M.M - Minha Magia.
5 L.(...) - Obrigado!
Notas iniciais
L.(...)
Louis estava sentado na borda da fonte de uma praça. Era anoitecer, mas a cidade ainda estava clara. O rapaz esperava alguém muito importante; Adam. Eles se conheceram em Hogwarts. Adam era grifinório e jogador de quadribol. E Louis da Corvinal, relativamente popular e estava presente em todos os jogos da Grifinória. Mas a escola acabou e a vida começa a tomar rumos diferentes. E as deles tomaram um rumo juntas. Foi na formatura que Adam chamou Louis para um canto e um beijo aconteceu.
O rapaz sentado na fonte com a postura impecável e as pernas cruzadas, mexia em um celular tentado distrair o tédio da espera. De repente uma sombra o cobriu e ele olhou para cima. Encontrou um rosto machucado, um olho azul inchado e roxo e uma expressão de fúria.
— Adam! O que aconteceu? — Louis levantou de um salto e tentou levar as mãos ao rosto do namorado, mas ele afastou rudemente.
— Meu pai descobriu. — Ele disse abaixando os olhos.
— Descobriu o quê? — O louro ficou confuso com a situação e magoado por Adam não deixar lhe toca-lo.
— Sobre nós, Louis. O que mais seria? — Adam falou com agressividade fazendo o outro recuar assustado.
— Ele fez isso com você? — Estava horrorizado só de imaginar um pai machucando um filho daquela forma.
— Não... — Adam cuspiu irônico. — Você fez.
— O quê?! — Louis esganiçou indignado. Não entendia porque o outro agia daquela forma.
— Isso só aconteceu porque você me enfeitiçou com sua magia de veela.
Louis abriu a boca surpreso pelo que ouviu. Era muito ridículo. A magia de veela só era herdada por garotas e ele era homem. E de qualquer formas suas irmãs eram apenas descendentes da criatura. Assim Dominique e Victoria eram lindas, mas não enfeitiçava ninguém.
— Da onde você tirou isso? — Ele ergueu uma sobrancelha.
— Você ainda se faz de inocente. — Adam balançou a cabeça e olhava o rapaz de cabelos dourados com ódio.
— Por que está falando essas merdas? — Louis não recuou diante o olhar e sim o sustentou começando a sentir-se nervoso. — Você sabe que não tenho magia de veela. Deixe-me adivinhar está apenas repetindo as porcarias que o merda do seu pai falou.
— Não fale assim do meu pai, sua bixa! — Adam cerrou os punhos com raiva.
— Bixa? — Louis começou a rir alto.- Hipócrita. Sinto lhe informar, mas você também é.
Louis mal teve tempo de perceber o que aconteceria. Adam avançou com tudo na direção dele com os punhos cerrados. O primeiro soco foi no estômago e segundo no rosto fazendo ele cair no chão desorientado. Sentiu um chute atingir o peito e virou o olhar para cima. Adam pegava a varinha e apontava para ele preste a fazer qualquer coisa. Louis não conseguiu escutar a pronuncia do feitiço.
— Hey! — Uma voz aguda veio de algum lugar da praça — Se afaste dele ou chamarei a polícia!
— Não se intrometa. — O rapaz voltou a balançar a varinha.
— Polícia!!! Guardas!!! Socorro!!! — Louis virou o rosto na direção da voz e como imaginava encontrou uma garota.
Adam pareceu se assustar. Abaixou a varinha e saiu correndo sumindo entre as árvores. Alguns instantes depois Louis pode ver homens uniformizados correrem na direção que Adam sumiu.
— Você está bem? — A garota o ajudou a ficar em pé.
Ela era pequena, mas o rosto não era de criança. E tinha cabelos castanhos cortados na altura dos ombros de forma mal feita.
— Acho que sim. — Com a ajuda dela ele sentou na fonte segurando o estômago.
— Por que ele estava te batendo?
Louis não respondeu e sentiu os olhos encherem de lágrimas. Ele gostava muito de Adam e o olhar de ódio que recebeu dele fez seu coração afundar em um poço. Ele chegou a empunhar a varinha e realmente o machucaria se a garota não tivesse aparecido.
— Você é bruxa? — Louis olhou atentamente para ela. Não se lembrava dela em Hogwarts. Mas ela não parecia assustada por ter visto Adam começar a conjurar um feitiço.
— Não, mas minha irmã é. — Ela sorriu sem graça.
— Quem é sua irmã?
— Alice Brooks. Ela estudou naquela escola de magia na Escócia.
— Ah... — Louis fez um esforço, mas não se lembrou. — Acho que não conheci ela.
— Você é bruxo? — Ela perguntou sorrindo.
— Sou. — Ele ficou sem graça diante os olhos brilhantes da garota.
— Meu nome é Max. — Ela estendeu uma mão e o rapaz a pegou rapidamente.
— Louis Weasley.
— Quer ajuda para chegar em casa? — Perguntou vendo como ele ainda segurava o estômago.
— Não, eu consigo sozinho. Obrigado por... para-lo. — Louis forçou um sorriso movendo o maxilar dolorido pelo soco.
— De nada. — Ele levantou para começar a andar. — Você mora por aqui?
— Moro em um chalé depois das montanhas.
Eles estavam na cidade mais próxima do Chalé das Conchas. Era um lugarzinho pequeno e em grande parte habitado por trouxas.
— Vai escalar as montanhas nesse estado?
— Não. Eu vou aparatar — Por alguns instantes ele esqueceu que Max era trouxa e só depois de ter dito percebeu que talvez ela não entenderia. — É tipo teletransporte.
— Eu sei. Já vi minha irmã fazendo. — Ela desviou o olhar dele. — É que eu me esqueci que vocês podem fazer isso.
Max olhava para ele com os olhos brilhando. Louis começou a se sentir desconfortável por isso. Não que nenhuma garota antes tenha se apaixonado por ele. Em Hogwarts muitas se iludiram por seus cabelos dourados e olhos azuis. Ele até achava divertido quando acontecia, porque elas sempre ficavam boquiabertas ao descobrirem sua homossexualidade. Mas no caso de Max ele não achou divertido que acontecesse. Primeiro porque estava triste pelo ocorrido. E segundo porque ela o ajudou mesmo sendo trouxa.
— Em fim... Eu já vou. — Ele deu de ombros e começou a andar para o meio das árvores.
— Hey! — Max veio correndo atrás dele. — Você tem celular ou algo assim?
Louis virou e a encontrou olhando para chão. Mesmo à fraca luz do crepúsculo podia ver as bochechas dela corarem. Ele ficou desconfortável e olhou para os lados pensando um pouco se deveria ou não passar seu número para ela.
— Tenho. — Decidiu por fim a fazendo sorrir.
Max parecia ser uma garota legal. Louis nunca tentou um relacionamento com uma mulher antes. Desde sempre achava que sabia muito bem sua orientação. Mas depois do ocorrido com Adam decidiu que daria uma chance para aquela garota. Ela era bonita se desse uma ajeitada. E o mais importante parecia doce e simpática.
Ele deu seu número para ela e foi embora desaparatando entre as árvores.
Com o passar do tempo. Louis e Max até trocaram um beijo, mas não tinha como passar disso. O rapaz realmente não se sentiu atraído da forma necessária por ela. Max acabou percebendo e aceitou a orientação dele sem grande desapontamento. Viraram amigos. A moça passou a frequentar o Chalé das Conchas sendo muito bem recebido pelo Sr. e a Sra. Weasley. Ela não se incomodava com a magia e também não sentia inveja dos bruxos. Queria sim lá no fundo ser como eles, mas como não podia então aceitava sua sina de ser normal.
— O que você achou? — Louis a virou de frente para o espelho do quarto dele.
Max olhou sua imagem admirada. Ele havia arrumado seu corte de cabelo. Estava mais curto, porém bonito. Ela usava um vestido azul que ele havia ajustado com magia para ficar do tamanho certo no corpo pequeno. Ela não tinha muitas curvas, odiava isso em si mesma. Mas Louis disse que não era problema. Que ela era linda do jeito que era. E sempre haveria alguém no mundo para sentir-se atraído pela falta de curvas. A garota não tinha tanta certeza disso, mas o que ele lhe disse fez bem a sua autoestima.
— Adorei. Obrigada! — Max deu um abraço apertado nele. — Estou me sentindo uma atriz de tv.
Ela fez uma pose exagerada com as mãos na cintura. Ela era tímida e só fazia aquelas coisas na frente do amigo. Então eles riram juntos.
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