MIC

33 Capítulo 33


Narrado por Manu:

Desci e depois o Lipe desceu também, eu estava sentada no sofá, ele veio e sentou ao meu lado.

— Eu mereço um cafuné? — Lipe fez cara de coitadinho.

Olhei para ele, ele estava com carinha de ''por favor, mamãe''.

— Só porque você foi meu herói! — ri.

Ele deitou em meu colo. Estávamos assistindo Tom e Jerry, comecei a passar meus dedos por entre seus cabelos, eu não conseguia tirar os olhos dele, ele estava de olhos fechados, lindo, perfeito, e eu fazendo carinho em seus cabelos, ele abriu os olhos e os seus foram de encontro aos meus.

Sorrimos e ficamos nos olhando.

— Você é linda sabia? — ele sorriu.

— Tá tirando com a minha cara Felipe? — fiz cara de brava.

— Calma, to falando a verdade! Você é linda! — ele sorriu.

— Sei. — olhei desconfiada mas retribui o sorriso.

— Ultima semana aqui contigo. ele me olhou.

— é... mas tu sabe né, tem o ano todo pra me aguentar ainda.

— eu sei, isso que me deixa feliz.

Eu sorri.

— Manu, segunda eu quero te levar num lugar... tá?

— Que lugar? Porque quer me levar e porque tem que ser segunda?

— Credo. — ele riu. — eu quero te mostrar um lugar que só eu conheço, acho que nem o Rafa sabe bem onde é... Quero levar você, porque sim, e tem que ser segunda por vai ser lua cheia e porque já perdi tempo de mais.

— Tá... mas você não vai vira lobisomem e me atacar né? — arregalei os olhos segurando o riso.

Ele me olhou desapontado.

— Eu to só brincando bobo fiquei com pena dele e dei um beijo em sua testa.

— Eu sei, fingi que tava triste pra ganhar um beijinho. — ele ainda teve a cara de pau de fazer cara de santo, esse safado.

— A é? Mentiroso! — ri.

Ficamos ali, eu fazendo carinho em seus cabelos e ele me olhando, logo Gabi e Rafa desceram.

— Hum... Manu fazendo cafuné no Lipe? — Gabi olhou confusa.

— Hum... não sei não... não era ela que não suportava um tal de Felipe amor? Rafa disse, eles riram.

— Pois é... — Gabi provocou rindo.

Joguei uma almofada nela.

— Cala boca. — xinguei e ri. — Isso é porque eu sou muito boazinha e como ele se machucou por causa de mim to agradecendo só!

— Ela não admite, mas me ama. — Lipe deu de ombros.

Gelei quando ouvi aquilo.

— Rá-rá, se acha né... — olhei sínica pra ele.

— Que progresso, pelo menos ela não disse que não... — Rafa provocou mais.

Olhei feio pra ele.

Ficamos ali falando merda e brincando, almoçamos e a tarde fomos dormir. Lipe estava cansado, eu também, Gabi e Rafa também mal tinham dormido. Dormimos e pelas 3 acordamos, estávamos no quarto do Lipe.

— Então? O que vamos fazer hoje? Temos que aproveitar muito essa semana... porque é a ultima... — Gabi disse.

— O que vocês querem fazer? — Rafa perguntou.

— Hoje a tarde a gente podia jogar alguma coisa e a noite podíamos ir naquela galeria, onde tem o cinema e comer alguma coisa lá... só sugestão... — falei.

— Eu topo, a gente nem passou na sala dos jogos aquele dia né cara. Lipe olhou pro Rafa.

— Pior que é mano... Vocês vão cai de bunda, muito legal aquele espaço, é bem grande e tem pista de skate, um lugar pra escalar e umas coisas assim... — Rafa concordou.

— To indo pro banho então... — Gabi foi levantando.

— Calma sua louca, a gente vai só de noite... — falei.

— Ah, é... — ela fez bico.

A tarde começamos a jogar cartas, a Gabi e o Rafa contra eu e o Lipe. A gente ganhou... Já era de noitinha e fomos tomar banho. Entrei no banho, saí logo, coloquei uma calça jeans, uma blusinha branca e um colete xadrez por cima, coloquei também meu all star preto, amarrei o cabelo em rabo de cavalo, tinha ficado bem bonita, até eu me admirei... Gabi veio terminar de se arrumar ali comigo, ela estava de calça, blusa branca e um casaquinho azul. Descemos eu e ela e os meninos já estavam no sofá nos esperando. Rafa sussurrou alguma coisa pro Lipe e Lipe sussurrou de volta.

— O quê que vocês tão fofocando ai? Posso saber? — Gabi perguntou.

— Eu disse pro Lipe que tu tava muito linda e eu ia ter que ficar de olho em ti. — Rafa puxou saco.

— Otioti amorzinho. E o que o Lipe falou? — Ela nem é curiosa, imagina.

— Nada de ti amor. — ele disse.

— Foi de mim então? — fuzilei o Rafa com os olhos.

Ele olhou pro Lipe com cara de ''desculpa te entreguei''.

— I... convencida ela... — Lipe se escapou.

Fiquei com vergonha, afinal porque ele ia fala alguma coisa de mim... só se eu tivesse com o cabelo despenteado ou sei lá.

Saímos e fomos pra cidade, chegamos na galeria, entramos e pegamos o elevador, a gente tava descendo. Estranho.

A sala que os meninos tinham falado era realmente enorme e era no subsolo, muito louco. Tinha a tal pista de skate, um paredão pra escalar, tinha um labirinto, mas ele era gigante, devia ter 2 de altura, porque tu entrava dentro dele e tapava a cabeça completamente, ninguém enxergava ninguém, tinha também vários videogames, plays, e outros aparelhos eletrônicos e varias mesas, puffs, sofás, etc, onde podia-se descansar, aquilo era como um mini parque de diversões, super legal. Eu e a Gabi estávamos super encantadas com o lugar... Parecíamos duas criancinhas... e a gente se matava rindo ainda.

— Isso é muito legal! — ela disse entusiasmada.

— Nem fala, é demais mesmo! — concordei.

— Vamos pro labirinto? Amor, você vem comigo e a Manu vai com o Lipe, se não vocês vão se perder da gente. — Rafa disse.

— Vamos então. — Gabi concordou.

Eles entraram por um caminho e eu e Lipe fomos por outro, ele pegou na minha mão e me guiava, toda hora pessoas passavam por nós, mas todos eram adolescentes da nossa idade mais ou menos, uma hora quando eu e Lipe olhamos para a frente, a gente parou, parecia ser o tal cara da boate, com quem o Lipe tinha brigado, claro que deu medo, afinal tinha mais três caras com ele e uma garota. A gente não sabia se o cara lembrava do Lipe ou de mim, nem se ele iria querer revanche... O cara virou e estava vindo em nossa direção, Lipe me agarrou e começou a me beijar, escondendo nossos rostos dele. Que beijo, estávamos sob pressão e sob muito medo, afinal três contra um é uma covardia bem grande. Ele estava chegando até nós.