Mãos Calejadas

3 Conhecendo Emma Swan


Notas iniciais
Qualquer duvida perguntem via whats (31) 7563 - 6528 Ps. O itálico no final é a tradução da musica que está tocando no carro de Regina

Anteriormente em Mãos Calejadas

“Ferro!Eu mal uso uma colher ela pede comida de pra comer de 'pauzinhos', melhor ficar mais calada ainda.

Emma pensava, já soando frio, devido a vergonha que sentia em comer um alimento normal, quem dirá algo refinado??

Enquanto Regina pedia seus pensamentos fervilhavam...

Tão linda, tão inocente, sei que está com medo, mas não precisa vou cuidar de você, e da sua mãe também, agora foco..

Regina se encantava cada minuto mais com aqueles olhos, e seu coração uma chama crescia, enquanto uma loira calejada das surras da vida fitava as próprias mãos, e se perdia em seus próprios medos..."

Regina fez o pedido e tornou a se sentar de frente a Emma, a morena pensava se a loira imaginava o quão linda era, o quão formosa ela se tornava com aquele ar inocente e meigo que a loira tinha... O silencio decorrido, fora logo quebrado por Regina...

–Pedi comida japonesa, espero que você goste, falava Regina para a loira que a fitava com àquele olhar de gato de botas...

–Na verdade, senh, digo, Regina, eu nunca comi essas coisas diferentes, então não sei o que dizer, mas desde já muito obrigada...

Respondia Emma, deixando uma morena um tanto quanto chocada, pela revelação da loira, Regina não fazia a mínima de quem era Realmente Emma Swan, só sabia o que havia na ficha, e que a loira tinha uma mãe doente, pois a mesma tinha contado, diante disso resolverá, questionar a loira sobre sua vida, e a conhecer um pouco melhor...

–Emma, me fale sobre sua vida, me conte a sua história, e mesmo que não acredite, quero ser sua amiga e tentarei lhe ajudar no quê for possível...

Regina disse para a loira que a observava, um tanto quanto amedrontada, mas diante das circunstâncias, Emma resolverá por pra fora toda carga emocional que carregava, e contar tudo para a mulher a sua frente, Emma sentia que tinha um dom de desvendar as pessoas, e nesse momento ela sabia que podia confiar em Regina, Emma sabia em seu âmago que Regina não lhe prejudicaria, então pôs se a loira a falar...

–Bom senhora, digo Regina, eu tenho 26 anos como a senhora já sabe, sou filha de David Nollan e Mary Margareth Swan, meu pai abandonou a mim e a minha mãe, quando eu tinha 14 anos, e minha mãe enfrentava pela primeira vez o câncer de mama, sempre fomos pobres mas depois disso a situação piorou, minha mãe doente então eu tive que e virar, aprendi o oficio com meu amigo Neal Cassidy, e vivamos de alguns bicos sustendo nossas famílias, mas ele se encantou pelo dinheiro fácil do tráfico, e após uma emboscada foi morto por uma boca de fumo rival, e nunca achamos seu corpo...

Enquanto Emma contava sua história, Regina pensava consigo, que aquela mulher a sua frente, era uma verdadeira heroína...

–Eu abandonei os estudos na quarta série pra ajudar meu pai com os afazeres, e não tive tempo de voltar, cuido da minha mãe que no momento tá no hospital lutando contra o câncer pela segunda vez, ela fica uma semana no hospital pra fazer a quimioterapia, e duas em casa pra se recuperar, antes desse emprego, eu me virava como podia, mas nunca roubei, isso não!

Emma ocultou o fato de por duas vezes ter tentado se prostituir, o ato em si nunca fora consumado, a primeira vez fora com o prefeito da cidade Leopold Winchester, um velho babão e safado, um pedófilo que se escondia atrás da máscara de bom samaritano, mas o mesmo não transou com Emma pois a achou velha quando perguntou a mesma a idade que tinha e ela lhe disse que tinha 16 anos, mesmo assim ele fez com que a loira lhe fizesse sexo oral e engolisse todo sêmen que despejara em sua boca, apenas pra humilhar ainda mais a pobre jovem, e a segunda vez foi com o padre da cidade August Booth um noviço recém saído do seminário, que era um safado enrustido em máscara de santo, August só não consumou o ato no confessionário da igreja pois foi flagrado pela irmã Astrid que nutria certo sentimos pelo mesmo, e usou isso de chantagem, para conseguir o mesmo em sua cama sempre que quisesse... Emma, depois das duas tentativas falidas de prostituir-se desistiu da idéia, não sem antes sentir-se o pior dos seres, pois ela nunca havia namorado, ela gostava de mulheres, sempre se interessará por serviços masculinos e corpo delicados, até achava alguns mulheres atraentes quando ia para o mercado fazer compras para sua mãe, mas nunca levavam a sério a cantada das mesmas, e assim passou sua juventude, cabisbaixa e virgem até àquele dado momento...

–Eu sempre levo o lanche da tarde pra minha mãe pois ela diz que comida de hospital e ruim, e essa é parte da minha vida...

Disse Emma para a morena, que nesse momento queria mais que tudo puxar a loira para si e envolve-la em seus braços, e a proteger de toda maldade do mundo e de tudo que ela já havia sofrido, Regina a olhava com espanto por ela ser tão forte e não ter desistido, e ternura por toda coragem e bravura que a loira tinha, e nesse momento, ouvisse batidas na porta, o jantar havia chegado para o desespero da loira, só de imaginar ter que comer com àqueles "pauzinhos" Emma soava frio... Regina se levantou e foi até sua bolsa pegar o dinheiro para pagar a comida enquanto o desespero crescia em Emma...

"Ferrou, como que eu vou comer esse troço,"

Pensava Emma, enquanto Regina retornava com as sacolas para o escritório, Regina não sabia o que dizer diante da loira, devido àquela história tão triste e ácida de ser digerida que a mesma lhe havia contado, a morena pensava o quão covarde foi o pai de Emma a ponto de à abandonar com a mãe doente, no amigo que ela havia perdido, na escola que ela abandonou pra ajudar em casa, e isso doía na morena de forma avassaladora, isso porque Emma por vergonha e até mesmo medo de que a morena não entendesse, lhe ocultara o fato ocorrido com o Prefeito e o Padre...

Regina distribui as sacola sobre a mesma e entregou a loira uma caixinha com macarrão yaksoba, e outra com frango e entregou a loira dois hashi, por um momento Regina esqueceu que a loira lhe dissera que nunca havia comido aquilo, e enquanto Regina se perdia em seus pensamentos, Emma lutava contra o frango, o "pauzinho" e o macarrão, Emma observou Regina e tentou fazer o que a mesma fazia, e justo quando ela quase acerta um pedaço de Frago com molho "voa" na camisa branca social que Regina usava, tirando a morena de seus devaneios, e fazendo a olhar para a loira em seguida, Emma estava branca como papel, e assustada pois esperava que Regina sairia lhe xingando, foi surpreendida pela gargalhada da morena, e sua atitude seguinte, lhe dizendo que não havia problema, e que isso realmente acontecia a primeira vez que se usava hashis..

–Emma, não se preocupe isso acontece eu deveria ter lhe dado um garfo!

Perguntou Regina enquanto ficava de pé e tentava limpar sua camisa com um guardanapo de tecido, por a camisa ser branca a mesma ficou um pouco transparente em volta de seus seios fazendo com que Emma virasse com rosto totalmente corado enquanto respondia sobre o talher, pois a mesma sentia uma crescente ardência em meio as pernas, enquanto Regina ficava de sutiã trocando de camisa em frente a loira...

–Regina eu vou querer o garfo se não se importa, antes que eu destrua mais uma camisa sua com esses "pauzinhos", e quanto a camisa eu vou te dar outra, porque essa dai não vai ter salvação...

Disse a loira enquanto apontava para a camisa em um canto qualquer da sala, o que aqueceu mais ainda o coração da morena, dada a preocupação da loira, Regina sabia que suas roupas, poderia ser uma peça apenas, representavam o salário do mês todo de Emma, e resolveu logo desconversar pois jamais aceitaria que Emma fizesse isso...

–Emma, não se preocupe eu já queria me livrar daquela camisa, você me fez um favor, não precisa me dar nada.. Explicou Regina enquanto estendia para a loira um garfo, ambas voltaram a jantar e Regina curiosa como sempre, tornou a perguntar sobre a vida da loira, que se sujava de molho feito criança, tirando sorrisos bobos dos lábios de Regina...

–Emma, você tem algum namorado?

Perguntou Regina, de uma vez, fazendo a loira se engasgar e imediatamente responde-lá...

–Não, senho, não Regina, não tenho namorado, e nem namorada antes que pergunte..

Respondeu Emma, com um sorriso torto nos lábios, que a deixará totalmente magnífica, Regina que não sabia o momento de se calar as vezes tornou a perguntar, sobre a vida de Emma, a morena sentia uma necessidade de estar perto, de proteger e de cuidar da loira cada vez mais, e sentiu até um certo ciúmes, o imaginar que Emma com àquela beleza angelical já deveria ter tido muitas mulheres em sua cama, o que a morena descobriria a seguir é que na verdade, Emma não tinha experiência sexual nenhuma....

–Então, Emma você já teve muitas namoradas?

Perguntou Regina com uma certa mudança na voz, o que a ingênua Emma nem percebeu...

–Não, na verdade nenhuma, sou solteira desde sempre, sempre quis cuidar da minha mãe primeiro....

Disse a loira naturalmente, terminando seu macarrão junto com Regina, que nesse momento, enfim caia a ficha de que Emma nunca havia estado com ninguém, era em todos os sentidos, casta e pura! Regina recolheu as embalagens, e pediu para que Emma dispensasse no lixo para ela junto com a camisa, enquanto ela ia para o estacionamento pegar o carro e aguardar a loira. Emma jogou no lixo as caixas de alimento vazia, e a camisa, ah a camisa escondeu em sua mochila pois nela estava o cheiro de Regina que era sua paixão a tanto tempo, a idéia da loira era olhar a marca e nem que levasse algum tempo comprar outra e dar a Regina... Emma pegou sua bicicleta, e se encontrou com Regina no estacionamento, e realmente a bicicleta da loira coube tranquilamente na caçamba da imponente caminhonete Branca que a morena dirigia, após acomodar a bicicleta, Emma entrou na caminhonete, e Regina seguiu com a loira rumo ao hospital do câncer de storybrook... No rádio do carro tocava Norah Jones, Come Away With Me, música que Regina sempre ouvira, mas nunca achou tanta graça não até o momento...

Venha embora comigo no meio da noite

Uma chuva fina começava a cair nas ruas da cidade cinza que era Storybrook, nos entornos da cidade, casais se uniam e outros deixavam a rotina acabar com seu relacionamento.

"Venha embora comigo, e eu escreverei uma música para você"

A vida amarga de Emma Swan estava prestes a mudar, pois alguma força algum ser superior, havia decidido colocar em sua vida um anjo

"Venha embora comigo de ônibus, vamos embora pra onde eles não possam nos tentar com mentiras"

Regina, sentia em seu coração apesar dos poucos meses de convivência, que era Emma, mesmo sabendo da verdade a poucos minutos, ela sabia que era a loira, e queria rouba-la para si

"Quero caminhar ao seu lado num dia nublado em campos onde o capim amarelo cresce até o joelho, então você não pode tentar vir?"

Emma, cheia de calos nas mãos, no corpo, e na alma, sentia pela primeira vez depois da morte de Neal que teria uma amiga, algum pra quem contar e rir das mazelas da vida, não imaginava ela o quanto Regina a queria

"Venha embora comigo e nos beijaremos no auto de uma montanha, venha embora comigo, venha embora comigo e eu nuca vou deixar de ama-la, quero acordar com a chuva caindo em um telhado de estanho enquanto estou segura em seus braços"

Ali crescia algo que o só o tempo explicaria, ambas seriam a cura da alma uma da outra, e a junção de dois corações despedaçados, Regina pelas mulheres que só queriam sua fortuna, e Emma pelas surras da vida

"Então, tudo o que eu pergunto é para que você venha embora comigo no meio da noite, venha embora comigo"

A partir dali vidas mudariam, para sempre.....

Continua……

Notas finais
Espero que tenham gostado.