Ma Chéri

1 Capítulo 1


Notas iniciais
O capitulo está curto, porque estava muito grande, ai tive que dividir...
Espero que gostem... Bjs na bunda e até segunda - literalmente.

Numa distância de 200 metros era possível ouvir o Ms. Tucsom chamando por Amelía Garts, natural de Mirral, reino próximo do qual está agora – Messiry. Por uma grande infelicidade do destino, a tia de Amelía faleceu mo começo de um ano doloroso, deixando-a apenas com sua mãe, mas logo fora descoberto que tal tinha problemas psicóticos. Sendo assim, a quem Amelía poderia confiar? Dois longos meses passaram-se, meses em que as estações eram incertas. Um amigo da família acolhera a doce jovem, que, dentro de sua nova casa e nas incomuns saídas, passou a calar-se na presença de todos; não importava se tratavam-se de escravos ou membros da sociedade alta. Embora o frio fosse cortante em todas as épocas do ano, havia 3 meses nos quais os 2 casacos de pele não eram necessários. Era no meio do ano, e todos se agradavam, momento proveitoso as costureiras, que teriam que tecer mais vestes frescas – para a Sociedade Alta – e lucrar o triplo.

- Amelía... – a criança de 14 anos ouvira uma voz rouca e grave do outro lado da porta. – Sei que está aí.

- Ms. Tucsom, esteja à vontade. – respondeu e sentiu um leve arrepio por o rangido da tábua sendo aberta.

- Deve permitir ou negar a entrada de homens em seus aposentos. Estritamente a escravas. – assentiu com a cabeça e ofereceu um copo de chá. Apesar de já ser um homem, Ms. Tucson não é macróbio, como a maioria dos Senhores da sociedade. Ms. Nicholai Tucson III, seu nome completo, é o sucessor de Ms. NicholaiTucson II, pai falecido do atual tutor de Amelía, o moço de 25 anos que agora deu a criança uma alerta.

- Aceitarei, mas não o tempere. – respondeu sentando na cama.

Atravessou o grande salão e foi para os fundos. A cozinha onde ela poderia utilizar. Alguns minutos depois levou o bule até seu quarto. Ms. Tucson III nunca reclamou de esperar, sereno e calmo – às vezes chegando a ser distraído -, chama atenção das mulheres justamente por isso. Não que seja desagradável a vista, pois como a gerações, os olhos verdes e os cabelos castanhos enrolados deixam esperanças às moças de coração iludido. O moço sempre estava acompanhado de botas pretas, colete e lenço em seu pescoço; dizia ele que essas peças salvou-o no frio quando criança. A própria Amelía já confessou a si mesma que sua atração por aquele homem mais velho é concreta. Quando conheceu seu tutor, achou um atraente “garoto”, e ao conhecer a personalidade desse, encantou-se. Ah, mas era só atração física. O absurdo seria Amelía nutrir uma paixão por Ms. Tucson.

- Prove, se queira. – pediu a Amelía, essa o fez e serviu outra xícara ao tutor. – Saboroso, Amelía. – aquele homem é o único que não a chama de criança.

Depois de vagarosamente beber o líquido, anunciou.

- Você ainda não o conhece, jovem Amélia. Amanhã, meu primo, Valentin, passará a ocupar um dos quartos dessa contrução. Ele é ainda mais jovem que eu, menos astuto, devo dizer. — gabou-se.

- É menos sábio? — interviu a jovem.

- Não. — Nicholai jamais iria degradar a imagem do primo, do qual carregava grande orgulho. — É um rapaz de forte personalidade, o pai morreu em um duelo de rua. — Nicholai suspirou, parecia desgostar daquela conversa.

- Está querendo chegar a algum lugar. — disse Amelia, sem esconder em sua face traços desorientados.

- Sim. O fato, doce Amélia, é a guerra contra Mirral. — A menina arregalou os olhos. Seu distrito... — Até que, enfim, essa rivalidade desnecessária der um fim, não posso prometer sua segurança. As Amas, perceptivelmente, estão fugindo. Todos os nobres homens foram recrutados para essa batalha, e eu, na condição de nobre senhor, não quero fugir dessa obrigação. Essa guerra será trágica, muitos morrerão, e não é o ouro e a prata que me darão exclusão dessa possibilidade. — ao ver que Amélia estava séria demais, deu uma pausa.

- Então, esta me dizendo que morrerá? — apenas dizendo, já lhe dera palpitações demasiadas.

- Não, digo-lhe que é possível. Não que é certeza. — deu um sorriso de lado para a menina e pegou nas mãos gélidas da mesma. Estavam trêmulas... — Escute, para certeza de sua segurança, preciso lhe encaminhar para um distrito longínquo, e partirá depois de amanhã, no por do sol. Precisará fazer silêncio, pois a sua localização não deve ser pesquisada. Na casa de Valentin e sua mãe, estará a salvo. E caso venha acontecer algum falecimento, ficará permanentemente com eles. E eles a ajudarão a achar-te um marido. — Era muita informação, ela estava em choque. — Claro, assim que completar 16 anos, você já estará disponível, certo?

- Não! — Amélia soltou-se das mãos de Ms. Tucsom e levantou-se, ficando de costas para seu tutor. — Tudo isso, tudo oque me disse... É inaceitável. Não há de acontecer, não é? — Virou-se para o homem a sua frente e sentiu seus olhos ardendo... Oh, não! Seria aquela sensação a chegada de prantos?

- Bom, se não estiver disponível aos 16 anos, podemos pensar nos seus 17, ou, mais compreensivelmente, aos 20.

- Não é a idade que me surpreendeu, e sim o ato.

- Tudo o que está acontecendo é um choque, sei disso... Mas tente intender — Nicholai fora interrompido por cascos de cavalo batendo no chão, na entrada daquela casa.

Correu para fora e, logo depois, concluiu: Amélia tinha razão de irar-se, recebera a mensagem tarde demais.

Notas finais
Comentem, que ninguém vive sem incentivo, anjos!