Made in Destiny

1 Um Rosto Familiar


Notas iniciais
Então pessoinhas, é minha primeira fic, mas tenho uma segunda já em mente, porém, vai ser como uma sequência dessa. Eu sei que a capa do capítulo não NEM UM pouco bonita, mas eu tentei.

Como diz minha amiga, chega de enrolação e bora ler issaí.

Acordei antes de o despertador tocar. Eram cerca de 6h da manhã e, mesmo assim, eu me sentia feliz. Diferente, por algum motivo que não consigo expressar em palavras. Acho que vamos pular para a parte chata na qual eu me apresento. Certo, Violett Thomas, 17 anos, cabelos negros, olhos verde-água e uma pele clara como neve. Ok, isso foi um pouco exagerado. Mas digamos que eu não sou aquele bronze cor do verão. Moro em Hollywood desde que nasci e simplesmente amo esse lugar. Motivos? Vários. Mas o principal: meus amigos. Minha vida parece perfeita, certo? Bonita, muitos amigos, cidade legal. Mas nem tudo são flores na minha vida. Na de ninguém. Eu quase não fico na minha casa, e ver meus pais passou a ser um evento raro. Nós não tivemos nenhuma briga catastrófica que afetou nossos laços familiares, não. A verdade é que, quando eu estava nos meus 7 anos, minha mãe estava grávida. Estávamos todos muito felizes. Organização do quarto, compras de roupas, o sonho de mais alguém para alegrar nossas vidas. E eu? Não posso descrever a felicidade que eu sentia. Até aquele dia. Finalmente a bolsa da minha mãe estourou. Finalmente eu teria meu irmão. Finalmente. Era só felicidade e lágrimas de alegria, emoção. Até as complicações começarem. Minha mãe teve problemas durante o parto. Conseguiram salvar o bebê, mas Josh morreu três dias após o nascimento, na UTI.

Eu me lembro de como meus pais choraram. De como eu chorei. Da dor. Mas decidimos seguir a vida, pois é isso o que as pessoas devem fazer. Meus pais se concentraram no trabalho deles e em mim. Conseguiram promoções e aumentaram de cargos, quando viram que eu podia me cuidar sozinha. Não os julgo por isso, eu entendo como foi difícil. O quarto dele continua lá. Do mesmo jeito. Durante dez anos. Às vezes ainda entro lá, me sento na poltrona. Fico imaginando como seria hoje se ele estivesse vivo. Meus pais seriam mais presentes? Eu seria amiga das mesmas pessoas? Algo que não saberei a resposta. Mas tudo melhorou depois que conheci minha melhor amiga. Vocês irão conhecê-la, em breve. Agora, eu estou atrasada para a escola.

Coloco uma blusa branca de regata, um short jeans desfiado nas pontas, um all star preto e uma blusa xadrez comprida por cima da regata. Não tenho muito tempo para me arrumar, então deixo o cabelo solto e desço para pescar algo da geladeira. Meus pais conseguiram uma semana de férias que, infelizmente, chega ao fim amanhã. Mas nos divertimos muito.

— Oi mãe! Oi pai! – Digo quando passo por eles na cozinha. – Até mais tarde. – Dou um beijo nas bochechas deles, pego uma maçã na geladeira e sigo meu caminho.

Coloco meus fones de ouvido e dou play no modo aleatório. A escola não é muito longe, então não demoro mais de dez minutos para chegar. Decido ir comprar uma água e depois seguir para a sala, que exceto pelo casalzinho magnífico ali, estava vazia. Para os leigos que desconhecem o casalzinho magnífico: Francis Cullman e Adélaide Edelman. Os inteligentes da turma. Também se acham superiores a todos daqui, praticamente não tem amigos e são muito, muito esnobes. Sem exageros. Dizem que Francis é desse jeito porque seu pai o cobra demais e que também bate nele. Quando perguntaram para ele sobre isso, obviamente ele negou. Sinceramente, eu sinto pena dos dois. Já tive a infelicidade de conhecer os pais de ambos em um evento escolar, não foi a melhor das conversas.

Sento-me no lugar de sempre e tomo alguns goles da minha água enquanto espero meus amigos chegarem, o que não demora muito para acontecer. Logo vejo a tropa entrando e fazendo um estrondo, o que faz o casalzinho lançar olhares furiosos, mas logo voltam ao que quer que seja que estavam fazendo. Cada um dos meus amigos sentou em seus lugares de costume. Vamos agora para aquela parte chata de apresentações e localizações. Alissa Violet Paul, minha melhor amiga. Cabelos naturais do tom loiro escuro, mas aos 13 anos ela começou a pintá-lo de loiro bem... loiro. Olhos castanhos e pele mais lisa que bumbum de neném, sem contar os lábios carnudos. Nós nos conhecemos aos 10 anos e somos irmãs desde então. Ela senta atrás de mim, em todos os anos, sempre escolhemos os mesmo lugares.

Atrás dela, vem Neels Visser, nosso melhor amigo desde a quarta série. Olhos azuis, cabelo cor de palha e um rosto anguloso. Acho que eu devo esclarecer que aos 14 anos nós tivemos um caso, que não deu certo. Agora nós três somos como irmãos. Os irmãos que nunca tive. Do lado dele, temos Lucas Dobre, pele morena, cabelo e olhos negros. Na frente de Lucas, está seu irmão gêmeo, Marcus. A diferença entre eles é uma pinta que Lucas tem na bochecha esquerda. Conheci os dois mais ou menos na mesma época que conheci os Dolan, com meus 12 anos. Foi quando os quatro entraram para nossa turma da sexta série. Na frente dos Dobre, temos os gêmeos Dolan. Ao meu lado, Ethan, que é meu namorado há um ano. Cabelos negros, pele clara, olhos que variam de castanho para verde, rosto anguloso e uma pinta na bochecha direita. Vou admitir, essa pinta dá um charme a ele. Grayson, mais novo por 20 minutos, tem o cabelo mais rente à cabeça do lado e um topete com mechas louras. E sua pinta é no queixo, não na bochecha.

— Eai galera – Digo com um sorriso no rosto, eu me sentia bem naquela segunda-feira.

— Olá minha princesa – Diz Ethan, me beijando logo em seguida. Afastamo-nos com um sorriso, Ethan me faz bem. – Como foi seu final de semana?

— Fui me divertir com meus pais, nós acampamos e coisas assim.

— Parece ter sido legal. Quando eles vão embora mesmo? – Pergunta Alissa, entrando no papo. – Quero você de volta no meu quarto, maninha. – Ela dá uma leve risada.

— Amanhã à noite eles partem para Baltimore, quarta-feira eu volto para sua casa, mi amore. – Após mais alguns minutos de conversa fiada, a professora de história entra na sala e todos ficamos em silêncio. A aula foi aquela mesma coisa de sempre. Quando o sinal para o intervalo bate, vou com Alissa comprar um refrigerante no refeitório e depois seguimos para o pátio, onde tem uma grande árvore com sombra. Alissa começa a sorrir para o nada, enquanto os outros chegam. Ethan senta do meu lado, passa o braço nos meus ombros e pega meu refri, dando goles no mesmo.

— Hum, delicioso. – Ele dá um riso e eu dou um tapa nele.

— Ei, esse refri é meu, se você quer um, que vá comprar. – Pego meu refri de volta e tomo o resto que tinha nele, Ethan continua com suas risadas. – Tá apaixonada Alissa? – Pergunto repentinamente, despertando-a de seu devaneio. A pergunta faz com que ela dê risada.

— Apaixonada? Pff, tô fora, obrigada. É que, alguém que eu não vejo há muito tempo vai voltar hoje à noite. Então eu só, tô feliz sabe?

— É alguém que eu conheça?

— Não pessoalmente. – Ela estava respondendo tudo de um jeito avoado.

— Deixa de mistério vai, conta pra gente.

— Vocês vão descobrir quem é amanhã, ele vai estudar na nossa turma.

— Hum, então é um garoto. – Diz Grayson com uma cara maliciosa. Logo, estávamos todos com a mesma cara olhando para Alissa, que só revirou os olhos e riu. O resto da manhã foi a mesma coisa de sempre, terminamos a aula, nos despedimos e fomos cada um para sua casa. Quando cheguei em casa, meus pais me convidaram para comer pizza em um restaurante que eu amo. Decido apenas prender meu cabelo em um rabo e usar sandália.

(X-x-X)

Cara, que pizza divina. Depois do almoço nós fomos ao shopping e na volta para casa paramos tomar um sorvete. Chegamos em casa por volta das 16h30 e eu estava podre. Tomei um banho gelado, escovei os dentes, botei um pijama e desci para a sala. Meus pais estavam assistindo um filme e eu decidi me juntar a eles, nossa última noite juntos por algum tempo, não vou ir dormir tão cedo. O filme terminou por volta das 18h, então decidi fazer meu dever e logo após, me joguei na cama e fiquei me questionando de quem Alissa poderia estar falando. Nem percebi quando peguei no sono.

Acordei na manhã seguinte com o barulho do despertador, 6h30. Faço minha higiene pessoal, boto uma blusa preta com um esqueleto, um short jeans rasgado, uma meia calça, também rasgada e um coturno. Faço um coque bagunçado e desço para a cozinha.

— Hum, cheirinho de panquecas com calda. Bom dia mãe. – Falo, dando um beijo na bochecha de minha mãe.

— Bom dia querida! Sente e se sirva.

— Onde está o papai? – Digo, notando sua falta.

— Ele levantou mais cedo para comprar as passagens, mas não se preocupe, ainda temos o almoço. – Ela dá um sorriso. Sempre invejei o sorriso da minha mãe. Embora, eu seja praticamente uma cópia dela. Cabelos curtos e negros, olhos verdes, pele clara. Algo que odeio em mim, mas amo nela, é o sorriso. Nem sempre a genética é bondosa o suficiente. Olho no relógio, 7h05. Dou um beijo em minha mãe.

— Até o almoço mamãe. – Enquanto caminho, coloco meus fones e dou o play em “Don’t Look Down – Martin Garrix ft. Usher”. Quando chego na escola, avisto minha amiga Amanda. Ela, infelizmente, é da turma B e eu, da turma A. Nós nos abraçamos e começamos a andar e conversar. Peço para nós irmos até meu armário, pois estou carregando três livros na mão e mais alguns na mochila. Estava andando, distraída com a conversa, quando sinto algo, ou alguém, batendo em mim. Sou jogada para trás, e meus livros caem dos meus braços. Por sorte, não tinha muita gente no corredor que pudesse ver meu tombo.

— Você está bem? – Pergunta uma voz masculina. Levanto a cabeça para ver o dono da voz. Um cara loiro, de olhos castanho-claros, lábios finos e um nariz levemente torto, mas que se encaixava perfeitamente nele, sorri para mim e me estende a mão. Aceito a ajuda e me levanto, limpando minha roupa.

— Ãn, é. Estou sim, obrigada. Sou um pouco distraída às vezes, desculpe. – Dou uma risada fraca enquanto me abaixo para pegar os livros.

— Sem problemas, não é todo dia que eu esbarro em uma garota bonita como você. – Ele diz com um sorriso de canto. Eu coro. – Deixa que eu pego para você. – Ele se abaixa para pegar os livros e nossas mãos se tocam. Eu sei, eu sei. É uma cena típica de filme adolescente, mas foi o que aconteceu, então se quiser reclamar com alguém, reclame com o destino. Nos levantamos juntos, ainda com as mãos nos livros. Ficamos nos encarando e ele com aquele sorriso de canto. Ele me parecia familiar.

Notas finais
Um capítulo meio comprido, mas é assim que tem que ser né galera.
Bjinhos e até o próximo.