Maaka Hime, Higurashi Lanna e Acqua Luna.

8 Capítulo 8 - Os dois anos de Hime (parte 1)


Notas iniciais
Narrados pela prÃópria Hime.

"Hime, conte-me sobre os seus dois anos." — Pediu Luffy. "Ok." — Respondi e, assim, abraçada em meu amado, comecei minha narração.

Tudo começa quando Kuma nos atacou em Sabaody. Na verdade, eu não sei porque eu não previ que ele queria nos proteger. Eu acho que é porque eu estava muito assustada.

Todos os nossos companheiros haviam sido mandados para sei lá onde quando só restávamos eu e Luffy. Eu estava escondida em uma árvore, o acompanhando fixamente com os olhos. Ele estava nervoso. Começara a chorar.

Luffy se lamentava sobre perder seus companheiros quando eu observei que Kuma realizava um movimento com as mão. Corri até eles mesmo sabendo que isso não serviria para nada. Ele berrava meu nome. "Hime, saia daqui!" — Ele repetia, vendo que eu me aproximava cada vez mais.

Comecei a chorar. Quase segurei sua mão. "Ninguém vai nos separar!" — Berrei, mas quase nem consegui terminar a frase. Sumi. Não sabia onde estava. De repente reconheci minha localização. Flutuava em direção a uma ilha onde os Revolucionários tinham uma base. Comecei a entender as coisas. Ninguém estava morto, nem eu.

Cai em uma praia. Olhei para todos os lados e só conseguia ver uma floresta e um enorme catelo. Bom, não era bem um castelo, mas parecia um.

Cheguei. Bati na porta. Fui recebida por um cara bem alto, de cabelos negros. Ele me encaminhou a uma sala muito grande e cheia de cadeiras e papéis com escritas importantes. Eu sabia que em um deles continha informações sobre mim.

De repente outro homem alto, porém encapuzado. Eu sabia quem era, mas não conseguia acreditar. Ele tirou o capuz, liberando sua face. Era Monkey D. Dragon.

Dei um salto. Então lembrei-me de Luffy e comecei a chorar. "Quem é você?" — Perguntou-me Dragon. "Maaka Hime." — Respondi, tentando conter minhas lágrimas. "Eu sabia!" — Ele falava: "Pela descrição deles, eu sabia que era você!"

Tinha uma leve idéia sobre o que eles queriam comigo, mas preferi fingir desconhecê-la. Olhava para Dragon querendo estar em outro lugar. Meu pensamento voltara-se a Luffy e o ciúmes que começara a sentir por que ele estava naquele lugar cheio de garotas.

Não sabia o que fazer. Estava com medo e raiva de meu poder. Desejava ser uma pessoa normal, daquelas que não sabem nada. Desejava não ser uma usuária.

"O que a trás aqui?" — Perguntou Dragon, me trazendo de volta. "Não sei. S-sumi e vim p-para aqui." — Respondi timidamente. O Revolucionário olhou-me de cima à baixo e voltou a falar: "Então, Hime, você é mesmo a namorada dele?".

Gelei. A primeira vez que conheço meu sogro e ele me lança uma pergunta dessas. "S-sim!" — Respondi, mais tímida do que antes. "Como ele está?" — Ele voltou a perguntar quase imediatamente. "ou estará? Porque até agora está bem. Ou pelo menos estava. — Falei. Estava confusa. Embaralhada.

Dragon encaminhou-me a uma sala onde mostrou-me o exemplar do jornal em que eu e Luffy estávamos na capa. Tentei conter minhas lágrimas. Não sabia mais o que fazer. Não posso nadar e não tinha um barco.

Depois de um tempo eu soube que Luffy estava indo salvar Ace, seu irmão, e que precisaria de toda a ajuda possível para enfrentar aquilo. Esse fato me deixou muito tensa.

Durante três dias, Dragon me deu todo o apoio que eu precisava. Me deixava falar, chorar, enfim... Depois que a Guerra acabou, mesmo eu sabendo o que aconteceria, vi a foto no jornal. Luffy nos mandou treinar e nos reencontrar em dois anos em Sabaody.

Quando olhei a foto, chorei desesperadamente. Lembro que nesse dia Dragon me abraçou e disse: "Calma, Hime. Ele com certeza sabe o que está fazendo." "Ele é um idiota!" — Respondi: "Mas talvez ele esteja sendo inteligente. Precisamos mesmo ficar mais fortes!"

(Continua)