Maçã com Canela
19 Capítulo 19
Notas iniciais
Emma chega em casa e bate a porta. Sobe as escadas correndo e quando chega na porta do quarto, ouve a porta da frente bater de novo.
— Emma! Dá para você para de fugir de mim? Eu posso explicar. — Regina sobe as escadas correndo e encontra Emma dentro do quarto, virada para a janela. Os punhos cerrados e os ombros tensionados indicavam que a raiva ainda não havia passado. Ela para na porta do quarto ao ouvir a voz baixa e grave de Emma.
— Quem é aquela mulher, Regina? — Emma se vira e o que Regina vê lhe assusta no início. Mas ela sabia, ela confiava, que Emma jamais a machucaria. Sabia que aquela raiva toda na verdade era o ciúme misturado ao álcool, e iria usar disso ao seu favor naquela noite. Masoquismo? Talvez. Mas ela via ali a chance de uma noite intensamente louca de sexo selvagem.
— Ela se chama Ariel Fish, amor. É uma grande amiga do tempo da faculdade. — Responde em falsa inocência, começando a despir-se das jóias em frente à penteadeira. Ela via Emma lhe encarando pelo espelho.
— Amiga? Tem certeza? Vocês pareciam bem íntimas. — Emma não se move um centímetro se quer. Ao passo que Regina andava pelo quarto, “desarrumando-se”.
— Bom, talvez nós sejamos íntimas. — Ela responde dando de ombros, como se aquilo não fosse importante, o que irrita ainda mais Emma.
— Como é? — Emma anda até Regina, que já estava descalça e sem as jóias.
— Ah Emma, nós ficávamos, transávamos… Essas coisas. — Ela rola os olhos e vira-se de costa para a loira. — Abre para mim? — Perguntou docemente. Ela referia-se ao zíper do macacão, o qual Emma pôs uma mão de cada lado e puxou, estragando-o, rasgando-o. A peça caiu no chão por inteira, revelando o corpo pecaminoso da morena, agora coberto apenas por uma pequena calcinha branca de renda. Regina estava pouco ligando para o macacão arruinado, ela queria mesmo era ver a reação da sua loira, então virou-se, com um sorriso safado.
Emma estava estática, olhando para a bunda levemente bronzeada da namorada em contraste com aquela minúscula calcinha branca. Quando Regina se virou, a visão só melhorou.
— Transavam? — A loira perguntou ainda olhando para a “calcinha” de Regina. Ela sabia que a namorada tinha um passado, assim como ela também tinha. Mas ficar imaginando esse passado, vê-la falando dele tão descaradamente assim, a irritava ainda mais. Emma não era uma pessoa muito ciumenta. No momento culpava esses sentimentos todos à bebida. A morena riu maliciosamente. Seu plano estava dando certo.
— Sim. Transávamos loucamente, quase todos os dias. — Ela viu que Emma não se mexia, apenas encarava seu sexo, então resolveu provocar. — Vai ficar só olhando ou vai comer de uma vez?
Emma finalmente a encarou. Um sorriso sádico brotou em seus lábios e um olhar de luxúria misturado com raiva completava sua expressão. Ela puxou Regina pelo pulso, colando seus corpos. Sua mão livre entrou na pequena calcinha, e seu dedo médio passou a massagear o clitóris da morena, que já estava entumecido e molhado pela lubrificação natural. Gemendo roucamente, Regina fechou os olhos.
— Eu vou comer, mas de uma forma que você nunca mais vai esquecer. E não conseguirá andar amanhã, de tanto que irei foder essa sua buceta gostosa. — Sussurrou, fazendo Regina soltar outro gemido, mais alto e prolongado que o primeiro.
A loira se afastou e entrou no banheiro, batendo a porta. Regina ficou parada, confusa. “Essa loira enlouqueceu de vez.” Regina ouve o barulho de algo se chocando contra a porta do banheiro. — Emma? Está tudo bem ai? — Ao chegar perto do banheiro Emma abre a porta e Regina fica boquiaberta. Emma estava nua, vestindo apenas um strap on com um dildo de uns 20 cm acoplando nele, um sorriso safado brincava em seus lábios.
— Fica de quatro, ali. — Emma apontou para a penteadeira e Regina, ainda atônita, encaminhou-se para lá. Emma a seguiu e assim que a morena apoiou as duas mãos na madeira, apoiou-se em suas costas, a ereção do dildo ficando entre as nádegas de Regina.
Ela puxou os cabelos da morena, que gemeu com o ato. Elas nunca tinham feito algo do gênero, mas aquilo estava excitante demais. Raiva, medo, ciúmes, tesão, luxúria, desejo, e uma pitada de amor. Todos esses sentimentos, e outros, misturavam-se e deixavam o ambiente cada vez mais pecaminoso e sexual.
— Eu vou te comer onde eu quiser e como eu quiser. E você só vai gozar quando eu deixar, ok? — Regina apenas concordou com a cabeça. — No final da noite, Ariel Fish vai ser considerada apenas uma amiguinha com quem você trocou uns beijos, pois o que vocês tiveram, não poderá ser chamado de sexo.
Regina soltou uma gargalhada alta e rouca, virou o rosto para Emma, falando lentamente.
— Eu duvido.
Pronto. Aquilo foi a gota d’água. A pequena calcinha de renda fora rasgada em um único puxão, o dildo penetrava fundo a vagina totalmente molhada de Regina, que arfou e gemeu, arqueando o corpo.
As estocadas eram fortes e profundas, a penteadeira sacudia com a força aplicada, as jóias caiam ao chão.
— Em... Mais! — suspirou Regina. Emma urrou e aumentou a velocidade. Seus dedos apertavam fortemente a cintura da morena, marcando-a, puxando-a para si com precisão. O barulho da pélvis da loira chocando fortemente conta as nádegas da morena aumentava a excitação. Quando Regina começou a ter espasmos, Emma parou.
— Não... — choramingou a morena. Emma agarrou seus cabelos, puxando a cabeça da morena para trás.
— Você só vai gozar quando eu deixar, lembra? — Ela deitou-se sobre Regina e lhe beijou. O dildo roçava na bunda da morena, lhe excitando mais. Emma parou o beijo. — E eu sei o que fazer com essa sua bunda gostosa. — Ela roçou o dildo entre as nádegas da namorada, parando na entrada do ânus. Regina gemeu. — Posso?
— O que você está esperando? — Regina sorriu maliciosamente. Emma retribuiu o sorriso e se esticou para pegar o lubrificante na gaveta da penteadeira. — Deixa que eu faço isso, Miss Swan.
Regina virou-se, pegou o lubrificante das mãos da loira e despejou na mão direita. Ela fazia movimentos de vai e vem sobre o dildo, enquanto beijava Emma e a mão esquerda estimulava o clitóris da loira. Ela foi descendo os lábios e passou a sugar o seio esquerdo da loira, que estava extasiada de prazer, sem nunca para os movimentos das mãos. Quando estava quase perdendo o controle da situação, Emma a afasta. Vira-a bruscamente e a inclina, derrama um pouco de lubrificante no ânus da morena e começa a espalhar o gel. Lentamente, ela introduz o joguete, ao passo que Regina arqueia o corpo e geme lentamente, de dor e de prazer. Quando soca tudo, Emma o retira por completo e entra de novo, dessa vez mais rápido. Ela vai aumentando a velocidade gradativamente, enquanto massageia o clitóris da morena, que geme mais a cada nova estocada.
— Isso é tudo... o que você tem, Tenente? — pergunta Regina entre as estocadas. Emma se enfurece novamente e aumenta a força, enquanto enfia dois dedos na vagina da morena. Regina grita.
— Aposto que ninguém nunca fodeu seu cu e sua boceta ao mesmo tempo, não é? — Emma morde-lhe a nuca e desce, lambendo as vértebras de Regina. O gosto salgado da pele morena suada inebria a loira.
— Não... — Ofega Regina.
— E você tá gostando? — Sussurra Emma, mordendo o ombro da morena em uma estocada mais funda, segurando firme a cintura dela com uma mão.
— Sim... OH MY GOD EMM... — Regina começa a rebolar e tremer, o orgasmo se aproximando novamente.
— Isso gostosa, — Emma sussurra contra o ouvido de Regina — rebola no meu pau... Lambuza ele todinho.
Regina não aguenta mais e goza. O orgasmo é intenso, o corpo da rainha treme, lágrimas saem de seus olhos e sua mente entra em uma viagem louca. Emma continua a estoca-la, mesmo com os dedos escorregando muito mais por conta do gozo de Regina, e sua mão totalmente molhada pelo fluído que não para de jorrar.
— Emma... Eu não aguento... Para. — Pede Regina num fio de voz. Emma prontamente obedece. Retira lentamente os dedos e o dildo de dentro de Regina, que geme baixinho. Ela retira a cinta e vira a morena, trazendo-a consigo para a cama e deitando-se sob ela. Beijaram-se.
— Te machuquei? — pergunta acariciando a face suada da morena e pondo uma mexa dos cabelos negros, grudados a testa molhada, atrás da orelha de sua dona.
— Não, foi o melhor sexo da minha vida. — Regina lhe sorri.
— Melhor do que com a... Aquela mulher? — o ciúme retorna a face da loira, Regina gargalha. — Do que você ta rindo? — pergunta visivelmente braba.
— Amor, você ficou tão cega de ciúmes que esqueceu que foi e será a única mulher com quem tive algo.
Emma abre a boca várias vezes, mas não diz nada. Suas bochechas ficam coradas e Regina volta a rir da namorada.
— Ah amor, e você ainda ficava alimentando meu ciúme e minha imaginação alcoolizada! — ela emburrece.
— E você acha que eu iria perder uma noite de sexo selvagem com a minha Tenente gostosa? — Ela dá um selinho na loira e lhe sorri maliciosamente. Emma inverte a posição delas na cama, ficando por cima.
— Se você queria sexo selvagem era só ter pedido, Mills. — ela beija a boca de Regina e começa a rebolar sobre a morena. Regina a interrompe.
— Eu quero sexo selvagem Em, mas dessa vez eu vou te comer. — ela sussurra no ouvido da loira.
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