Notas iniciais
amoooooores, me desculpem por não ter postado assim, tanto tempo e pá

Agora saiu algo da minha cabecinha oca *-*

Bom, nesse cáp tem a música "Lucky - Jason Mraz feat. Colbie Caillat"

TMJ é do Mauricio (:

http://www.youtube.com/watch?v=h8Hgp150Eno (aqui o link da música, vou por um (*) pra indicar que vocês comecem a ouvi-la =)

Estou postando, beijos LF

- Narração Off –

Certa garota de negros cabelos acordava lentamente, entristecida. Ela abriu seus olhos e então notou que tudo não passara de um horrível pesadelo. No sonho ela via o, talvez, amor de sua vida, Cascão. Mas ele não estava só, ele estava andando pelos corredores da escola de mãos dadas com a garota que Magali antes dizia ser sua melhor amiga. Talvez esse sonho tivesse sido um pressentimento do que poderia ter acontecido, se Cascão aceitasse o beijo da garota. Cascão acabava de abrir os olhos também, e sentava-se em sua cama. Ia até a janela e a abriu um pouco, deixando um feixe de luz entrar e ir direto em direção aos seus olhos, estes que se fecharam por reflexo. Ele seguiu até o banheiro, tirou sua cueca e sua regata, ligou a água do chuveiro e logo entrou. Seus pensamentos inundaram sua mente, enquanto a água passava por seus cabelos encaracolados e pretos. Magali olhava constantemente no relógio, como se esperasse alguém chegar para lhe tirar dali. Sua cabeça era invadida por diversos pensamentos, alguns preocupados, outros mais tristes, mas nenhum que lhe desse confiança ou talvez otimismo. Ela é uma garota forte, mas perdera todo seu chão, todos nós nos baseamos em algo para crescer, para ser melhor. E enquanto nos baseamos nisso, precisamos de um chão, e esse chão são nossos amigos e nossos parentes mais próximos. Ela achava que havia perdido tudo que mais gostava, e de certa forma realmente havia. Havia quase perdido sua mãe, havia perdido seu namorado e sua melhor amiga, duas pessoas de quem mais gostara a vida inteira. Agora nada parecia mais fazer sentido, a dor da garota era enorme, insuportável. Ela não via mais sentido em nada, não queria mais viver (pois não via sentido nisso também). Embora ela antes gostasse da vida, agora ela dizia adeus todas as noites antes de dormir, torcendo para que não acordasse no dia seguinte. A dor de acordar e perceber que aquelas pessoas não estavam mais ali era maior do que qualquer outra relutância interior que procurasse um pouco de felicidade. Agora essa palavra já estava esquecida em seu culto vocabulário, ela não sabia mais o que era felicidade. Ela estava desistindo dos sonhos. Os sonhos dela eram os melhores possíveis, ajudar a todos sempre. Ela foi ao banheiro, se despiu e entrou no chuveiro. Ela e Cascão estavam separados de corpo, mas de alma estavam juntos. E, do nada, ambos começaram a cantar uma música, eles tinham sincronia, tinham tudo, e estavam longe. Eles escutavam partes na cabeça, cantavam como se estivessem cantando com outra pessoa – o que realmente acontecia, embora eles não soubessem.

(*)

[Cascão] Você me escuta falando com você?

Através da água, através do oceano azul

Debaixo do céu aberto, a, cara, baby, estou tentando

[Magali] Garoto eu ouço você em meus sonhos

Sinto você sussurrar através do mar

Mantenho você comigo, em meu coração

Você torna mais fácil quando a vida fica difícil

[Cascão e Magali] Tenho sorte de estar apaixonada pelo meu melhor amigo

Sorte de estar onde tenho estado

Sorte de estar voltando para casa

Oooohhhhoohhhhohhooohhooohhooohoooh

[Magali (parte maior)e Cascão] Eles não sabem quanto tempo demora

Esperando por um amor como este

Cada vez que dizemos adeus

Eu queria mais um beijo

Eu espero por você, eu prometo, eu vou esperar

[Cascão e Magali] Tenho sorte de estar apaixonada pelo meu melhor amigo

Sorte de estar onde tenho estado

Sorte de estar voltando para casa

Tenho sorte de estarmos nos amando de todas as formas

Sorte de ter ficado onde nós ficamos

Sorte de estar voltando para casa um dia desses

[Cascão] E então estou navegando pelo mar

Para uma ilha onde nos encontraremos

Você irá ouvir a música, sentir o ar

Eu coloco uma flor em seus cabelos

Uma lágrima cai do olho de Magali.

[Magali] E embora a brisa esteja através das árvores

Se movem bastante, você é tudo o que vejo

Enquanto o mundo gira a nossa volta

Você me abraça aqui, agora

[Cascão e Magali] Tenho sorte de estar apaixonada pelo meu melhor amigo

Sorte de estar onde tenho estado

Sorte de estar voltando para casa

Tenho sorte de estarmos nos amando de todas as formas

Sortudo de ter ficado onde nós ficamos

Sortudo de estar voltando para casa um dia desses

Ooohh ooooh oooh oooh ooh ooh ooh ooh

Ooooh ooooh oooh oooh ooh ooh ooh ooh

A música era perfeita, para os dois. O casal era perfeito, tudo era perfeito. Caíam lágrimas dos olhos da garota, mas mesmo assim ela estava de pé. Desligou o chuveiro, pegou sua toalha, se enrolou e saiu do banheiro. Vestiu-se e desceu as escadas, esperançosa para que sua mãe estivesse ali, lhe esperando com um sorriso no rosto e um prato de panquecas com mel. A cozinha estava vazia. A imagem de sua mãe desapareceu de sua cabeça e lágrimas formaram-se em seu rosto e ela estava com muito medo, medo de que essa imagem nunca se repetisse. Saiu sem comer, passou pela grama que estava molhada, pois noite passada havia chovido. Resvalou e caiu. Cascão, que passava por ali e estava indo em direção à escola, viu a cena e eu uma risada, logo tapou a boca. Foi até Magali e lhe estendeu a mão. Esta, por sua vez, aceitou, porém, quando estava se levantando, Cascão resvalou e caiu. Ela caiu em cima dele. Seus rostos estavam bem próximos e eles estavam corados. Denise estava indo à escola e passava pela casa de Magali diariamente. Olhou para a cena e não se conteve.

_Achei que vocês tinham terminado. – Disse a ruiva, soltando risinhos abafados.

_Nós terminamos. – Magali tratou logo de responder, ela estava nervosa e vermelha, mas se levantou rapidamente e depois ajudou Cascão.

_Então porque estavam rolando na grama?

_Não estávamos rolando na grama e isso é história pra depois, agora temos que ir pra escola. – Respondeu rispidamente Cascão, ele só queria que Denise saísse dali, mas não seria grosso a ponto de expulsá-la. Eles voltaram a seguir o rumo principal, já estava até atrasados. Denise não percebeu, mas estava entre Cascão e Magali, que estavam caminhando de cabeça baixa, quietos, pois a ruiva falava muito e eles não estavam prestando atenção. Chegaram à escola e o portão estava fechado, então chamaram o PK. PK é o porteiro, seu nome é Pedro e ninguém sabe o porquê do K em seu apelido, mas ficará legal e então o apelido pegou. PK é um homem de mais ou menos 30 anos, e que gosta do que trabalha, gosta de, principalmente, ajudar os alunos. Então nosso trio explicou à ele o que havia acontecido. Depois de um tempo rindo, PK retoma o fôlego e fala:

_Como conseguiram cair?!

_Não faço a mínima ideia. – Respondeu Magali.

_Mas foi engraçado. – Completou Cascão.

_Vou ajuda-los a entrar na sala. – Depois de falar, PK abriu o portão e levou Denise e Magali até a sala. Logo em seguida levaria Cascão, já que ele era de uma sala diferente. Então PK bateu na porta da sala das garotas e o professor Rubens atendeu.

_Onde elas estavam? – Perguntou o professor, indignado.

_Eu fui trancar o banheiro e não vi as duas lá dentro, então as tranquei sem querer. – Mentiu PK.

_E como soube que elas estavam presas? – Insistiu Rubens. PK não tinha se preparado pra essa pergunta.

_Anh... Foi o Cascão que avisou pro PK, sor. Ele tinha ouvido nossos gritos e então nos ajudou. – Falou Magali e o professor ficou meio desconfiado, mas assentiu e elas entraram. Eles, PK e as garotas, respiraram aliviados. PK foi ao encontro de Cascão e o levou te a sala, disse que ele estava jogando bola e quando tocou o sinal foi tomar água, aí viu as garotas presas e blá, blá, blá. Ele entrou na sala e se sentou, então a professora fechou a porta e continuou a explicar. Fora uma manhã tumultuada, e era apenas o começo...

Notas finais
beijos, e espero que gostem *-*