Notas iniciais
Hola, mis amigos ^^

Espero que gostem *---*
~~ Boa Leitura ~~

"A vida é um mistério".

Provavelmente você já ouviu essa frase antes, ou talvez não, mas para tudo há uma primeira vez, não é mesmo? Gosto de pensar que de 7,2 bilhões de pessoas no planeta, eu fui uma das escolhidas para conhecer mais de perto esses enigmas que a vida nos apresenta ao longo do caminho sinuoso que temos que percorrer enquanto vivemos. Misteriosa e surpreendente, magnífica e assustadora; sim, ela é isso tudo.

Quem sou eu? Sou só uma garota comum que se esconde as sombras de mais um dos enigmas da vida. Meu nome é Constance Hiero, tenho dezesseis anos de idade e meu caso ainda é um mistério para todos. Visitei hospitais de vários lugares do mundo, mas, os resultados são sempre os mesmos: Saudável como um cavalo.

Já está curioso em relação a que a estupenda vida me presenteou? Paciência. Já vou relatar cada detalhe de meu presente divino ou maldição infernal. Sou luterana, assim como meus pais eram. Sim, eram, um acidente de carro tirou a vida deles. Lembro-me até hoje do dia em que íamos a casa de uma antiga amiga de minha mãe para comemorar o aniversário do filho dela. Nem preciso citar que nunca chegamos até lá, preciso? Um caminhão bateu em nosso carro no caminho. Era dia 31 de outubro, Halloween, uma data que eu nunca havia comemorado.

Ainda estava consciente quando vi um homem com máscara de palhaço apontar uma arma para meus pais e disparar três vezes. Boom, Boom, Boom. E então silêncio. A chuva começou a cair e vi o homem palhaço atear fogo no carro e sumir. Consegui sair do carro arrastando Clair comigo para o mais longe possível do carro. Clair: minha irmã dois anos mais nova. Tentei voltar para buscá-los, mas o carro explodiu antes disso. Ele até demorou a chegar a essa explosão, talvez uma intervenção divina. Já era tarde e o fogo os consumia e a deslocação de ar da explosão me jogou para longe enquanto cacos de vidro se prenderam em minha pele.

A partir desse dia começou meu sofrimento. Eu deveria ter sete anos. Tornei-me Coulrofóbica — fobia de palhaços — depois disso e eu e Clair ficamos órfãs. Fomos mandadas a um orfanato, e Clair logo foi adotada por uma família com dinheiro, afinal, Clair puxou meu pai, era loira e tinha os olhos claros de minha mãe. E eu, era a ruivinha esquisita, e quanto fui adotada, fui adotada por um casal homossexual, e posso dizer que eles me fazem feliz, apesar de sua relação peculiar. Nunca mais vi Clair.

Apesar das imagens daquele dia 31 me atormentarem até hoje, elas nunca me impediram de tentar continuar a ser feliz, eles iriam querem isso, eu sei. Sempre tento colocar um sorriso no rosto e deixar tudo no passado, mas uma coisa eu nunca tirei da cabeça: "Não foi acidente".

Meus dois amados pais sempre fizeram o possível para me dar tudo do bom e do melhor e sempre fizeram o possível e o impossível para me ajudar em minha pequena maldição.

Tudo bem, caro leitor, hora de falarmos sobre essa minha pequena peculiaridade; a minha união estranha que me liga a mais um dos enigmas da vida. Desde o dia em que meus pais de sangue — não digo verdadeiros, pois meus pais adotivos são pais de verdade para mim também — foram cruelmente tirados de mim e de Clair, e logo em seguida até Clair foi afastada de mim, já que os pais adotivo dela só queriam a ela pelo fato de eles serem loiros e ela se assemelhar a eles, coisas estranhas acontecem a mim em momentos inconvenientes ou até mesmo quando eu ficava muito estressada ou tinha emoções muito fortes.

Com ajuda de Martin e Laurent — pronuncia-se Lorran pelo fato de ser um nome francês — consegui controlar um pouco mais minhas emoções e assim essas coisas estranhas, mas nunca totalmente, uma coisa que aprendi é que algumas coisas são simplesmente incontroláveis. Que coisas estranhas são essas? Sangue, é uma palavra que resume bem. Sangue sai de minhas mãos, pés, cabeça, e olhos; às vezes de todos ao mesmo tempo, mas a maior parte das vezes é em somente em um lugar do corpo ou dois. Sangramentos repentinos e sem qualquer explicação surgem e quando lavados e o sangue para de escorrer, nem uma marca, nenhum corte, como se nunca houvesse acontecido. Nenhuma explicação, nenhuma ruptura.

Parece ficção, mas é a minha realidade. Em pesquisas descobri outros casos semelhantes ao meu. Um na Índia e outro na Nova Zelândia. Por anos vi tudo isso como uma maldição cruel que foi jogada sobre mim, e por tempos tentei cometer suicídio, apesar de saber exatamente para onde ia se conseguisse por fim a minha vida. Cortes profundos nos pulsos até a tentativas de enforcamento: Decidi parar quando vi a tristeza nos olhos de meus pais adotivos. Eles me amam e odiavam me ver sofrer. Depois disso só aprendi a conviver e esconder minha dor.

Ultimamente, esses sangramentos tem menos frequência, mas me impressiono por não ter morrido de hemorragia quando criança. Aprendi a conviver com isso, assim como um cachorro aprende a conviver com uma pulga. Comparação bizarra, eu sei.

Eu estou atualmente na metade do ano letivo do meu segundo ano do ensino médio em meu amado inferno Santa Clare College, colégio interno. Nunca falei nada a meus pais o motivo de ser um inferno para mim, de eu ser a excluída de qualquer grupo social. O motivo? Preconceito. Fazem chacota de mim por ser filha adotiva de um casal homossexual. Mal sabem eles que tenho os melhores pais do mundo.

O meus principais inimigos: Keanu Mizael. Popular, inteligente, bonito, arrogante e simplesmente o meu arqui-inimigo, o mais detestável ser que já pisou na terra, aos meus olhos. Isabelle Delucce. Popular, bonita, arrogante e a garota mais assustadoramente maligna que já conheci. Megan Hyushi. Popular, bonita, escrava-de-Isabelle, e arrogante. Semelhantes, não? Esses ricos metidinhos são todos iguais.

Isso são apenas detalhes.

É, a vida é um mistério, e há coisas na qual não podemos fugir, mas não será pessoas como eles que me impediram de ser feliz. Acredito que estamos aqui por uma razão, e que farei o possível para não deixar que detalhes atrapalhem minha vida.

Eu costumava pensar, me perguntar por que Deus havia permitido tudo isso; me perguntava se isso eram as trevas me envolvendo. Mas não penso mais assim. Por tanto tempo procurei respostas para minhas perguntas em uma tentativa desesperada de organizar meus pensamentos confusos. Talvez seja como perder uma chave; procuramos e procuramos desesperados para encontrar, e um dia, quando não procuramos mais, ela simplesmente aparece. Um fato: um dia tudo ficará claro como o dia, a verdade brilhará como um diamante e então todas as minhas perguntas serão respondidas.

Enquanto isso não acontece, eu simplesmente vivo a vida do jeito que deve ser.

Notas finais
Hello Hello o/
Se você leu até aqui já ganhou o *Super Parabéns da Tia Mei-chan*
EEeeeeEEEeeEEEehhhhhh >v<
Mereço reviews? Olha só, hein, não deixe uma história morrer... Reza a lenda que você ficaria com a consciência pesada...
Asuhaushaushaushuhaushuah
Beijos Beijos ^^