Made in Mente
1 Afinal, todo inicio tem uma multidão enfurecida...
Notas iniciais
Era uma noite de luar sombrio na aldeia da Folha. E nessa noite, um pobre garoto estava sendo perseguido por uma multidão enfurecida.
— Volte aqui, garoto demônio — gritava os aldeões bradando suas tochas ao alto.
Mas o pobre garoto persistia em fugir, com lagrimas caindo sob seu rosto.
Ele se perguntava: "Por que eles me perseguem? Por quê? Por quê?" E, enquanto pensava sobre isso, acabou sendo encurralado em um beco escuro e sem saída.
— Agora você não pode fugir Raposa de Nove Caldas! – Exclamou o líder dos aldeões em tom de vitória, avançando aos poucos.
— Não, por favor, não! Por que me perseguem? O que eu fiz para vocês? – Gritava o garoto em desespero enquanto recuava até onde a parede surgia.
— Como se não soubesse! – Vociferou um aldeão partindo atacando com um pedaço de madeira.
O garoto não pode fazer nada, e recebeu o golpe em seu braço. Sangue começou a sair de seu ferimento, e tudo que mais via nas pessoas a sua frente eram os olhares de puro ódio.
“Por quê? Por quê? Por quê?”
Mesmo os aldeões vendo sua fragilidade continuaram a lhe ferir, vieram mais e mais ataques de todos os lados. Ponta pé, socos, pauladas, pedradas, e muito mais, mas o garoto não conseguiu identificar, pois começou a perder os sentidos.
Quanto ódio ele ainda via nos olhos dos mortais... E tudo escureceu para ele.
Dentro da escuridão, centenas de vozes murmuravam coisas de sofrimento e desespero. E de repente, uma voz, na verdade um rugido, calou todas de uma vez:
— Garoto estúpido, nem sei como você pode ser tão fraco a ponto de estar entre a vida e a morte!
E um breve silencio tomou conta da escuridão.
— Vou ter que interferir para não ter que ficar mais entediado no outro mundo! – prosseguiu a voz profunda e misteriosa.
Logo o a escuridão que havia dominado a visão do pequeno garoto, começou a se tornar um vermelho sangue, cada vez mais forte. Até voltar a luz voltar a seus olhos e ver os aldeões se afastando dele.
Sua aura tornou-se sombria e densa. Sua presença se intensificou, e quando finalmente sua consciência despertou, tudo se apagou, seja da luz das tochas, ou do próprio brilho da lua. Seus olhos, agora vermelhos, viam apenas a presa...
Sorriu e atacou com toda velocidade que tinha, mas o líder dos aldeões, sem temer a morte, o contra atacou com uma lança.
A lança cravou no coração do garoto, antes mesmo de suas mãos tocarem em seus agressores. E ele morreu.
Fim (ou não).
Notas finais
Obrigado por lerem, e não se esqueça de deixar sua opinião, impressão, critica, e uma lista de fics que começam quase desta mesma forma aqui nos comentários, claro, se puderem.
Nos vemos em breve...
Fale com o autor