Notas iniciais
Resolvi aparecer depois de um dia, saudades? Não? Ok. Eeeeenfim, motivo de eu não ter postado ontem: eu passei o dia lendo Não Se Iluda, Não (recomendo muito) Enfim, bora ler issaí (isso mesmo Lexy, eu roubei seu bordão)

Acordei com o barulho do despertador. Levantei rapidamente e fui para o banheiro fazer minha higiene matinal. Coloquei uma camiseta um pouco larga, branca com o desenho de um alien em cima do coração. Fiz um nó na barra da camiseta, usei um short de cintura um pouco alta, uma blusa comprida xadrez, vermelha e um coturno preto. Fiz uma maria-chiquinha baixa e meio mal feita, peguei minha mochila e desci para a cozinha. Peguei cereal e leite, comi e logo lavei a louça, já que só voltaria para pegar minhas roupas e ir para a casa da Alissa.

Como sempre, coloquei meus fones e fui ouvindo música. Acabei chegando mais cedo do que de costume na escola, não avistei nenhum dos meus amigos, apenas Valérie, não era uma grande amiga. Era uma garota muito bonita, dois anos mais nova, já nos falamos algumas vezes. Dei um aceno para ela, ela deu um sorriso e acenou de volta, depois continuou o que estava fazendo. Como não encontrei ninguém, rumei para a sala de aula. Vazia. Foi até um alívio, chegar e não ter aquele casalzinho irritante. São poucas as vezes em que consigo chegar dos dois, então eu aproveito.

Sento no meu lugar, aumento bem a música e começo a dançar e cantar. Depois de cinco músicas, sinto alguém me cutucando. Abro os olhos. Jake. Ele diz alguma coisa, mas devido ao volume dos fones, não consigo entender. Ele apoia uma das mãos na minha mesa e com a outra, tira um dos fones.

— Sabe, dá para ouvir a sua música daqui. Música tão alta não faz bem para a audição, vai acabar surda.

— Então o problema será meu, não? – Espero a música acabar para dar stop e desplugar os fones. – E você não tem o direito de tirar meus fones assim. – Faço cara de emburrada. Você deve estar pensando “que infantil você é Violett”. Mas o cara é gêmeo da minha melhor amiga, é praticamente da minha família agora.

— Quando você não escuta o que eu digo e continua olhando para mim com cara de sonsa, eu tenho direito sim. E para com essa cara de emburrada, bebezinha. – Ele dá uma risada e, confesso, eu ri um pouco também. Ele tira a mão da minha mesa e senta no seu lugar. – Pensei que sua amiga tivesse proibido você de encarar qualquer garoto que não seja o seu namorado. Qual era o nome dela?

— Amanda e, ela é meio paranoica com isso. O Ethan é um garoto muito... hum... desejado aqui na escola, então Amanda meio que ficou com a paranoia de que se eu conversar com algum garoto, alguma garota vá tirar proveito da situação para acabar com meu namoro.

— Pelo menos ela não é uma dessas garotas, certo? Ela quer evitar o fim do seu namoro, isso prova que ela é sua amiga de verdade.

— É, Amanda é uma boa amiga, tanto para mim quanto para a Alissa.

— E por falar na minha irmã, quer dizer que você vai dormir na minha casa hoje? – Ele abre um sorriso malicioso.

— Pode tirando esse sorrisinho do rosto garoto. – Dou um soco de leve no braço dele, que ri. – Vou ficar lá até meus pais voltarem da viagem de negócios. Coisa que faço desde os 12 anos.

— Finalmente, voltar para cá acabou não sendo tão ruim quanto eu pensava. – Continuamos a conversar e rir, até que os outros chegaram. Logo a sala estava cheia e a professora chegou.

(X-x-X)

No final da aula, fui com Alissa e Jake até um carro roxo que estava perto dos portões da escola. O carro era de Logan, irmão mais velho de Ali e Jake. Logan tem 20 anos, olhos azuis e cabelo loiro, e também é muito musculoso. Ele já ganhou várias competições de luta. Quando me vê, ele sorri.

— Qual é que é Lolo? – Pergunto dando risada. Apelidei de Logan de Lolo há muito tempo, ele não gosta muito do apelido, mas com o tempo ele começou a aceitar e agora nós rimos toda vez uso o apelido.

— Vio, quanto tempo. Saudades da Jessie? – Jessie era o carro. Estranho, eu sei.

— Muitas, haha. – Entramos no carro. Alissa, como sempre, no banco do passageiro, eu sento na janela direita e Jake senta atrás de Logan. Botamos música alta, paramos apenas para pegar minhas coisas na minha casa, depois seguimos para um restaurante que adoramos, é um pouco longe, mas vale a pena. Após o almoço, Logan dirigiu por aí, meio sem rumo. Quando chegamos em casa, eram cerca de 15h da tarde. Fui para o andar debaixo deixar minhas coisas no quarto de Alissa, eu até usaria o quarto de visitas, mas normalmente é ali que Neels dorme. Deixo minhas coisas lá, tiro meus coturnos e subo para a sala.

Me jogo em um dos puff’s que tem e começo a procurar algum programa para assistir. Sinto o controle ser puxado de minha mão, olho para trás para ver quem foi. Jake. Por que não estou surpresa?

— Eii, eu estou usando isso. – Tento pegar o controle de volta, mas ele ergueu o braço.

— Se quiser assistir TV, vai ter que sair dar uma volta comigo.

— Eu já disse Jake, eu tenho namorado. Agora me dá esse controle. – Dessa vez eu me levanto e consigo pegar o controle de volta.

— Eu nunca disse que era um encontro. Pode ser um programa de irmãos. – Ele me dá um soco de leve no ombro. – E você pode avisar o Ethan, não tenho problemas com isso. Então?

— Tá bom, tá bom. Vou me trocar e avisar o Ethan. – Saio da sala bufando. Reviro minha mochila, tentando achar algo legal para vestir. Coloco um cropped branco, um short jeans de cintura alta desfiado nas pontas, meu all star cano longo e refaço a maria-chiquinha. Enquanto subo a escada, mando uma mensagem para Ethan avisando que vou dar uma volta com Jake, ele não pareceu ligar muito para isso. – Jake? Tô pronta.

— Então vamos. – Ele usava uma roupa simples. Calção laranja, camiseta branca e um tênis. E eu aqui me produzindo toda... – Que cara é essa? Você tá bem?

— Hã, sim. Eu só estava pensando.

— Beleza, vem. – Ele me entrega um capacete e em seguida pega minha mão, sou quase arrastada com ele. Pegamos o elevador e vamos para a garagem. Ele me leva até uma Kasinski – Comet GT-R 250 vermelha. Fico boquiaberta.

— É sua? – Ele ri, provavelmente da minha cara.

— É, gostou?

— Se gostei, acho elas maravilhosas. – Ele coloca o capacete e sobe na moto, faz um sinal para que eu faça o mesmo. Me sinto um pouco desconfortável perto dele, por isso mantenho minhas mãos apoiadas na parte de trás da moto. Ele dá a partida e acelera, sinto que posso cair a qualquer momento, mas resisto ao impulso de me segurar nele. Até que ele faz a coisa mais estúpida que poderia ter feito. Empinar a moto. Solto a parte de trás da moto e passo meus braços debaixo dos dele. Ele está rindo. – POR QUE VOCÊ FEZ ISSO? – Tive que gritar para que ele pudesse me ouvir. Ele riu ainda mais do meu desespero.

— PARA VOCÊ SE SEGURAR EM MIM.

Notas finais
Por enquanto é isso dudess, até o próximo. Beijos de light da titia Shauna