Maçã Podre

9 Capítulo 9: The Punch.


Notas iniciais
Atrasei algumas horas, mas cá estou XD
Achei melhor postar a continuação mesmo, posto o capítulo da entrevista até quarta.
Mas e então, o que vocês acham. Glória traiu ou não o Sean?
Ah, a fic tem andando com um clima meio pesado, então logo darei férias para os personagens e para os corações de vocês deixando o clima mais leve XD.
Mas algumas coisas precisam acontecer primeiro.

Alice’s POV

Levanto a cabeça de Sean e a ponho em meu colo enquanto grito para os meninos ligarem para uma ambulância.

Depois do que parece ser uma eternidade a ambulância chega e meu irmão é levado. Eu vou acompanhando-o e Lay e Mike vão de carro. Sean está pálido e ainda inconsciente, mas pelo menos fizeram o sangramento parar.

Logo chegamos ao hospital e ele é levado para um quarto, os médicos que o levam não me dizem nada, apenas saem carregando-o na maca.

-Vai ficar tudo bem amor. Sean é forte e vai sobreviver á tudo isso, ok? –Layne diz, me abraçando carinhosamente.

-Sean é um sobrevivente... –Mike me abraça também e termino ficando um pouco mais calma.

Depois de um tempo Angel chega correndo. Mas eu não liguei para ela, não avisei ninguém sobre o que ocorreu com meu irmão. Então como ela ficou sabendo?

-A imprensa... –Ela suspira fundo, parece estar exausta. –A imprensa sabe que Sean está aqui, e estão falando sobre tentativa de suicídio, coma, overdose e mais um milhão de possibilidades...

-Malditos abutres. –Sorrio levemente para Angie. –Obrigada por vir avisar.

-Bem... Tem mais.

-É muito ruim?

-Tem vários repórteres e fotógrafos lá fora. E já ligaram falando que querem uma coletiva de imprensa.

-Oh droga. Bem... Será que você podia, por favor, dizer á eles que eu darei uma coletiva mais tarde?

-Claro. –Ela sorri e sai correndo, voltando depois de alguns passos. –Sean... Ele vai ficar bem?

-Ainda não falaram nada, mas espero que sim.

-Eu também. –Ela toca em minhas mãos e então sai correndo novamente.

-Você sabe que não pode matar nenhum repórter, né? –Layne interroga baixinho. –Se você for pra cadeia quem será nossa babá? Quem irá nos vigiar, dar bronca, surras e limpar nossas bagunças?

-Talvez isso não aconteça, pois eu estarei lá antes, por matar você...

-É feio ameaçar o namorado assim, sabia?

-Não é ameaça, é promessa.

-Crianças. Como papai Jer não está, eu tenho que manter o controle. –Mike diz, tentando fingir seriedade.

-Juro que logo serão três hospitalizados...

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A pior coisa de se estar em um hospital é que ou você está agonizando com alguma dor ou esperando noticias sobre alguém que está. De qualquer forma, o tratamento é péssimo. Três horas se passaram, já é madrugada e nada de notícias sobre meu irmão.

-Senhorita Kinney? –Um médico interroga, se aproximando.

-Sou eu.

-Cuidamos da contusão na cabeça do paciente e fizemos transfusão sanguínea. Ele acordou e está bem.

-Graças a-

-Mas há um pequeno problema...

-Qual?

-Ele sofreu amnésia. –O médico diz. É brincadeira né? Essa coisa de amnésia de novo não. Ainda estou me recuperando do ultimo caso...

-Isso é sério?

-Venha comigo. E seus amigos podem vir também. –Ele dá uns passos e começamos a acompanha-lo. –A batida na cabeça foi forte, e afetou um pouco suas memórias, mas peço á senhorita e seus amigos que não contrariem o que ele acha que é real, pois isso pode terminar por prejudica-lo.

Ele abre a porta e entramos. Sean encara Mike, Layne e eu em silencio por alguns segundos.

-Hmm. Você é meu namorado? –Ele interroga olhando para Layne. –Eu me lembro de nós dois nos agarrando.

-Como é? –Layne interroga, com olhos esbugalhados, e por mais que isso seja trágico, não consigo evitar uma risada.

-E você... Você é minha amante, não? Eu me lembro de que já te chamei de “amor da minha vida”.

-O QUE? –Eu grito depois de engasgar. Layne e Mike começam a rir.

-E o baixinho á seu lado... –Ele aponta na direção de Mike, pensativo. –Ele é apaixonado por mim desde que nos conhecemos, não? Desculpe por não lhe corresponder. Ou eu correspondo? –Sean olha para o outro lado com uma cara engraçada. –Cara, eu devo ser popular... Espera vocês dois sabem que estou ficando com os dois?

-V-você não tá ficando com Layne e eu... Você... Digo... Layne!

-O que você quer que eu faça? –Lay diz, em pânico.

E então Sean começa a rir. Ele gargalha bem alto e quase caí da cama. O médico se aproxima dele e meu irmão dá uma nota de 100 para ele.

-Cara, valeu pela colaboração. –Ele diz, ainda rindo um pouco e então se vira em nossa direção. –E vocês... Vocês deveriam ter visto as caras que estavam fazendo.

-Então você lembra quem somos...

-Sim, maninha.

-Você comprou um médico para pregar uma peça em nós...

-Culpado.

-E você está bem...

-Estou.

-E você encheu a cara hoje mais cedo e quase morreu. –Digo enquanto vou me aproximando da maca de Sean.

-Não por querer. Digo... A parte sobre quase morrer...

Dou um abraço apertado em Sean, me esforçando para não chorar. E então lhe dou um tapa.

-Mas que porra é essa? –Lay interroga confuso.

-Ignore, ela sempre faz isso. –Mike dá de ombros. –Toda vez que Sean é hospitalizado por alguma burrice leva um tapa. Exceto quando ele tentou suicido, nessa vez Alice lhe deu um soco...

-Suicídio?

-Você deve se acostumar Layne, ela faz isso com Mike e Jerry também. Então torça para que você não pare em um hospital. –Meu irmão diz, ignorando a pergunta de Layne.

-Vou tentar evitar. É bom ver que você tá bem cara, você nos assustou.

-Bem, minha cabeça dói, estou meio bêbado ainda, e meu rosto agora está formigando. Mas é, estou bem.

-Bem. –O médico encara Sean sério, e então olha para mim. –Bem, cuidados são necessários. A pancada realmente foi forte, então recomendo descanso e a administração correta dos remédios que indicarei.

-Ugh remédio. –Meu irmão diz, fazendo cara feia.

-E nada de álcool por um tempo. Você é muito jovem para destruir sua vida com vícios.

-Pode deixar doutor. Faremos ele seguir suas sugestões corretamente. -Layne diz, com cara de mocinho responsável.

Assino a papelada que dá alta para Sean e então os meninos e eu saímos do hospital. São 3 horas da madrugada, mas os repórteres e paparazzi ainda estão na entrada. Meu irmão sai de cabeça erguida, ignorando os flashs e perguntas irritantes.

E no final todas as perguntas irritantes são repetidas na coletiva de imprensa. Sean está sentado nos fundos em algumas cadeiras com os outros, a turma toda, incluindo o sumido do Jer. E eu estou encarando todos, sozinha. Eu decidi que seria assim.

-Então seu irmão não tentou suicídio? –Sally interroga. Pela terceira vez. Posso jogar o microfone na cabeça dela?

-Senhorita Sally, eu sei que seu raciocínio por vezes tende a ser bem lento, então por isso irei dizer mais uma vez, e dessa vez pausadamente. Sean-não-tentou-suícidio.

-E o que aconteceu então?

-Ele bateu a cabeça. Foi só isso.

-E o boato sobre ele estar sendo traído? É real? –Pergunta uma repórter loirinha.

-Como vou saber? Pergunte para a namorada dele, ela é a única que sabe.

-E você-

-Já disse que não responderei nada que não seja relacionado ao ocorrido ontem.

-E há planos para o futuro da banda?

- Sim. Férias. –Vejo meu irmão e os outros me olharem surpresos. -Viajaremos para o exterior. Todos estão cansados e não temos tempo para nada a não ser a banda e os fãs, os meninos merecem um descanso.

-E quando isso acontecerá. –Sally interroga muito curiosa para meu gosto.

-Bem... Daqui á alguns dias, tenho algo importante a resolver primeiro. –Sean me olha meio triste, ele sabe do que estou falando. O aniversario de minha filha está chegando.

-Alice... Férias? O Tony vai te matar... –Layne sussurra, assim que desço do palco e encontro eles e os outros.

-Cara... Foda-se. Férias. –Sean diz todo animado. Meu irmão não está bem e odeio vê-lo fingir que sim. Ontem mesmo ele estava se embebedando e quase morrendo por causa da Glória, duvido que isso tenha passado.

-Já decidiu para onde vamos? –Linn me interroga, animada.

-“Vamos”?

-Hey. As meninas e eu merecemos férias também.

-Hmm. –Bem, pelo menos se Linn for poderei bancar a cúpida para ela e Mike, como prometi á ele que faria. –Algum lugar em mente?

-Meu país natal, o Brasil. — Os olhos de Linn se iluminam enquanto ela sussurra bem baixo para que os repórteres não ouçam. –É um lugar lindo e quente. Bem diferente daqui de Seattle onde só chove.

-Podemos ver isso. –Sorrio animada enquanto abro a porta para sairmos.

E então meu sorriso se esvai. Glória está parada bem na minha frente. Ela está com cara de choro.

-Alice eu quero me explicar para Sean e... E para você.

-Não vai. –Olho para Sean que está com uma cara de choque. Glória tem sorte de ser uma garota, ou Sean já teria derrubado-a.

-Desculpe Glória, mas ele não quer falar com você agora.

-Mas eu quero falar com ele! –Glória me empurra e agarra o braço de Sean, que está completamente tenso e meio apavorado.

E eu termino perdendo a paciência. Puxo o braço da minha melhor amiga, obrigando-a a me encarar e lhe dou um soco.

Glória vai ao chão enquanto sinto os flashs das câmeras me cegando. Ótimo, porque tudo sempre pode piorar né?

Notas finais
Queria agradecer pelos reviews ♥
Sean está vivo. Não me matem u.u.
Alice demostrando que é a paciencia em pessoa cofcofcof.
E eu confesso que amo escrever Alice dando patadas em Sally. Pena que futuramente Sally vai... Bem, enfim q
Criticas, sugestões, ameaças de morte? XD