Maçã com Canela
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Regina Mills considerava-se uma pessoa simples. Na verdade, até pouco tempo atrás ela achava que era somente simples e ponto. Ela não era tediosa e nem animada demais. Sua vida sempre foi, de certo modo, equilibrada. Porém, desde que Emma havia aparecido, simples e equilibrada eram as últimas coisas que ela se sentia.
Pela janela do seu escritório, observou a neve que cobria as pistas que antes eram verdes. Esse era um daqueles dias em que se tinha o privilégio de observar o brilho do sol em meio ao tempo cinzento. Prestando mais atenção, ela não pode deixar de pensar que Emma foi como o sol tímido do inverno na sua vida. E agora ela era um permanente sol de verão.
Era a primeira vez que ela tinha consciência de estar descontraída, e sem se sentir presa a nada. Nem a regras, nem a medos, nem a pudores e nem a si mesma.
Ela fechou os olhos por um momento. Tanta coisa já havia a intimidado… Mas pensando em tudo que a levou até ali, não havia arrependimentos. Mesmo com Robin. Ela o colocou na gaveta de aprendizado e estava seguindo adiante.
O medo que ele havia lhe infligido ia, aos poucos, caindo por terra. Emma e ela não falavam sobre isso. As marcas físicas já estavam quase apagadas, inclusive a mordida que ele havia dado. Regina teve medo de ficar uma espécie de cicatriz, impedindo que a loira esquecesse aquele episódio, mas, para a sorte delas, ficaria apenas um sinal que com o tempo sumiria.
Regina adorava saber que as coisas vem e vão. Claro que em alguns momentos isso traz certa melancolia, mas ela tentava permanecer positiva.
Robin havia ido embora quando ela mais precisou, não de forma consciente, mas ainda assim, ele a deixou sozinha. E agora ela tinha achado alguém para completar o buraco no seu peito e para levar pra longe a solidão. Na verdade, ela que havia sido achada.
Antes de Emma as coisas só aconteciam e seguiam seu rumo, contudo, agora, nada mais era superficial. Cada detalhe, de cada dia, era importante, com um significado e uma profundidade que ela nunca tinha conhecido antes. Exatamente como o brilho que ela via nos olhos verdes.
No início, quando a relação das duas ainda estava começando, ela se sentia um pouco tímida e receosa de dividir seu espaço com alguém novamente. Mas Emma sempre dizia que, por mais urgente que fosse o que elas tinham, não havia pressa. E por acreditar nisso, tudo sempre aconteceu no tempo certo. Desde que Emma havia se mudado para a casa dela, qualquer insegurança que tinham uma com a outra desaparecia antes mesmo de surgir. Bem, na maior parte da vezes.
O que ela sentia pela loira era algo sem nome. Quando tudo parecia não ser suficiente, o amor dela era. Quando ela precisava ser abraçada, sem pedir, Emma a envolvia lhe passando um calor reconfortante e gostoso. Emma lhe fazia sentir coisas que nunca tinha sentido, principalmente aquela febre que envolvia seu coração e o fazia bater descompassado toda vez que pensava nela.
Só ela tinha aquele jeito especial de pronunciar o nome de Regina e entrelaçar suas mãos de modo que a fizesse sentir que eram apenas uma.
Desde Robin ela e Emma nunca passavam para carícias mais ousadas; há duas semanas eram apenas beijos e abraços bem apertados. Ela não estava reclamando, de jeito nenhum. Haveriam dias em que elas ficariam apenas deitadas, conscientes de estarem juntas, mas Regina sentia falta de tocar Emma, do brilho de desejo no seus olhos e de ouvir sua respiração tão ofegante quanto a dela.
Seus pensamentos, nada puros, deixava claro o quão grande havia sido a mudança dentro dela. Seus gostos agora eram mais… extravagantes.
Por causa dela que aquelas sensações gostosas e, até então, desconhecidas viviam lhe invadindo a pele, a mente e alma. Emma havia lhe dado outra perspectiva sobre sua vida. E nesse mundo, ela sentia tinha domínio sobre tudo.
Aliás, domínio era a palavra certa para o que ela estava planejando.
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— Não tem nada engraçado, Alexa! — resmungou Emma olhando para a amiga sentada atrás de sua mesa.
— Claro que tem! Você enlouquecendo por causa do primeiro Valentine's Day é a coisa mais hilária da minha semana.
Emma odiava aquele sorrisinho que ela dava quando queria deixar claro que havia ganho a discussão.
— Não é só por ser Valentine's Day. É porque não comemoramos nosso primeiro Natal e Ano Novo apropriadamente e eu quero recompensar isso.
— Entendo. E o que eu poderia fazer por você?
— Bem, você é a única pessoa realmente próxima que eu tenho além da Regina. E é a única que a conhece também. Sem contar que você namora há mais tempo que eu.
— É reconfortante saber que sou sua primeira escolha apenas por falta de opções.
Emma riu e relaxou um pouco.
— Eu sabia que você iria gostar de saber.
— Talvez você possa fazer uma lista — sugeriu Alexa quando o acesso de riso passou.
— Hmmm.... eu não sei nem por onde começar! Não quero dar qualquer coisa só por dar. Tem que ser especial, entende? Algo que mostre o quanto ela significa pra mim.
— E o que ela significa?
— Dizer que ela significa tudo pra mim é .... Antes dela eu vivia em vão, sem olhar pra onde eu estava indo.
Alexa torceu a boca.
— Quanto tempo vocês estão juntas mesmo?
— 3 anos. Mas com a parte romântica envolvida, 6 meses.
— Só 6 meses?
— Eu sei que é pouco. Mas tem ideia de quantas coisas importantes já aconteceram em bem menos tempo que isso?
— É claro que tenho… eu acho. Mas não seja precipitada, Emma. É visível que o que vocês têm é algo absurdamente grande, mas algumas coisas têm que acontecer no tempo delas para que possamos entendê-las.
— Eu sei... Mas acho que a Regina é a pessoa certa pra mim.
O que elas tinham era definitivo. Emma tinha certeza disso. Ela nunca iria querer outra pessoa e nem viver com alguém que não fosse Regina.
— Obrigada, Alexa.
— Pelo quê?
— Por me ajudar, ora.
— Mas eu não disse nada! O que você decidiu?
— Primeiro eu vou ver se vai dar certo. Se der, eu te conto depois. Se algo aparecer você pode me ligar, por favor?
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Regina saiu de uma boutique extremamente feliz. Ela adorava shoppings justamente pela variedade de lojas que eles ofereciam e aquela em particular tinha o que ela procurava. Na verdade, ela não tinha ideia do que queria até encontrar. E a melhor parte era que ela tinha a garantia de que aquela peça era única. Exatamente como Emma.
Qualquer um que cruzasse com ela neste momento seria contagiado pela alegria que seu rosto transparecia. Tentando conter sua ansiedade para aquela noite, ela foi para a segunda parte do seu plano.
Emma havia aberto uma porta que ela não sabia que podia ser aberta e ela queria muito explorar tudo aquilo. E ela tinha tantas ideias, tantas fantasias. Mas ela não podia esquecer de ir devagar. Emma precisava dela. Analisando algumas vitrines, Regina se concentrou no porquê dela não estar temendo aquela noite. Talvez, por fim, todas aquelas memórias haviam sido levadas para um canto escuro da sua mente. Um lugar que ela não temia, mas preferia não ir. Lá estavam todos os momentos que agiam como facas no seu coração e que podiam estraçalhar seu bom humor em questão de microssegundos.
Ela havia conversado sobre isso com Cora. A primeira conversa de verdade delas. Entrando numa perfumaria, ela deixou uma risada seca sair de sua garganta. Robin era o maior desgraçado da face da terra, que a torturaria se ela permitisse, porém ele havia feito mais acertos com ela do que ela queria admitir. Primeiro Henry, depois Emma e, agora, Cora.
Com qualquer outra pessoa, ela sentiria que havia uma espécie de dívida por gratidão, mas com ele tudo eram compensações. E pensando nisso, era sua vez de salvar Emma das garras dele. Quase que por inteiro. Emma parecia estar mais temorosa que ela e não era um bom sinal. Será que ela tinha consciência de que aquilo poderia ser um problema se ela deixasse continuar?
Emma falava bem pouco de sua vida antes de Chicago e Regina não a pressionava. Nem poderia. Ela sabia que a loira tinha que ter seu tempo. Regina sempre fora aberta e colocava tudo pra fora de uma forma ou de outra, e evitava que se passasse muito tempo. Mas Emma? Emma era uma cabeça dura que analisava tudo meticulosamente e demorava a eternidade para que não houvessem enganos. E esse era um dos pontos que a fazia necessária agora. Ela não podia deixar Emma analisar aquele episódio repetidas vezes, nem pensar nele, nem nada. Se ela fizesse aquilo, ela não o perdoaria e nem se perdoaria, e tampouco seguiria em frente.
Pegando seu celular na bolsa enquanto saía da loja, Regina começou uma pesquisa. E havia artigos realmente interessantes sobre aquele assunto. Talvez tivesse que ser como um curativo que dói muito. Começar devagar era bom pra preparar o psicológico, mas depois deveria ser feito de uma vez ou seria ainda pior. Ela bufou. "Não acredito que usei essa comparação". Contudo, havia certa lógica.
Caminhando determinada para a livraria, Regina decidiu que faria Emma esquecer de Robin. Ela empregaria todas as suas forças nisso. Todos os dias. O primeiro passo era ter material e, por isso, ela estava decidida a ter um kama sutra e passar em um sex shop. Emma não sabia como aquela noite seria especial....
Decididamente Regina adorava shoppings e fazer compras.
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— Regina? A ligação está péssima. Onde você está?
— Melhorou? Eu estava no jardim…
— Bem melhor. Precisa de algo? Logo estarei aí.
— Na verdade, Em, eu estava te ligando pra te pedir isso. Você pode vir daqui uma hora? E você tem passe livre por toda a casa, menos nosso quarto.
— Mas... mas eu tenho que escolher uma roupa e... e…
— Por favor. — pediu Regina com um tom manhoso que fez Emma rir.
— Tudo bem. Você quer que eu faça algo?
— Não, eu já planejei tudo. Henry foi pescar com o meu pai e eu já tenho reservas em um ótimo restaurante.
— Qual?
— Não seja tão curiosa!
— Mas, Regina, eu preciso de alguns detalhes para poder, ao menos, pensar em uma roupa!
— É como eu já disse, amor, tenho tudo sob controle.
— Odeio quando você faz isso. Prefiro quando eu organizo.
— Você faz o mesmo que eu, Emma!
— Mas não sou tão misteriosa.
— Não tanto quanto eu. E isso é o que mantém as coisas interessantes.
— É claro. — debochou Emma, fazendo Regina rir.
— Daqui uma hora. E se você vier antes eu te tranco pra fora.
— Eu tenho a chave, Regina. — constatou a loira com voz entre divertida e óbvia.
— Uma hora, Swan! — gritou Regina do outro lado.
— Tá bom. Tá bom.
— E a propósito, feliz dia dos namorados.
— Feliz dia dos namorados. — murmurou ela divertida depois que a morena desligou.
Emma sorriu segurando seu presente. Se Regina estava tramando algo, ela teria uma surpresa. Por que nada superaria o que ela tinha.
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— Por que tenho que vestir isso? Estou ridícula! — gritou Emma da sala. Ela havia tomado banho no banheiro do quarto de Henry e se trocado lá. Ao ver a roupa que Regina havia colocado em cima da cama ela ficou pasma. No começo ela achou que fosse brincadeira, mas ao notar que não havia outra opção ali, ela teve que gritar por Regina. Indo até o quarto, ela bateu na porta, que aquela bruxa havia trancado. "O que raios Regina estava tramando?".
Emma forçou sua cabeça a pensar em alguma coisa, mas ela se mostrava tão teimosa como Regina. No momento ela só queria uma roupa que não fosse aquele vestido marfim.
Regina, no entanto, ralhou com Emma de lá de dentro e pediu pra ela usar aquilo naquele dia como um favor especial. Contrariada, ela trocou-se e, ao se olhar no espelho, teve que admitir que aquela roupa ficava bem nela.
— Porque você fica absolutamente maravilhosa! — elogiou Regina que descia as escadas.
Emma vestia um vestido marfim de mangas curtas, rodeado na cintura por um cinto preto, que dava ainda mais contorno às suas curvas. Seu sapato de salto alto combinava com o vestido, assim como os cabelos loiros, que desciam como cascatas por seus ombros. Em contraste ao vestido, Regina usava uma calça verde, de tom entre água-marinha e esmeralda, uma blusa preta com decote de meia lua e sapatos e blazer também pretos.
— Mas estou ridícula.
— Você está muito gostosa, isso sim. E para de reclamar. Você sabe que está linda.
Emma fez um biquinho e ficou olhando sua roupa e a de Regina.
— Não podemos trocar?
Regina riu e foi até ela. Seu plano consistia em não chegar perto de Emma até o final da noite, ainda mais depois de vê-la naquele vestido. Mas ela havia começado errado pelo visto e teria que consertar. Sua ideia era fazer com que Emma se sentisse incrível e mimada. E o fato dela querer que a loira usasse outro tipo de roupa era para que tudo fosse diferente e ainda mais distante daquela noite.
— Não podemos. E eu prometo que será compensador. Ainda mais depois que você ver o que eu tenho e que combina com esse vestido.
— Presentes?
— Pode apostar. — disse Regina envolvendo seus braços no pescoço dela e encostando seu rosto ao dela.
— Se eu te beijar agora, vou ter que retocar a maquiagem e você vai ter que tomar outro banho. — confessou baixinho no ouvido da loira.
— Vamos antes que a gente perca a reserva. Você está demorando demais.
—Eu? Mas foi você que criou essa confusão toda.
Regina lhe fez um careta e sorriu.
— Vamos indo, princesa. Sua carruagem a aguarda.
— Princesa?
— E a mais linda de todas.
— E se eu quiser ser uma rainha?
— Arrume sua própria fantasia, Em. Essa é minha.
Emma gargalhou e aceitou o sobretudo que Regina lhe estendia. Aquelas roupas eram bonitas, mas não esquentariam nada lá fora. Ela espera que o trajeto fosse curto e que o restaurante que Regina havia escolhido tivesse um aquecedor muito potente.
Ao sair pela porta que Regina segurava aberta, ela viu uma limousine parada na frente da casa. Regina havia alugado aquele carro por causa dela? Wow! Aquela era uma das coisas mais legais que alguém já havia feito. E eram poucas as vezes que ela se sentiu tão especial. Ela sempre quis andar de limousine!
—Emma? — chamou Regina depois de trancar a porta. Emma encarava o carro com uma cara muito estranha e ela não conseguia descobrir o que era. Será que ela preferiria um táxi?
— Algo errado? Você…
— Vamos! — chamou Emma, com o semblante ainda neutro, pegando na mão dela e conduzindo-as para o veículo. Se ela continuasse mandona daquele jeito, seria difícil para Regina continuar seu plano.
O interior da limousine era do jeito que Emma esperava, em coro preto e com um leve aroma de sândalo.
Logo após Regina sentar-se ao seu lado, o carro começou a andar.
— Está quentinho aqui. — cochichou Emma tentando disfarçar sua animação.
— Claro que sim. Mas na hora de voltar, podemos abrir o teto e ficar vendo a neve cair.
— Você quer virar picolé?
— Se você estiver disposta a virar um também…
Emma fez silêncio considerando o que ouviu.
— Faz parte dos seus planos?
— Não. Mas eu prometo te esquentar depois — "Isso sim faz parte dos meus planos".
Regina pegou duas taças em um compartimento na sua frente e ofereceu champanhe. Enquanto Emma bebia o seu, ela retirou uma rosa branca de dentro de seu casaco e entregou para a loira.
— Que linda! — disse sorrindo e a cheirou.
— Tem o mesmo perfume que você!
— Mas eu não estou com perfume.
— Exatamente.
— Você é impossível, Regina. Hmmm onde vamos?
— O que você acha do mundo oriental?
— Você pergunta agora? — Regina foi sorrindo lentamente. Emma estava deixando claro que não havia gostado de ficar no escuro. Mas ela não estava nem aí. Se ela tivesse contado, não teria graça.
— Antes tarde do que nunca!
— Eu vou gostar pelo menos?
— Acho que não. Mas você vai se divertir!
— Grande consolo.
— Com certeza é!
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O ambiente do India House tinha um cheiro de tempero que era inebriante. Regina teve que pedir ajuda para Ariel na hora de escolher. Ela saia pouco desde a faculdade e não sabia qual restaurante seria ideal e se enquadraria com suas ideias. Ainda mais quando Emma escolhia onde iam. Era ótimo que ela tinha restabelecido o contato com a amiga, porque esse tinha sido um problema que o Google não soube ajudar muito. Aquele lugar era perfeito para uma noite especial. Regina precisou mexer uns pauzinhos para ter uma reserva lá, ainda mais no Valentine’s Day, mas havia conseguido. Definitivamente Emma era seu amuleto da sorte.
A loira analisou o enorme salão minuciosamente. Havia uma área grande comum cheia de mesas para dois, e mesas em uma área perto da parede que tinham um tipo de sofá acoplado. Os estofados eram escuros, combinando perfeitamente com os tons quentes da pintura da parede e os lustres bem adornados. O ambiente era luxuoso e, ao mesmo tempo, reconfortante.
Ela olhou de soslaio para Regina que a observava e seu sorriso aumentou. Desde que entraram na limousine a morena parecia contida, sem os olhares insinuantes que ela normalmente lhe dava, lembrando-a de como Regina era quando a conheceu. Reservada e insegura. Mas naquele momento havia um brilho que iluminava seu rosto e ela era a Regina que Emma conhecia.
O maitre pegou seus casacos e as levou para a mesa.
— Você estava errada. Eu adorei aqui! Esse restaurante é esplêndido! Como nunca ouvi falar dele antes?
— Sério?! Bem, eu adoraria dizer que foi um achado meu, mas não. Porém, foi uma ótima opção, não foi? E você gostou. É o que eu queria.
— O que você quis dizer com…
— É um presente, Emma. Quase nunca saímos e eu queria fazer direito. — interrompeu Regina desviando um assunto que não valia a pena ser trazido à tona. “Você e sua boca grande!” repreendeu-se.
— Eu adorei aqui.
— Que bom! — riu ela quando Emma fez sua cara de desconfiada, mas não insistiu com as peguntas.
— Quero pedir essa bebida indiana que também tem vodka e abacaxi. — disse Emma olhando para o cardápio alguns minutos depois.
— Desculpa, Em. Mas o máximo que pediremos será um vinho.
— Mas por quê? — indignou-se a loira, fazendo Regina esconder um sorriso.
— Porque na última vez você deixou a bebida subir e agiu como louca. Não queremos repetir isso.
— Não queremos? — perguntou Emma maliciosamente.
— Não, não queremos. — garantiu Regina analisando o que foi dito. Havia um contexto subentendido muito maior do que pensava. Emma falava de qual das noites? Da boate ou do Robin? Regina sabia que ela estava brincando com o assunto, mas também sabia que no fundo estava um pouco temerosa.
Aquilo mudaria. De algum jeito.
Elas pediram vinho, de entrada rolinhos de pão fino, típico indiano, recheados com verduras e especiarias e como prato principal camarão marinado em temperos suaves e assado em forno de barro.
— O que achou da comida? — perguntou Regina quando terminaram e os pratos foram retirados.
— Deliciosa! O tempero não é tão forte quanto parece.
— Eu também gostei.
— Você vai querer sobremesa?
— Hmm… Você vai?
— Estou inclinada a pedir esse tal de Gulab Jamun. A parte do sorvete de creme é boa, é claro, e a do bolinho de leite, mas a parte do mergulhado em água de rosas que não parece confiável.
— Acho que poderíamos arriscar…
— Tudo bem, então.
Depois de que o garçom se retirou, Regina pegou a mão da loira que estava em cima da mesa e entrelaçou seus dedos.
— Parece que estamos juntas há uma vida toda, e não menos que isso.
— Eu sei.
— Você mudou minha vida, Em! Em todos os sentidos.
— E você a minha, Regina — disse a loira apertando a mão dela — Eu estava cansada de viver só para o trabalho, viver sem sentimentos. E de repente você apareceu e virou minha vida de cabeça para baixo. Você colocou minha vida no sentido correto. Se hoje fosse meu último dia com você, eu ficaria extremamente feliz por ter vivido tudo o que vivemos.
— Mas hoje — começou Regina emocionada e contendo um grande sorriso — é o começo dos nossos novos dias juntas.
Emma, ainda segurando a mão de Regina, pegou a taça de vinho com sua mão direita e a levantou para um brinde:
— Aos novos dias!
— Aos novos dias. Juntas. — ecoou Regina fazendo o mesmo e depois sorvendo um gole. Seu olhar de contentamento não deixou o rosto de Emma nenhum minuto.
A conversa fluiu de forma muito agradável o tempo todo. Elas estavam relaxadas e despreocupadas. Falaram sobre Henry, sobre os trabalhos e sobre suas infâncias.
Regina não esperava que Emma falasse tanto de si mesma. Não ainda. Mas ela falara, e isso a deixou, se possível, ainda mais feliz. Não foram muitos detalhes, mas por hora bastava.
Emma não gostou da sobremesa tanto quanto Regina, e discutia isso quando sairiam do restaurante. Ela praticamente gritava para ser ouvida, pois o vento gélido estava cortante e uma neve fininha caia lentamente.
— Está mais frio hoje do que eu esperava! — disse quando entraram no carro.
— Por isso acho que meu presente será muito útil.
— Presente?
— É claro! — concordou Regina pegando no banco do lado uma caixa que estava oculta pelas sombras do interior da limousine.
— Feliz dia dos namorados, Em! — disse ela estendendo a caixa branca com laço preto.
Emma olhou o enorme pacote, tentando imaginar o que poderia conter ali. Ela não prestou atenção no nome da loja, escrito em prata na tampa da caixa, e o abriu. Envolta em seda branca, estava uma jaqueta de couro vermelha.
Emma ficou segurando e apertando-a, encantada com a cor vibrante e com os detalhes que fazia a jaqueta simples ser a peça mais bonita que já vira.
— O que você acha?
— Eu…
— Tem bolsos em cima e em baixo, que podem ser úteis. O vendedor me garantiu que é exclusiva. O couro é sintético, então não se preocupe, e o forro é de poliéster, então você vai ficar bem quentinha. — apressou-se em descrever Regina. Ela estava muito nervosa. E se Emma não gostasse? E se não fosse bem o estilo dela? Porque ela tinha outras jaquetas, mas com cores discretas, e essa era bem mais... marcante.
— Eu amei Regina! — confessou ela animadamente retirando o sobretudo preto e experimentando-a.
— E você pode fingir que sou eu te abraçando o tempo todo.
— Não há dúvidas de que eu farei isso! — garantiu a loira aproximando-se e a beijando. — Eu também tenho algo pra você.
— Tem?
— Você não achou que ia ficar sem nada não é?
— Bem, já tenho você. Do que mais eu preciso pro Valentine’s Day?
— Sim, você me tem. Mas acho que nossos casos são parecidos, srta. Mills. Eu tenho algo pra você se lembrar de mim quando eu não estiver por perto.
Regina a viu retirar uma caixinha da bolsa de mão branca que carregava. Quando ela a pegou, suas mãos tremiam levemente de animação.
— O que é?
— Abra.
Assim ela o fez. No meio da espuma azul, havia uma peça delicada composta por uma armação prateada com um pequena bússola, também prata e com detalhes escuros, redonda no centro. Regina pegou o bracelete e ficou olhando bobamente, admirando cada detalhe.
— Uma bússola?
— Para o caso de um dia você esquecer o caminho…. Isso vai te trazer pra mim.
Ela suspirou e voltou a beijar Emma, que, ao se separarem, colocou o bracelete nela.
— Eu sabia que ia combinar com você.
Ela lhe deu um beijo suave no pulso e foi subindo até os lábios da morena. Regina aproveitou e deixou suas mãos percorrerem o corpo dela até o limite da barra do vestido. Lentamente ela correu seus dedos pela pele macia, por dentro do vestido, acariciando sua perna e subindo. Ela ouviu Emma arfar e enrijecer um pouco o corpo.
— Estamos quase em casa, Em — disse baixinho afastando-se dela o suficiente para olhá-la nos olhos.
— Regina… sobre isso… podemos conversar?!
— Podemos.
Elas deslizaram para as pontas opostas do banco e se encararam.
— Eu… É... podemos ir devagar? Não quero que essa noite acabe rápido demais — disfarçou Emma.
— Eu sei, Em! Ainda tenho planos para essa noite. E eu prometo que vai ser bom.
— ‘Bom’ como?
— ‘Bom’ do tipo “vamos fazer de novo”.
— Mas Regina…
— Confie em mim, ok?
Ela apenas acenou positivamente a cabeça, com os olhos brilhando com algo que Regina não soube identificar.
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Regina fechou a porta e a trancou enquanto Emma guardava os casacos. O jantar havia sido delicioso e seu presente fora aprovado. Ela não poderia estar mais eufórica. E a parte dois chegou e ela estava muito, muito nervosa. Seria capaz de prosseguir com aquilo? E se ela não conseguisse encorajar Emma? Tantas malditas inseguranças passavam por sua cabeça, que a deixou tonta. Ela respirou fundou e tentou se manter calma. Certo. Era hora.
Vagarosamente, Regina aproximou-se de Emma, enquanto a mesma fechava a porta do armário onde pôs os casacos, perto da porta de entrada. Emma se assustou um pouquinho com o abraço de Regina, o que a fez tremer levemente.
— Sou eu — A morena afasta os cabelos loiros da parte esquerda do pescoço de Emma e começa a planta leves beijos ali, enquanto abraça-a fortemente. A tensão de Emma era palpável, uma vez que a mesma estava estática no lugar. Notando isso, Regina vira-a de frente para si. — Tudo bem? — Ela acaricia o rosto da loira, que fecha os olhos, respira fundo e acena positivamente. — Vem, tenho uma surpresa para você. Mais uma.
— Mais surpresas? — Questiona enquanto é puxada escada acima pela morena.
— Uhum. — Elas param em frente a porta. — Lembra quando disse que você tinha passe livre por toda casa, menos no nosso quarto?
Emma acena concordando.
— Abre. — Ela aponta a porta com a cabeça.
Ao abrir a porta Emma ficou sem reação. O quarto todo estava salpicado por pétalas de rosa vermelha. No chão, havia uma trilha larga de pétalas que levava até a cama, igualmente decorada com pétalas sobre os lençóis negros. Emma deu alguns passos para dentro do quarto, insegura. Não é que tinha medo de Regina, isso nem de longe. O sexo, o desejo, a luxúria, o amor, estavam sempre ali. A questão era outra, era algo maior que nem Emma entendia. Quando via que a situação encaminhava-se para algo mais “quente”, ela simplesmente travava. Não sabia qual a explicação para tal, na verdade ela sabia, só não queria admitir. Não queria admitir que precisava de ajuda, que aquele bêbado desgraçado tinha marcado-a de alguma forma. Não. Então, um cheiro de maçã e canela inebriou seus pensamentos. Ela virou-se e se deparou com Regina acendendo algumas velas pequenas que estavam sobre a penteadeira e sob os criados-mudo.
Regina olhou em direção a Emma, que continuava parada no início da trilha de pétalas. Ela foi até ela, rodeando-a pela cintura, e recebendo os braços da loira em volta do seu pescoço.
— Você gostou? — perguntou, olhando fundo nos olhos verdes e perdendo-se neles. Aquele brilho não identificado ainda estava lá. Regina tinha quase certeza do que era aquilo.
— Está tudo muito lindo amor. E esse cheiro… — Ela dá um sorriso. — É o nosso cheiro. — Regina a beijou como se seu mundo resumisse a isso. E sim, seu mundo era Emma! Pelo menos a metade dele, pois a outra metade era Henry.
Ela puxou a loira em direção a cama e, sem se separarem, caíram sobre ela, de lado. Regina passou a mão pela perna da loira lentamente, sem deixar de beijá-la. Quando começou a subir o vestido dela, Emma interrompeu o beijo, conseguindo resistir à névoa de desejo que a cercava.
— Amor, espera. — Ela sentou-se na cama e respirou nervosamente, com a cabeça apoiada nas mãos. “Merda! Merda! Merda!”. Sim, aquilo realmente estava acontecendo. Ela não conseguia seguir em frente, porque sabia o que viria e de algum modo aquele desgraçado aparecia na sua frente. Ótimo, ela tinha deixado Robin traumatizá-la — Merda. — Resmungou baixinho, caindo em seguida em um pranto compulsivo.
Regina olhava a cena assustada. Sabia o que tudo aquilo significava, mas ver a reação de Emma, o choro dela por conta disso, era como se a realidade tivesse lhe dado uma bofetada no rosto. Ela ajoelhou-se na frente de Emma, pegando seu rosto, suavemente, entre as mãos. O rosto dela estava vermelho e banhado pelas lágrimas que não paravam de cair.
— Ei meu amor, olha para mim, nos meus olhos. — Com dificuldade em deixar os olhos abertos, Emma fita-a. — Vai ficar tudo bem. Eu estou aqui com e para você. Nós vamos com calma e se você não quiser, podemos ficar apenas nos beijando ou podemos ficar apenas abraçadas, bem juntinhas. Não tem problema, amor. Antes de qualquer coisa eu quero e vou respeitar seu tempo e espaço. Mas você sabe o que isso pode ser e, se as coisas continuarem assim, você sabe o que temos que fazer, não é? — Lágrimas caiam dos olhos castanhos também. Emma subitamente agarrou-se no pescoço de Regina, num abraço sufocante, fazendo com que as duas caíssem para fora da cama. O corpo da loira tremia sobre o da morena, que apenas a abraçava apertado e massageava seus cabelos. As lágrimas de Emma molhava o pescoço e os cabelos de Regina, que plantava leves beijos no ombro dela.
— Amor? — sussurrou a loira mais calma, após alguns segundos, contra o pescoço da morena, que se arrepiou.
— Eu estou aqui. — disse docemente. Emma se mexe, ficando sobre o corpo de Regina e a fitando. Regina acaricia o rosto da loira, limpando as lágrimas que ainda estavam ali. — Você está melhor? — sussurra.
— Sim. E eu quero tentar. — Ela beija a testa da morena.
— Você tem certeza?
— Sim. Não é só pelo que ocorreu, mas é o fato do que eu deixei ele fazer comigo. Mas... Talvez você possa me ajudar. — Ela beijou as bochechas e o nariz de Regina, olhando nos olhos dela por um longo tempo, tentando demonstrar sua determinação com seu próprio olhar. Emma queria lutar contra o medo, antes que ele a consumisse por completo. Ela levantou-se e ofereceu sua mão à Regina. — Vem.
Regina prontamente aceitou a mão da loira, que a puxou para um beijo arrebatador. Suas mãos dançaram pelas costas dela, tocando vez ou outra nos cachos dourados. Já as mãos da loira encontravam-se na sua lombar e entre os fios negros, puxando-os. Elas ficaram assim por um tempo interminável, provando, estimulando e tocando-se por todo o corpo.
— Eu tenho mais uma surpresa para você. Na verdade algumas pequenas surpresas. — Sussurrou ao fim do beijo, enquanto ainda brincava com os cabelos loiros. — Me espera aqui. Volto em menos de 5 minutos.
— Regina Mills, o que a senhorita está aprontando agora?
— Espere e verá. — Ela deu um longo selinho na loira e saiu em direção ao banheiro.
Emma apenas ri da imaginação da namorada. Sentando na cama, olhou para o criado-mudo a sua direita, encarando a foto deles ali. Com o porta retrato nas mãos, ela acariciou o rosto de Regina e Henry, que sorriam abraçados à ela. Naqueles sorrisos, naquelas pessoas, ela ganhavam sua força para continuar e recarregar suas energias para viver. Devolvendo a foto ao seu lugar, ela deitou-se na cama com um suspiro alto, tentando deixar sua mente livre de qualquer pensamento ou insegurança. Ela estava decidida a ser livrar daquelas amarras, mesmo que isso parecesse difícil. Atacar ou fugir fazem parte da luta, mas ficar paralisado de medo não. Regina estava ali, enfrentando os mesmos demônios que ela, mas fazendo de tudo para que fossem menores do que os seus. Uma coisa que diferenciava aqueles momentos era isso, era a sedução por de trás daquilo tudo. Sentando-se novamente, ela aguardou pela morena ansiosamente. Podia fazer aquilo.
Em menos de dois minutos a porta do banheiro foi aberta bem devagar. O breu presente no cômodo atrás de Regina ressaltava a sua silhueta. Aos poucos a luz da velas revelaram uma figura pecaminosa saindo de dentro do banheiro. Regina vestia uma lingerie completa: corset, calcinha, cinta-liga, meia ⅞ e saltos. Todos em branco, com exceção dos sapatos que eram vermelhos, como os lábios dela.
Caminhando sensualmente pela curta distância até Emma, ela escondia bem o receio que sentia pelo medo da loira. Emma, contudo, olhava embasbacada para a morena, tendo sua mente realmente isenta de qualquer outro pensamento que não fosse ela.
— Gostou da surpresa, Miss Swan? — perguntou, com um sorriso safado.
— Perfeita! — murmurou Emma enquanto a puxava para seu colo, beijando-a voluptuosamente em seguida. Elas se beijaram de todas as formas, lenta e lascivamente, com suas línguas se enroscando sensualmente e um mero toque de lábios. Aquilo despertou um calor dentro delas, uma centelha que queriam muito explorar.
Ela levanta-se do colo de Emma, puxando-a junto. Posta-se atrás da loira e começa a abrir-lhe o zíper do vestido lentamente, enquanto beija a pele que vai sendo exposta aos poucos. O corpo de Emma fica rígido no lugar e notando isso, Regina começa a conversar com a loira, falando palavras de carinho afim de acalmá-la. Quando Emma encontra-se apenas com a lingerie preta escolhida por Regina, ela virou a loira para si e começou a beijá-la.
— Amor, olha para mim.
Emma olha-a, e Regina nota a apreensão na íris verde.
— Olha para mim, ok? O tempo todo. — Ela pega o rosto de Emma entre as mãos, colando suas testas e conectando seus olhos. — Sou eu quem está aqui, não ele. Olha nos meus olhos o tempo todo. Eu te amo e estou aqui com e para você. — Ela dá um longo selinho em Emma, enquanto acaricia sua face. — Você quer continuar?
Olhando nos olhos castanhos, Emma mordiscou o lábio inferior de Regina, em uma concordância muda. Ela podia fazer aquilo sim, desde que Regina estivesse com ela. E ela estava. E parecia realmente estar gostando de conduzir tudo.
Lentamente, deitaram-se sobre a cama, com Regina por cima dela, que beijava-lhe o pescoço e os ombros com tanta concentração e vontade, que era como se provasse um vinho caro. A loira gemeu, aproveitando o carinho e os beijos de sua amada. As mãos de Regina passearam pelo corpo de Emma, indo por fim de encontro ao fecho do sutiã, que foi facilmente aberto. Enquanto retirava a peça, ela não desgrudou seus olhos dos de Emma, lhe passando amor e segurança. Definitivamente marrom e verde combinavam.
Ela admirou os seios da loira, que estavam com os mamilos enrijecidos, excitados, prontos para um beijo. Mas Regina os acariciou primeiro, sem a menor pressa. Ainda sem desfazer a troca de olhares, ela abaixou devagar, levando os lábios em direção a pequena marca, que ainda estava ali, embora mais clara.
Ela contornou suavemente o sinal com o dedo indicador, e depois o beijou, como se quisesse deixar a sua marca que carrega amor, companheirismo, carinho e segurança, sobre a de Robin. Ela voltou sua atenção para um dos mamilos, que mordicou e depois soprou, fazendo com que o corpo da loira parecesse estar em brasa. Então, ela voltou a beijá-lo e seus lábios tornam-se cada vez mais famintos.
Ela lambeu, beijou e chupou o seio de Emma, com toda lentidão do mundo, fazendo com ela fechasse os olhos e sentisse tudo de forma maximizada. Ela desceu pela barriga dela, enquanto suas mãos deslizavam pelo interior das coxas, despertando uma ânsia intensa por onde passava.
Guiada pelas sensações que sentia, Emma segurou os cabelos de Regina, aproximando-a ainda mais do ponto de prazer. Só então Regina se permitiu fechar os olhos, para ativar ainda mais seu tato e paladar, sabendo que Emma estava concentrada nos estímulos que a invadiam.
Suas mãos vaguearam ainda mais pelo corpo da loira, que arqueava um pouquinho as costas, aproveitando a atenção que Regina dava novamente aos seus seios. Regina intercalava de um seio ao outro, até começar a descer pelo corpo da loira com uma trilha de beijos molhados. Ao notar que Regina saiu dos seus seios, Emma subitamente abre os olhos e é contemplada pelos olhos chocolates, brilhando de desejo e amor, fitando-a.
Regina para de fronte ao sexo de Emma, ainda coberto pela calcinha, e fita-a, como se lhe pedisse permissão para continuar. Emma apenas mexe o quadril, fazendo com que sua calcinha molhada toque levemente no nariz da morena. Regina aspira o cheiro do sexo de Emma profundamente. Como tinha sentido falta daquele cheiro, daquele gosto e textura, tudo! Ela retirou a calcinha preta lentamente, sem nunca quebrar o contato visual. Ao fim do processo, ela jogou descuidadosamente a calcinha num canto qualquer, preocupada somente em beijar as pernas da loira. E, ao chegar nas coxas, ela alternou entre uma e outra, até chegar ao seu destino final.
O sexo de Emma estava super lubrificado, e Regina salivava ante àquela visão. Ela começou a chupá-lo alongando-se no momento, enquanto olhava fixamente para os olhos verdes. Logo o ritmo aumentou.
Emma, após uma chupada mais forte, deu um gemido alto e acariciou os fios negros, enquanto fechava os olhos. Regina se deliciou e se saciava, enquanto matava a saudade daquele corpo gostoso. Ela chupava, beijava, mordia, lambia, como se sua vida dependesse disso. E ela dependia. O bem estar, o prazer, a saúde de Emma, era algo indispensável em sua vida.
Suas mãos agarram os seios da loira e os apertou gentilmente, ao mesmo tempo que Emma empurrava sua cabeça cada vez mais ao seu sexo. Regina a penetrou com a língua e Emma gritou extasiada, rendendo-se às agradáveis sensações. Sentindo os movimentos eróticos da língua experiente de Regina, ela gozou em seguida. A morena deliciasse com todo aquele gozo que há muito não degustava, e sobe refazendo o caminho de beijos, até chegar aos lábios da loira.
Emma respirava fundo, com os lábios entreabertos e os olhos fechados. Aquela era uma das visões preferidas de Regina. Ela acariciou o rosto dela, o que a fez abrir os olhos instantaneamente. O interior da morena pulou de alegria ao constatar que aquele brilho não identificado não estava mais lá. Agora só havia deleite e... alívio.
Elas sorriram e Emma beijou Regina avidamente, sentindo seu gosto nos lábios dela. Ela virou a morena rapidamente, ficando por cima, enquanto é agraciada pela gargalhada rouca e surpresa dela.
— Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! — Emma distribuiu beijos por toda a extensão do rosto da morena, enquanto repetia as três palavras sem parar. Regina apenas riu bobamente, enquanto abraçava a loira, aproveitando o carinho.
— Você não sabe o quão importante é para mim. Eu não sei o que eu faria sem você, Regina. Você chegou na minha vida e mudou tudo, virou-a de cabeça para baixo, abalou as estruturas e isso foi a melhor coisa que já me aconteceu. Antes de eu tê-la, minha vida era algo vazio, sem sentido, sem um futuro que não fosse focado apenas e unicamente no meu trabalho. Mas então você apareceu e tudo mudou! Você me fez amar e me sentir amada novamente, você me fez ver as cores do mundo e o lado bom dele. Me fez ouvir sons alegres por todos os lugares e acreditar novamente em sonhos, nas pessoas e nas pequenas coisas. Você me devolveu a vida. E eu quero passar o resto dos meus dias contigo. E com Henry, porque sem ele esse pacote não está completo. — A loira riu. Regina não sabia o que fazer. Seus olhos estavam marejados de emoção e um sorriso bobo, daquele que faz sua bochecha doer, estava pregado em sua face.
— Por isso, eu queria te perguntar, Regina Mills... Você aceita se casar comigo?
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