MIC 2
43 Capítulo 43
Notas iniciais
Capitulo 43 – Presente de aniversario
Narrado por Isa:
Quinta. Levantei muito feliz, me arrumei e desci, minha mãe e meu pai ainda estavam tomando café.
– Bom dia, filha. — Minha mãe sorriu.
– Bom dia, amor. — Meu pai também disse.
– Bom dia família linda e amada. — falei abraçando os dois.
– Nossa... que felicidade... isso tudo por causa do Vini? — Minha mãe perguntou.
– Não, mãe... eu não estou mais com o Vini. — falei e sorri, aquilo não me incomodava, até me agradava demais.
– Hã? Como assim? Por quê? — meu pai perguntou.
– Porque ele me traiu, pai... ele estava me enganando. — falei.
– O que?! eu vou dar uma surra naquele moleque! — meu pai falou bravo.
– Mais do que ele já apanhou? Impossível pai... — dei de ombros e ri.
– Hã? Como assim? Quem bateu nele? — meu pai perguntou confuso.
– O Lukas. — sorri falando o nome dele.
– Sério? O Lukas... mas o Vini não era melhor amigo dele? E ele também não é todo metido a galinha? — Ele continuou com a conversa.
– Ér... é... mas... mas... – eu não sabia o que dizer e bem nessa hora o Lukas chegou na cozinha e me abraçou pelas costas.
– Mas a Isa é minha priminha e eu tenho que cuidar dela! – Ele sorriu e me deu um beijo na bochecha, depois sentou.
– Nossa... eu achei que vocês dois se odiavam... — meu pai falou segurando o riso.
– Para você ver, tio... — Lukas deu de ombros.
Eu fiquei com medo de que meu pai desconfiasse de alguma coisa, por sorte, minha mãe mudou de assunto.
– Você vai querer fazer uma janta ou uma festinha para os seus 17 anos filha? — ela sorriu.
– Ah, mãe... acho que não... a viagem da escola e a formatura estão chegando... eu nem sou tanto assim de festas de aniversário. — dei de ombros.
– Você quem sabe amor. — ela sorriu.
– Não quero não... – Eu sorri.
– Aniversário? Quando? Como você não me contou que ia fazer aniversário, Isa? — Lukas me encarou.
– É que eu não queria que ninguém soubesse. — dei de ombros.
– Mas eu tenho o direito de saber. — ele falou me olhando.
– Por que você tem direito de saber, Lukas? — meu pai perguntou com aquele sorriso no rosto.
– ér... é... porque a Isa é minha prima ora... – ele escapou.
– É sábado, Lukas. — minha mãe disse.
– Ah, mas então uma pizza pelo menos vai ter que sair, e a Gio e o Pedro tem que ser convidados né... São seus melhores amigos. — Lukas disse.
– Ok, comemos uma pizza então. — me dei por vencida.
– Sem querer excluir ninguém... mas vamos nós quatro para o shopping? Aí a gente come lá e olha um filme. — Lukas sorriu.
– Pode ser... — concordei.
Nos despedimos dos meus pais e depois fomos para a escola, combinamos com Gio e Pedro e eles concordaram.
O resto da semana passou logo e chegou o sábado, Gio e Pedro trouxeram umas roupas ali para casa, eles iriam pousar lá. A tarde ficamos na piscina e de noite fomos nos arrumar, Gio estava comigo no meu quarto e tirou um pacote da mochila.
– Amiga, não é o melhor presente do mundo, mas é de coração. — ela sorriu.
– Ah, não acredito! Eu nem fiz festa nem nada... não precisava sério. — falei e sorri.
– Fica quieta e abre logo. — Gio riu me entregando.
Eu comecei a abrir o presente e era um porta-retratos muito bonito, com fotos que tínhamos tirado desde que eu cheguei ali, nos dias na praia, na escola e tinha uma até do baile que fomos no morro. Um dos melhores presentes que eu já tinha ganho. Eram lembranças de momentos bons.
Nos arrumamos, eu coloquei uma calça jeans e uma blusa branca, meu tênis branco, make para shopping mesmo, nada de mais, Gio colocou uma calça jeans e uma blusa rosa, all star e make normal para uma noite no shopping. Descemos e os meninos estavam nos olhando.
– Me segura Pedro, ela é tão linda. — Lukas disse mordendo o lábio.
– Cala boca, cara, teus tios estão ali na cozinha. — Pedro riu dele.
– Nossa, ela é linda, linda!
Eles levantaram e nós saímos.
– Tchau gente, nós estamos indo. — falei alto.
– Tchau... boa pizza e bom filme. — responderam da cozinha.
Saímos e logo chegamos no shopping, a pizza estava uma delicia mesmo, a única coisa que estragou foi termos visto a Tina por lá, mas logo esquecemos aquela vadia e fomos olhar o filme HP 7. Foi demais. O fim de uma era o começo de uma lenda. Todos naquele cinema estavam enlouquecidos.
– Foi, demais! — falei..
– Ele é tão lindo! — Gio fez uma cara boba.
– Epa, vamos parando ai... eu sou mais lindo que ele. — Pedro disse com ciumes.
– Claro que é meu amor. – Gio deu um beijinho nele.
– Eu também sou mais lindo que ele né amor? – ele fez um biquinho pra mim.
– Claro que é, muito mais lindo. — eu ri.
– Eu quero um beijinho que nem o Pedro ganhou. — Lukas fez bico de novo.
– Aqui?
– Não, pode ser aqui... — Ele me puxou para um canto onde não passava tanta gente e me deu um beijo, deu até falta de ar.
– Ih... vai da casamento isso. — Gio zoou.
– Mas só depois do nosso. — Pedro beijou ela.
– Ah... o meu namorado não é o mais lindo do mundo? – ela deu um selinho nele.
– Não... o meu que é. – dei um selinho rápido no Lukas.
Voltamos para casa e Gio dormiu comigo no meu quarto, Pedro dormiu no quarto do Lukas.
Eu estava deitada na minha cama e ouvi um barulhinho na porta, Gio já estava dormindo, liguei o abajur vi que era o Lukas. Ele fez um sinal para eu ir ali nele, levantei na ponta dos pés e fui até a porta.
– Vem comigo – ele falou sussurrando.
– Aonde? – sussurrei.
– Vem...
– Mas eu estou de pijama.
– Pega uma calça ai. — ele sorriu.
Peguei rapidamente a roupa com a qual tinha ido para o shooping e vesti lá em baixo na sala.
– Não maltrata amor... Você só de calcinha na minha frente.. eu não aguento. — Lukas mordeu o lábio.
Ele chegou perto de mim e pegou na minha cintura, senti um arrepio percorrer o meu corpo.
– Para amor... pode chegar alguém. — falei.
– Ta... vamos logo então. — ele sorriu.
Coloquei a roupa e depois a gente saiu de casa, ele pegou a moto e empurrou até o final da rua, ai ligou e eu subi, Lukas me levou para a praia e nós fomos até a pedra grande. A lua estava cheia e linda.
– Nossa, como isso é lindo à noite. — falei sorrindo.
– é. Eu sei.
– Então você sempre traz garotas aqui? – olhei triste para o mar.
– Não. Você é a primeira que eu trago aqui. Eu sempre venho aqui a noite quando não consigo dormir.
– Hum... mas porque a gente veio aqui?
– é seu aniversário, esqueceu?
– Ah, é... — ri.
– Eu quero te dar isso aqui. – ele me estendeu uma caixinha.
Eu abri e era um colar lindo, o fio era pequeno prateado e tinha uma medalhinha com alguma coisa escrita dentro de um símbolo do infinito: ''para a dona do meu coração''.
– Lukas... é lindo... – eu falei com lagrimas nos olhos.
– Não tanto quanto você. – ele sorriu e me beijou.
O nosso beijo não tem igual. É só nosso. Cada beijo é como se fosse o primeiro.
– Eu te amo, amor.
– Eu te amo, minha menina.
Ficamos algum tempo ali na pedra ainda e depois voltamos para casa, fomos em silencio para nossos quartos e depois eu dormi.
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