Mágica Nerfal
13 Capítulo 13
Notas iniciais
espero que gostem do capitulo novo
ansioso pra saber o que acharam *-*
__Oi!__ O Billy estava há frente de uma lápide, com descrição de nome, Ana Rougher, então lembrei, quando o sacerdote o chamou pelo nome correto, não o Billy que ele pediu depois, era Petter Rougher.
__Cara o que você quer? Serio! Você tá me seguindo?__Fala ele irritado, pude perceber seus olhos cheios de lágrimas.
__Desculpe! Não era essa a reação que queria te causar! Então... já que estamos aqui, gostaria de conversar?
__Com você? Não!__Ele deu as costas a lápide e para mim também. Tenho certeza que ele me ignoraria por completo se não fosse ela no meio do caminho. Era ela, a garota que vi nas imagens mais cedo, Ana. A garotinha de minha visão, estava a cinco metros a frente do Billy, eu estava um pouco mais distante. Ela anda devagar e o Billy fala desconfiado.
__Ana? É você?__Ela não esboçou qualquer reação, a Ana ou sei lá o que era aquilo, estava com um simples vestido verde de tom claro e folgado, ela estava descalça e vinha de cabeça baixa. O por do sol, fazia a sombra do pequeno corpo dela, enlarguecer ao lado oposto da luz alaranjada do crepúsculo e ela andava anda meio fraca, com dificuldades. Billy da alguns passos para frente e questiona.__Ana? Está me ouvindo?
__A escuridão está aqui!__Ela fala em alto e bom som, anda em nossa direção com a cabeça baixa. Eu estou assustado e meus pelos do braço, já estão até arrepiados. Ela continua falando.__O selo será quebrado e ninguém terá mais paz!__Ao dizer isso um forte vento vinha do norte, as folhas das árvores sacudiram numa velocidade muito intensa, os cabelos da Ana sacudiam e vimos seu pequeno rosto pálido e seus olhos estão brancos, o que é isso? Ela se desloca do chão, seus pés se desencostaram grama do cemitério. Ela inclina o pescoço para trás e fica olhando pro céu com a cabeça levantada, a Ana abre a boca e uma nevoa azul escura (muito escura), sai de sua boca e logo a garotinha pousa delicadamente no chão, fraca não conseguiu ficar de pé e cai. Billy corre até Ana choroso e a coloca nos braços e pergunta.
__Você está bem?
__Desculpa Bill! Eu não cumpri minha promessa de ficar sempre ao seu lado!
__Oh! Não fale nada agora Ana! Você não deve desculpas, não teve culpa!__Fala ele fungando.
__Eu te amo Bill bobão! Mas tenho que ir, eles estão me chamando!
__Eles? Eles quem Ana?
__Os espíritos! Eu não tenho paz Bill..._Ela passa de um tom de voz quase confortável, para desesperada e carinha de choro.__Eu não estava doente Bill! Não foi natural, não foi natural!__Ela grita chorando e Billy estava desesperado.
__O que esta dizendo Ana? Não entendo, o que não foi natural?__A garota some de seus braços e ele agora estava abraçando seus próprios ombros. Vou até ele e estendo minha mão direita, que pra minha surpresa, não foi rejeitada ou ignorada. Ajudei ele a levantar-se do chão e então ele disse.
__Isso nunca aconteceu! O que ela quis dizer?
__Pra ser sincero!__Ele estava confuso, tentei falar a verdade na cara, pra cair logo a ficha dele.__Ela estava dizendo que a morte dela não foi algo natural, quer dizer... foi proposital!
__Como assim?Ela estava doente cara!
__Billy! Há alguns dias eu não acreditaria, mas, levando em conta que somos bruxos, acho que tudo pode acontecer! Prometo que se você quiser eu...te ajudo a descobrir o que aconteceu com a Ana!
__Por que faria isso por mim? Nem me conhece!__Reclama ele.
__Não sei! Talvez por sermos da mesma linhagem mágica ou até porque eu simplesmente quero ajudar! Não precisamos ser amigos, só me deixe te ajudar! Billy, eu vi a cara daquela garotinha também, era... triste, vaga, sofrida!__ Meus olhos já estavam encharcando.
__Ok! Mas não precisamos ser amigos!__Apertamos as mãos como se assinássemos um acordo. Nos viramos, tenho certeza que ele queria ficar sozinho pra digerir tudo isso e eu tenho um melhor amigo pra dar apoio e ficar do lado dele. Antes que pudéssemos sair do local onde está a lápide da Ana o Billy fala.__Ana era a minha irmã adotiva, era a única coisa que eu tinha depois de meu irmão mais velho ter morrido! Te agradeço de já essa ajuda!__Ele se virou andou rápido entre as lápides e sumiu, depois de um morro gramado aqui no cemitério. O céu já estava ficando escuro, volto para o banco onde Ruan e Dani estão e fomos para casa do R..
*--Residência dos Kefrers–-*
__Eles não me disseram nada! Sei que aconteceu algo!__Fala Gabriel sentado numa cadeira, na biblioteca, da casa, do ancião Kefrer.
__Talvez deva mudar um pouco seus métodos! Consiga a confiança dos seus casulos!
__Desculpe Kefrer! Sei que sou duro com eles, mas dos meus casulos cuido eu!__Reclama Gabriel.
__Mas de você cuido eu Sr Soliver! Quero que mude um pouco, principalmente com o Erick! O Jhonatan deixe que o convencerei a me contar o que aconteceu ontem a noite! Como você disse, havia sinais de magia negra naquela região da floresta!__Levanta o ancião colocando uísque em dois copos. Ele entrega um ao Gabriele continua falando.__Sabe Sr Soliver, muita coisa pode acabar acontecendo! Você já leu o Diário de Charlote Tailla?
__Sim! Sei o que aconteceu com o Williams David à cento e trinta e dois anos atrás! Acha que pode acontecer o mesmo com o garoto?__Pergunta Gabriel dando uma golada em seu copo com uísque.
__Não tenho certeza! Mas temos que precaver!__ O olhar do Kefrer estava distante e inseguro, por um instante parecia que o velho ancião estava com medo, muito medo.
Atrás da porta ouvindo a conversa estava Alexa, com ouvidos atentos dentro de um copo de vidro. Ela ouve passos se aproximarem da porta e corre pro seu quarto, que não fica longe da biblioteca onde os adultos conversavam. A garota de franja branca e rabo de cavalo deixa uma pequena brecha na porta de seu quarto e encosta na resta de luz seu olho direito, numa tentativa de espionar a conversa dos adultos. Ela ouve eles cochicharem.
__Tome cuidado Sr Soliver! Fique atento!__Seu avô falou para o sacerdote.
__Consiga as respostas com o Sr Framer, Kefrer! Isso é importante, sabe disso!__Neste momento Alexa se questiona pensativa, o que Jhonatan escondia dos adultos? E o principal, por que ele ainda não havia contado nada a ela? A garota de uma lingerie provocante e branca, sussurra pensando alto.
__O que há no diário de Charlote Tailla, para o vovô e o sacerdote da nova linhagem temerem tanto o Erick?
Algumas horas haviam se passado, Alexa estava faminta por respostas e ela só iria parar quando as tivesse. Ela abre a porta de seu quarto, segurando uma lanterna com uma mão e fechando a porta silenciosamente com a outra. Corre com as pontas dos pés no corredor que leva a biblioteca de seu avô. Há seis meses atrás, Alexa havia feito uma cópia de cada chave das portas da casa, sem que seu avô desconfiasse. Em cada chave ela colocou uma etiqueta, ela separa em seu molho, a chave com a etiqueta escrita "biblioteca". Ela entra e tranca a porta silenciosamente, liga sua lanterna e tenta procurar o diário de Charlote.
Charlote aparentemente foi uma bruxa da linhagem mágica Nerfal, talvez da mesma linhagem do Williams David, o ultimo antes do Erick, a ser escolhido pelas trevas. Com certeza ali, Alexa obterá algumas respostas, ela pode até mesmo descobrir o motivo de seu avô está tão assustado. Ela vê ele o diário, facilmente posicionado, em cima da escrivaninha do avô. Alexa abre o livro de capa dura preta, com uma única palavra escrita de prateado, "diário", ao abrir ela ler em uma página encardida uma dedicatória.
"Para minha linda filha, Charlote Tailla... A lua toca sua face e seu olhar brilha com a lua! Te amo atenciosamente sua mãe! "
Alexa alisa com as pontas dos dedos uma das páginas amareladas, nesta tinham mais palavras e estava quase datada. Ela lê um pouco alto.
__Segunda-feira, mil oitocentos e setenta e oito!__Alexa escuta um pequeno barulho no corredor, desliga a lanterna e se abraça com o diário embaixo da escrivaninha. A porta se abre devagar, fica aberta por alguns segundos e volta a fechar, a garota fica parada e segurava a respiração, na tentativa de que se alguém tivesse fuçado a biblioteca, não a ouvisse de jeito algum. Ela espera poucos minutos e coloca sua cabeça sobre a escrivaninha, liga a lanterna e por sorte não havia ninguém na sala. Provavelmente seria o Otávio, fazendo algum tipo de vistoria noturna, pensa ela.
Ela volta a pegar o diário, guia a luz da lanterna até a página onde tinha parado de ler.
__Meu nome é Charlote Tailla...
Notas finais
espero de ♥ que tenha gostado :)
Fale com o autor