Mach

2 Única chance


Notas iniciais
Oi, pessoal, desculpe pelo atraso é que estava cansado demais e só postei no spirit. Me perdoem, mas aqui está. Boa leitura.

Capitulo 2 – Única chance

Lana estava assustada com o que havia acontecido. Mach estava estirado no chão imóvel. Ela assustada se aproximou de Mach e horrorizada olhou o estado de seu irmão. Mach estava com uma fratura exposta no braço esquerdo e as pernas em um formato de W. Sua cabeça sangrava e ele não respondia. Ela pegou o celular, tremula e ligou para o 193.

–Serviço de emergência, no que posso ajudar?

–Alô... Alô...

–Sim.

–Eu... Preciso... de... ajuda... Preciso de ajuda... duas ambulâncias... Imediatamente...

–Qual é o estado dos indivíduos

Um está... Em péssimo estado...

–E o outro?

Ela se aproximou do caminhoneiro e checou seu pulso.

–Ele está vivo... Só desmaiado...

–É o seguinte, se acalme as ambulâncias estão chegando.

–Certo...

Ela esperou as ambulâncias chegarem próximo de Mach, o olhando com os enquanto chorava. Mark e Sherry chegaram e viram a cena. Desesperados eles chegaram próximos a Mach e perguntaram com desespero:

–O que houve aqui?

–Ele... Ele foi atropelado por um caminhão...

–E o motorista?

–Está desmaiado, sangrando.

–Ligou para a ambulância? — Perguntou Sherry em lagrimas.

–Sim... Liguei.

–Vamos esperar a ambulância! — Disse Mark também chorando.

As ambulâncias chegaram após alguns minutos. Os paramédicos foram resgatar Mach e o caminhoneiro. Eles imobilizaram Mach na maca e o botaram dentro da ambulância, assim como o caminhoneiro. Mark entrou na ambulância junto de Sherry e Lana. Quando todos entraram ela partiu e foi para o hospital Saint Anna, que era o mais próximo da região. Em menos de dez minutos eles chegaram lá. Mach foi levado à sala de cirurgia o mais rápido possível. Mark ligou para um de seus amigos, no qual trabalhava junto.

–Alô?

–Newton, é você?

Alex Newton riu e disse.

–Sou eu meu caro amigo, mas por que você me ligou à uma hora dessas?

–O meu filho, o Michael...

Newton preocupado perguntou:

–O que tem ele?

–Ele foi atropelado.

Newton ficou chocado com a notícia.

–E como ele está?

–Ele está na sala de cirurgia. Por favor, meu amigo ore por ele.

Newton apenas disse:

–Certo e o que mais?

–Diga que talvez não vá amanha trabalhar.

–Certo, eu direi.

–Obrigado.

Horas se passaram. Sherry e Lana oravam enquanto Mark andava de um lado para o outro. Apesar de ser um cientista ele mentalmente implorava a Deus por um milagre. Após sete horas o médico saiu e perguntou:

–Quem é o pai de Michael Moreira Pitsburgh?

–Sou eu. — Respondeu Mark

–Pode me acompanhar, por favor?

Eles foram até um canto privado.

–Sim, diga. — Disse Mark sério.

O médico respirou fundo e disse.

–Senhor Pitsburgh, o estado dele é grave, tato que tivemos que colocar ele em coma induzido, ou seja, seda-lo para que não possa sentir dor em seu estado.

–Como assim?

–Ele... Ele perdeu muito sangue, tanto que quase morreu de hemorragia, além disso, vai ser difícil sobreviver, mas caso isso aconteça...

–O que, me conta.

O médico respirou fundo novamente.

–Bem, ele teve um traumatismo craniano leve, mas mesmo assim isso afetou os um dos olhos e principalmente os ouvidos, além disso, ele teve várias fraturas no braço esquerdo e nas pernas. Dependendo de como ele ira reagir, talvez ele sobreviva sem sequelas, mas o mais provável é que ele tenha que amputar o braço e as pernas, além de possivelmente ficar surdo e cego de um olho.

Mark se abalou com a notícia.

–Quer dizer que vão mutilar o meu filho.

–O termo correto é amputar os membros. Sim, caso seja necessário.

–Mas ele tem uma vida, ele é atleta.

–Mas nós como médicos temos que preservar as vidas de nossos pacientes, essa é a nossa obrigação. — Respondeu o médico. Mark voltou para a sala de espera e Sherry e Lana viram o estado dele.

–Pai o que houve?

Mark não respondeu. Ele chorou e Sherry e Lana choraram também, passaram-se alguns minutos até Newton chegar de carro no hospital. Ele foi até a sala de espera e viu os três dormindo calmamente.

–Mark. — Chamou Newton, tentando o acordar. — Mark. — Ele o chamou novamente. Mark abriu os olhos e sonolento os esfregou.

–Oi Newton.

–Oi amigo. — Respondeu Newton — Como você está?

–Arrasado.

Newton percebeu que a situação não era boa.

–Ele está péssimo, não está?

Mark acenou com a cabeça.

–Como é o estado dele?

–Grave. — Disse Mark — Ele corre o risco de ficar cego de um olho além de ficar surdo e ter as pernas e o braço esquerdo amputado.

Newton entrou em choque.

–Tudo isso?

–Tudo.

–E o que o médico disse?

–Que tudo vai depender da recuperação dele... — Mark começou a chorar novamente. — Eu não sei mais o que fazer!

–Acalme-se Mark, tudo tem uma solução, mesmo os casos que são impossíveis, não é isso que você diz?

Mark acenou com a cabeça concordando.

–Bem o que temos que fazer é ter paciência e pensar em algo.

–Certo...

–Bem, você se lembra daquela vez que tentamos fazer um braço robótico para um gorila?

–Lembro! Ele não parava quieto. — Disse Mark parando de chorar e se lembrando do momento.

–Lembra quando ele te agarrou.

–Lembro sim.

–Tivemos até que sedar ele, mas sem querer te sedamos também.

Ambos riram da situação.

–É antes não tinha graça, mas agora tudo está valendo...

–É... — Disse Newton concordando.

–Lembra quando formos para a Índia?

–Lembro, nessa época o Michael encontrou um filhote de tigre lá.

–É pena que não deu para adotar ele?

–É, mas esperava o que? Adotar um tigre?

–Tem razão... — Disse Mark pensando sobre o assunto.

–Lembra-se da quando mandou o seu projeto para mim e quando começamos a trabalhar juntos ficamos em duvida de que projeto começar?

–Lembro, eu... — Mark pensou por alguns instantes e depois disse — É isso!

–Isso o que?

–Já sei o que fazer!

–O que? Não estou entendendo...

–Eu sei o que fazer com o Mark.

Newton parou para pensar por alguns segundos.

–Espera você...

–Vou sim.

Ele saiu caminhando.

–Mas Mark, o projeto...

–Está pronto para ser usado.

Newton parou por alguns segundos.

–Mas Mark ele vai te odiar pelo resto da vida.

–Eu sei, mas vou fazer mesmo assim, por ele.

–Eu sei. — Respondeu Newton

–Bem, vamos para o laboratório.

Eles foram até a Land Rover de Mark e entraram. Mark deu a partida e saiu de lá se dirigindo aos laboratórios Space, onde ambos trabalhavam. Eles foram até a área onde trabalham e Mark foi até um cofre onde digitou uma sequencia de doze números. A porta blindada abriu e mostrou uma pasta com algumas injeções dentro. Mark pegou uma e botou dentro de uma pasta blindada.

–Pronto, vamos. — Disse Mark

Mark ia saindo quando uma voz o surpreendeu.

–O que faz aqui Mark?

Era o seu chefe, Harry Mackenzie, dono da Space laboratórios.

–Vim pegar uma coisa.

Harry suspeitou e perguntou:

–É para o Michael, não é?

Mark congelou.

–Pelo visto é. — Harry se aproximou de Mark e disse. — Tem certeza com o que está fazendo?

Mark acenou positivamente.

–Pode ir, mas você terá que arcar com as consequências.

–Eu sei. Posso fazer a cirurgia aqui?

Harry acenou positivamente com a cabeça. Ele pegou o telefone e disse:

–Tragam o paciente Michael Moreira Pitsburgh para os laboratórios Space imediatamente, aqui quem fala é o dono e presidente desse laboratório Harry Mackenzie. Sim, sim. Obrigado. — Ele finalizou a ligação. — Deixe tudo pronto que eu mando o recebo.

–Certo, estaremos na sala de operação três.

Mark saiu junto de Newton e ambos foram para sala. Mach chegou em quinze minutos, sedado, junto dos médicos da Space laboratórios. O médico que cuidava de Mach foi Até Mark e perguntou:

–Por que você fez isso, caso eu possa saber?

–Eu preciso falar com o senhor.

–Sim, mas.

–Quero que o doutor Newton assuma seu lugar.

–Por que caso eu possa saber?

Mark respirou fundo.

–Eu tenho uma ideia de como ajudar no tratamento do meu filho.

O médico ficou confuso.

–Como assim?

–Sei que vai parecer loucura...

Mark explicou o que ele trazia consigo e como aquilo iria ajudar Mach.

–O senhor está querendo...

–Isso já passou da fase de teste.

–Mas é arriscado.

–Eu corro o risco.

O médico o olhou e depois perguntou:

–Quem fez esse projeto?

–Eu e o co-criador e meu amigo doutor Alex Newton.

–Doutor Alex Newton?

–Sim, algum problema? — Disse Newton se aproximando.

–Não, mas pode haver alguma complicação.

–É impossível, já que ele já passou da fase de testes com humanos.

–Então...

–Sim, ele já está pronto para uso.

–E está disposto de usar em seu filho?

–Se for necessário, sim.

O médico olhou e perguntou.

–Já falaram com o diretor do hospital?

–Eu falei com ele. — Disse Harry se aproximando.

–Oi Sr. Harry.

–Oi. — Ele se virou para Mark — A sala está pronta?

–Sim.

–Certo, vamos levar ele.

Mach era levado pelos corredores da ala médica dos laboratórios. Ele apesar de estar sedado às vezes podia ver flashes de luz e escutar um pouco.

–A sedação está passando, vamos depressa.

Para ele nada fazia sentido e nexo. Tudo estrava em divagação. Ele apenas fechou os olhos esperando que aquilo passasse. Os médicos, Mark e Newton entraram na sala. Harry apenas olhou para o jovem médico e perguntou:

–Qual é o seu nome?

–Meu nome? — Harry acenou positivamente com a cabeça. — Meu nome é Ícaro.

–Ícaro não se preocupe com ele, o Michael vai ficar bem.

–Eu espero.

A equipe de operações sedou Mach novamente e Mark pegou a seringa que tirou do cofre.

–Como ele está?

–Sinais vitais estão bons.

–Certo. Vamos iniciar a operação. — Ele deu a seringa a Newton e ele pós a seringa em uma máquina. Foi colocado agulhas no braço esquerdo e nas pernas, além na cabeça,

–Tem certeza disso? — Perguntou Newton uma última vez.

–Tenho, pode iniciar.

Ele apertou um botão e o conteúdo que estava na seringa escorreu para dentro de Mach...

Mach andava pelo seu quintal enquanto escutava uma música de Frank Sinatra. Ele olhava para os lados enquanto seus pais dançavam. Ele se sentou em uma cadeira e viu Lince do seu lado.

–E então, não vai dançar?

–Não sei...

Lana se aproximou de Mach e disse:

–Ei quer dançar comigo Mach?

Mach olhou para Lince e o mesmo o empurrou em direção a Lana. Mach o encarou feio e ele apenas riu. Ambos dançavam pela pista improvisada enquanto os outros olhavam. Mach tentava não olhar para Lana de tão envergonhado que estava. Ela apenas riu da reação de Mark e ambos continuaram a dançar.

Enquanto isso um homem olhava para um robô, ele estava triste e decepcionado consigo mesmo.

–E então, como ele está?

–Bem, apenas sonhando.

Ele coçava sua longa barba meio grisalha e depois disse:

–Acorde-o.

–Sim senhor.

Mach se divertia enquanto dançava com Lana. De repente o mundo ao seu redor começou na se desfazer, revelando uma sala branca com detalhes em cinza. O homem foi até ele e perguntou:

–Você está bem?

–Onde estou? — Perguntou Mach confuso.

–Você está apenas aqui. — Respondeu o homem. — Você está bem? — Perguntou o homem novamente.

–Estou, mas não consigo me mover. — Disse Mach tentando se mover. O homem o olhou e depois disse:

–Por favor, Lana o libere. Destrave as travas de segurança, por favor.

–Sim senhor.

O som de travas foi ouvido e Mach finalmente pode se mover. Ele se sentia esquisito ao caminhar. Estava se sentindo mais alto. Ele andou até o homem e se olhou. Ele viu partes metálicas cobrindo seus braços.

–Que armadura é essa que estou vestindo?

O homem se relutou um pouco para falar

–Isso na verdade é você...

Mach não compreendeu o que ele falou.

–Como assim? Eu me sinto mais alto, sinto o meu corpo também.

–É que...

–Isso é normal, essa é a síndrome amputado.

–Como assim membro amputado?

Mach começou a ficar desesperado. Ele logo pensou em correr, mas de imediato seu corpo parou de responder e ele desmaiou. Passaram-se alguns minutos e Mach acordou novamente. Ele estava imobilizado novamente e o homem lhe olhava atentamente.

–Me solta!

–Acalme-se Michael, me escuta.

–Como sabe o meu nome?

–Você tem que compreender...

–Como sabe o meu nome?

–Você tem que...

–COMO SABE O MEU NOME? — Mach gritou. Um encarou o outro atentamente. O homem se revelou dizendo:

–Sou eu Michael, seu pai.

Mach entrou em choque, por que seu pai estava ali.

–Pai!?

–Filho, tenha calma eu posso explicar...

–Pai o que está acontecendo comigo?

–Eu posso explicar, mas, por favor, tenha calma.

Mach respirou fundo por alguns minutos, mas percebeu que o ar não entrava em seu nariz.

–Pai o que está acontecendo comigo?

Mark respirou fundo e respondeu.

–Você morreu.

–O que?

–Você morreu, mas eu transferi seu cérebro para um robô humanoide que estava usando.

–O que? — Perguntou Mach perturbado.

–Sinto muito, mas essa era a única forma de tem manter vivo.

Mach riu descontroladamente. Ele ria sem acreditar no que ouvia.

–Você está mentindo.

Mark negou com a cabeça

–Pois prove.

Mark parou e depois disse:

–Ira se arrepender disso.

Nisso um espelho surgiu e o corpo robótico foi desmontado aos poucos, ficando apenas a cabeça. Nisso o rosto foi desmontado e Mach viu a cena mais horrível de sua vida/morte. O seu cérebro estava em uma redoma protetora enquanto seus olhos viam tudo pelo espelho. Mach começou a gritar em desespero.

–NÃO! — Disse se levantando da cama.

Foi quando ele percebeu que estava sonhando, tendo um terrível pesadelo. Ele respirou fundo e tocou em seu rosto e olhou seus braços. Tudo estava normal, ele não era um robô estilo Robocop ou algo parecido. Ele era apenas Michael Moreira Pitsburgh, apenas Mach. Ele sentiu dores fortes e voltou a deitar. Ele esperou alguns minutos até ter forças para se levantar novamente. Devagar, ele se levantou até conseguir se sentar.

–Consegui... — Disse tremulo. Uma pessoa entrou na sala levando flores.

–Oi irmão, como você está? — A pessoa era Lana. Ela deixou as flores ao lado dele, no criado mudo — Eu trouxe flores e... — Ela se surpreendeu ao ver ele sentado na cama.

–Oi Lana.

–Michael!— Ela disse enquanto o abraçava.

–Oi Lana. — Respondeu ele. — Agora dá para parar de me abraçar, estou sentindo dor.

Ela se afastou ao ouvir.

–Desculpe, eu não sabia.

–Não se preocupe com isso. — Ele olhou para si mesmo e perguntou. — Onde estou?

–Está no hospital Saint Anna, no quarto 307.

Ele olhou para si mesmo e perguntou:

–Há quanto tempo estou aqui?

–Já faz um mês.

Ele se surpreendeu com a resposta.

–Um mês?

–Sim, um mês.

Ele tocou no rosto e viu que tinha um pouco de barba para fazer.

–Você parece surpreso, o que houve?

Mach ficou relutante, mas respondeu.

–É que tive um pesadelo, mas parecia tão real...

–Calma isso já aconteceu comigo. — Lana disse divertida. — Vou chamar a enfermeira, se não se importar.

–Certo.

Lana saiu por alguns instantes e em seguida ela voltou junto com a enfermeira, que o examinou por alguns minutos. Após ver que tudo estava certo com Mach ela saiu para chamar o doutor.

–Como vim parar aqui? — Ele perguntou botando a mão na mão na cabeça.

–Você, não se lembra? Você foi vítima de um acidente.

–Acidente...? — Logo ele se lembrou de ser atropelado. — Ah, lembrei que fui atropelado por um caminhão.

–Isso... — Ela disse de cabeça baixa. Mach confuso perguntou:

–Como assim acidente?

–O motorista perdeu o controle do caminhão e acabou te acertando por acidente, isso é ele ia me acertar, mas você me empurrou e foi atropelado em meu lugar. Eu que devia ter sido atropelada — Ela disse com certa tristeza e raiva de si mesma.

–Não diga isso, eu fiz isso para te proteger.

Lana o olhou e depois disse:

–Obrigada.

–Só fiz o necessário para cuidar de você. — Disse Mach. O médico chegou e disse:

–Olá Michael, sou o doutor Ícaro e irei lhe examinar por alguns minutos. Você se incomodaria?

–Não mesmo.

–Pois bem, abra a boca.

Mach fez mais alguns exames simples e em seguida perguntou.

–Como você se sente?

–Bem, mas com um pouco de dor no corpo.

–Isso é comum, já que não estava se movimentando por um longo período de tempo. Bom, irei falar com seus pais e depois veremos se terá alta, ainda hoje.

–Certo.

O médico e a enfermeira saíram e Lana comemorou.

–Que boa notícia, não é?

–Sim. — Concordou Mach. Mark e Sherry entraram na sala.

–Que bom que você vai ter alta.

–É, é sim...

...Dois meses depois...

Mach se preparava para voltar a correr na equipe de atletismo. Ele treinava duro todos os dias, para voltar para velha forma e até supera-la se fosse o caso. Toda manha ele treinava e assistia às aulas depois do treino. Ele vestiu uma calça jeans nova e uma camisa azul com o número 99 escrito nela. Ele calçou os tênis de corrida e esperou dentro do carro junto de Lana.

–E então é hoje?

Mach acenou positivamente.

–É sim Lana.

–Que bom, espero que consiga.

–Pode ter a certeza nisso.

Mark entrou no carro, sério, diferente das outras vezes. Ele olhou para Mach e perguntou:

–Pronto para ir, vocês dois? — Ambos acenaram com a cabeça. — Pois vamos.

Mark os levou até ao colégio Victória. Ambos desceram e Mark foi embora.

–Você não sentiu que o papai estava estranho. — Disse Lana olhando para o carro.

–É, senti sim, mas vamos ou vamos nos atrasar.

Mach assistiu às aulas junto de Lana. Eles prestavam atenção nas matérias, pois uma prova iria cair naquela semana. Após as aulas terminarem, Mach foi até o campo de treino e esperou que o treinador Jorge terminasse de conversar.

–Treinador. — Chamou Mach. Jorge se virou e disse:

–Mach! Como você está meu rapaz?

–Bem e o senhor?

–Também.

–Mas o que trás você até aqui?

–É que eu vim voltar para a equipe.

Jorge se entristeceu e disse:

–Isso é uma boa notícia, mas infelizmente eu não posso aceitar.

–Mas por quê?

–Bem, você se acidentou e... — Mach encarou Jorge intensamente e o mesmo cedeu. — Está bem, foi seu pai que me proibiu de lhe aceitar.

Mach ficou surpreso.

–Mas por quê?

–Eu também não sei, talvez devesse ligar para ele.

–Ou talvez devesse falar com ele.

Mark andava em direção a Mach meio estressado.

–Achei você, agora vamos.

–Espera aí, sem mais nem menos.

–Sem mais nem menos, vamos.

–Mas por quê?

–Por que estou mandando Michael. — Mark o pegou pelo braço e o arrastou. Jorge tentou impedir, mas acabou sendo impedido por Mark.

–Pai me larga!

–Não agora vamos!

–Por que está agindo desse jeito? — Mark não respondeu e Mach puxou seu braço. Ele encarou feio seu pai e disse. — Agora estou entendendo.

–O que? — Mark encarou Mach e o mesmo respondeu:

–Está agindo que nem daquela vez.

–Que nem o que?

Mach puxou o braço e Mark acabou soltando.

–Não se finja de desentendido, foi que nem naquela vez e está repetindo agora, agindo que nem o babaca de antes.

–MICHAEL.

–Nada me Michael pai. Você está me escondendo algo e é melhor eu saber, senão.

–Michael venha aqui agora, não tenho nada a te dizer, vamos para casa! JÁ!

Mach ficou com raiva de seu pai e fugiu correndo. Mark tentou o impedir, mas acabou tropeçando em um dos corredores.

–Droga...

Mach começou a correr pela rua que estava deserta. Ele não conseguia parar de pensar que seu pai estava agindo daquela forma novamente. Ele decidiu parar de pensar naquilo e em correr mais rápido e sair dali o mais rápido possível, mas as memorias insistiam em permanecer em sua mente. Com raiva ele começou a correr mais rápido e ele corria sem rumo, correndo pelas ruas aleatoriamente. Ele ouviu buzina de carro e percebeu que havia algo de errado.

“Espera ai, onde eu estou?” Pensou. Ele olhou para o lado e viu um carro. Foi quando ele percebeu que a criança olhava assustada para ele. Ele olhou para o velocímetro e viu que o carro marcava 110 km/h. Mach se assustou ao perceber que corria tão rápido quanto aquele carro.

“O que está acontecendo comigo!?”

Notas finais
Obrigado por lerem. Se gostarem comentem e favoritem, além de divulgarem para seus amigos.^^ Obrigado e até a próxima
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.