Notas iniciais
Oi amadinhas e amadinhos, ainda tão ai? Bom capítulo curtinho, mas só pra não deixar vocês sem nada beijo esperem que gostem

Anteriormente em Mãos Calejadas....

"-Emma, essas flores são pra animar seu dia, e você ter um bom dia de

trabalho, espero que você goste...

Disse a morena estendendo o pequeno arranjo a Emma que a olhava

encantada, surpresa e feliz, era o primeiro presente que recebera em

toda vida, e vindo de Regina sua paixão, seu amor incontado, foi mais

significativo ainda, e a loira só pode responder um caloroso obrigada,

puxando Regina para um inesperado abraço, era incrível o jeito de

menina mulher que Emma tinha e isso cada vez mais deixava Regina

encantada..

–Obrigada, Regina eu amei...

Após o agradecimento partiram em direção ao trabalho onde com certeza

buchichos seriam ouvidos, mas nesse momento nada importava, a não ser

o sorriso de Emma, e o coração feliz de Regina..."

Emma admirava as flores com um sorriso tão lindo no rosto que era

impossível não se contagiar com sua alegria, e não sorrir junto com

seu sorriso, Regina a observava de esguela sorrindo internamente, e

com o coração batendo descompassado, a morena nunca havia se sentido

assim, aliás, havia ela uma vez se enganado e sofrido duramente com

esse erro, enquanto fazia a faculdade de engenharia, Regina havia

conhecido Julia, uma ruiva pela qual se apaixonou louca e cegamente,

namoraram por dois anos e Regina marcou o casamento, no dia esperado

enquanto Regina esperava sua noiva no altar, a mesma fugia para Europa

com todo dinheiro que conseguiu roubar da morena junto de seu amante

Neal... Por anos Regina se fechara para o mundo, tornou-se reclusa e

se isolou até mesmo de sua irmã, o medo a fez se tornar uma muralha,

uma mulher fria e carrancuda, que levava as mulheres para cama e logo

cedo saia, sem nem ao menos se despedir... Mas ainda que recentemente,

com Emma que a cada minuto lhe mostrava uma nova e diferente faceta, a

morena sentia uma segurança, e uma paz, que nem mesmo nas longas e

tórridas noites de sexo que tinha com Julia ela sentia.

Enquanto o carro de Regina se aproximava do canteiro de obras, Emma,

que ainda tinha um certo medo dentro de si apenas suava frio

observando pela janela aberta do carro, pensava ela que a morena a

despediria, ou faria algo que acabasse por revelar seu segredo, e

Regina percebendo o semblante um pouco aflito da loira, resolveu falar

antes que uma certa loira acabasse ficando mais nervosa ainda...

–Emma, porquê tanta aflição?

Perguntou a Morena para Emma que se virou soltando o ar que prendia

sem percebesse, e disse...

–Rêh, Eu sei que o quê estou fazendo não está certo, eu não sei fazer

outra coisa além disso e também, eu gosto do que faço, Eu poderia

manter meu trabalho??

Disse Emma olhando para o arranjo em suas mãos, enquanto Regina

estacionava o carro, a morena em tão pouco tempo havia desenvolvido um

habito de em todo momento querer tocar em Emma, adorava quando a mesma

lhe chamava por esses apelidos que lhe soavam aos ouvidos de forma tão

carinhosa. Regina estacionou o carro, desligou o mesmo, e se virou

para a loira a seu lado segurando em seu queixo lhe disse...

– Emma minha querida, quero que fique claro que só eu sei seu segredo,

e não me importo e nem ligo acho esse um gesto admirável, aliás, tudo

em você é admirável, quanto a não saber fazer outra coisa, não se

preocupe, vou te ajudar com isso, agora, vamos ao trabalho?

Disse Regina acariciando o rosto da loira, que lhe olhava com aqueles

olhos verdes tão profundos e lindos, saíram do carro sobre os olhares

atentos dos funcionários, pois "Thor" e Regina saíram rindo enquanto o

pedreiro levava consigo em direção a seu armário o arranjo que ganhara

de Regina, Regina seguiu em direção a seu escritório para chata e

maçante reunião do dia, enquanto Emma, agora já prestes a pegar

serviço, como o calado "Thor" foi rumo aos vestiários se trocar.

A loira colocou o arranjo e seu armário, ela queria preservar àquelas

flores ao máximo, e seu intuito era no seu horário de almoço ir até a

floricultura e perguntar quanto custaria pra que como ela dizia

"secassem" as flores e as colocassem em um quadro. A loira pegou seu

uniforme e seguiu para a parte que tinha portas no vestuário, se

trancou lá dentro e despiu-se, ficando apenas de cueca, apesar de ser

uma adulta Emma adorava cuecas com temas infantis e a mesma ficava

super linda vestindo-as, dessa vez era uma preta do Bart Simpson que a

deixava com ar de moleca... Pegou a faixa e pôs-se a esconder os

seios, sorte dela que seus seios eram medianos, e por ser alta ela

conseguia os esconder bem, vestiu por cima seu top, e uma camiseta

preta colocando o uniforme largo por cima, o que também a ajudava

bastante, vestiu as calças cinzas, calçou as botas de proteção,

colocou as luvas e capacete e se retirou para o canteiro de obras,

como já tinha tomado café com Regina a loira seguiu logo em direção á

seu serviço.

Mal ela começou sua função, e já ouviu burburinhos de alguns

funcionários mais assanhados, a loira claro manteve a face carrancuda

enquanto ouvia coisas do tipo...

–Essa dona patroa é muito gostosa, se fosse mulher minha, nem de casa saia...

–Eu ia deixar toda ardida...

Entre outras coisas piores ainda, Emma assentava seus tijolos calada,

fechando a cara mais ainda a cada novo comentário, dentro dela crescia

um ódio inexplicável, uma raiva e uma ira que nem mesmo ela conhecia,

mas a gota d'água, foi o comentário de um dos funcionários enquanto

colocava a mão audaciosamente sobre o ombro de Emma...

–Eita Thor, o caladão conseguiu comer a dama de ferro, e ai ela

raspadinha? Diz ai..

Dizia o atrevido de forma baixa, enquanto ele e mais alguns

gargalhavam, o que não esperavam era a reação de Emma, no caso agora

"Thor", que largou seus tijolos e deu lhe um soco fazendo o sujeito

revirar para trás, a turma do deixa disso, que chegava para apaziguar

a situação, levantava o sujeito que nesse momento sangrava pelo nariz,

para uma menina Emma batia bem forte, a vida a fez ser assim, o

sujeito até tentou partir pra cima de Emma, que se preparava para

partir-lhe a cara, tirando a parte de cima do uniforme e o capacete,

seus seios apertados nem dava para notar o volume, seus braços um

pouco sujos e os cabelos agora desgrenhados lhe deixavam com um ar

surpreendentemente sexy, Regina que viu toda a cena e até entendeu o

motivo da explosão da loira, achando surpreendente a forma como Emma a

defendeu, resolveu intervir, mal sabia a morena que Emma sempre a

defenderia, do jeito dela mas defenderia..

–Os dois, parem já com isso, e na minha sala agora!

Disse Regina se virando em seguida, ver Emma daquela maneira, a

deixava ainda mais desnorteada, e em sua mente ninfomaníaca desejos se

formavam, e justo por isso, seria difícil bronquear a loira, vendo-a

vestida daquela forma tão rude e atraente, o pedreiro foi na frente de

Emma com um tampão no nariz, para parar o sangramento, e Emma atrás

cabisbaixa, pensava ela que por sua causa ambos perderiam o emprego,

mesmo brava, Emma ainda pensava no próximo, sabia que seu colega de

trabalho mesmo agindo errado tinha uma família a qual sustentar, e um

filho a caminho, e a economia não se está boa pra se ver desempregado

nessa altura do campeonato... Regina já sabia o que havia ocorrido, e

pretendia despedir naquele momento o pedreiro falador, mas a atitude

de Emma a deixou com olhos marejados, pois ela jamais entenderia como

uma pessoa poderia ser tão doce a ponto de nunca querer o mal alheio e

em momento algum pensar em si...

–Regina, a culpa foi toda minha, Eu quem não soube levar na

brincadeira, e acabei partindo pra grosseria, acho que se alguém tem

que ser punido, esse alguém, sou Eu, uma advertência não é bom na

carteira de ninguém...

Disse a loira com aquele sorriso lindo que abalava as estruturas de

Regina, se Emma pedisse a lua a Regina, Regina lhe daria o universo só

para ver sua loira sempre sorrindo, o gesto de Emma surpreendeu até

seu colega de trabalho o mesmo a essa altura do campeonato, já se via

desempregado, mas graças a uma loirinha isso não aconteceria... Regina

resolveu dispensar o funcionário agredido, mas ainda queria Emma

dentro de sua sala, na verdade a morena ansiava Emma dentro de outro

lugar, mas esse momento ainda chegaria, não hoje mas chegaria...

–Francisco, passe na enfermaria pra olhar esse nariz e tire o dia de

folga, não quero saber de brigas no meu canteiro de obras, aqui não é

rinha de galos, e Thor, na minha sala...

Disse Regina voltando a caminhar e contendo o riso pela cara de

assombro de ambos, tanto de Emma quanto de Francisco, esse gesto de

Emma em assumir a culpa toda para si, naquele momento fez com que ela

mesmo sem saber ganhasse o respeito de 'Chico', mesmo a loira

provavelmente tendo lhe quebrado o nariz, e com certeza o assunto

Regina não seria mais tocado, Francisco retirou-se dando a "Thor" um

aceno de cabeça, e o mesmo seguia Regina de cabeça baixa... A

entrarem na sala, Emma se surpreendeu com a atitude da morena, que lhe

agarrou pelo pescoço lhe beijando as bochechas, mesmo suada, Emma

tinha um cheiro doce de canela que se tornava para Regina um vício

secreto a cada minuto..

–Não pense que achei bonito você se engalfinhando com aquele sujeito,

e também ele poderia ter lhe machucado, mas achei fofo sua reação ao

me defender, eu vi toda a cena, minha reunião tinha acabado e eu desci

um pouco pra te ver...

Disse Regina, com um sorriso amarelo e corando, dessa vez a morena que

se envergonhara, ao confessar que estava de certa forma espionando sua

loira... Elas nem tinham percebido mas ainda estavam abraçadas quando

Emma se soltou e disse a Regina...

–Que nada Rêh, sorte dele, que você chegou, ele não seria páreo para

os meus "muques"

Disse Emma suspendendo a camiseta e expondo um abdômen totalmente

chapado, e fazendo sinal de forte com o braço, Regina por alguns

momentos se esqueceu de ser discreta e literalmente "comeu" a loira

com o olhar, sendo tirada de seus pensamentos mais sórdidos por Emma

lhe chamando, a morena logo mudou o assunto...

–Mesmo assim, nada de brigas, hoje nós vamos sair mais cedo para eu te

levar até a sua casa pra que a senhorita pegue roupas, assim não vai

ter desculpas pra não dormir na casa, e depois vamos ver sua mãe...

Emma morava em uma residência humilde, se sentiu envergonhada, ela não

queria Regina visse sua casa, tinha medo que a morena risse dela ou

algo do tipo, a loira até tentou dissuadir Regina, mas a morena era

irredutível quando colocava algo na cabeça...

–Regina, eu posso ir agora no horário de almoço e aproveito pra pegar

minhas roupas, assim não te incomodo...

Disse a loira esfregando as mãos, em um típico gesto de nervosismo,

Regina já entendia todos os sinais da loira, e sabia que o fato da

mesma não querer que ela fosse até a sua casa era apenas por vergonha,

mas a morena não se incomodava com isso...

–Emma, não precisa ter vergonha de mim, de que eu veja sua casa eu não

me importo nem um pouco com isso, e agora, "Thor" eu tenho que voltar

ao trabalho...

Disse a morena gargalhando, enquanto apertava a bochecha de Emma que

sorria feito boba, Regina se tornava para ela uma pessoa tão especial

quanto sua mãe. Regina voltou ao seu trabalho, e "Thor" foi em direção

a seus tijolos, sorrindo mais que nunca, e agora com o respeito de

todos sem o falatório sobre quem era Regina....

Continua 7