Notas iniciais
Antes tarde do que nunca hehehe Dedicamos este cap. para todos que estão lendo - pessoas lindas e pacientes - mas em especial para a Queen of Drama, que comentou sobre a Playboy ♡ HeyBones e eu escrevemos esse cap. juntas, algo que não acontecia há algum tempo *--* Então, espero que vocês gostem! Xoxo, Cath

— Emma! — chamou Regina entrando na sala da loira e contendo um gritinho de animação. — A revista chegou!

Concentrada nas planilhas de atividades realizadas com outras divisões, Emma levantou seus olhos lentamente para a figura esbelta a sua frente.

Desde que haviam voltado de Gaithersburg, a ligação delas estava fortalecida, embora Emma sentisse um frio no estômago toda vez que pensava nas horas em que Regina tinha saído e lhe deixado sozinha. Sozinha e com Henry. Aquilo havia revirado seu interior de todas as formas, pois de repente ela entendeu o significado do que estava vivendo ali.

Regina havia mostrado que sua confiança nela era inabalável e que elas realmente estavam juntas naquilo. Era um pouco assustador, mas lhe trazia um certo alívio e conforto, pois ela estava tendo uma segunda chance e já tinha mais do que merecia. Além de dois braços que sempre a envolviam, ela também tinha uma família que a esperava em casa e lhe recordava de como a felicidade era. Todas as dúvidas que ela tinha estavam desaparecendo uma por uma, pois estava provado que Regina era a pessoa certa para ela.

— E o que ele disse? — respondeu ajeitando-se em sua cadeira enquanto Regina sentava-se à sua frente.

— Eu não sei. Eu não consegui abrir ela ainda. Estou muito nervosa. E se ele falar algo que pode prejudicar o Clube?

A insegurança na voz de Regina traia sua expressão séria, e um olhar com um pedido silencioso foi o bastante para Emma estender a mão, esperando pelo exemplar da Equus, e, depois, retirar o plástico e abri-la.

— Sessão Equus Gente na página 32 — disse a loira olhando o índice e folheando até o local indicado. Arqueando uma sobrancelha, ela empertigou-se e correu o olhos pelo artigo.

— O que ele diz?

— Oh, você não vai gostar nada. Aliás, acho que você vai ter que ir tirar satisfações.

— Sério? Por quê? O que ele diz? Deixa eu ver! — Com um pulo e sem esperar resposta, Regina foi até Emma e colocou-se atrás da cadeira, lendo o artigo por cima de seus ombros.

O hipismo é um esporte que demanda tempo, disciplina, talento e muito treino. Também são essas as necessidades para conduzir um Clube Hípico. Somado a elas, trabalho duro e equipe podem ser a chave do sucesso dos profissionais da área.

Para Regina Mills, responsável pelo Clube Hípico e Haras Mills, essas são determinações que ela possui de sobra. A atual administradora provém de três gerações especialistas no assunto e mostra que a ascensão só está começando.

"A nossa meta é transformar os jovens em grandes cavaleiros e amazonas, e o hipismo em um meio de vida".

Além de cuidar de um Clube que ocupa uma área de 330.000 m², a srta. Mills também zela pelo bem de seu filho, Henry Mills Neto, atualmente com 6 anos, que já demonstra o interesse e amor pelos cavalos.

"Henry passa muitos dias comigo no Clube. Isso não o impede de fazer suas tarefas diárias, é claro, além de ser uma forma de estarmos juntos".

— Que intrometido! Eu não disse isso!

— Com certeza você deu a entender.

— Hmmm talvez. — murmurou Regina continuando a leitura.

Uma mãe dedicada, com certeza, assim como administradora. E, similarmente ao Clube, a srta. Mills também conduz de forma séria, comprometida e moderna o seu relacionamento pessoal. É de se esperar que quando os homens tratam mulheres maravilhosas de modo errado, o que elas estão destinadas a ser se fortalece e faz-se notar.

— Do que mesmo você tinha chamado ele na semana passada? “Aproveitador presunçoso sem ideia de nada e nem de prazos”?

— Eu estava certa, não? A revista chegou com dois dias de atraso!

— Ainda acha que ele não tem ideia de nada?

— Shiu! — sibilou Regina concentrando-se novamente no escrito que ocupava a página toda.

Se estivéssemos em um salão de beleza, este colunista ficaria mais do que contente em lhes revelar o nome de quem roubou o coração da srta. Mills, já que pude observar por mim mesmo tal ligação. Porém, cabe a mim apenas felicitá-la pelo relacionamento, e vos informar de que a mais nova e queridinha administradora não está mais disponível para os cavalheiros.

Para quem não leu nossa edição anterior, recentemente, o Clube e Haras Mills sediou a Copa Hípica de Verão. Então, quando vocês forem para Chicago, não deixem de passar por lá e cumprimentar nossos amigos.

— Um escritor terrível e ardiloso, não? Acho que devemos processá-lo. — debochou Emma virando-se para encarar Regina, que suspirava audivelmente com o fim da ansiedade.

— Tonta! Do jeito que você disse achei que ele tivesse feito a caveira do Clube e a minha. Mas isso… — disse batendo de leve no braço de Emma e apontando para a revista que jazia aberta em cima da mesa.

— ...até que ficou bom. — completou a loira sorrindo.

— É. Incrível, não? Terei que reconhecer que ele tem uma boa percepção. E viu como elogia o Clube? Isso vai ter um peso imenso!

— Acho que fiquei preocupada à toa. Ele claramente percebeu que estamos juntas e te deixou indisponível para qualquer outro relacionamento. Pensando bem agora, acho que gostei dele desde o começo.

— Aham. Conta outra, Emma Swan.

— Bem, eu não fui a única a querer a cabeça dele. Seu rosto ficou lívido de raiva quando eu disse que você teria que ir até lá fazer uma cena.

— Primeiro, eu nunca faço uma cena. Segundo, ele parece ser daquele tipo traiçoeiro… E provou que eu estava certa.

— Só porque ele te surpreendeu?

— Claro! Agora eu não tenho mais motivos pra dizer que não gosto dele. Ele praticamente colocou o Clube num pedestal. E do jeito que escreveu sobre mim, deixou todos intrigados. Quem sabe as pessoas começam a frequentar o Clube só pra ver se descobrem o que ele quis dizer? Não seria ótimo?

— Vejo que a fama já subiu à sua cabeça. — caçoou Emma apoiando as mãos na mesa e encarando Regina com um brilho travesso no olhar.

— Espera só para ver quando eu receber um convite da Playboy. — murmurou Regina com os lábios formando um sorriso de satisfação ao ver o choque no rosto de Emma.

— Você não aceitaria, aceitaria?

— Quem sabe? Talvez eu fique de fato famosa.

— Nem pensar. Eu compraria todos os exemplares que eles lançassem.

— Que exagero, Swan.

— Eu não exagero. E fique avisada que se eles ligarem e eu atender, recusarei o convite.

— Você não faria isso!

— Quer apostar?! — Emma ergueu o queixo um pouquinho em desafio.

— É, você faria — constatou Regina bufando com falsa derrota — Mas sabemos que eles não ligarão, o que te isenta de muitos problemas.

— Gosto de criar problemas, srta. Mills — afirmou Emma aproximando-se maliciosamente de Regina e beijando-lhe o pescoço.

— Você não tem jeito mesmo, Emma.

— Podemos ir pra casa?

— Infelizmente não. Vamos, pare com isso. Você está no meio do expediente e eu tenho que correr. — Regina deu uma passo para trás para se afastar dos beijos de Emma e ir até a cadeira onde havia deixado sua bolsa.

— Você é uma estraga prazeres.

— Aprendi com você. — rebateu Regina dando um beijo rápido nela para se despedir.

— E a revista? — perguntou Emma quando ela abriu a porta e ia se afastando.

— Pode ficar com ela. Acho que você merece como prêmio, já que conseguiu, de certa forma, o que queria.

— Você já deveria ter aprendido que eu sempre consigo o que eu quero.

Regina limitou-se a dar uma risadinha enquanto se encaminhava para o elevador e abanava a mão.

— Até depois. — declarou Emma do batente de seu escritório e em tempo de ver a morena dar uma piscadinha antes das portas se fecharem.

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— Estou em casa! — gritou Emma apreciando o que dizia. Com uma caixa na mão, ela foi até a cozinha, que estava vazia, e a deixou na geladeira. Retirando as botas e deixando-as perto da escada, ela decidiu ir primeiro até o quarto de Henry.

— Henry! — chamou ao chegar ao último degrau. — Adivinha o que aconteceu?!

Henry saiu do quarto correndo e a abraçou pelas pernas.

— Oi mãe.

Emma devolveu o abraço, beijando-lhe o topo da cabeça.

— Prendemos uma mulher hoje que andava com um papagaio no braço. Tipo um pirata. E ele sabia repetir algumas palavras!

— Uma pirata?! — gritou Henry empolgado. — E o que o papagaio estava fazendo lá?

— Ele a seguiu quando os policiais a detiveram.

— O que ele falou?

— Pedia biscoitos — riu Emma.

— Posso ir vê-lo?

— Nós já o liberamos, garoto. Desculpa. Mas achei que você ia gostar de saber.

Henry estava fascinado com animais desde que elas voltaram da viagem, principalmente com seus peixes. O Dr. Hopper as avisou que isso era bom, assim como o aumento gradual do interesse por outras pessoas que não elas.

— O que você fez no Clube hoje?

— Marquei um gol. As aulinhas de futebol têm melhorado.

— Você que tem melhorado, Henry. Está ficando um especialista já. Parabéns, filho.

— Obrigada.

— Já decidiu os nomes dos peixinhos?

— Ainda não. Cada dia eles querem um. Hoje é Flash e Bola.

— Tomara que eles gostem desse. Eu gostei. Combina bastante.

— Foi o que eu disse pra eles. Estamos brincando de castelo aquático. Quer brincar também?

— Você se importa se eu tomar banho primeiro? — ele acenou negativamente a cabeça — Você já tomou?

— Já. E a mamãe disse que logo eu vou poder tomar banho sozinho.

Emma sorriu.

— Que bom que eu trouxe uma torta de chocolate, então. Temos muita coisa pra comemorar hoje.

— Oba! Adoro torta de chocolate!

— Eu sei, por isso eu trouxe. Vai lá brincar. Vou procurar sua mãe e depois vamos jantar.

Seguindo pelo corredor, ela encontrou Regina sentada na cama entre alguns papéis.

— Vocês prenderam mesmo a mulher e o papagaio?

— Andou escutando conversas atrás da porta? — perguntou Emma brincalhona.

— Na verdade, a porta estava aberta e vocês não estavam falando baixo, o que me desconcentrou por completo.

Emma foi até ela e, afirmando uma perna e uma mão na cama, a beijou demoradamente.

— Eu trouxe a sobremesa. — declarou Emma olhando-a desejosa e ainda arfante.

— Adoro sobremesas.

Regina sorriu maliciosamente e voltou a beijá-la. Ela ainda mordiscou o lábio inferior da loira, antes de deixá-la se afastar.

— Jantaremos em 30 minutos e mais tarde temos que recuperar o tempo perdido.

— Concordo plenamente. — assegurou Emma entrando no banheiro e se preparando para o banho — Nada do que planejamos pra aquelas férias saiu de acordo com o plano. Com exceção de Henry se distrair, é claro.

— É, mas até que foi bom. — murmurou Regina antes de ouvir a água do chuveiro. Emma não respondeu, mas a morena sabia que ela pensava o mesmo. Principalmente porque Henry aproveitou bastante aquelas dias e elas conseguiram resolver questões e avançar um passo que nem sabiam que precisavam.

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Regina fez um gesto com as mãos quando Emma se levantou disposta a ajudá-la. Em uma negociação muda, elas revezavam o dia de colocar o garotinho na cama, embora, na maioria das vezes, o fizessem juntas.

Apoiando os bracinhos de Henry em seus ombros, a morena o pegou no colo delicadamente e o levou para o quarto.

O dia havia sido agitado, como de fato era em todos os sábados em que ele passava no Clube. Contudo, ver o rostinho animado e o quanto ele estava finalmente se expondo para todos e quaisquer atividades era uma grande recompensa por toda canseira. Tanto delas quanto dele.

Acendendo o abajur ao lado da cabeceira, Regina o colocou na macia cama e o cobriu até os ombros. Henry aconchegou-se aos bichinhos de pelúcia que ela colocou ao seu lado e cedeu em definitivo ao conforto em que estava e ao sono profundo.

Regina passou um bom tempo observando-o, querendo memorizar cada detalhe do garotinho de seis anos que crescia rapidamente. Saindo com uma expressão contente, ela encostou a porta do quarto com cuidado e desceu as escadas voltando para a sala.

Após o jantar, eles decidiram comer a torta de chocolate que Emma levara no cômodo espaçoso e acolhedor, enquanto jogavam Jogo da Memória. O prêmio para ganhador seria uma segunda fatia de torta,e elas ficaram mais do que satisfeitas em deixá-lo ganhar dessa vez.

Esticada no sofá de três lugares, Emma assistia televisão. Regina aproximou-se, debruçando-se no encosto do sofá, e também fitou a tv. O programa de variedades deixou de ser o foco quando Emma encolheu os braços de encontro ao peito e riu de alguma brincadeira do apresentador.

Ela estava deitada de lado, apoiada no braço esquerdo, deixando as pernas bonitas, e desnudas pelo short, em evidência. Apreciar a vista dos cabelos longos, jogados despreocupadamente sobre os ombros, a curva do pescoço e do seio fez seu desejo carnal estalar.

Contornando o sofá, ela se deitou ao lado da loira, que ajeitou-se para recebê-la, e ficou observando-a. Emma imaginou se estava com a mesma expressão de deleite que Regina tinha naquele momento. Devagar, ela desceu a mão que descansava no braço da morena pela cintura e pela perna. Puxando-a mais para perto, ela a beijou com uma ternura tão grande que fez Regina desejá-la mais e mais. Emma, então, aumentou a pressão do beijo, suas línguas se contorcendo uma de encontro a outra num frenesi desesperado.

Com o corpo colado ao da loira, Regina passou as mãos pelos cabelos dela e ligeiramente inclinou a cabeça dela para trás, fazendo uma trilha de beijos pelo pescoço e pelo busto. Colocando-se por cima dela, voltou a beijá-la na boca enquanto massageava-lhe os seios. Com urgência, Regina retirou a camiseta que ela usava e depois, um pouco desajeitadamente, o short. Então, bem devagar, deslizou os lábios sobre o estômago aveludado e ao redor do umbigo da noiva, aspirando o perfume do corpo sedutor.

Suas mãos percorreram a barriga dela, e logo estavam na parte interna das coxas. Emma arqueou as costas, num abandono total, quando os lábios da morena fecharam-se em tono de seu mamilo intumescido. Regina estreitou o contato, segurando-a com firmeza pelas nádegas. A loira sentiu os lábios firmes tocarem-na na parte interna das coxas antes de procurarem o ponto escondido da sua feminilidade. Maravilhada, ela suspirou fundo, até que os suspiros foram se transformando em gemidos de prazer. Gemidos descontrolados e ofegantes. Regina a beijava devagarinho, sem pressa, e aumentou a pressão até ficar impossível acompanhar os movimentos pélvicos dela. Ela, então, se afastou, fazendo Emma experimentar um vazio terrível, um vazio que durou apenas alguns segundos, pois, sem se precipitar, Regina começou a introduzir seu dedo médio nela. Ela o mexeu para frente e para trás, bem vagarosamente, até que ampliou a intensidade das investidas, acrescentando o dedo indicador ao movimento. Emma se contorcia debaixo dela, enquanto a morena estimulava um ritmo crescente, rápido e impetuoso.

Regina a beijava loucamente nos lábios quando Emma soltou um gemido final baixinho. Enquanto ambas lutavam para retomarem a regularidade de suas respirações, Regina voltou a deitar ao lado dela e acariciá-la nos seios e na barriga. Sentir o calor entre elas a satisfazia inexplicavelmente.

— Por que você ainda está vestida? — murmurou Emma tempos depois, quando sua consciência registrou as peças de roupa que ainda cobriam Regina.

Sem esperar a resposta, ela levantou-se, levando Regina junto, e a puxou pela mão.

— Vamos corrigir isso lá em cima.

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Sobre a cômoda, do outro lado do quarto, o telefone de Emma tocava insistentemente. Já passava das 9 a.m. e ambas repousavam tranquilamente na cama de casal, recuperando as energias após uma tórrida noite de “amor selvagem”. Sem a mínima vontade de sair da cama, a loira pôs-se de pé contrariada, uma vez que já era a quinta vez que o telefone tocava. Ao pegar o telefone ela estranhou o número que brilhava na tela. “O Departamento me ligando no domingo de manhã?”.

— Alô?

Suas pernas começaram a falhar à medida que a informação lhe era passada. Ela precisou sentar-se na cama para não cair. Não conseguia responder nada além de sons monossilábicos, tamanho era seu espanto e apreensão. Finalizou a ligação fitando o vazio, enquanto sua mente projetava o mesmo que estava vendo; nada.

Só deu por si quando Regina começou a mexer-se preguiçosamente sobre a cama, esticando os braços a fim de encontrar o corpo da loira ao seu lado. Quando notou que estava sozinha, a morena abriu os olhos dando de cara com a loira a encarando com um olhar perdido. Quando conseguiu focalizá-la, seu sorriso murchou e deu lugar a feições preocupadas. Ela ergueu-se nos cotovelos, apertando os lábios inquieta.

— O que aconteceu? É com o Henry? — Quando a loira nada respondeu, a morena sentou-se no meio da cama, tocando-lhe as mãos, que estavam geladas. — Emma! Fala comigo, o que houve?

— Robin… Vai ser solto. Amanhã. — Emma respondeu aérea, ao passo que Regina levantou-se da cama em um pulo, encarando-a descrente.

— Não é possível! Você tem certeza que eles falaram amanhã? Céus! Isso não pode ser verdade! – Ela andava de um lado para o outro falando sem parar, enquanto Emma continuava estática. – Justo agora… Mas como isso é possível, Emma? Ainda não estamos em agosto e….

Ela deixou a frase morrer quando percebeu que falava a esmo. Regina parou em frente à loira, abaixando-se para ficar na sua altura.

— Emma. — chamou baixo, mas em tom suficiente para ser ouvida. – Amor... – Ela acariciou a face da loira, que piscava rapidamente voltando a si. De repente aquele brilho estava de volta. Mas Regina percebeu que era de lágrimas não derramadas.

— Ei amor, olha para mim. – Emma fitou os olhos de Regina. – Sabíamos que isso aconteceria. Esperávamos que fosse mais tarde, mas aconteceria uma hora ou outra. Não vamos nos afundar de novo, ok? — ela praticamente sussurrou as últimas palavras. Aquele medo, aquela apreensão e tortura tão bem conhecidos estavam ali entre elas de novo. — Vai ficar tudo bem, meu amor.

Regina não soube se disse isso para Emma ou para si, mas disse buscando uma certeza que não possuía. E tinha que acreditar naquilo.

— Nós vamos enfrentar isto juntas, como sempre fazemos, ok?! Eu estou aqui para você e você está ai para mim. Vamos ser fortes, por nós, pela nossa família, pelo nosso filho.

A morena abraçou a loira apertado, respirando profundamente. Emma puxou Regina contra si com tanta força que elas caíram na cama abraçadas. Regina subiu até a cabeceira, trazendo Emma consigo, aninhando-a em seu corpo, fazendo com que a cabeleira loira espalhasse por seu colo desnudo.

— Vai ficar tudo bem amor, confia em mim. – A morena sussurrava, enquanto acariciava os cabelos loiros e dava beijinhos neles.

O medo, a incerteza, a apreensão sobre o futuro as cercavam, pois não sabiam como Robin voltaria. Estaria sedento por vingança ou não? Apenas sabiam que tinham que se preparar para o pior. Vindo de Robin, com exceção dos garotos, nada era bom.

— Me ligaram do Departamento. – Emma começou engolindo em seco após alguns minutos. Sua respiração aos poucos voltava ao normal. – Ele será solto amanhã por boa conduta. – Ela agarrou-se ainda mais em Regina.

— E eles podem fazer isso? Quer dizer, eu achei que você tinha sido bem específica com eles. – Questionou ela calmamente, ainda acariciando os cabelos loiros.

— E eu fui. – A loira virou-se para Regina. – Mas infelizmente não posso fazer nada que os obriguem a deixá-lo mofando lá dentro. Querendo ou não, se ele teve boa conduta, fez por merecer o adiantamento da soltura.

Esse senso de justiça que Emma tinha, ao mesmo tempo em que deixava Regina orgulhosa, também a irritava. Ela sempre era justa, mesmo com quem não merecia, como era o caso de Robin. Era errado desejar que ele ficasse, sim, preso o resto da eternidade? Algum lugar obscuro dela riu amargamente. Regina sabia que ela estava certa, mas não queria Robin solto tão cedo, possivelmente nunca mais. Contudo, esse era um pensamento deveras egoísta, levando em conta que os garotos precisavam do pai. E, afinal, ele nunca os machucaria. Não eles. Todavia, depois de todos os acontecimentos, Regina estava extremamente receosa em ver Henry perto de Robin.

— Então teremos que nos preparar para o que está para vir, certo? – Ela acariciou-lhe a face, enxugando uma lágrimas fugaz que escapou do auto controle de Emma, e dando-lhe um selinho em seguida. — Pensei em algo outro dia, mas tinha esquecido completamente. Até porque esse assunto ainda estava longe de voltar à tona. Ainda tínhamos mais alguns dias de paz — fingiu choramingar a morena.

Emma amaçou uma risada, o que deixou Regina satisfeita.

— O que era?

— Ah, sim. O que você acha de colocarmos alarme em casa?

— Acho uma ótima ideia. – concordou beijando a morena.

— Eu sempre tenho ótimas ideias. – Elas sorriram. — Agora vamos levantar! — Ordenou Regina, batendo palmas — Vamos erguer a cabeça, começar essa nova batalha e acordar o preguiçoso do seu filho. Nunca vi uma criança que dorme tanto! Só pode ter puxado a você. – A morena saiu à procura de seu pijama, uma vez que estava só de calcinha. A loira gargalhou ainda na cama. – Anda logo, Em!

— Ok! Ok! Mas eu não tenho culpa se o garoto sabe aproveitar bem uma das três melhores coisas da vida. – Argumentou, enquanto pegava sua blusa do chão e a vestia.

— E quais seriam as outras duas? – Questionou a morena, colocando a ultima peça do pijama; o short.

— As três são: Dormir. – Ela enumerava com os dedos. – Comer. E... Bem, a terceira ele ainda não tem idade para fazer. – Regina arregalou os olhos e Emma caiu na gargalhada de novo.

— Você é mesmo muito pervertida, Emma Swan! – Ela taca o short da loira na barriga da mesma, fingindo indignação. – Veste logo esse short e acorde ele. Estarei esperando vocês na cozinha. – E saiu do quarto rindo.

— Mandona! – Resmungou Emma, colocando o short.

— Mas você não vive sem mim. Estou errada? – Ela pergunta colocando apenas a cabeça para dentro do quarto, mas a retirando logo em seguida, enquanto a loira lhe olhava divertidamente, espantada por ela ter ficado ali escutando.

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Robin desceu do carro, bateu a porta, e respirou o ar fresco da tarde como há muito tempo não fazia. Ele olhou para os lados, admirando a vizinhança e ficou contente por finalmente estar em casa.

Apertando o alarme, ele se encaminhou para a entrada da casa de dois andares que possuía. Ele não era rico, não extremamente, mas seu dinheiro poderia comprar uma casa melhor e maior que aquela. No entanto, ele sempre guardou o que tinha para Regina. E ela não quis.

Suspirando profundamente, ele forçou aquele assunto a sair de sua cabeça e tocou a campainha. Seu carro havia sido apreendido juntamente com ele naquela noite e somente hoje eles estavam voltando para casa. Por algum motivo, Marian não foi atrás do carro e nem dele. E o fato de sua cópia da chave da casa ter desaparecido ainda o irritava. Ele se deu por vencido quando tocou pela quarta vez e mais insistentemente, e mesmo assim ninguém o atendeu.

Ele tentou olhar pela janela, mas desistiu pois a cortina era espessa e cobria bem a janela. Olhando mais uma vez ao redor, ele notou sua vizinha na varanda da casa que ficava a direita da sua.

— Boa tarde, sra. Flynn! Você sabe se Marian está em casa?

— Oh, olá, Robin. — a mulher de meia idade, magricela, de olhos sagazes e cabelo ruivo o encarou de longe. — Acho que ela está fora desde de manhã.

— Roland está com ela?

— O que você acha que eu sou? O noticiário? Eu não sei, rapaz.

— Obrigada, sra. Flynn — resmungou Robin rudemente com o rosto já quase vermelho. Quando ele voltou a olhar para a casa, seus olhos chispavam irados. ”Aquela baixinha nunca pode dar uma informação por completo.”

Pisando forte, ele voltou para o carro. “Como Marian não está em casa? Ela deveria estar ali. Era seu dever estar ali para abrir a porta.”

Batendo as mãos no volante, ele percebeu o que estava fazendo e soltou um suspiro desesperado.

“Respire fundo, Robin. Você quer paz. Lembre-se do que foi dito: seus pensamentos não são de fato você. Mantenha a calma que a raiva irá embora.”

Ele repetiu o mesmo incontáveis vezes. Após um tempo, olhando no retrovisor para seu reflexo e dizendo em voz alta um último ‘você quer paz’ ele girou a chave e deu partida. Ele precisava ver seus filhos. E se Roland e Marian não estavam ali, ele iria ver Henry. Olhando no relógio digital do carro, ele sabia que o menino estaria em casa. Então, ele definiu seu destino e acelerou um pouco mais o carro.

‘Você quer paz’, pensou ele mais uma vez. Deixando a brisa que entrava pela janela despentear seus cabelos, já tão pouco arrumados, Robin ligou o rádio e começou a cantarolar uma música antiga que tocava.

Ele nunca confiara muito em médicos, mas aquele conselheiro que o havia auxiliado deixou a questão clara e diminuiu suas dúvidas. Fazendo o tratamento para o alcoolismo e tentando controlar sua raiva, ele podia dizer que era um novo homem. E ele iria mostrar isso para todos. Não fazia mal que ele estava com as roupas, que pareciam sujas e puídas, de quando havia sido detido. Ou que não levaria nenhum presente. Seus filhos o amavam como ele era e isso bastava.

Notas finais
Oi gente! Sim, desculpa a demora pessoal, esse capítulo está pronto faz um tempinho, mas nossas aulas começaram vai fazer um mês e já está tudo uma loucura. Tanto que eu e a Cath estamos nos falando pouquíssimo ultimamente, infelizmente. :( But, problemas a parte... O 33 ta no forno, e a fic ta ficando muito louca. Contudo, ~spoiler, não me bate sis!~ estamos dando um desfecho para o Robin e entrando em uma nova fase da fic. Mandem suas opiniões, críticas, sugestões, reclamação, dúvidas, lamentações, exaltações, dinheiro eeeeeeeeeeee parei! (mas é sério ~nem tanto~) Beijo grande, HeyBones. Ah, temos uma imagem do artigo da revista, todavia, o pc da Cath deu P.T. e a foto que tem no meu pc ta desatualizada. Então, só no 33 vcs verão o artigo "montado". Desculpem-nos!