Lílian Evans

1 Agradável visita


O Sr. e a Sra. Evans se orgulhavam da família que tinham, excepcionalmente comum tanto quanto feliz. Certa noite no jantar, Petúnia, a filha mais velha, resolveu interromper a piada que o seu pai estava contando sobre O Camponês Sem Um Polegar.

– Mamãe e... e papai ­– começou Petúnia – Eu tenho que contar algo para vocês.

– Conte querida. – pediu o pai desapontado devido a interrupção.

– É que – a menina inspirou fundo para tomar coragem – alílianestáseencontrandocomumgarotoesquisito.

– O quê? – Falou a mãe da menina – Alguém entendeu o que ela disse?

– Fale mais devagar. – recomendou a outra filha, em um tom severo.

– Ah sim, claro – Petúnia apressou-se a dizer – A Lílian se encontra com um garoto toda a vez que ela vai no parquinho e, ele é bem esquisito.

– Lilían, por que não contou isso para nós? – disse a mãe mostrando-se encantada.

– Angelina! – disse o pai quase gritando – Você devia chamar a atenção de Lílian ao em vez de admirar-se, ela ainda é um bebê.

– Não é nada disso, vocês estão entendendo errado! – disse Lílian desesperada.

Petúnia ria da situação.

– Eu... eu virei amiga dele, ele... ele é apenas um amigo.

– Não vai contar o resto? Não vai contar que ele é esquisito e enche a sua cabeça de titica? – Petúnia falou com rispidez.

– O que ele fala para você minha filha? – perguntou o pai preocupado.

– Eu faço coisas acontecerem, coisas que não é normal, lembram? E – Lílian pigarreou – Ele disse que isso é magia, ele disse que eu sou uma bruxa.

– E ela acreditou, aposto que um dia ela até já pensou que era o Papai Noel – Petúnia deu uma risada de deboche – Ela se acha tão... tão especial.

– JÁ CHEGA! – gritou o pai – Lílian minha querida, essa história de magia não é real, eu lamento por isso.

– Eu fui mesmo uma tola em acreditar nessa história – disse Lílian com voz de choro – É que o menino Snape me pareceu tão convincente que eu...

Petúnia fizera cara de riso.

– Tudo bem minha filha. – Angelina apressou-se a ir até Lílian e abraçá-la.

Petúnia revirou os olhos.

O jantar ficara silencioso, e Alberto e Angelina não paravam de trocar olhares de preocupação, enquanto Lílian fungava o nariz tentando ser discreta.

– Papai, não vai continuar com a piada? – pediu Petúnia.

– Ah, claro – Alberto sorriu, sentindo-se alegre por arranjar uma desculpa para quebrar o silêncio – Então, depois do Camponês bebericar sua cachaça ele decidiu ir atrás da amada, chegando lá...

Ouviram-se três batidas na porta de madeira. Todos se olharam confusos e Angelina foi abrir a porta, enquanto Alberto fizera uma cara de desapontamento por ser interrompido novamente durante a piada.

– Olá, Sra. Evans – Disse uma mulher que Lílian não reconheceu a voz.

– Olá Sra...? – Pediu Angelina.

– McGonagall. – completou a mulher de voz severa.

– Qual o motivo de sua visita, Sra. MacGonagall?

– É uma história longa, posso entrar?

– Claro, claro... entre.

Alberto apressou-se a se levantar da cadeira.

Era uma mulher com a aparência tão severa quanto a voz, uma mulher alta de vestes verde-escuro com detalhes prateados, e estampava um sorriso educado no rosto.

– Olá, sou Minerva McGonagall. E o que vim fazer aqui exige alguns minutos, então é melhor nós nos sentarmos nos sofás.

– Certo – disse Alberto – Crianças, melhor subirem.

– Não, elas deverão ficar – disse a mulher – Vim aqui justamente por uma delas.

Alberto olhou confuso para as meninas.

– A sala é por aqui – Disse Angelina entrando na sala.

Todos já estavam sentados e MacGonagall olhara para a mãe e começou.

– Eu sou a vice-diretora da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

No momento em que ela terminou a frase, Petúnia cruzou os braços demonstrando irritação, Angelina gemeu demonstrando desentendimento, Alberto tentara demonstrar-se calmo e Lílian estava com os olhos brilhando.

– Entendo o choque que vocês estão sentindo, já passei esse recado para várias famílias e todas elas ficaram surpresas tanto quanto vocês. Mas devo informar que com o tempo todas elas se acostumaram.

Naquele momento Lílian pensara que iria explodir com tamanha felicidade, só conseguira pensar que era verdade, tudo o que o menino Snape falara, sobre dementadores, corujas, varinhas, até mesmo sobre delícias gasosas.

Notas finais
É a minha primeira fanfiction e espero que tenham gostado. Peço que recomendem ela, já que essa é a minha única rede-social e quase nunca falo com alguém. Estou disposta a receber qualquer crítica ou algo do tipo. Obrigada e tchau!