Mãos Calejadas
5 Conhecendo Mary Margareth Swan
Notas iniciais
Anteriormente em Mãos Calejadas...
"-Cuidado pra não assustar a moça, e mais ainda, pra não se machucarem... Tchau Emma, dê um abraço em Mary por mim!
Disse a loirinha se afastando, sem dar chance de Reginar perguntar ou explicar qualquer coisa; Emma que se mantinha muda até o momento resolverá quebrar aquele incômodo silêncio que se instaurará entre ambas...
–Espero que não se assuste com minha mãe, ela têm mania de examinar as pessoas e falar na cara o quê sente,- disse Emma com sorriso torto — Sua irmã é um doce, sempre cuidando dela e a tratando com carinho, e a mim também, é a única enfermeira que gosto.
O gesto simples de Emma em elogiar a irmã de Regina cusará um certo desconforto na morena, mas com o tempo tudo se resolveria, seguiram ambas pelo corredor, conversando amenamente, entre risos e palhaçadas de ambas, parecia que se conheciam a uma eternidade, afinal, almas gemêas são assim, se conectam assim que se encontram..."
Ambas entraram no quarto e receberam um sorriso doce de Mary, apesar dos olhos fundos, as olheiras, e o aspécto abatido, a Senhora Swan mantinha no rosto um sorriso tão doce e angelical quanto o de Emma, era possível ver a bondade transparecendo o olhar da pequena morena de olhos verdes, Regina estava atrás de Emma, sorriu ao ouvir a loira pedir a sua mãe desculpa pelo atraso enquanto se ajoelhava dianto ao leito da mesma, para que Mary lhe afagasse os cabelos, era bonito de se ver o carinho entre mãe e filha, pena que o diagnóstico de Mary não era dos melhores, seu tumor havia se espalhado por todo o corpo, e lhe restava menos que seis meses de vida, ela não queria assustar Emma, tudo que desejava para a filha era um final feliz, uma vida melhor, sua melhor chance, Mary ansiava no fundo de sua alma que Emma encontrasse uma mulher que a fizesse feliz e cuidasse de sua criança, que era como Mary insistia em chamar Emma mesmo após a loira ser uma mulher feita! Ela sabia dos gostos de sua filha, sabia que a loira gostava e mulheres, e nunca a recriminara por isso, pelo contrário, Mary sempre incentivava Emma a sair e conhecer alguém, mas a loira se sentia, burra, infeiror e não se via digna de ser amada, assim como tinha medo de sofrer de novo a mesma dor que sentira quando seu pai partiu, Mary queria o melhor para sua filha, afinal a loira linda e escultural havia saído de dentro dela, e além de linda por fora, por dentro Emma era a semelhante a encarnação de um anjo, sempre tão doce, mesmo como coração sangrando, sempre pensado no outro primeiro, e mesmo que tivessem sido abandonadas pelo incosequente do senhor Nolan, Mary sempre afirmou que Emma era sim o fruto do amor, e sua filha era seu amor verdadeiro..
O único desejo de Mary era ver sua filha feliz, e morrer em paz sabendo que ela estaria bem, e o sorriso de Emma estava diferente, e algo dizia a Mary ser por causa da bela morena que se encontrava atrás dela observando sorrindo toda a cena, Mary resolveu brincar um pouco com a situção....
–Emma, minha filha! Por favor me diz que essa morena, linda atrás de você é sua namorada, que você desencalhou, e veio me apresentar minha nora, olá, eu sou Mary Margareth Swan, e a futura esposa de minha filha como se chama??
Mary disse de uma vez, fazendo Emma corar feito um tomate, e Regina gargalhar lindamente, a morena que não fez questão nenhuma de corrigir a mãe de Emma quanto ao comentário, e apenas estendeu a mão a Mary sendo puxada pela mesma, para um abraço que, fez com que Mary se encantasse instantaneamente pela morena! Mary sabia quem era Regina, sabia dos suspiros que Emma soltava ao falar nela, sabia dos perengues de Emma ao ter que se esconder todas as manhãs enquanto ia busca do sustento de ambas. Ali Mary percebeu que Emma e Regina haviam sido uma para outra como o vinho foi feito para taça! E então Mary poderia começar a colocar seu plano em prática. Emma observava sua mãe e a razão de seus sorrisos conversarem como se fossem amigas de longa data, quando Regina olhou no relógio e percebeu o avançar das horas, e percebeu que era hora de se retirar..
–Emma, Mary, me desculpem mas amanhã tenho uma reunião pela manhã, e preciso realmente ir...
Disse Regina com um sincero pesar, ela estava adora a companhia de Mary e principalmente de sua loira de olhar meigo e sorriso angelical, mas hora de partir chegava, e mesmo com tristeza ela tinha que ir... Mary que no mesmo momento percebeu o olhar triste de Emma resolveu logo intervir, e fazer com quê essa noite a loira não dormisse ali, mas sim quem sabe em uma cama quentinha com uma bela morena ao lado??
–Emma minha filha, vá com Regina, ficarei bem, e nem venha com mimimis, você vai e pronto, vou passar a noite jogando canastra com Tinker, loirinha abusada, kkkk
Emma ia protestar, mas resolveu deixar a mãe constragida
–Mamãe, a loirinha abusada é irmã da Régis aqui, acho melhor não falar mal, kkk
Disse a loira com um jeito sapeca, fazendo sua mãe olhar para Regina com cara de criança que apronta, mas logo ambas caindo na gargalhada, Emma despediu-se de sua mãe com um beijo na testa da mesma, e Regina mais uma vez fora surpreendida, pela pequena morena sendo puxada para um caloroso abraço, mas Mary não podia deixar barato, enquanto elas saiam, chamou Emma e ambas se viraram..
–Emma?
Chamou Mary com um sorriso no rosto..
–Nada de ir pra casa, é perigoso, durma na casa de Regina, sei que ela não vai se importar em te abrigar! E sem teimosia minha criança obedeça sua mãe..
Era impossível ficar com brava com a doçura de Mary, e antes mesmo que a loira respondesse qualquer coisa, Regina segurou em sua mão, sentindo a mais aconchegante das sensações que já sentira na vida, e disse a Mary;
–Não se preocupe Mary, eu vou cuidar de sua filha, SEMPRE!
Disse a morena mostrando suas mãos entrelaçadas a mãe de Emma, que abria um lindo sorrisso á ambas, enquanto as via sairem, Regina e Emma soltaram as mãos sorrindo e sentindo o coração aquecido enquanto caminhavam novamente em direção ao estacionamento, a certeza de saber que teria perto de si a loira que abavala suas estruturas deixava Regina contente e apreensiva, tudo que ela mais queria era ter a loira em seus braços mas o que o momento pedia era calma, e assim partiram rumo à casa de Regina, em direção a desconhecido e ao inesperado, ao novo e ao surpreendente...
Continua 5
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