crápula, mas depois... tudo ficou tão diferente...” Ela sorriu mais uma vez e sentou no chão da caverna

“Não exagera Mac. Agora vamos, sente-se ao meu lado e me diga o que você fez essa semana. Estou bastante curiosa para ouvir as aventuras de Sir. Mactíre...”

“Não tenho muito o que dizer, Fola.Não fiz nada de mais essa semana além de lutar... Mas você não... A senhorita Fola conheceu muitos pretendentes... Então por que você não me conta como foi?” Ela fez uma careta, mas no geral estava radiante, como se mal pudesse acreditar que não estava conhecendo algum pretendente.

“Bem, posso dizer que tive uma semana animada, mas não de toda divertida...” Ela começou falando sobre um tal de Damásio, que praticamente estuprou ela, ou pelo menos tentou, mas ela agilmente conseguiu se livrar dele. Aquele tarado, como alguém poderia querer fazer mal a alguém com Fola, sempre tão doce e tão meiga... Depois ela falou de Azazel um excêntrico colecionador de bugigangas que não acertaria o nome de Fola nem se sua vida dependesse disso. A seguir ela falou de Hugh, um vampiro um tanto diferente, que eu jamais poderia imaginar existir, quem diria, um vampiro gay... Mas eu não gostei muito da parte em que ela disse que esse tal se tornou seu melhor amigo, e quando eu lhe direcionei um olhar de reprovação ela se corrigiu rindo e dizendo que ele era seu melhor amigo vampiro.Ao que eu aprovei e ela continuou falando, dessa vez sobre Drogo, que até estava interessado em se casar com Fola, que a principio teve medo dele, seu jeito sério poderia levá-la a ter problemas assim com teve com Damásio, mas em alguns minutos de conversa ela descobriu nele um jovem sensível e que logo aceitou o fato de Fola não querer casar, com ninguém. Mas no dia seguinte Dibucky se apresentou para lhe fazer a corte. O maior problema do rapaz era o fato de ele estar interessado em vingança apenas e não em trazer felicidade para a minha amiga, mas o tal do Hugh se mostrou capaz de defendê-la onde eu não posso estar... O último que ela conheceu foi Ratsel, que a princípio concordava com ela em não casar, mas em algum momento ele mudou de ideia, e para desespero de Fola, não havia uma boa desculpa para se livrar definitivamente dele, mas pelo menos ela pode botá-lo em uma suposta lista de espera. “E foi isso o que me aconteceu durante essa semana, satisfeito?”

“Bom, não posso dizer que estou feliz, afinal não te vi durante esses dias por causa desses sanguessugas, mas fico tranquilo de saber que você não se casará com nenhum deles, sabe Fola, eles não te merecem, nenhum deles.” Ela sorriu apesar do termo pejorativo que usei para me referir aos seres de sua espécie.

Mas logo ela bocejou e como de costume veio se aninhar no meu peito para dormir, mais uma vez não preguei os olhos, pensando no beijo que eu tinha dado em Fola e o que isso poderia significar e quais consequências poderia ter se esse pequeno incidente se tornasse um habito. Me surpreendi em descobri que aquele foi melhor beijo de minha vida, apesar de rápido foi doce, carinhoso e não bruto e vulgar como os beijos de Nazira. Foi pensando nisso e em como eu adoraria repetir a experiência do inicio da noite que eu tive uma ideia. Um tanto louca e perigosa, é verdade, mas seria perfeito, se eu conseguisse permissão para por o meu plano em prática e teria que ser logo. Essa noite mesmo eu já deveria estar pronto e na verdade, não faltavam muitas horas para o anoitecer. Então, com grande pesar e cuidado eu saí de baixo de Fola e a deixei dormindo sozinha na caverna, torcendo para que nada acontecesse a ela nas poucas horas em que ela teria que ficar ali sem a minha presença.

Sorrateiramente eu saí dali e corri o máximo que pude para chegar logo ao quartel, entrei apressado e passei pelos corredores até chegar, enfim, ao centro de comando, onde, assim como eu esperava encontrei Etoile. Ela me olhou inquisitorialmente, como que dizendo com um olhar que ou eu dava uma sugestão descente para um plano ou eu logo seria punido por não cumprir minha missão. Comecei a acreditar que talvez meu plano não fosse tão bom assim, mas ao invés de desistir eu respirei fundo e então pronunciei:

“General, eu tenho uma ideia.”

Notas finais
O que acharam? O que vocês acham que o Mac vai fazer?