Mad World
1 Memórias Mortas
Notas iniciais
Ele não fala muita coisa sobre a fic, mais ajuda, a saber, um pouco mais sobre a minha protagonista.
Espero que gostem :)
Às vezes me pergunto se estou realmente no lugar certo? O que estou fazendo aqui? Esse é mesmo o meu lugar? Eu tenho tantas perguntas, mas não consigo encontrar uma resposta. Cansei de esperar das pessoas coisas que eu esperaria que elas fizessem por mim. E foi assim que aprendi que se a gente é uma pessoa boa as coisas ruins acontecem com a gente. E aconteceram muitas coisas ruins comigo. A última foi à morte do meu melhor amigo… tudo por minha culpa… Não pude fazer nada... A não ser fugir, fugir para o escuro, fugir pra um lugar onde possa me sentir à vontade.
“Sitting in the dark, I can't forget Even now, I realize the time I'll never get”
Resolvi ir pra um lugar onde ninguém me conheça, onde ninguém sabe a minha historia, decidi recomeçar a minha vida, apagar da minha memória as coisas que me fazem mal. Resolvi sair do Brasil e ir para Los Angeles – Califórnia — EUA. Talvez as coisas mudem se eu for passar um tempo lá, pelo menos até que eu coloque os meus pensamentos no lugar.
Terminei de arrumar as minhas malas e pegar as minhas coisas em meu apartamento, que já estava quase todo vazio, e fui tomar um banho rápido. Quando sai do chuveiro me deparei com a minha imagem no espelho embaçado pelo vapor do chuveiro e vi uma imagem triste e pálida vindo de minha face. Senti vontade de chorar, mas segurei o choro e peguei a roupa que havia separado (http://www.polyvore.com/rolling_stones/set?id=41800160). Fiz uma make básica e arrumei meu cabelo em coque bagunçado (http://www.supersecretariaexecutiva.com.br/wp-content/uploads/2012/06/tumblr_li2ozsXZBF1qfullio1_500_large_large.jpg) e saí do banheiro indo diretamente para o quarto onde havia apenas as minhas malas e meu colchão com umas fotos jogadas em cima dele. Peguei as fotos e olhei todas por um momento. Queria chorar por deixar todos para trás, mas peguei as fotos e as joguei no lixo. Peguei as minhas coisas e saí do prédio e logo em seguida peguei um táxi para o aeroporto.
Já era de noite e Brasília estava iluminada. Era impressionante como essa cidade ficava bonita à noite. Só de pensar que talvez esta seja a ultima vez que eu veja essa cidade… logo na cidade onde sofri tanto, é que irei sentir falta.
Assim que cheguei ao aeroporto, que por um milagre havia poucas pessoas fui direto para a sala de embarque. Havia muitas pessoas lá, acho que havia umas 50 ou 60, me sentei num dos bancos e esperei. Após mais ou menos uns 20 minutos, foi anunciado que o avião havia chegado. Peguei minhas coisas e fui em direção ao avião.
Meu acento ficava ao lado da janela, o que me facilitava à vista da cidade e da despedida dessa vida. Estava nervosa e com medo de como seria a minha vida daqui pra frente. Ainda dava tempo de desistir, mais não irei. Seguirei em frente, irei recomeçar a minha vida.
Despedidas são sempre tristes, sempre tão dolorosas, “mas despedidas existem para que novos encontros aconteçam”, “todo final sempre traz um novo recomeço” são estas frases que não quero ouvir nessa hora. Se a despedida é inevitável então ao menos neste momento era apenas dor. Uma dor que se espalha… Que se aflige… É como se o corpo inteiro gritasse por socorro. Por ter perdido algo que era certo e trocando-o por um futuro incerto… Enfrentando o medo de, mais uma vez, viver livre por este mundo… tendo como consolo apenas uma fagulha de esperança.
Enquanto olhava pra fora da janela uma menina se sentou ao meu lado, não prestei muita atenção mas notei que seus cabelos eram ruivos. Continuei a olhar para fora da janela esperando o avião partir quando a menina começou a fala comigo.
- Odeio essa demora nos vôos! – Disse ela ajeitando sua bolsa ao seu lado — A propósito, me chamo Niara Alves. Prazer! – Ela me estendeu a mão.
- P-prazer. Chamo-me Emily Sparkle. – A cumprimentei forçando um sorriso simpático.
- É a primeira vez que vai pra os EUA? – Perguntou ela curiosa.
- É… sim. É a sua também? – Perguntei como quem não quisesse nada.
- Na verdade eu moro lá, só vim aqui apenas para ver meus pais. – Disse com sorriso meigo.
- Nossa que legal! – Sorri simpática.
Ficamos conversando a viajem toda, o que fez com que ela demorasse menos do que parecia que irai demorar. Quando o avião pouso trocamos telefone e nos despedimos, e logo cada uma foi para um canto. O nervosismo veio rapidamente. A pergunta de como seria minha vida aqui veio à minha mente. Eu estava com medo, medo desse futuro que me aguarda.
Estava na frente do aeroporto de Los Angeles esperando um táxi para me levar ate o hotel onde ficaria. Fiquei esperando uns 10 minutos e um táxi parou.
- Could you take me to The Redbury Hotel? – Tradução (“Poderia me levar ao hotel The Redbury?”).
- Sure! – Tradução (claro).
A caminho do hotel eu ficava olhando para as ruas de Los Angeles. Estava a noitecer, e por isso as luzes iam se acendendo ao poucos. Sim, Los Angeles é uma cidade muito bonita. O táxi parou e vi que havíamos chegado. Paguei-lhe e entrei no hotel seguindo para a recepção. A moça que estava ao balcão procurou meu nome nos dados de reserva do hotel e me entregou uma chave dando-me o numero do meu quarto.
- Número 435 no 6 andar. – Falou ela com a sua voz prestável. Peguei minhas malas e subi. Assim que entrei no quarto me joguei na cama e fiquei pensando.
“Agora que estou aqui não tem mais volta! Vou seguir em frente e veremos o que acontece!”, pensei comigo mesma.
Emily – http://i1158.photobucket.com/albums/p606/BloomPurdy/img-thing1.jpg?t=1342104095
Notas finais
Espero que sim e também espero um review de vocês :3
Fale com o autor