MIC 2
18 O melhor beijo
Notas iniciais
Capitulo 18 – O melhor beijo
Narrado por Lukas:
Não sei como descrever. Foi... foi o melhor beijo da minha vida. Ela me fez, me fez sentir leve, livre, nunca tinha me sentido assim num beijo. Nem no primeiro. Nunca tinha sentido aquela paz, aquela tranquilidade e ao mesmo tempo aquele desejo, aquela vontade, soltei seus braços e peguei em sua cintura, puxei-a para perto de mim e a colei no meu corpo, primeiro ela ficou com as mãos no meu peito como se não quisesse mas logo se entregou, pegou na minha nuca, me arrepiei, nunca tinha me arrepiado com uma mão na nuca, ela foi subindo a mão para os meus cabelos e eu comecei a viajar de prazer, era tão bom. Que beijo perfeito. Era diferente de todos, eu nunca tinha dado um beijo como aquele. Nunca. Paramos o beijo, mas nossas bocas permaneceram coladas, parece que do nada ela acordou de um sonho e me olhou assustada.
– Você... você...não devia... não podia ter feito isso! Não tinha o direito, Lukas!
Ela saiu correndo antes que eu pudesse dizer qualquer coisa.
O Vini voltou ali e não pude ir atrás dela.
– Porque a Isa saiu correndo? — Vini perguntou.
– Por que... porque.... eu beijei ela.
– Você fez o que? – ele me olhou quase rindo.
– Beijei, beijei ela. – falei ainda meio tonto.
– Não acredito... — ele riu. — e ela não gostou?
Vi que o Vini estava me zoando, e voltei ao meu normal.
– Que não gostou o que... ela amou, tenho certeza, está se fazendo de difícil... — ri.
– Seu cachorro, eu estava pegando ela... — Vini reclamou.
– Que pegando o quê... Ela te beijou para me deixar com ciúmes. — retruquei.
–Então ta né... mas pode esquecendo... eu vou pegar sua priminha, você pode pegar a Tina... — Vini disse.
Me deu vontade de quebrar a cara do Vini, como ele estava falando aquilo? Eue raiva, mas fiquei quieto, afinal eu não podia fazer nada... ela manda na vida dela... e pelo visto não tinha gostado nada do meu beijo.
– Tenho que ir embora Vini... da um tchau para o Pedro e para a Gio. — falei.
– Ta... até amanha cara.
– falou.
Saí dali e fui de carro para casa, mas sozinho, e antes fiquei dando umas voltas pela cidade, pensando no que o Vini tinha dito, pensando se a Isa tinha gostado ou não do beijo.... Depois fui embora porque lembrei que ela tinha saído correndo da praia... Cheguei em casa e fui direto para o quarto dela. Bati na porta.
– Isa, está aí? — chamei.
– Não.
– Não?
– Não.
Entrei no quarto porque ela estava lá... E estava com o pijaminha do bob esponja, sentada na cama com uma caixa de fotos, ela estava tão linda, mas vi que seu rosto estava molhado. Ela chorava.
– O que foi? – falei indo em direção a cama.
– Droga, Lukas! Eu disse que não tinha ninguém!
– E desde quando ''ninguém'' fala?
– Ah... – ela sorriu.
A Isa estava segurando uma foto com três pessoas, ela, outra garota e um garoto, parecia bem recente.
– Por que está chorando? — perguntei.
– Saudades. — ela disse.
– Hum... de quem? – perguntei.
– Meus amigos. – ela falou triste.
– Quem são eles? – apontei pra foto.
– Essa aqui é a Viví e esse o André. Ela é minha melhor amiga de lá, e ele... bem... ele...
– É seu namorado?
– Não... mas eu gostava dele, aí antes de me mudar para cá a gente ficou...
– E você ainda gosta dele? – olhei para o chão.
– Para falar a verdade... não... e acho que o que eu sentia por ele era aquele amor de adolescente, estou com saudades sim, mas da Viví... O André... não faz diferença, acho que nem era tão apaixonada por ele assim.
– Mas você não sentiu nada quando beijou ele?
– Nada de diferente, foi normal...
– Hum... E essa foto aqui? é linda, quem é essa menina de costas? Que gostosa, apresenta? — apontei para uma foto onde tinha uma garota em pé de braços abertos em cima de um precipício, ela olhava para cima, parecia se sentir em paz.
– A ''gostosa'' sou eu, bobão. Essa foto a Viví tirou, eu tinha uns 15 anos, e esse lugar é muito legal, a gente foi num passeio da escola.
– Ah, da essa foto pra mim? — pedi.
– Por que?
– Porque eu achei linda... – falei sem jeito.
– Ta, mas cuida dela, eu também amo essa foto. — ela sorriu.
– Vou por no mural que tem no meu quarto. — ri.
– Ah, eu vi, coloca lá. — ela sorriu.
– Me da mais uma?
– Para que?
– Me dá? Por favor? – falei fazendo carinha para ela.
– Ta... escolhe... – ela falou me dando a caixa.
Tinha tanta foto linda dela ali, ela sentada, em pé, deitada, com vestido, com a prancha, num balanço, na roda gigante, com um vestido preto muito sexy, de óculos, enfim, muitas fotos mesmo, escolhi a que achei mais linda de todas, ela estava no meio de um monte de flores amarelas, com os braços abertos, como se agradecesse a Deus pelo mundo, pela vida; seu sorriso era o mais perfeito, ela estava perfeita.
– Essa aqui. — peguei aquela.
– Ah, essa, eu amo essa foto, ela me traz paz. — Isa riu.
– é linda. — concordei.
– Eu não sei porque, mas sempre que eu tinha um problema, um medo, ou quando eu ficava triste, eu pegava essa foto e lembrava de tudo que pensei quando tirei ela, das coisas boas da minha vida, da sorte que eu tenho, dos pais que tenho, e principalmente, lembrava de tudo de bom que já tinha feito, de cada momento bom da minha vida. Cada sorriso, cada passo, cada atitude minha. Sei lá, eu gosto muito dessa foto mesmo...
– Agora é minha. — falei.
– Ta... eu te dou ela, mas vai cuidar né! — ele ameaçou e logo sorriu.
– Aham. Obrigado. — prometi.
– De nada. – ela sorriu.
– Isa... sobre o que aconteceu na praia... porque você saiu correndo? – ela me olhou um pouco assustada com minha pergunta.
– é que... sei lá... não sei o que deu em mim... Você não devia ter me beijado.
– Porque não?
– Porque não. Agora eu sou mais uma na sua listinha de garotas... e aposto que você vai sair contando para todo mundo que já me pegou e sei lá o que... – ela falou meio braba.
– Eu não vou falar nada, ok? Prometo. — falei indo para a porta. — Ah, e você nunca vai ser só mais uma na minha lista. — Falei e dei de ombros.
– Como assim? — ela perguntou.
– Nada... eu vou dormir ta... amanha é segunda.. — voltei até ela — e é seu primeiro dia lá na escola. — sorri.
– Ta... boa noite.
– Boa noite. – falei e passei a mão em seu rosto limpando a marca das lagrimas dela.
Ela sorriu.
– Dorme bem. — falei.
– Você também. — ela respondeu.
Saí do quarto dela e fui para o meu, tomei um banho e fui dormir.
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