Made In NY
12 Primeiras emoções nesse fim de mundo!!!!!
Notas iniciais
Pov. Chad
Nem acredito que aceitei participar dessa palhaçada, mas era isso ou ficar conhecido na internet como um bêbado retardado. Isso simplesmente iria acabar com a minha vida social!
Depois de um banho estávamos na sala esperando o almoço ficar pronto e as meninas que ainda não tinham aparecido.
—Sua irmã é adotada né? Cara ela não pode ser da mesma família que você Jason! — disse enquanto observava ela ajudar a sua mãe a arrumar a mesa do almoço.
—Sim ela é minha irmã e será que da pra vocês pararem de ficar secando ela? – Pediu ele ficando emburrado. Eu ri.
—Querendo esconder o ouro hein Jason. — Tyler riu — Que coisa mais feia! — Ele tacou uma almofada em Tyler irritado.
—Gente é serio! Eu não quero vocês de gracinha com a minha irmã, entendeu?! – Disse serrando o punho.
Quem diria que aquele nerd podia dar uma de valentão.
—Então faz um favor pra gente. Pede pra ela começar a vestir roupas que chame menos a nossa atenção! — Ryan disse — Eu agradeceria muito!
—Somos homens cara — Nicolas pôs a mão em seu ombro como se o consola-se — Não somos cegos.
—Vou providenciar isso, relaxem. – Jason disse e se levantou.
No minuto seguinte as garotas desceram as escadas conversando. Já haviam mudado de roupa e pareciam um pouco mais animadas.
Logo a Sra. Sluter apareceu com um sorriso enorme.
—O almoço esta pronto. Venham! – Chamou.
Nos sentamos a mesa. O cheiro da comida estava realmente muito convidativo. Quando ela pôs a comida na mesa nem esperamos ela falar e já atacamos. Posso dizer que ela cozinha muito bem e isso já é um ponto positivo.
—Diz pra mim filho, qual delas é sua namorada? — O Sr. Sluter perguntou assim que terminamos de comer. O garoto ficou vermelho sem saber o que responder e olhou pra mim procurando uma resposta, mas eu dei de ombros mandando ele se virar. – Diz pra mim filho. — Insistiu ele
—Todas elas são minhas namoradas! — Sorriu e o pai só faltou pular da cadeira. Katy que bebia um suco quase engasgou cuspindo tudo pra fora. A cara da Lucy de poucos amigos era a melhor, Cassie e Vick o encaravam incrédulas. Se a situação não fosse critica eu teria rido, mas me segurei.
—Ai Jason, você é tão engraçado — Disse Vick forçando uma risada.
—Realmente, ele é um piadista! — Lucy disse, mas ela nem se quer tentou disfarçar seu tom de voz agressivo.
—Nos somos apenas amigos. — Cassie falou com a voz calma contornando a situação — Amigos e nada mais.
—É pai. Apenas amigos – Jason se explicou sendo oprimido pelo olhar raivoso da Lucy — Foi só uma brincadeirinha!
—Adoro suas piadas! – Eu disse realmente me divertindo com aquilo tudo.
—Ah, mas você deve pegar muita garota lá em Nova Iorque né? – o pai dele disse convicto — Meu filho deve ser um garanhão.
—Diz meu bebe, você tem muitas namoradas na lá faculdade?
Dessa vez ele nos encarou basicamente pedindo socorro. Tivemos que interferir antes que ele falasse outra merda.
—Oh Jason é o maior garanhão! Pega todas — Tyler disse.
—Verdade às vezes ele nem deixa algumas pra gente. – Nicolas soltou um riso enquanto eu o encarava. –Eu preciso ficar implorando sabe, é meio chato.
— E as garotas da minha sala então, morrem por ele! — Katy disse — Jason é tipo um... Símbolo sexual das garotas lá na faculdade!
Nessa hora todos encaram a Katy, inclusive o próprio Jason e o pai deles. Fala sério, Jason um símbolo sexual? Pelo amor de Deus o dia que isso acontecer vai ser o fim dos tempos.
—É serio? — a mãe perguntou animada.
—É sim! — confirmou Katy — Não é Jason?
—Ah. É sim! – Sorriu forçado — Sou muito concorrido. Sabe como é né! — Bateu no próprio peito.
Eu o olhei balançando a cabeça em negação em um sinal de que ele estava exagerando.
—Ah filho eu sei como é. — O pai disse se achando o experiente — Que orgulho de você! Meu filho! Um símbolo sexual! Sabia que um diria seguiria meus passos — limpou uma lagrima — Me da um abraço aqui garoto!
Katy sorriu satisfeita pela sua mentira ter sido bem recebida. A mãe novamente falou:
—Bom. Mas me digam como é a amizade de vocês?
—Como assim? — Jason perguntou.
—Quero saber tudo. O que gostam de fazer juntos? Pra onde vocês costumam ir? Como se conheceram? Podem começar a falar tudo! — Se empolgou.
Todos se entreolhamos sem saber o que dizer. Pronto! Agora fodeu! Não sabíamos que ia ter interrogatório nessa porra?
–Comecem dizendo onde se conheceram? — O pai perguntou interessado.
Bom não deve ser difícil enganar aqueles velhos, qualquer coisa que dissemos pra eles até agora eles acreditaram então vai ser moleza.
O que eu não sabia é que todos tinham pensado o mesmo que eu e responderam ao mesmo tempo numa confusão só.
—Biblioteca! — Cassie
—Shopping! — Vick
—Estádio de futebol! — Tyler
—Cemitério! -Nicolas
—Casa de Tarô! – Lucy
—Lanchonete! — Katy
—Parque! — Eu disse
—Floricultura! — Ryan
—Cabaré! — Jason disse e todos os encararam. Cabaré? — Que foi?
—To um pouco confusa — Disse a mãe dele.
Ate eu estava confuso imagine ela.
—É que... Cada um se conheceu em um lugar diferente. — Explicou Cassie
—É. Isso mesmo! — Apoiei
—Bom, não quero nem saber quem se conheceu no cabaré e no cemitério. — Riu o velho e rimos juntos pra descontrair.
—Sabe, eu gosto de vocês! — A mãe gargalhou olhando pra nós como se fossemos diamantes — Estão prontos pra conhecerem a fazenda?
NÃO!!
—Vamos lá pessoal! — agitou o Sr. Sluter — Vocês vão gostar. Aqui é maneiro! Ta ligado! — Gargalhou de suas gírias sem noção.
A morte cairia bem agora.
...
Pov. Ryan
Já tínhamos visto basicamente a fazenda inteira. Aquele lugar era enorme realmente grande. Tínhamos conhecido todos os animais. Agora estávamos vendo os cavalos!
—Escolham um cavalo! – Pediu Jason — Vamos dar uma volta!
Cada um escolheu um cavalo. Preparamos a cela e todos saíram para cavalgar.
—Quer ajudar? — perguntei a Cassie. Ela encarava o cavalo e bufava irritada.
—Eu não vou subir nesse bicho. — o encarou e eu ri.
—Tem medo?
—Não é isso. É só que... Não tive boas experiências em cavalgar!
—Vem cá, eu ajudo você então.
Me aproximei dela. Ela relutou um pouco não estava muito segura disso. Mas a convenci e a ajudei a subir no cavalo, segurei sua cintura e a ergui alto o bastante para que pudesse ter impulso e montar no bicho.
—Já andou de cavalo antes? – Perguntei a ela.
—Já! E não me dou muito bem com eles. – disse agarrando a cela com força demais e respirando tensa.
Montei no meu cavalo.
—Cassie só relaxa e me segue. — Disse pra ela.
Começamos a andar calmamente. Ensinei-a como controlar o cavalo e ela se saiu muito bem.
Não fazia ideia de onde os outros poderiam estar por isso seguimos um caminho diferente, estávamos perto de um lago muito bonito. A agua dele era tão clara que dava pra ver as pedrinhas na areia abaixo dele.
—Olha que paisagem! — Ela disse. O sol estava se pondo e estava incrivelmente bonito sendo refletido naquele lago — Finalmente alguma coisa boa aqui!
—Aposto que quando veio pra Nova Iorque nem imaginava que ia passar por tudo isso – disse puxando assunto.
—Não mesmo. – ela sorriu e me encarou — Quando vim pra cá, minha atenção estava unicamente focada nos estudos.
—E não esta mais?
—Esta — Disse acariciando o cavalo – É só que é difícil me concentrar se a cada momento a gente arranja uma encrenca diferente sabe. — Respirou fundo
—Como, guerra de comida? Quase ser expulsos? Ficar bêbados numa festa e depois perdidos numa praia deserta e agora estamos aqui, fingindo sermos amigos de alguém que esta com a nossa vida em suas mãos pra não vazar um vídeo comprometedor nosso? – eu disse erguendo as sobrancelhas – Não sei do que ta falando, nossa vida é mais parada do agua de dengue. – Disse irônico e ela gargalhou.
—Ata –disse rindo ainda — Que loucura que a minha vida virou, meu Deus!
—É por isso que mesmo vindo pra cá contra a minha vontade, quero usar esse tempo pra por minha cabeça em ordem e quem sabe voltar pra Nova Iorque mais disposto pros estudos — Me encarou
—Sabe, você tem toda a razão. – Ela encarou o por do sol de novo — Olha pra esse lugar. É maravilhoso!
Sim o lugar era maravilhoso a companhia que era o problema!
—Se eu pudesse tirar todos os loucos daqui, esse seria o melhor lugar do mundo! – Eu disse e ela riu.
—É bem que a Lucy disse. O Jason é o mais normal de todos eles!
—A mãe dele apertou a minha bunda! – eu disse incrédulo e ela gargalhou — Serio. Eles não podem ser normais.
—E o pai dele falando aquelas gírias? – ela fez careta — Ele deve achar que ta por dentro da galera.
—Meu Deus – eu ri. O pai do Jason era outro que precisava de ajuda pra se atualizar nas gírias do momento porque ele esta um pouco atrasado — Eu tiraria todos eles daqui só pra ter esse paraíso pra mim.
Ela me encarou erguendo as sobrancelhas por um segundo.
—Me tiraria daqui também? – Perguntou.
Eu a encarei surpreso com a pergunta. Eu gosto da Cassie, ela é realmente incrível. Só que o jeito que ela me perguntou aquilo me deixou sem jeito. Não sei realmente o que ela quis dizer com aquela pergunta, mas por um momento parei de pensar nela como minha amiga e comecei a pensar nela de outra forma.
—Você seria a única... A única que eu gostaria de ter como minha companhia.
Ela deu um largo sorriso e que sorriso. Eu fitei por um minuto constrangedor como o cabelo dela ficava mais vermelho no sol e isso a deixava tão iluminada. Ela parecia mais uma bonequinha de porcelana.
—Por 4 Dias? – ela perguntou me fazendo voltar a conversa.
—Até por 10! – respondi rapidamente sem pensar e ela ruborizou um pouco — Eu dividiria esse paraíso com você até por 20 dias!
—Que bom saber. Eu vou me lembrar disso. – Sorriu tímida.
...
Pov. Tyler
Estávamos cavalgando em volta do lago quando Jason nos chamou pra voltar pra casa. Aparentemente estava anoitecendo e ia começar uma chuva daquelas.
Todos os seguiram menos Katy que estava tendo problemas com o seu cavalo.
—Ta tudo bem ai? – Perguntei.
—É que esse bicho não ta a fim de andar! – Bufou.
—Quer ajuda?
—Não precisa pode ir que eu me viro.
Tentou novamente fazer com que o cavalo andasse, mas o bicho não o fez. Depois de varias tentativas o bicho se chacoalhou todo fazendo ela se desequilibrar e cair no chão.
—Katy! — Gritei antes de descer correndo do meu cavalo e ir até ela.
Corri em sua direção, mas ela estava desacordada, acho que bateu a cabeça. E para minha sorte não havia ninguém por perto. Comecei a entrar em pânico.
—Ah meu Deus. Katy! Acorde! — A balancei desesperado, passei as mãos pelo seu rosto e depois comecei a abana-la com o meu boné – Vamos, acorde!
Ela foi abrindo os olhos devagar. Encarou-me por uns segundos até se sentar bem lentamente.
—Você esta bem? — Tirei uma mecha de cabelo da frente do seu rosto e ela sorriu timidamente.
—Acho que sim! – Sussurrou
—Tem certeza? Não se machucou?
—Só a cabeça que ta doendo um pouco.
—Onde dói?
—Aqui. — Tocou um pouco a cima da nuca e gemeu incomodada.
Puxei seus cabelos pra tentar ver melhor, toquei de leve com a ponta dos dedos. Iria formar um pequeno galo ali.
—Ai – disse se contorcendo.
—Desculpe.
Massageei de leve com a ponta dos dedos e ela soltou um suspiro me encarando. Poderia dizer que estávamos perto demais um do outro. Demais o bastante pra eu pensar besteira. Balancei a cabeça espantando certas coisas da minha cabeça.
—Se sente melhor? — Continuei massageando.
—Muito melhor. — suspirou ela fechando os olhos.
Segurei sua mão a puxando para que ficasse em pé.
—Vem. Volta comigo no meu cavalo. – eu amarrei o cavalo dela na arvore para que não fugisse e a ajudei a subir no meu. — Depois peço pro Jason vir buscar o outro.
E assim voltamos pra casa. Começou uma chuva fina no caminho. Antes de voltar pra casa guardamos meu cavalo e seguimos adiante.
—Onde vocês estavam? — Perguntou a Sra. Sluter nos olhando insopados.
—Katy caiu do cavalo. — Falei — E se machucou.
—Oh coitadinha! — Sra. Sluter disse se levantando do sofá preocupada — Leve-a para o quarto vou levar um remedinho.
Agarrei Katy pela cintura e a guiei até a escada.
—Consegue subir as escadas? – Perguntei.
—Eu consigo — Sorriu – Estou bem.
Subiu um dos primeiros degraus meio cambaleando. E eu revirei os olhos.
—Deixa que eu levo você!
A peguei no colo a fazendo encostar a cabeça no meu peito.
—Eu disse que estava bem! – Protestou ela — Não precisava disso.
—Mas eu sou um cavalheiro. – disse e pude senti-la sorrir contra meu peito.
Entrei no seu quarto e a deitei na cama ajeitando os travesseiros pra ela ficar confortável. Ela se sentou na cama me encarando e sorriu sem graça.
—Obrigada Tyler. Você foi muito atencioso. – Sussurrou ela.
Eu me inclinei sobre ela e dei um beijo na sua testa e depois me levantei.
—Não precisa agradecer. – Disse a ela — É melhor você tomar um banho, esta toda molhada e pode ficar doente.
—Pode deixar. — Bateu continência – Vou fazer isso.
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