Mãos
1 Mãos
Mãos de unhas grandes, dedos longos e enrugados.
Mãos que tocam piano, que tocam guitarra e violão.
Mãos que abrem o pote de vicodin, que escrevem no quadro branco, que seguram a bengala e fazem café.
As mãos que escrevem músicas são as mesmas que mexem no paciente em operação.
As mãos que salvam vidas são as mesmas que me alucinam.
Suas mãos de longos dedos me apertam, me acariciam e me afagam.
Sinto suas mãos em minhas pernas, em minha barriga e em meus seios.
Nossas mãos se entrelaçam na hora do amor, minhas mãos agarram suas costas, enquanto morro de amor.
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- Para de passar a mão!
- Tá coçando!
- Eu imagino, olha o tamanho dessa barba!
- É eu sei, tá horrível, e coça demais.
- Você tá parecendo um muçulmano.
- Muito engraçado. Quer me fazer um favor?
- Depende, o que é?
- Use as unhas da sua mão e coçe aqui. — Ele apontou para o queixo.
Lisa se aproximou dele e passou a mão no rosto dele, sentindo a barba enorme, que deveria MESMO estar incomodando. — Hugh, o David deu alguma previsão para você cortar isso? A coisa tá feia mesmo.
- Muito obrigado, seu incentivo me anima bastante. — Ele levantou o polegar em “legal” para ela.
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Wilson abriu a porta da sala de exames para encontrar House sentado na maca, agarrando a mão roxa.
- Que diabos você fez?
- Quer fazer o favor de entrar aqui e me ajudar?
- Como você fez isso?
- Não interessa agora. Eu preciso que você dê um jeito nisso.
- O cérebro costuma desviar a atenção para a dor mais latente. Como você está?
- A perna está bem, a mão está doendo para caramba.
- É bom, assim você aprender a não fazer apostas idiotas com a Cuddy.
- Um mês fora da clínica, Wilson, vale a pena ficar sem o vicodin por uma semana.
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