MAMA

4 Capítulo III


Notas iniciais
Comentários nas Notas Finais. Boa leitura!♥
PS: Recomendo que escutem 30 Seconds To Mars - Hurricane ao ler este capitulo!*O*

A passos apressados caminhava pelas ruas escuras daquela cidade. Não devia estar ali, não naquela hora e naquele lugar. Sentia como se algo o seguisse,podia sentir como se fosse observado. As mãos suadas e ansiosas enterradas nos bolsos da calça jeans que usava a respiração entrecortada... Tudo denunciava seu medo!


− Droga!_Praguejou ao tropeçar quase indo de encontro ao chão. Ergue-se batendo levemente em sua roupa. Mordeu o lábio olhando para traz.


Porque ainda tinha a sensação de estar sendo seguido?


Voltou a andar com passos apressados. Estaria morto assim que chegasse ao seu destino, não era do combinado se atrasar assim. Virou a esquina da rua escura suspirando em alivio quando a luz bateu contra seus olhos.


− D.O..._Aquela voz.


Parou de andar aos poucos ao ver o corpo surgir entre a fumaça recém projetada. Aquele sorriso, o jeito de andar... Kai era mesmo um pecado a ser cometido!


− Já esta na hora de voltar, Suho hyung precisa de nós!_Ah como adorava a voz melodiosa do mais novo.


Não sabia como ou quando, mas agora, bem a sua frente se encontrava o garoto de cabelos negros bagunçados. Um sorriso sapeca brincando em seus lábios. Era uma criança... Sua bela e brincalhona criança!


− Porque me encaras tanto, hn?_Acordou de seus devaneios ao ouvir a pergunta soa-lher de um modo tão provocativo. – Sou tão atraente para prender a atenção do Hyung desta forma?


− Sempre tão cheio de si..._Sussurrou fechando os olhos ao sentir o toque frio dos dedos finos em sua face.


Pode escutar a risada debochada do outro e ao mesmo tempo pode sentir seu corpo sendo agarrado firmemente para logo após ser transportado para parede mais próxima onde fora piamente prensado. Os lábios carnudos passeando calmamente por sua bochecha, o sorriso no canto dos lábios ainda presente. Ofegou quando sentiu uma mordida sendo desferida em seu pescoço branco. Aquilo certamente lhe deixaria marcas.


− Jong In..._Gemeu baixo o nome do mais novo. Como podia ser tão submisso para com aquele. Era tão idiota ao ponto de deixar com que ele lhe tocasse daquela forma depois do que vira.


Abriu os olhos instantaneamente ao lembra-se do ocorrido a tempos atrás. Os lábios do mais novo a centímetros dos seus. O empurrou com todas as suas forças. Força essa que não era pouca.


Riu baixo ao ver o corpo do maior jogado ao chão a alguns metros de si. Desencostou-se da parede desamassando suas roupas. Com um sorriso triunfante seguiu ate o mais novo parando frente ao mesmo, os olhos raivosos, o corpo apoiado em seus cotovelos... Sim, ele estava furioso!


− Pouco me importa esta sua cara furiosa Jong In._Colocou-se acima do mesmo ainda de pé. – Não se lembra do que fez, ou melhor, do que me fez?_Riu baixo ao ver a expressão confusa de Jong In. – Você lembra o sabor dos lábios de SeHun,o cheiro de sua pele...Os gemidos dele?


− KyungSoo...


− CALA A BOCA._Gritou. Seu pé batendo fortemente contra o chão o afundando gradativamente. – O que acha que sou... Um brinquedo Kim Jong In?_Riu nervoso. – Se você acha que eu continuo sendo aquele bobo apaixonado que corria atrás de você, esta muito enganado._Se afastou. – Eu cresci, assim como você deveria crescer...


− Esta agindo como uma passiva traída..._Insolente. – Nós nunca tivemos nada que me prende-se a você, então não perca seu tempo agindo assim, porque isso só faz com que eu tenha mais certeza de que por traz disso tudo a única coisa que lhe resta e sofrimento._Sorriu. – Patético!


Passiva traída... Como ele podia ser assim, tão frio... Egoísta!


Abaixou a cabeça cerrando seus punhos. Maldito dia em que fora se sentir atraído por ele, maldito o dia em que tocou seus lábios nos dele. Mordia seu lábio fortemente, tamanho era a vontade de esquecer tudo isto, apagar tudo. Realmente, estava agindo como uma mulher traída, que apesar de tudo não se conformava de ter sido traída pelo homem amado. As lagrimas teimosas formando-se em seus obres escuros procurando uma única razão para escaparem de sua prisão.


− Você não passa de uma criança birrenta Jong In..._Sussurrou erguendo sua face o encarando. – Uma criança idiota, malcriada que acha que sempre terá tudo e todos aos seus pés, mas nem sempre será assim!_Sorriu amargurado. – Mesmo depois de tudo isso eu continuo te amando, mesmo depois da humilhação eu continuo sentindo o mesmo amor ridículo por você Jong In..._As lagrimas banhando seu rosto traçando um caminho sôfrego. – E-eu... Eu irei guardar esse sentimento aqui._A mão direita tocando o peito aonde se encontra o coração. – Espero que um dia você abra seus olhos, que deixe de ser assim, tão cego... Que perceba que eu realmente te amo e que poderia te fazer feliz!


E assim ele se foi. O coração despedaçado deixado para traz. As lagrimas salgadas sôfregas cessando, o sorriso desaparecendo... O coração voltando aos poucos a bater novamente!


-x-x-x-x-



Os corpos reencostados as mesas demonstravam impaciência. Há quanto tempo havia mandado Kai atrás de D.O?


Suspirou olhando o garoto a sua frente, Baekhyun parecia bem mais entediado que a si mesmo. Logo após pode visualizar a fumaça branca, aquilo era um aviso de que haviam retornado, mas tão qual foi logo sua surpresa ao constatar de que em vez de dois corpos, somente um estava presente.


− Onde esta KyungSoo?_Perguntou erguendo-se ficando frente a frente ao mais novo.


− Ele não quis vir..._Sussurrou.


− Como assim ele não quis vir?_Disse exasperado. – Sabe o quão importante e esta reunião entre-nos?


− O que queria?_O encarou. – Que eu o jogasse nas costas a força e o trouxesse para cá?_Elevou o tom de voz conforme sua paciência diminuía.


− Jong In..._Escutou a voz calma de Baekhyun o chamar. – O que houve hn?_Suspirou, como ele poderia saber de algo?


− Não houve nada Hyung._Sussurrou ao meio aos dois homens.


− Claro que houve algo, você esta irritado e..._Sentiu o corpo magro próximo ao seu. – Seu rosto esta levemente machucado assim como suas roupas estão sujas de terra!_Concluiu o menor tocando seus dedos no ferimento de Kai. – Vocês... Brigaram?


− Só nós desentendemos, nada mais que isso!_Tentou sorrir de uma forma que lhes passa-se confiança... Algo em vão.


− Vá Kai..._Disse SuHo. – Irei atrás de KyungSoo!


-x-x-x-x-



Mais uma vez ele estava ali sentado naquela cadeira envolto daquela imensidão que era aquele deserto. O vento acolhedor fazia com que suas madeixas castanhas se espalhassem por seu rosto. A respiração calma, os pensamentos voltados a uma única pessoa. Como pudera o trair por tão pouca coisa?


Maneou a cabeça para o lado escondendo seus obres por de traz dos fios lânguidos. As lembranças o corroendo aos poucos, o sorriso infantil, as expressões calmas... LuHan lhe fazia tanta falta!


FlashBack On :

− SeHun..._Pode escutar a voz abafada do menor em seu pescoço.

− Diga...

− Eu... Bem..._Ela não via, mas sabia que LuHan mordia o lábio tentando tomar coragem para dizer o que estava preso ali,em sua garganta.

− Você...?_Incentivou o maior sorrindo enquanto afastava os corpos desprovidos de nenhuma roupa, somente o fino lençol que os protegia.

− Promete nunca me deixar?_Os olhos grandes agora brilhantes. Tudo isso o fascinava.

− Porque isto agora, hn?_Tocou as maçãs coradas.

− Só responda, por favor...

O que poderia dizer? Nunca teria coragem de deixar aquele garoto que mesmo sendo mais velho que si parecia tão frágil... Tão vulnerável sem a sua proteção!

− LuHan..._Chamou o outro o mirando nos olhos. – Eu nunca vou lhe deixar, eu sempre estarei aqui..._Tocou com seus dígitos bem em cima do coração do menor. – Eu te amo... Amo tanto que não tenho nem palavras para descrever o quanto estar ao seu lado me faz feliz!_Sorriu ao sentir o pequeno coração bater descompensado.

As lagrimas de felicidade banhando o rosto de seu pequeno LuHan.O sorriso tímido que se formara em seus lábios macios.Um leve selar próprio para uma promessa.Como poderia deixá-lo algum dia?

FlashBack Off.

Como pode ser tão egoísta ao ponto de prometer algo que não pode cumprir?Claro, ele não sabia, mas isso não importava agora, o que importava era o que fez o outro sentir... O que ainda o faria sentir! Mordeu o lábio forçando as lagrimas dolorosa a ficarem presas em seus olhos, não as derramaria. Ele não gostaria disto.


E mais uma vez ele não estava sozinho, pode constatar isto ao olhar para frente onde se encontrava aquela silhueta tão bem conhecida. O moreno sorria, minimamente, mas ainda não deixava de ser um sorriso travesso... Maldoso!


Encarou seus obres negros perdendo-se naquele abismo que eram os olhos de Kai. A fumaça recém criada sendo levada pelo vento que aumentara gradativamente com a chegada do outro, o que fizera com que seus nervos despertassem.


Pensou em dizer algo, mas seus lábios não se mostravam tão bem dispostos a começar um breve dialogo com o moreno. Pensou em ergue-se, tocar-lhe a fronte, mas seus músculos se retesaram de tal maneira ao obrigar-lhe a ficar no mesmo lugar.


Tudo a sua volta parecia que havia sumido... Assim como Jong In que mais uma vez o deixara ali, abandonado com seus problemas... Somente ele e aquela frágil borboleta!


-x-x-x-x-



− MAMA..._Sua voz soando em um grito agoniado.


Novamente ele estava ali, naquele maldito pesadelo. O corpo debatia-se novamente, cada vez mais forte... Mais aterrorizado.


− MAMA... Ajude-me, por favor...

O rosto era fortemente prensado contra o travesseiro macio. Os dedos novamente ficando brancos pela força que era imposta naquele aperto nos lençóis. As pernas arrastando-se agoniadas pela cama, a bagunçando cada vez mais.


E novamente aquela risada ecoava em seu subconsciente.


− Tão frágil, tão... Ingênuo!_Aquele sorriso maléfico que passara a lhe assombrar. – Ela não pode lhe ajudar..._A voz ficando cada vez mais perto. – Só lhe resta sofrer igualmente como ela..._A fumaça lhe sufocando. – Morrer pouco a pouco assim ela..._Dedos gélidos o tocando nas maçãs pálidas de seu rosto. – Se entregue a mim criança, faça como ela fez... Deixe seu coração apodrecer!

Gritos... Gritos de terror. O corpo novamente encontrava-se sentado na cama de solteiro. A respiração ofegante, os olhos saltados, assustados. A pele clara suada fazendo com que os fios cobre grudassem em sua testa. Por que aquilo estava o atormentando assim?


Respirou profundamente ao levantar-se da cama seguindo rapidamente para a porta negra a abrindo. Adentrou o pequeno cômodo escuro, agora iluminado parcialmente por uma única fonte de luz. Parou ao centro do quarto fechando os olhos para assim, quem sabe, se concentrar. Tempo depois, ao sentir-se confortável, o mesmo se encontrava mexendo calmamente seus dedos trazendo as esferas ate si.


Aquela sensação ruim apoderando-se do seu ser novamente. Uma vontade intensa de vomitar tomando-lhe conta do estomago, a pressão caindo rapidamente. Os dedos trêmulos não deram conta de manter o contato, fazendo assim com que algumas esferas fossem de encontro ao chão... Todas menos uma.


A silhueta da árvore da vida podia ser vista, assim como o manto negro que a cobria. O coração que um dia fora límpido, agora se encontrava imaculado. A esperança que todos tinham sumia aos poucos.


Tudo graças aquele... Que lhe sorria tão assustadoramente.


Notas finais
AMOREEEES!!!TOT
Desculpaaa mesmo...Eu me atrasei bonito,mas eu tenho um bom argumento.Sabe...Eu fiquei sem ideias,tive que ler,apagar,reler e escutar MAMA umas mil vezes para ter um fio de ideia.Escrevi o capitulo tudo ontem e só agora que pude vir postar...Bom,me perdoem novamente,prometo não me atrasar!
Kisu!♥