Mad Wolf
1 Prólogo
Uma sopa de coelho, sua avó tinha o costume de fazer algo naquela época do ano em que aquecesse seus corações e seu espirito em um inverno rigoroso como aquele. Ruby que saia para caçar alguns e num completo azar, nem mesmo em sua forma de lobo conseguiu algo.
Talvez todos os bichos com rabinhos peludos tivessem se escondido por conta de sua presença, sentindo a ameaça que ela era antes mesmo de se transformar, o que seria o correto, mas não totalmente. Não era voraz ou grossa, parecia ser como um dos coelhos da floresta, não fazia mau a ninguém e tinha apenas presença entre o vazio e o silêncio. Era temida por animais e humanos, mas não se afetava com eles, não deveria se afetar com o que os outros pensavam.
Sua capa vermelha balançava com o vento fraco e o frio não incomodava Ruby, pelo contrário, a fazia sentir mais livre e solta, parte daquela floresta e de bem consigo mesma. Seu olfato aguçado cheirava o ar a procurar de algum coelho que ousasse sair de sua toca e num olhar virado para sua esquerda, um arbusto balanceou com a presença de algum animal e pela audição, a respiração do pequeno era rápida, estava com medo de ser pego.
Antes que tivesse tempo de se transformar, estranhou ouvir o barulho de alguma coisa, um "tic tac" e sussurro de onde vinham o coelho a fizeram pensar duas vezes, franzindo o cenho e andando em passos curtos até o arbusto, afastando sua capa para caso se transformasse ali mesmo, mas não a tirando.
"Estou atrasado, muito atrasado" Alguém sussurrou alarmado, tendo o arbusto se mexendo outra vez e um coelho se revelando.
Não um coelho comum, um de olhos vermelhos e terno, segurando um pedaço de metal com um "tic tac" irritante e expressões humanas assustadoras.
Contendo o susto e a surpresa, ele não virou e a notou ali, parecia vidrado no objeto estranho em sua pata e repetindo em sussurros "estou atrasado", atraindo agora a curiosidade de Ruby e a fazendo esquecer o que acabou de presenciar. Seu pior defeito e erro foram seguir o coelho atrasado, se negando e achando estranho mesmo para uma terra mágica como aquela, um animal falante.
Mas quem era ela para se achar a dona da razão quando era uma lobisomem e tinha apenas uma capa vermelha mágica que a controlava para não perder seus sentidos humanos?
Parecia que a sopa de coelho de sua avó teria de esperar um pouco mais, pois quando se viu acompanhando tal criatura, a viu adentrar uma toca que uma mulher do tamanho de Ruby conseguiria entrar. Cenho franzido e duvida no ar, isso não foi o suficiente para para-la e arregaçando as mangas e abaixando o capuz escarlate, agachou-se e adentrou a toca, sentindo a terra ceder sobre sua mão em que se apoiava e gritou quando caiu em uma eterna queda.
Notas finais
Espero que tenham gostado desse prólogo.
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