Médico Sujo
16 Bônus!
Notas iniciais

Após saírem da prisão, os dois rapazes foram ir ver o local onde Trafalgar passaria a viver e Luffy levava consigo uma mala cheia de livros. Era um hotel, bem simples, mas Law simplesmente não admitiu aquele lugar e começou a discutir.
– Mas que merda significa isso, Luffy?
– Ué, não gostou? Foi o que deu pra arrumar com o dinheiro que me deram.
O prédio parecia ser bem antigo, velho, literalmente caindo aos pedaços. Não passava de um hotel meia boca que tinha um cheiro insuportável e as paredes mal eram pintadas. O chão também estava quebrado.
– É nesse treco sujo que você quer que eu more? Tá brincando, nem pensar! Eu simplesmente me recuso!
– Você tá julgando o livro pela capa, Torao. Pelo menos dê uma chance! Olha, vamos entrar.
Entraram e logo deram de cara com o que parecia ser o gerente do local. Era um homem alto, gordo, barbudo e que parecia ter um cheiro incrivelmente ruim, acompanhado de roupas rasgadas. Se você olhasse bem de perto, até dava para ver umas moscas rodando seu corpo.
– Ah, oi, você deve ser o Trafl..aga..falga... ah, alguma coisa assim! Que nome difícil hein, filho.
– F-Filho...? — Law estava simplesmente pasmo com aquele homem.
– Então é isso, Torao! Eu quero que você fique com essa mala. Tem uns quarenta e três livros aí sobre leis e tudo o que você precisa saber sobre o nosso primeiro caso. Eu quero que você leia tudo isso no máximo até amanhã! Entendeu? E aprenda tudo também.
– E-Eu mudei de ideia... viver com o Kid na prisão é melhor do que isso...
– Agora já era! Bom, eu te vejo daqui a pouco. Qualquer coisa me liga, fui!
Então, Luffy deu as costas e saiu daquele lugar deplorável, deixando Law às próprias custas. Ele decidiu tentar dar uma chance ao hotel e foi visitar seu quarto carregando as malas pesadas.
Trafalgar P.O.V
Deixa eu ver se eu entendi: eu preciso ler quarenta livros em um dia, viver num hotel de décima categoria, conviver com um gordo que me chama de filho e se eu reclamar, o Luffy me manda de volta pra prisão? Tá de brincadeira...
Mas é melhor dar uma chance pro local, pelo menos aqui eu moro de graça e ainda é perto da casa dele. Então, vejamos, o quarto é... número 72. Esse aqui.
Quando eu fui abrir a porta do quarto, ela rangia realmente alto e quebrou. A porta quebrou só de eu abri-la, mas que merda... agora eu vou viver em um quarto fedorento sem uma porta?!
M-Mas pera... esse quarto... justo quando eu finalmente entrei nele, parecia que tinha mais um ser vivo morando aqui. TEM UM GATO PRETO NA MINHA CAMA! Tá de brincadeira, né?
– SAI DAQUI, XÔ! VAZA!
– MEEEEEEEWOOOOOOWWWWWWWWRHHHHHHHHHHH GHRRRRRRRRRRRRRRRRRH!
Credo, o bicho tá possuído. E parece que ele não vai sair daqui... eu me recuso a chamar aquele gerente de novo! Nem que eu tenha que morar na rua eu, definitivamente, NÃO VOU MORAR AQUI.
Tá, tá, pensa, Law. Concentre-se. O Luffy disse que eu poderia sair daqui se eu arrumasse dinheiro pra isso, não é? Pensando bem, eu tenho uma conta em um nome falso que o Kid usava pra passar o dinheiro das heranças, será que tem alguma coisa lá ainda? Bom, não custa nada checar.
Trafalgar P.O.V off
Ele foi sacar o dinheiro de sua outra conta no nome de Carter Willians para alugar um hotel melhor, já que sua casa não podia mais ser usada. Não tinha muito dinheiro e logo ele precisaria dar um jeito de arrumar mais, mas por enquanto era o suficiente.
Passado algumas horas em que ele já estava em sua casa nova, Luffy foi visitá-lo no hotel para saber se já tinha se adaptado ao ambiente. Chegando lá, o gerente disse que ele tinha se mandado e deixado uma carta.
"Querido Luffy,
Esse lugar fede, é insuportável, a porta tá quebrada e o gerente é um maníaco por gatos. Eu estou morando no endereço X, se quiser pode vir pra cá. Não se preocupe, eu comprei de um jeito totalmente legal.
Beijos, Trafalgar D. Water Law."
– O Torao já desistiu? E pera, esse endereço é de um bairro nobre! Como ele conseguiu isso? De um jeito legal é que não foi.
Luffy decidiu ligar para ele e foi atendido rapidamente.
"Luffy! Recebeu minha mensagem?"
– De onde você tirou dinheiro pra morar aí? E você tá fazendo o que eu te pedi?
"Tô, eu tô lendo os livros enquanto massageiam meus pés. Cara, eu tava com tantas saudades disso...! Valeu por me tirar daquele lixo."
– Você é inacreditável, Torao! Para com isso tudo e vem me encontrar aqui em casa. Nós precisamos conversar sobre o caso.
"Tá, tá, já tô indo."
Eles desligaram o telefone e Luffy voltou para sua casa afim de esperar o convidado chegar. Não demorou muito, Law já estava batendo à porta e logo foi atendido.
– Yo.
– Torao! Até que você veio mais rápido do que eu imaginei.
– É claro, eu não iria deixar você esperan...
Law foi entrando na casa, mas antes que pudesse completar sua frase surge um convidado inesperado. Um cachorrinho que parecia ter menos de 10cm, todo branquinho e peludo começou a correr em direção a ele, dando latidos bem agudos.
– Rawr, rawr!
O mais velho ficou totalmente em choque. De certo, ele já sabia que Luffy tinha um cachorro, mas não pensou que seria...
– U-Um.. poodle..?
– Rawr!
– Essa coisa peluda é o tal do Peter..?
– É! — Luffy responde, entrando em casa.
– Eu não acredito... que eu comecei a gostar... de uma pessoa que tem um poodle...
– Ah, você não sabia a raça dele?
– E-Eu pensei que seria um Golden, um Rottweiler ou qualquer outro cachorro de verdade. Isso aí é um bicho de pelúcia! Quem tem um Poodle em pleno século XXI?
– GRRRRRRH.. RAWR! RAWR! — Peter ficou com raiva e começou a morder a calça de Law.
– TIRA ESSE TROÇO DE MIM, LUFFY!
Luffy pegou seu cachorrinho e o afastou de Trafalgar. Peter começou a abanar seu rabo feliz e a lamber a cara do dono, como se fosse o cachorro mais simpático do mundo.
– Você é um monstro, isso sim! Como pode tratar o Peter desse jeito?
– Hã? Ele me mordeu!
– É claro que sim. Ele é inteligente, sabe muito bem que você é uma pessoa ruim!
– Argh, que seja então. Chega de animais por hoje, você me chamou aqui pra quê?
Os dois se sentaram no sofá e tomaram uma bebida juntos. Luffy explicou que eles tinham um caso em aberto e precisavam estudar uma maneira de conseguir resolvê-lo. Será o primeiro trabalho dos dois como parceiros.
Era sobre um roubo de uma Casa de Valores, ou seja, um banco apenas para guardar dinheiro, jóias e documentos importantes. Os investigadores conseguiram a impressões digital do suspeito junto com uma gravação dele de máscara, que foi posta para Law assistir.
– Eles pegaram aproximadamente 180 milhões de Dólares e nós já temos um suspeito. Tudo o que eu quero, Torao, é que você se torne amigo dele e consiga entrar em sua casa. Entendeu?
– Do mesmo jeito que você fez comigo?
– É! Tipo isso.
– E como diabos eu vou fazer isso?
– Sei lá, se vira, finge que é médico dele. Como você vai fazer não me interessa, desde que você consiga entrar na casa dele.
– Tá, não parece tão difícil...
– Ótimo! Se você não conseguir fazer isso até no máximo três dias, volta pra prisão. Entendeu?
– Hm... Pera, o quê? Sério?!
– Sim, boa sorte!
Os dois passaram um bom tempo discutindo sobre o caso, mas no final do dia começaram a conversar sobre coisas aleatórias, até suas bebidas acabarem. Law, então, começou a ir para mais perto dele, subindo no sofá.
– Luffy... eu senti tanto sua falta lá na prisão...
– N-Nem pensa nisso..! Se você encostar em mim vai voltar pra lá, ouviu?
Cada vez mais perto Law chegava, até os dois estarem em uma distância bem perigosa para Luffy, que estava com o rosto quente e vermelho graças a bebida e aquela aproximação repentina.
– Por favor.. já faz tanto tempo...
– Não faz, não! No máximo dois meses.
– É tempo suficiente pra eu ficar com saudades de você.
Finalmente seus lábios conseguiram se aproximar e os dois se beijaram. Luffy tentou resistir e empurrá-lo para longe, mas acabou se rendendo. Eles estavam deitados no sofá com Law por cima, até que se afastaram do beijo em busca de ar.
– Maldito... — Luffy resmungava, baixinho.
– Engraçado, você não reclamava de ficar comigo na prisão. Até conseguia arrumar uma visita íntima pra nós dois.
Ele lança um de seus sorrisos maliciosos na direção do garoto, que fica mais corado ainda e desvia o olhar.
– C-Cala boca... eu não sei porque fiz aquilo...
– Porque você me ama, Luffy.
Trafalgar vira o rosto de Luffy mais uma vez e volta a beijá-lo, fazendo força com seu corpo para que ele não pudesse escapar de seus lábios. Os beijos iam ficando cada vez mais quentes e o menor soltava alguns gemidos conforme suas línguas iam se tocando.
– Eu posso.. te prender por isso, você sabe, né?
– Sabe, até que a prisão não era tão ruim assim...
Trafalgar P.O.V
Como eu senti saudades de fazer isso com esse garoto, céus, nem se compara àquela sala apertada da prisão. Foi tão difícil convencê-lo a ficar comigo no começo, mas agora ele já nem tentava mais sair de perto de mim. Embora eu confesso que sinto saudades de vê-lo tentando fugir. Era divertido.
E esses gemidos que ele solta sempre que eu o beijo? São incrivelmente irresistíveis, como ele quer que eu ainda consiga me controlar?!
– Torao..
– Hm?
– V-Vamos pro meu quarto?
– Nossa, você falando uma coisa dessas? Que raridade.
– Não é isso, é que o Peter fica nos encarando e é meio desconfortável...
Pensando bem, eu nem tinha reparado, mas é verdade. Esse protótipo de cachorro ficava com uma cara feia sempre que me via e provavelmente não tá gostando nem um pouco de me ver tocando no seu precioso dono. E pra piorar, ele rosnava pra mim.
– Tá... é melhor irmos mesmo.
Peguei ele no meu colo como fazíamos antigamente e o levei para seu quarto, jogando-o na cama e voltando a ficar sentado em cima dele. Luffy ainda parecia meio tímido, mas já estava aceitando fazer esse tipo de coisa comigo.
– Luffy...
– Hm?
Desci meu tronco e o beijei novamente, tirando meu moletom e jogando-o para algum canto do quarto. Ele retribuiu me abraçando enquanto arranhava levemente minhas costas e me beijava mais ainda.
– Então você vai realmente deixar eu fazer isso?
– Ah, agora você vai me dar direito de escolha?
Virei-me, deixando Luffy por cima de mim. Desse jeito, ele poderia sair quando quisesse, já que não estava mais sendo imobilizado. Lancei um sorriso sarcástico para ele e voltei a falar.
– Claro, a casa é sua.
– .. Você gosta de fazer isso, né?
– Fazer o quê?
– Dizer que eu posso fugir mesmo você sabendo muito bem que eu não vou fazer isso!
Agora ele fez uma coisa que eu nunca pensei que ele seria capaz de fazer. Luffy simplesmente se jogou em cima de mim na cama e me beijou, ficando com o corpo colado sob o meu e voltando a gemer quando nossas línguas se encostavam.
Como eu senti saudade de fazer isso com ele! O curto tempo que passávamos juntos quando ele me visitava nem se compara com a liberdade de estarmos em um quarto só nosso, sozinhos. Fora que agora ele nem vai mais tentar me impedir de fazer o que eu quero.
– Luffy, eu amo você.
– Desde quando você é tão gentil assim, Torao? Nem parece contigo...
– Ah, foi mal, esqueci que você é masoquista.
– E-Eu não sou essa coisa..!
Virei e fiquei por cima dele novamente, mordendo seu pescoço e abrindo sua camisa, deixando seu peito totalmente exposto para mim. Fui beijando e sussurrando em seus ouvidos, coisa que o deixava mais excitado ainda.
– Luffy...
– Aahn.. Torao...
– Eu amo você.
Desci meus lábios até seu peito, dando pequenas chupadas por onde ia passando. Ele segurava os lençóis da cama com bastante força como se não estivesse aguentando que eu fizesse aquilo. Minhas mãos iam alisando seu peito levemente definido e beliscando seus mamilos.
– Torao... não deixa marcas, por favor...
– Por quê? Eu quero que todo mundo saiba que você é meu, Luffy.
– Então pelo menos deixa só em lugares que a roupa esconde, pode ser?
– Tá bem.
Eu não fazia ideia da saudade que eu tinha de ver esse garoto todo marcado, sério. Dá uma sensação incrível vê-lo desse jeito, todo entregue a mim, com as minhas marcas, como se ele fosse a minha propriedade. E é mesmo. Até parece que eu vou deixar outra pessoa vê-lo desse jeito.
Fui mordendo seus mamilos e dando chupões em seu peito enquanto punha minha mão por debaixo de suas calças, sentindo seu membro duro latejando em minhas mãos, enquanto ouvia sua voz gritando por meu nome.
– Aahn.. Tora..o...!
– Luffy...
Abaixei sua bermuda junto com a cueca enquanto beijava sua barriga e dava mordidas bem fortes, como se fosse arrancar sua pele. Seu corpo tremia todo e dava para sentir que seus pelos se arrepiavam, me deixando mais excitado ainda.
Ele pôs as mãos na boca para rentar conter o gemidos e fechou os olhos com tanta força que acabou deixando uma lágrima escapar, o que me deixou meio aborrecido.
– Não precisa fazer isso, Luffy. Só estamos nós dois aqui.
– M-Mas...
– Mas o quê? – Subi meu rosto, voltando a encará-lo de perto. – Tem medo de admitir que gosta disso?
Ele concedeu com a cabeça, porém ainda com as mãos na boca. Eu afastei-as e dei-lhe um rápido beijo.
– Não precisa ficar assim, idiota. Não tem problema nenhum ser masoquista.
– Eu não sou essa coisa, já disse! E eu só queria saber o motivo de eu ficar todo estranho quando eu fico com você... parece que meu corpo reage sem eu perceber.
– É tão ruim assim admitir que gosta de mim?
– É, é péssimo. Eu me sinto culpado, principalmente depois de lembrar o que você fez no passado.
– Ei... – Voltei a beijá-lo, virando na cama e ficando por baixo dele. – Eu não posso mudar o passado, mas eu prometo que não vou te decepcionar no futuro.
– Promete mesmo?
– Promete que vai parar de ficar lembrando das coisas ruins que eu fiz?
– Eu vou tentar, Torao...
– “Eu vou tentar” não significa prometer, Luffy.
– Tá, eu prometo. Eu prometo que vou te dar uma segunda chance, ok? Mas vai ser a única.
– E eu prometo que não vou lhe decepcionar, então... vai ficar mais calmo a partir de agora?
– Vou sim.
Ele finalmente me beijou por livre e espontânea vontade, o que me fez esboçar um sorriso no rosto mesmo sem perceber. Aquele simples toque de dois lábios que ia se transformando em um beijo de verdade, bem profundo e molhado, me deixava realmente feliz, simplesmente por ser o Luffy.
Não é a primeira vez que ele se entrega desse jeito. Lá na prisão tinha um sistema em que nós tínhamos a oportunidade de ficarmos sozinhos em uma sala reservada, mas só por uns cinco minutos. Eu precisei implorar para que ele aceitasse ir pra lá comigo.
O importante é que agora o Luffy parecia bem mais tranquilo. Ele começou a descer seus beijos até meu peito, como eu havia feito antes, tirando o cinto junto com o zíper da minha calça e foi descendo com o rosto até a minha cintura, me olhando lá de baixo.
– Você fica lindo com esse olhar, sabia? Dá mais vontade ainda de te comer.
– C-Cala boca, pervertido!
– Tenta me fazer calar então, Luffy.
Ele terminou de tirar minhas calças e pôs meu membro inteiro em sua boca, dando chupadas junto com lambidas entorno da minha glande. A sensação que esse garoto me dava em cada movimento era única e me fazia cada vez mais feliz só de tê-lo desse jeito, só pra mim!
Conforme ele ia intensificando os movimentos com a boca, mais arrepios eu ia sentindo em volta do meu inteiro e meus gemidos iam ficando cada vez mais alto, ainda mais quando ele voltava a olhar para mim com aquele rosto vermelho.
– Aahhnn...! Luf..ffy...! Ahnnn..hn...!
Só mesmo esse garoto pra me fazer sentir uma coisa dessas, é totalmente diferente ficar com ele e ficar com outras pessoas. Com o Luffy eu acabo esquecendo todas as outras coisas e parece que nós dois somos os únicos humanos no mundo.
– Torao..
Luffy subiu por cima de mim e voltou a me beijar com aqueles lábios gostosos de morder e com o meu gostinho neles. Era maravilhoso. Fiquei abraçando seu corpo bem forte para que ele não escapasse dos meus braços e o virei de costas, ficando em cima dele.
– Eu amo você, Luffy.
Fui mordendo seu pescoço com cuidado para não deixar marcas muito profundas, como ele havia me pedido antes. Em seguida, cuspi nos meus dedos para poder lubrificá-lo, introduzindo logo dois dentro dele, o fazendo soltar um enorme grito abafado.
– Aahnn...hn..! Tor..ao...!
– Luffy... você continua sendo tão apertadinho aqui...
E realmente, por mais que eu já tivesse feito isso várias vezes com ele, ainda parecia ser a primeira vez. Ele é tão gostoso... provavelmente ele nem faz ideia do que o corpo dele faz comigo. Ele já estava cada vez mais fácil de entrar com os dedos, então já era o suficiente para eu penetrá-lo de vez.
Comecei a posicionar meu corpo para finalmente poder possuí-lo de uma vez por todas. As mãos dele já voltavam a segurar os lençóis, se preparando para me receber dentro de si, até que comecei enfiando só a cabecinha para ele se acostumar.
– Aaaaahnn....! Aahng.. aahhn....!!
– Luffy..!
Quando ele pareceu mais relaxado, entrei nele totalmente, fazendo-o dar um grito ainda maior que o anterior e, provavelmente, todos os vizinhos já tinham nos ouvido.
Dentro dele é tão bom... e ouvir os gritos de dor misturados com prazer fazia tudo ficar ainda melhor. Segurei suas mãos para que ele pudesse ficar ainda mais próximo a mim e comecei a fazer os movimentos, aumentando a velocidade conforme o tempo.
– Aahn..n..! Tora..o...!
– Luff..y...! Aahh..n...!
Nossas vozes estavam em sintonia e o corpo dele ficava cada vez mais quente e mais fácil de penetrar, me dando mais oportunidades para ir cada vez mais fundo e rápido. Quanto mais forte eu ia, mas ele parecia sentir prazer.
Ficamos um bom tempo assim, já estava totalmente escuro. Só de ouvir seus gemidos berrando meu nome pelos céus me fazia ficar satisfeito. Era uma sensação única e maravilhosa, que me dava mais felicidade em ficar com ele.
– Torao...! Eu já vou...!
– Sim...! Vamos juntos.. Luffy..!
Senti ele gozando na cama e fui logo depois, dentro dele. O corpo dele estava marcado com o meu líquido quente e viscoso e nós começamos a respirar de um jeito bem pesado, juntos, esperando nossas vozes se acalmarem.
– Torao... eu...
– Luffy...
– Eu... quero que você... volte pra sua casa e termine de fazer o que eu mandei.
– Ah, qual é... tá tarde já, Luffy. Vai mesmo me expulsar daqui?
– Não misture nossa relação pessoal com o serviço, Torao. Você saiu da prisão hoje, eu não quero que você volte pra lá tão cedo, mas isso não sou eu quem cuido.
– Então nós temos uma relação? Interessante. Mas tá, eu volto pra casa, porém com uma condição.
– Condição?
– É, eu preciso de um incentivo. Se eu conseguir concluir esse caso em menos de três dias, você deixa eu dormir com você?
– Hm... tá bom. Mas só uma vez! E até lá eu não vou ficar com você de novo, entendeu?
– Aff, sério isso? Eu vou concluir essa coisa em um dia então!
– Ótimo, melhor pra mim! Mas não faça nada ilegal, viu?
– Tá, tá...
Beleza, eu preciso de duas coisas: dar um jeito nesse caso pra fazer o Luffy ficar comigo logo e de dinheiro pra pagar a diária do hotel. Como uma pessoa como eu arranjaria dinheiro em poucas horas? Só conheço um jeito.
Trafalgar P.O.V off
Por sorte, Law era realmente muito habilidoso com jogos, principalmente poker, e ele conhecia um clube muito bom, onde poderia facilmente arranjar uma boa grana em pouco tempo. E também nenhum dos policiais haviam confiscado suas roupas caríssimas.
Chegando no Cassino, foi logo para a mesa de Poker, trajando o melhor terno que tinha, junto com um chapéu preto que combinava com a roupa. É claro, tampando a tornozeleira que era usada como rastreio debaixo da calça, para não pensarem mal dele.
Sentou-se à mesa, já pronto para por suas habilidades em prática, e notou que uma pessoa daquele lugar lhe olhava de forma nada comum. Era um sujeito baixo, ruivo e com um boné estranho para alguém que parecia verdadeiramente rico. Ele também carregava um sorriso sarcástico.
– É uma bela noite, não? – O homem parecia querer puxar assunto.
– Dependendo da sua sorte, ela pode não acabar muito bem.
– Haha! Me desculpe, mas eu realmente acho que hoje é meu dia de sorte.
Embora sua aparência mostrasse o contrário, o tal homem era terrivelmente ruim em Poker. Não foi muito difícil para Law se sair bem no jogo e ganhar uma bolada, visto que era o melhor dali em saber a arte da mentira. Porém, quando estava prestes a ir embora, o tal homem voltou a chamá-lo.
– Não vai se despedir?
– Por que eu deveria? – Ele lança um olhar com raiva.
– Digamos que é pro seu próprio bem. – O homem vai em direção a Law e segura sua gravata. – É um belo acessório este que você tem nas pernas. Estilo próprio?
– Quem é você?
Trafalgar parecia bem furioso com o jeito que o homem falava com ele, sempre em um tom sarcástico com um sorriso malicioso.
– Você não precisa saber quem eu sou, Trafalgar Law. Mas eu sei tudo sobre você.
– O que você quer?
– Te fazer uma proposta irrecusável. E então, o que me diz?
– Nem pensar, essas “propostas irrecusáveis” são sempre ruins. Agora, se me der licença...
– Já vi que você é um cara esperto. Certo, você quer saber quem eu sou? Eu sou um aproveitador.
– Um aproveitador?
– É. Nós podemos conversar um pouco mais à sós? Tem pessoas demais aqui.
– Desculpe, mas... infelizmente eu não tenho interesse em ruivos. Até mais.
– Ei, pera! Você tá levando as coisas pro lado errado, Law-nii. Não tenho interesses em você nesse sentido!
– Law-nii?
– Aqui, toma meu cartão.
“Vigarista, falsificador de artes, advogado. Penguin.”
– É um cartão bem chamativo. Não sabia que pessoas assim eram ruins em Poker, tem nomes de animais, e nem carregam cartões auto-explicativos.
– E não carregamos. – Ele pega o cartão e põe na água de um garçom que passava por ali. – Vai me escutar agora, Law-nii?
– Só se você parar de me chamar assim. O que você quer?
– Eu te disse, sou um aproveitador. Gosto de pessoas inteligentes como você e dá pra ver que nós dois temos um futuro juntos! Aliás, o que um médico é capaz de fazer como consultor de polícia?
Law já estava pensando que ele sabia realmente demais sobre sua vida, então decidiu finalmente convidá-lo para sua casa. Os dois sentaram-se no sofá e beberam o vinho caro que o tal Penguin tinha trazido, conversando sobre negócios.
– Em outras palavras, você quer ser meu parceiro? – Law indagou.
– Eu te ajudo com os casos do policiais e em troca você me dá informações sobre o que rola lá dentro. É um bom acordo, não é?
– E o que você ganha com tais informações? Tá com a polícia na sua cola?
– Com os engravatados na minha cola? Claro que não, imagina! Eu sou cuidadoso o suficiente para não ser pego. Sem ofensas, Law-nii.
– Se você se garante tanto então o seu objetivo só pode ser vender as informações, certo?
– Exatamente! E, por fora, nós dois ainda podemos fazer uns... serviços a mais.
– Que tipo de serviços? Eu não quero nada ilegal pra cima de mim.
– Calma, calma, não vamos fazer nada demais. Eu posso te dar tudo que você quiser, Law-nii. Dinheiro, belas mulheres... basta me dizer o que mais lhe interessa!
– Me dá o dobro do dinheiro e pode ficar com as mulheres pra você.
– Ótimo, melhor pra mim! Você é inteligente, com dinheiro as mulheres vão vir automaticamente, né? Gosto do seu jeito de pensar.
– Que seja, você fica desviando do assunto toda hora, me fala logo o que nós dois vamos fazer, Penguin.
– Tá, tá... apressado. Não é nada demais, você vai poder entrar em bancos e coisas do tipo quando estiver com os engravatados, né? Basta nós dois darmos um jeito de tirar uma pequena parte nisso tudo.
– Viu só? Eu sabia que seria coisa ruim. Eu não roubo bancos! E aliás, eu te conheci hoje, você me deu um nome falso e fica falando coisas sem sentido. Por que eu deveria te ouvir?
– Pois bem, o engravatado te deu um caso, não é? Eu vou te ajudar a resolver esse, e se nós dois conseguirmos, temos um acordo. O que acha?
– Fechado, eu preciso mesmo desse caso. Tem coisas importantes em jogo. Qual é o plano?
– O que sabemos do nosso suspeito é que ele é um italiano rico. Você sabe o que esse tipo de gente mais gosta, Law-nii?
– Sei lá, pizza?
– Não, festas! Não consigo pensar em nenhum outro motivo para ele gastar dinheiro que não seja em festas e mulheres. E por sorte, eu sei muito bem onde ele provavelmente vai estar amanhã.
Eles terminaram de armar o plano e Penguin foi embora, deixando Trafalgar sozinho para finalmente descansar em paz, pois o dia realmente tinha sido muito longo. O caso se tratava de investigar um italiano chamado Valerio Viccei que foi responsável por um roubo milionário.
No dia seguinte, Trafalgar acordou cedo e foi por em prática o que Penguin havia lhe pedido. Ao finalizar tudo o que precisava, foi encontrar-se com Luffy em sua casa como os dois haviam combinado mais cedo.
– Yo.
– Torao! – Luffy parecia com raiva. – O que deu em você?
– Como assim, o que eu fiz?
Law foi entrando na casa e foi recebido por Peter, que rosnava para ele, como se estivesse prestes a mordê-lo ou fazer algo. Ele apenas ignorou o cachorro, focalizando mais em Luffy, que realmente estava irritado.
– Você esqueceu que eu posso te rastrear a hora que eu quiser? Eu sei tudo o que você faz! O que você tava fazendo em um Cassino ontem à noite?
– Ué, isso é ilegal? Eu fui arrumar dinheiro pro hotel, já que vocês não me dão mesada.
– Não é ilegal, mas tem várias pessoas que podem ser perigosas lá dentro! Eu não posso deixar você ir sozinho lá sem saber com quem você lida.
– Ei, eu sempre joguei sozinho, viu? Nem o Kid ia comigo. Ele não gosta dessas coisas e ficava com raiva quando eu ia.
– Bom, ele perdeu um braço por isso, né? Mas não é esse o caso. E hoje de manhã você foi em um laboratório, pra quê você fez isso?
– Ah, isso foi por você, Luffy. Você me pediu pra entrar na casa do Viccei, né? Eu arrumei um plano pra isso. Calma, não é nada ilegal.
– E que plano é esse?
– A primeira coisa que precisamos pra pegar uma pessoa é descobrir tudo sobre ela, certo? Estamos na Semana da Moda, vai ter uma festa com várias modelos e o nosso Viccei vai hoje à noite em uma. Vai ser lá que eu vou conhecê-lo, aí eu dou um jeito de ir na casa dele.
– Você? Numa festa? Com modelos? Essa eu quero ver... aliás, como você tem tanta certeza de que ele estará lá?
– Eu não gosto de festas, mas por você eu faço tudo. – Ele dá uma risada sarcástica. – E parece que italianos ricos gostam dessas coisas, então provavelmente ele vai estar lá.
– Então eu vou dar um jeito de arrumar os ingressos e te botar lá dentro. Você consegue fazer isso sozinho? Eu vou ficar te vigiando do lado de fora.
– Deixa eu adivinhar: você vai me dar essas canetas de vigilância que tem nos filmes?
– É, mais ou menos isso. E eu vou ficar com os meus amigos do lado de fora da festa, em uma van. Se eu perceber qualquer problema eu vou invadir com eles, entendeu?
– Tá, mais uma coisa: a segurança de lá deve ser muito boa. Eles não vão me deixar entrar com essa coisa na perna.
– Eu sei, eu vou tirar de você, mas só quando estivermos todos prontos! E se você tentar fazer alguma coisa suspeita eu te prendo pessoalmente. Entendeu?
– Eu não vou fugir, Luffy, pelo menos não antes de dormir com você.
– Yosh! Tem mais alguma coisa ou nós podemos ir almoçar?
– Sim, sim. Não precisa arrumar os ingressos, eu já tenho os meus. Eu só preciso de uma Limousine pra entrar lá sem passar vergonha.
– Tá, eu vejo se consigo arrumar uma pra você. Agora vamos logo que eu tô morrendo de fome!
– Grande novidade você com fome, Luffy.
Os dois estavam prontos para saírem de casa e ir almoçar, quando o celular de Trafalgar começa a tocar.
– Alô?
“Law-nii! Tudo pronto, já consegui as cordas, o balde, as revistas e os ingressos. Nos encontramos depois?”
– Eu ainda não entendi o motivo de você querer tudo isso, mas que seja. Depois do almoço, ok?
“Você vai ver! E a propósito, o nome da sua garota é Robin. Trate-a direitinho, viu?”
– Ei, eu te disse CLARAMENTE que não queria esse lance de ficar acompanhado!
“Law-nii, você não pode ir sozinho numa festa como essas, né? Relaxa! Nenhum homem resiste a ela, você não vai se arrepender.”
– Hã? Eu não quero e pront--! – Antes que ele pudesse responder, Penguin desligou o celular. Luffy voltou a falar com Law.
– Quem era, Torao?
– Ninguém importante. Vamos comer logo?
– Tá!
Os dois finalmente foram embora, mas Luffy permaneceu com dúvidas sobre quem era o homem ligando para Law. Eles se despediram de Peter, que novamente lançou um olhar furioso para o maior, que queria fazer um cachorro-quente com ele.
Depois de acabarem de almoçar, Trafalgar retornou para sua casa, onde ia continuar com a leitura de livros e pegar os ingressos com Penguin. Luffy foi para a Sede de Polícia tentar conseguir o carro para prosseguir com a missão.
A noite finalmente foi caindo, estava na hora de botarem o plano em ação. A tornozeleira de Law foi tirada e, em seu terno, ele ficou com uma caneta que gravava tudo. Desse jeito, Luffy e os outros policiais poderiam assistir o que ele fazia de dentro da van.
Law entrou na festa com um nome falso que Penguin lhe tinha dado e ficou bebendo no bar, olhando as pessoas, procurando seu alvo. Uma morena começou a se aproximar dele, com um vestido curto, parecendo uma verdadeira modelo.
– É uma bela noite, não?
– E ela fica melhor a cada hora.
Os dois trocaram sorrisos como se estivessem interessados uns nos outros. Por outro lado, Luffy estava na van com Nami e Zoro, um pouco confuso com a imagem que estava vendo.
– Quem é aquela mulher?
– Ela é bonita, talvez seja modelo. – Respondeu Nami.
– Não é incomum os dois se aproximarem, Luffy. – Interrompeu Zoro. – É uma festa, não é? As pessoas acabam se relacionando entre si. O Trafalgar apenas entrou no personagem.
– Sei lá, ele parece diferente... os dois estão pertos demais. O Torao não é do tipo que se relaciona socialmente.
– Talvez seja tudo parte do plano dele. De qualquer maneira, vamos ficar vigiando, viu?
Nami finalizou a frase, mas Luffy ainda parecia meio inquieto com aquilo. Law e Robin estavam tomando bebidas juntos, quando Robin volta a falar, como se os dois não se conhecessem.
– Então, o Sr. trabalha em quê?
– Eu sou médico. E a senhorita? Com certeza é uma das modelos mais elegantes daqui, por que estás sozinha em um lugar como esse?
– Não sou modelo, não. – Ela ri. – Eu vim aqui para passar o tempo, fugir do trabalho. Sou secretária, mas a vida fica meio entediante às vezes, entende?
– E o que uma moça como a senhorita faz para se divertir?
Law se aproxima de Robin e põe em suas mãos, disfarçadamente, um vidrinho pequeno com uma substância meio avermelhada.
– Hum... você quer descobrir?
– Mas é claro.
– Ótimo! Escolhe uma pessoa daqui, qualquer pessoa.
– Pessoa..? O que você pretende fazer?
– Eu vou pegar a carteira dela sem que a perceba. É um truque de família.
– Bonita e perigosa, do jeito que eu gosto. – Law sorri e aponta para Viccei, seu alvo. – Que tal aquele ali? Parece ser bem rico.
– Entendido.
A morena levantou-se e foi em direção ao tal Viccei, puxando um assunto rápido com ele. Trafalgar ficou olhando em direção a ela, mostrando as imagens para Luffy por meio da caneta-espiã. Robin, então, em um passe rápido tira um canivete da cinta-liga, esfaqueia o homem, pega sua carteira e sai correndo.
– MAS QUE PORRA? ELA É LOUCA!
A festa inteira para pra olhar aquela cena: um homem foi esfaqueado, caído no chão. Uma multidão forma-se envolta dele, as modelos do local começam a gritar e todo mundo olhava perplexo. Trafalgar foi correndo em direção ao homem.
– Se afastem, não se preocupem! Eu sou médico!
Todo mundo deixou ele livre para socorrer Viccei, porém os guardas do local interviram.
– Tudo bem, deixem ele com a gente! Temos prontos-socorros aqui!
– Nada disso! – Ele responde, agitado. – O Sr. Viccei é um cliente particular meu, ele só pode ser atendido por MIM!
– E quem é você?
Law dá seu nome falso para o guarda e pega Viccei no colo, colocando um pano sob sua ferida. Ele sai da festa correndo, indo em direção ao seu carro, falando com Luffy com a ajuda da caneta.
– Luffy! Mudança de planos, eu tô indo pra casa dele agora. Não tenta me impedir!
Assim que chegaram na Limousine, Trafalgar pois o homem suspeito no banco de trás e começou a dirigir. Ele, então, ouve seu telefone tocar.
– Fala.
“O QUE ACONTECEU, TORAO? QUEM ERA AQUELA MULHER?”
– Sei lá, uma louca! Eu não conheço.
“Depois a gente fala disso! Como tá o Viccei? Ele está respirando?”
– Ele tá bem, não se preocupe. Eu JURO que isso não fazia parte dos meus planos! Mas agora que surgiu essa oportunidade, eu vou usá-la pra ir na casa dele.
“Não é assim que funciona! Ele está ferido, nós precisamos levá-lo com urgência pra uma ambulância. Nós estamos te seguindo, Torao.”
– Eu sou médico, Luffy! Ele não vai morrer, não precisa chamar uma ambulância. Olha, nós faremos o seguinte: eu vou pra casa dele e vou estocar o sangue. Quando ele parar de sangrar eu procuro pelo cofre!
“Que tal assim: você cuida dele e NÓS procuramos pelo cofre? A prioridade é a saúde do Viccei, e não o caso!”
– Não, a prioridade É O CASO! Eu vou dormir com você e esse homem NÃO VAI ME IMPEDIR!
“Torao, você não tá entendendo. E não fica falando dessas coisas aqui!”
– Eu entendi sim, Luffy, mas eu preciso fazer isso sozinho! Eu te disse que ia conseguir, né? Me dá uma chance pelo menos. Eu não vou te decepcionar!
“Você promete pra mim que consegue resolver isso sozinho?”
– Prometo.
“Então nós vamos atrás da mulher, ela é uma assassina. Eu vou confiar em você, mas é só por hoje! E também é a sua única chance!’
– Pode deixar, eu já cheguei na casa dele.
“Boa sorte. Qualquer coisa me liga!”
Eles desligaram o telefone e Trafalgar finalmente estacionou em frente à casa de Viccei, subindo com ele em seu colo até o apartamento. Ele entrou pegando as chaves no bolso do homem e o colocou deitado no chão.
Após dar um jeito rápido em Viccei para que ele parasse de sangrar tanto, Law fingiu deixar a caneta cair no chão e pisar por acidente, para quebrá-la. Depois disso, ele pegou seu telefone e ligou para Penguin.
“Yo, Law-nii! Tudo certo com o plano?”
– CERTO? VAI À MERDA! ESSA MULHER QUE VOCÊ ME ARRUMOU É SIMPLESMENTE LOUCA!
“Pera, eu tô indo aí.”
Penguin desligou o telefone e surgiu no apartamento no mesmo segundo, entrando pela janela, com um uniforme branco meio sujo.
– Como diabos você apareceu aí? E que roupas são essas?
– É pra isso que serve o balde que eu te falei! Aconteceu um acidente e as janelas dele ficaram sujas “sem querer” aí eu me ofereci para vir limpá-las mais cedo.
– Tá, que seja! QUE LANCE FOI ESSE DE ESFAQUEÁ-LO? ISSO NÃO FAZIA PARTE DO PLANO!
– C-Caalma! É que a Robin achou o seu plano muito chato, aí ela me convenceu de trocá-lo. Foi mal por não ter te avisado, haha!
– Escuta aqui. – Law foi em direção a Penguin, segurando sua roupa. – Se este homem morrer, EU MATO VOCÊ PESSOALMENTE! Entendeu?
– Law-nii, você tá com raiva à toa! A Robin não atingiu nenhuma parte importante dele, certo? Ele vai ficar bem, não se preocupe.
– Tá. – Ele respirou fundo e se acalmou. – Mas qual é o problema do meu plano? Botar a droga na bebida dele seria muito mais fácil pra todo mundo, e ainda daria pra interrogá-lo.
– Não tem nada de errado, eu prefiro o seu plano! Nós dois preferimos usar o cérebro ao invés da força bruta.
– Então por que você deixou aquela mulher esfaqueá-lo?!
– Ah, é que ela... – Penguin começa a sorrir com o rosto vermelho. – Disse que queria uma aventura...
– Ela transou com você? Aff, você é muito manipulável. Isso não importa agora, vai procurar pelo cofre enquanto eu dou um jeito aqui!
– Tá! Agora que ele tá inconsciente, a corda e a revista não servem pra nada.
– Pra que a revista?
– Pra eu ler enquanto você interrogava ele, ué.
Trafalgar pôs o homem deitado no sofá e começou a cuidar dele, com os poucos materiais que encontrou pela casa, enquanto Penguin procurava pelo cofre. Ele ouviu seu telefone tocando.
– Luffy?
“Torao, basta eu tirar os olhos de você por um segundo e você já quebra a caneta! Nem adianta falar que foi um acidente, o que você tá planejando?”
– Foi realmente um acidente, eu acabei ficando nervoso por causa desse lance. Mas eu te juro que nada disso fazia parte do meu plano! Você achou a mulher?
“Não encontro ela em lugar nenhum, ela fugiu mesmo. Botamos algumas pessoas procurando pelo esgoto, mas depois checaremos as câmeras direito. Enfim, você tá fazendo o quê?”
– Acabando de dar um jeito no Viccei. Ele tá dormindo, mas não tem nenhum perigo de vida. Eu vou procurar pelo cofre agora.
“Me diz, por que você fez questão de ir aí sozinho? Eu podia muito bem te ajudar!"
– Luffy, eu prometi que iria concluir esse caso, e é o que eu vou fazer. Eu preciso te provar que até mesmo eu posso ser uma pessoa confiável.
“É só por isso mesmo?”
Antes que Law pudesse responder, Penguin aparece fazendo um sinal positivo com uma das mãos e carregando uma pilha de dinheiro com as outras.
– Achei o cofre. O Viccei é realmente culpado.
“Sério? Que bom! Nós estamos indo aí, você consegue abri-lo?”
– Sim, consigo. Vou te esperar aqui, viu?
“Tá!”
Eles desligaram o telefone. Penguin voltou a falar
– Foi tãaaaaao fácil achar! Só a parte de abrir o cofre que foi meio complicadinho, mas nada que eu não seja capaz de resolver!
– O Luffy tá vindo aqui, você já pegou os 200 mil?
– Claaaro!
– Então dá o fora antes que eu te jogue pela janela!
– Antes eu preciso saber de você, Law-nii. Nós realmente somos parceiros agora?
Penguin se aproximou, estendendo as mãos para Law, que hesitou um pouco mas respondeu com um sorriso, cumprimentando o novo parceiro.
– Claro. Você cumpriu com o combinado, não é? E você é melhor que o meu último.
– BELEZAA! Então depois você me liga, é hora de ir. Fui!
Ele pulou pela janela, levando consigo uma pequena parte do dinheiro roubado de Viccei, que mais tarde seria dividido em partes iguais para ele e Law. Não demorou muito, Luffy chegou com o resto dos policiais e ambulâncias.
Depois que tiveram certeza de que Viccei seria levado a salvo para o hospital, os policiais confiscaram o dinheiro e, mais tarde, Law e Luffy puderam ir para casa juntos. Ao chegarem lá, já foram recebidos calorosamente por Peter e se jogaram no sofá, cansados.
– Ei, Torao...
– Sim?
– Me diz a verdade. Quem era a mulher?
Ele hesitou, mas tentou responder da forma mais sincera e, ao mesmo tempo, inteligente que conseguiu.
– Eu juro pra você que eu nunca a vi antes e que ela não fazia parte do meu plano!
– Não mente pra mim, Torao. Quer que eu acredite mesmo que foi tudo uma coincidência? E ela parecia bem próxima de você...
– Você ficou com ciúmes, Luffy?
– C-Claro que não! Mas eu não confio em você, eu tenho certeza de que você tá mentindo pra mim!
Law se aproximou mais de Luffy, segurou suas mãos e deu-lhe um beijo na bochecha, deixando ele levemente corado.
– Nada disso fazia parte do meu plano, eu juro. Você quer que eu te conte o que eu ia fazer?
– T-Tá...
– Hoje eu fui no laboratório pegar uma droga pra fazê-lo dormir. Eu ia pôr na bebida dele e levá-lo pra casa e dar um jeito de encontrar o cofre. Eu não sei de onde a mulher surgiu.
– ISSO É ILEGAL! Eu sabia que não dava pra confiar em você! Uma vez doente, sempre doente.
– Mas eu salvei ele, Luffy! Foi a primeira vez que eu salvo alguém. E sinceramente? Essa é a única coisa que eu sei fazer, drogar as pessoas! Você que tirou essa ideia do além de que eu poderia ser capaz de fazer outra coisa em tão pouco tempo.
– Então a culpa é minha?
– É.
– Esse foi o nosso primeiro caso, Torao. Eu vou dar um jeito em você nem que seja por mal! Vou te transformar numa pessoa honesta, pode gravar isso.
– E eu vou tentar, por você. Ok?
– Tá, agora me fala uma coisa... tá faltando 200 mil no cofre dele. Onde tá o dinheiro?
– Talvez ela tenha gasto ou estava na carteira que a mulher roubou. Como eu vou saber?
– Você estava na casa dele e ainda fez questão de ficar sozinho com um cofre arrombado. Quer que eu acredite que você não teve nada a ver com isso?
– Luffy, você ficou o tempo todo comigo. Aonde eu esconderia esse dinheiro?
– Nas roupas..?
Trafalgar lança um sorriso malicioso e senta-se em cima do colo de Luffy, puxando sua gravata até seus rostos ficarem bem próximos um do outro.
– É? Por que você não vem aqui me revistar então?
Eles se beijaram e Luffy decidiu esquecer por meio segundo todo esse lance do caso de Viccei, porém iria ficar bem de olho em Law, para que ele não fizesse nenhuma besteira. Afinal, Luffy tinha como objetivo trazê-lo para o lado do bem, se é que isso era possível.
~ X ~
No dia seguinte, Law e Luffy acordaram juntos na cama, com Peter em frente a porta, balançando o rabo. Parece que ele tinha assistido a tudo, já que os dois não fizeram nem questão de trancar a porta.
– Rawr!
– Bom dia, Peter! — Luffy respondeu.
– Sai daqui, bola de pelos, tá atrapalhando meu sono...
– GRRRRRRR!!
Os três já iniciaram uma briga logo de manhã. Luffy tentava fazer Law parar de brigar com Peter, que queria mais era mordê-lo mesmo. Eles desistiram deste confronto inútil e foram tomar café-da-manhã na cozinha.
– Ei, Torao...
– Hm?
– Hoje você vai comigo lá na Scotland Yard!
Law interrompeu seu café e ficou encarando Luffy.
– Tá brincando, né?
– Não! Vai ser divertido! Kishishishi!
– Fala sério... eu realmente preciso? Você não pode ir me trazer outro caso que nem da última vez?
– E deixar você sozinho por aí? Nem pensar. Você vai pra onde eu for à partir de agora!
Demorou, mas ele acabou cedendo e foi com Luffy trabalhar. Lá, ele foi extremamente mal recebido por Zoro, porém Nami resolveu dar uma segunda chance para ele.
Na hora do almoço, ele deu uma fugidinha do trabalho e foi encontrar-se em sua casa com Penguin.
– Laaaaw-nii!
– Meu dinheiro, agora.
– Ahn... sobre isso... eu meio que perdi numa aposta. Foi mal!
– COMO É QUE É? — Ele segura a camisa do ruivo. — DIZ QUE É MENTIRA!
– É mentira! Você é meio esquentadinho, né? Tá aqui seus 100 mil.
– Ótimo. — Ele solta a camisa, se acalmando. — Pelo menos você é um pouco de confiança.
– Com o tempo você verá que vamos nos tornar verdadeiros amigos! Mas fala aí, eu deixei de encontrar com uma garota pra vir conversar contigo. Tem algum caso?
– Não, nenhum por enquanto, mas o Luffy tá suspeitando de mim por causa desse dinheiro. Eu vou usá-lo pra comprar um cofre.
– Ele não pode fazer nada contra você sem provas. Não tinha câmeras naquele lugar, então relaxa. Quer tomar uma bebida?
– Nem vai rolar, eu marquei de fazer o almoço pro Luffy, tô indo pra casa dele agora.
Penguin fica meio receoso com tais palavras e decide perguntar uma coisa que já estava em dúvidas há um tempo.
– Law-nii, qual é a sua relação com esse engravatado específico?
– Minha relação..? Sei lá, acho que não tem um nome pra nossa relação. Mas nós nos damos bem, apesar de tudo.
– Tá... toma cuidado, viu? Amizade com engravatado é a pior coisa que você vai querer pra sua vida!
– Tá, tá, eu já ouvi esse discurso antes. Agora, se me der licença, eu tenho um almoço pra fazer.
Eles se despediram com um sorriso e um aperto de mãos, simbolizando que eram realmente parceiros. Law foi fazer o tal almoço e ficou esperando Luffy para finalmente comer. Demorou um pouco, mas chegou.
– Torao! Foi mal, eu tive que cuidar de umas coisas.
– Luffy! Tudo bem, a comida já tá pronta. Eu preparei um prato super especial pra você.
Ele dá uma risada meio cínica, mas Luffy nem se importa. Posto à mesa, tinha uma carne que parecia realmente saborosa demais, fazendo com que o garoto ignorasse o riso do outro.
Os dois começam a comer e Luffy acaba se dando conta de que faltava alguém ali.
– Ei, Torao... cadê o Peter?
– Pff... vai saber, né? Hahahaha!
Trafalgar começou a rir no meio do nada, como se soubesse de alguma coisa que o outro não sabia, o que deixou Luffy extremamente preocupado. Aliás, ele não se lembrava de ter comprado aquele tipo de carne...
– O que você fez..?
– Você sabia, Luffy? Lá na China eles tem uma receita bem interessante de cachorros. Faz parte da cultura deles. Até que não é tão ruim, né?
– Seu... seu... seu... SEU MONSTRO! O QUE VOCÊ FEZ COM O PETER? ASSASSINO! DOENTE!
Luffy largou seu prato de comida pela primeira vez na vida e começou a discutir com Law, que continuava a rir como um louco. O garoto do chapéu de palha tentava dar socos nele, mas o mais velho conseguia pará-lo.
– Para com isso! Hahahaha, é muito divertido te ver assim.
– VOCÊ VAI VOLTAR PRA PRISÃO! PSICOPATA!
– Calma.. calma.. não é nada do que você tá pensando.
– Cadê o Peter?
– Até que é verdade aquele lance de que o dono parece com o seu cachorro. Vocês dois são pequenos e irritantes. A diferença é que eu gosto de você.
– Para com isso e me diz logo onde tá o Pe---
Luffy para de falar e os dois ficam em um silêncio profundo. Bem de longe, ele consegue ouvir um latido bem baixo, que parecia vir de seu quarto.
– O espírito dele tá te chamando.
– Você é muito mal, sabia? Não se finge comer o cachorro dos outros!
– Foi só uma piada, relaxa. Além disso esse bicho ficava rosnando pra mim, aí eu tranquei ele no quarto.
– Você é horrível, Torao! Ele só rosna pra você porque ele sabe que você é ruim!
– É, é, eu sou horrível. Mas você me ama.
Law puxa Luffy para um beijo, que é concedido logo no começo. Ele mesmo sabia que não dava para fugir dos braços de Trafalgar e nem se importava mais em beijá-lo depois de tantas vezes.
– Eu amaria mais se você deixasse o Peter em paz, Torao.
– Então você admite que me ama? — Ele fica surpreso.
– D-Depende... vai deixar o Peter livre?
– Por você eu até começo a brincar com ele!
Os dois se beijam novamente. Luffy estava sentado em cima do colo de Law, que permanecia na cadeira da cozinha.
– Isso é uma promessa?
– É, eu vou deixar o poodle em paz. Eu prometo, viu? E eu sempre cumpro as minhas promessas.
– Eu espero que sim, não quero me decepcionar com você.
Após finalizar a frase, ele dá um abraço em Trafalgar e começa a sussurrar em seus ouvidos.
– Luffy...
– Eu amo você, Torao.
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