MARVEL: Legião Vermelha

21 Heróis dos heróis - parte 1


Notas iniciais
VOLTEI!!!! Galera, me desculpem pela enorme demora. Eu avisei na página do face da fic, porém alguns podem não ter lido e o que aconteceu foi o seguinte: Eu estava quase acabando uma das minhas fics aí foquei nela para acabar logo (só faltavam 3 capítulos, não demoraria tanto assim...), porém eu estava tendo muito branco pra escrever esse final aí não estava conseguindo escrever, o que resultou na demora tanto em "Legião Vermelha" como em "Slenderman: Beginning". Então, me desculpem, galera, por não ter avisado antes, mas é por que eu não esperava que fosse demorar tanto assim ç_ç Bem, aproveitem o capítulo o/

Para ajudar a entender o capítulo (já que demorei muito pra postar) releiam o capítulo 15#: Valete de Copas — O Manipulador, 16#: Ás de Espadas — O Assassino e 17#: Rainha de Ouros — A Sedutora. Apenas para os que não lembram o que rolou.

–------------------------------------------------------------------------

Mike

Mais um dia no colégio e Jenny faltou de novo. Ela continua mal com o que aconteceu na biblioteca, pelo visto. Eu não ouvi bem a conversa, mas tenho certeza que alguma coisa que aquele desgraçado falou pra ela a deixou muito mal e deve ter sido algo bem pesado pra ela ter ficado tão frágil daquele jeito. A conheço desde que éramos crianças, então sei que ela não fica naquele estado por qualquer coizinha, na verdade, NUNCA a vi daquele jeito.

Mary: Ei, Mike. Como a Jenny tá? — Mary me perguntou enquanto o professor estava distraído dando a aula.

Mike: Acho que ela ainda está mal. Não veio hoje.

Mary: Hum... Tou meio preocupada.

Mike: Você não é a única...

Mary: Eu até queria visitá-la, mas com as provas semana que vem meus pais não me deixam sair pra canto nenhum.

Mike: Entendo, mas não se preocupe, vai ficar tudo bem.

Não falei pra ninguém que o motivo de ela não estar indo ás aulas é por causa do que aconteceu com o tal do "professor" Jack (por que todo Jack é um cara perigoso ou do mal?!), que aliás, depois daquele dia, sumiu do mapa. Pra quem me pergunta sobre a Jenny, já que moro perto da casa dela, eu só digo que ela está doente.

Pros pais dela, eu admito que eu não sabia o que dizer quando ela estava naquele estado. Eu queria que Jenny ao menos me contasse o que aconteceu de verdade pra eu poder ajudar, mas ela não quis. Nem tentei forçar a barra, ela estava mal de mais... Acabei falando uma "meia verdade" pros pais dela, que um homem se passou por professor e ao invés de ajudar só a fez mal, porém, não falei que havia "algo a mais aí". O que será que ele sabe sobre Jenny que resultou em ele deixá-la daquele jeito?

Terminou as aulas e voltei pra casa, me despedindo da Mary e do Jonnhy, prometendo que avisaria caso Jenny estivesse melhor. Talvez seja melhor eu parar de enrolar e perguntar logo pra ela o que estava acontecendo. Somos melhores amigos a anos, sei que posso contar com ela e ela sabe que pode contar comigo.

Cheguei lá e foi a mãe dela quem atendeu. Hoje é o dia de folga do pai dela, então era possível avistá-lo na sala também.

Megg: Olá, Mike.

Mike: Oi, eu de novo para incomodar,huhu. Como a Jenny está?

Megg No quarto... Tentei falar com ela faz uma meia hora, mas ela não quis conversar.

Peter (pai da Jenny*): Como vocês são amigos a anos, talvez você possa tentar.

*Not! Não é o Peter Paker :v kkk*

Mike: Vou fazer isso. Com licença.

Entrei e subi as escada em direção do quarto dela. Bati de leve na porta:

Mike: Oh, Jenny, é o Mike. Eu sei que você ainda não tá legal com tudo o que aconteceu, mas você tem que falar comigo, por favor, estou preocupado.

Não houve resposta.

Mike: Seja o que for, não vou falar pra ninguém. Você sabe que quando prometo essas coisas jamais descumpro.

Ainda nada.

Mike: Jenny?

Abri a porta de imediato. Mas que merda! Ela não tá aqui e a janela tá aberta! Descia rapidamente as escadas.

Mike: A Jenny fugiu!

Megg+Peter: O QUÊ?!

Mike: Ela não está no quarto, não tem nada lá, só uma janela aberta!

Megg: Ai meu Deus!

Peter: Pra onde ela poderia ter ido?!

Mike: Tentem ligar pra ela, pra polícia, não sei! Ela sem dúvida saiu faz menos de meia hora, então não deve ter ido muito longe, vou achar ela!

Saí correndo da casa. Droga, Jenny, onde você está?! Será que aquele homem a induziu a fazer esse tipo de coisa? O que você vai fazer?

Leon

Depois de ter aturado uma maratona de provas (quatro em um dia! Morri!), dei uma passada na casa do Tony. Depois do que aconteceu, meus pais o acolheram lá em casa, mas ele não ficou lá muito tempo, ele não queria... Acabou voltando a morar naquele apartamento, porém, por sorte, o pai dele antes de morrer tinha um dinheiro extra, então dá para ele se sustentar até achar um outro lugar mais barato pra morar e um trabalho.

Que merda, cara, agora que ele não tem família nenhuma vai ter que se virar, e o ruim é que ele nem quer ajuda. Não o culpo, ele está muito mal com o que aconteceu, além da perna dele ainda estar um pouco ruim.

Aliás, acabou que a perna dele não quebrou naquela luta, foi só uma torção. Mesmo assim, ele não vai poder lutar contra o crime por alguns dias, bem que ele não está nem se importando com isso, tou preocupado.

A porta estava trancada e era possível ver através do buraco da fechadura, então isso indica que ele não está aí, já que sempre quando tem alguém e a porta está trancada a chave está na fechadura. Sei onde ele pode estar então... Saí e fui direto em direção do nosso prédio abandonado e bingo, lá está ele. Tony tava largado no chão e ofegante além de suando pra caramba e coitado do nosso boneco de treino...

Ele tinha uma expressão de irritação.

Leon: E aí, cara?

Antony: E aí... DROGA, MERDA! — Ele falou a última frase socando o chão.

Leon: Se você treinar desse jeito vai acabar se matando. Ou terminando de dar um jeito na sua perna.

Antony: E o que isso importa?! Arf... Tudo aquilo... O meu pai não teria morrido se eu não tivesse perdido! Ele não teria morrido se eu não fosse um idiota! Ele não teria morrido se eu não tivesse sido tão burro em fazer o Devil, parecido com o DAREdevil! O Às, e o filho da puta que o contratou vão pagar! ELES VÃO PAGAR!!

Leon: Cale a boca!! Você faz ideia do que está dizendo?! Você não tá agindo direito e não tá raciocinando direito! Se liga! Não vá inventar de fazer coisas que possa se arrepender depois!

Antony: Como você quer que eu fique? Meu pai morreu por que não fui forte o suficiente...

Ele se sentou e pôs as mãos sobre a cabeça. Sei que ele está muito mal com isso, mas ele não pode agir assim. Ele não pode deixar que isso permita-o fazer besteira.

Leon: Ei, você só tem que esfriar a cabeça. Ficar se culpando e agindo dessa maneira não vai resolver nada.

Antony: Tá, ok...

Leon: Mudando de assunto, conseguiu arrumar um trampo?

Antony: Meio que sim, vou começar amanhã. O Salário dá pra me manter, mas pra pagar o apartamento e as contas fica meio apertado, vou ter que me mudar.

Leon: Saquei. Eu te ajudo nas pesquisas.

Antony: N--

Leon: E nada de recusar minha ajuda! Pare com isso! E se precisar ir pra minha casa passar uns dias você vai sim, nem que eu tenha que te amarrar num saco e te arrastar!

Antony: Ok, ok.

Leon: E se você fizer merda, dou na tua cara.

Exagero? Sim! Mas é o jeito pra colocar alguma coisa nessa cabeça dura do Antony.

Antony: "Medo".

Leon: Ok. Tenho que ir pra casa, mais tarde passe lá, pra gente jogar, ver um filme, qualquer coisa. Não quero te ver assim.

Antony: Entendido. E obrigado por tentar aliviar minha situação.

Leon: Tou aqui pra isso. — falei dando um soco no ombro dele.

Joshua Cater

É meio complicado resumir o que aconteceu nos últimos dias mas é um tanto hilário eu novamente encontrar o meu sobrinho novamente num hospital após um acidente. Não sei se é sorte ou azar da parte dele. O seu apartamento explodiu, mas ele foi encontrado somente com algumas queimaduras em boa parte do corpo. Não passou nem dois dias e ele já havia acordado, mesmo assim, ele me devia explicações. Por que o apartamento dele explodiu?

Ele havia me deixado uma boa quantidade de dinheiro quando partiu, mas jamais o gastei, até agora, para que a polícia considerasse que o motivo da explosão era apenas vazamento de gás. De qualquer modo, sei bem que não foi meramente por isso. Não duvido de até hoje ele odiar o Rei do Crime, de repente surge, além de outros dois, alguém que posuí alta habilidade com arcos e flechas e combate o crime. Seria "muita coincidências" além disso o apartamento dele ter explodido. Inimigos sendo eliminados com a morte é algo que o Rei do Crime encomendaria. Foi assim que meu irmão morreu.

No dia que ele acordou já foi recebido alta, então ele está morando na minha casa no momento, até arrumar um outro lugar para morar. Aguardei essa manhã ele acordar. Não vou deixar isso passar. Sou surdo, não com alzheimer. Ouvi de repente ele rindo e dizendo coisas como "sai de cima de mim". Pelo visto, o meu labrador, Calvin, foi acordá-lo. Ele atravessou o corredor e logo me viu com aquela minha típica expressão séria, ele sabe muito bem que "coisa boa que não é".

Ben: "Bom dia", pra você também...

Joshua: Não finja que eu estou com cara de quem não quer saber de nada.

Ben: *suspiro* O que você quer saber.

Joshua: Que tal a verdade? Você sabe que seus pais morrerem por causa do Rei do Crime, a anos você treina habilidade com arco e flecha, de repente surgiu um arqueiro que combate o crime e esses dias sua casa explodiu. Paguei para que as outras pessoas considerem a desculpa de vazamento de gás, esperado, já que o prédio é um pouco antigo, mas sei que não foi isso. Me diga, você é o tal arqueiro que está lutando contra o crime nessa cidade? O Rei do Crime mandou alguém para te matar?

Ben: E o prêmio de "Detetive do Ano" vai para...

Joshua: Pare de gracinhas...

Ben: Sim. Sou o Arqueiro. O Rei do Crime contratou um grupo de mercenários, as "Cartas", e uma mulher sedutora foi até mim, provávelmente iria aproveitar o momento de sexo pra me esfaquear. Como eu não caí na dela, a opção que ela usou foi explodir umas bombas que ela escondeu.

Joshua: Resumindo, sua viadagem te salvou.

Ben: Eu já disse que não sou gay, porra!!

Joshua: Abaixe o tom comigo. Gay, assexual, bi, pan, tanto faz, não ligo pra sua opção... Você está vivo e é o que importa. Porém, essa história de arqueiro... O que está querendo provar? Vai usar isso como vingança? Matar o Rei do Crime quando tiver oportunidade?

Ben: Claro que não... Sei que se eu o matasse, poderia causar um problema maior, assim como foi quando o Wilson Fisk morreu. Apenas quero que a justiça seja feita, que o mundo saiba a pessoa que ele é.

Joshua: E quando você conseguir isso? Parará de combater o crime?

Ele se calou. Foi o que pensei...

Joshua: Você já é adulto e já tem idade pra decidi o que fazer. Apenas espero que faça as escolhas certas.

Ben: Entendi.

Clavin ficou passando por sua perna e ele foi acariciar o cachorro. Ele quem o achou quando era criança e ainda um pouco mimado. O pobre cão não tem uma das patas, mesmo assim ele quis ficar com ele, inclusive tentou escondido juntar uns trocados para comprar uma prótese pra ele. Ben tenta agir de maneira dura, mas tem bom coração.

Ben: Mesmo assim, ainda possuo umas dúvidas. Meus pais morreram comigo ainda criança e a herança do meu pai, o dinheiro, a empresa e etc, eram para ser dados a mim, mas eu não podia ter por ser menor de idade. Você é meu tutor, então devia ficar contigo até que eu pudesse ter posse... Por que você nunca ficou com a empresa nem o dinheiro?

Joshua: Pelo mesmo motivo que não gastei a parte do dinheiro que você me deu. Prefiro ter o que consigo com o meu próprio suor. No tempo que você não tinha idade deixei o comando para os sócios do seu pai e eles fizeram uma boa administração. Então, quando você atingiu a maior idade, ficou tudo para você e pronto. Além disso, você era uma peste por ser um riquinho que tinha tudo que queria. Nem morto eu iria assumir o dinheiro e as riquesas pra você continuar numa vida de luxos e seu mimo evoluir para arrogância.

Ben: É... Admito a possibilidade de arrogância, caso eu não soubesse que para ter as coisas é preciso se esforçar e não simplesmente querer.

Joshua: Ao menos isso você aprendeu.

Ben: E o aparelho ainda funciona bem? — Ele falou apontando para a orelha.

Joshua: Sim.

Ben: Que bom...

Tenho um leve problema de audição, mas o aparelho auditivo me ajuda a ouvir bem. Acabei perdendo a audição devido um acidente de trabalho.

Joshua: Olha, vou querer cada detalhe depois dessa. Se você disse que são "Cartas", suponho que tenha um "baralho" inteiro sobrando.

Ben: Prevê que se descobrirem que estou vivo vão tentar me matar?

Joshua: Bingo.

Ben: Tenho nada a perder te falando sobre essas coisas, então ok...

Notas finais
Esse capítulo será dividido em duas ou três partes, ok? Jenny sumiu, Antony tá muito p*** com o que aconteceu e Ben tá um pouco ferrado, rsrs. O que pode dar errado? Quais são suas teorias do que chegará a acontecer? Ah! Se alguém gosta de histórias de vampiros (não do tipo "fadinha romântica", digo, que mata mesmo u_ú) e de investigação policial, deem uma olhada em Vampire Killer. Tou considerando em retomá-la o/ Até o próximo capítulo :3