Mãos Calejadas
24 Mesmo em meio a dores, existe paz!
Notas iniciais
Anteriormente em Mãos Calejadas...
"-Ruby? Aconteceu algo?
E a morena de mechas vermelhas finalmente saiu de seu transe, olhando assustada para Regina.
–Aconteceu sim Regina, seu filho.. Ele..
Ruby não sabia como se expressar, nem por onde começar, era informação demais até mesmo pra ela, Regina vendo o desespero da prima logo começou.
–O que o Rolland fez? Ele foi mal educado? Te tratou com falta de respeito? Porque se foi terei uma seria conversa com ele...
E antes mesmo que ela pudesse terminar Ruby a interrompeu!
–Não mulher tá doida? Seu filho é a educação em pessoa, mas ele chegou aqui, e já sabia que a Julia tinha morrido, que a irmã nascera e ainda me disse algo sobre eu encontrar um novo amor, Regina, você têm que conversar com ele, eu não acredito muito nessas coisas, mas seu filho tem um dom especial!
Ruby disse sorrindo, enquanto a morena analisava seu pequeno com um sorriso no rosto, e o mesmo lhe mandava um beijo e um singela piscadela, era reconfortante saber que seu pequeno era extremamente educado e bem quisto por quem quer que o conhecesse, e realmente a morena precisava ter uma conversa com ele, ela jamais o proibiria de contar o quê quer que ele soubesse, mesmo ela não sendo religiosa ou algo do gênero, apenas procuraria entender mais esse dom especial, mas não era esse o momento! Após Emma tomar banho, Regina subiu e se lavou também tirando todo o peso que havia em suas costas, se permitiu chorar um pouco mais por sua amiga, ela sentiria falta de Júlia, os últimos momentos que passaram juntas foram cruciais para extinguir toda magoa que havia em seu coração, de banho tomado e rendida ao cansaço a ponto de vestir uma camiseta de rock e uma calça surrada de moletom a morena se juntou aos demais no exato momento que o rapaz da entrega deixava as caixas de pizza em sua cozinha e se retirava, Emma rolava ao chão com seu filho parecendo duas crianças, Ruby levava o rapaz até a porta, despedindo se do mesmo, que até aquele momento ela soube se chamar John, e ter os olhos mais azuis que ela já vira! Com os quatro sentados, ou melhor, jogados no tapete da sala e se lambuzando em molho de ketchup e mostarda, Regina sorria discretamente, pensando que em poucos anos ali também estaria sua filha, rindo, se lambuzando, sendo feliz, a morena não pode evitar uma lágrima rolar por seu rosto abaixo não te tristeza, mas sim de emoção! Ela achava que seria a salvação da vida de Emma, mas, finalmente ela é quem havia sido salva..."
Os três dias acordados para o funeral finalmente haviam passado, a pequena Marya Júlia já se encontrava em sua casa, para alegria de Emma e Regina. O corpo inerte e já devidamente arrumado de Júlia encontrava-se dentro da urna na sala da casa de seu pai, Gold discretamente chorava, arrependendo-se amargamente de ter sido tão ausente e relapso com sua filha. Mas agora já era tarde, o jeito era aproveitar o tempo ainda que curto que lhe restava com sua recém descobreta filha Emma e sua neta que era idêntica a sua finada amada Mary! No decorrer desses dias, Ruby se aproximava mais do garoto que havia entregado as pizzas na casa de Regina, descobriu que o mesmo era um rapaz transexual, que se chamava Joahanna, mas nunca se sentiu mulher, e justamente a honestidade do mesmo no primeiro encontro de ambos, fazia com que ela se encantasse pelo mesmo, Zelena e Tinker haviam finalmente engatado um romance, devido a ousadia da loira menor claro, que cansada da lentidão da ruiva acabou agarrando a mesma e a beijando mas isso fica pra outra hora! Júlia foi sepultada em meio a prantos silenciosos de todos os presentes, pois cada um ali à amava, a seu modo maia amava, e quando há uma perda sempre há dor. O tratamento de Gold já se encontrava pronto, e nele ele todos os bens que mesmo possuía passavam a ser de Emma imediatamente, ainda que ele estivesse vivo, o mesmo decidiu que se importaria menoss, que viveria mais, que choraria menos, que iria apenas sentir, amar e viver. Após o sepultamento cada um tomou seu rumo, afinal, a vida continua! E nosso casal foi para casa curtir seus dois tesouros. De banho tomado, Emma e Regina se encontravam deitadas uma de frente a outra na enorme cama de casal das duas com Marya Júlia e Rolland dormindo entre ambas! Elas não diziam nada, apenas se olhavam e sorriam, enquanto faziam carinhos singelos uma a outra.
O silêncio que havia, não era incomodo, nem tampouco constrangedor, era um silêncio de paz, de entrega e de reconhecimento, Emma finalmente, decidira que não regressaria mais ao canteiro de obras, e enfrentaria com louvor essa nova etapa em sua vida, afinal, mudanças são sempre necessárias, e quando boas, são realmente bem vindas.
É estranho como a vida acontece, em meia a tantas perdas, revelações e surpresas, dois corações que antes eram tão quebrados e machucados, enfim se encontravam, se emtendiam, e em meio a escuridão, achavam luz, amor e paz! Quem disse que viver é fácil ou somente flores? Quem pensa assim se encontra muito engado, viver é sofrimento, e as vezes até dor, mas de toda dor, ambas encontraram a paz que sempre almejaram, tinham uma família, e o braco de uma a outra no meio escuridão. A vida é isso, 'se você pular eu pulo'* e quando se encorra alguém que vale a pena, o mais certo é pular junto!
Continua... 24
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