Lágrimas de Maroto - 1ª temporada

11 Capitulo 11 - Lembranças


Notas iniciais
Olá pessoas!! Como estão?? aqui estou eu de novo com mais um capitulo para vocês! este aqui surgiu de uma ideia que uma pessoa maravilhosa me deu, espero que ela goste, haha Antes de vocês lerem, gostaria de agradecer aos comentários da Ellryn, da Princesa Mestiça e da Rainha da Noite! obrigaada meninas, por todo o carinho, é graças a vocês que a fic está de pé! Espero sinceramente que todos gostem! Boa Leitura!

A noite de 1º de setembro estava bela e estrelada, como se o céu demonstrasse alegria por ver os alunos retornarem para um novo ano de aprendizado e confusões. Assim como o céu lá fora, o teto do salão principal de Hogwarts saudava novos e velhos alunos com a luz de dezenas e dezenas de estrelas.

Do lado de fora, apoiado no batente de uma janela, o enorme cão negro fitava o interior do salão com olhos que transbordavam saudade. Desejando intensamente que pudesse voltar no tempo, retornar para dentro daquelas paredes de pedra, para os banquetes maravilhosos....voltar para o tempo em que sua maior preocupação era qual seria a melhor maneira de atazanar as cobras da sonserina. Hogwarts sim fora a sua casa, e não a mansão fria e velha da família Black.

Era naquele castelo que ele realmente sentira ter uma família que se importava, que ele sentiu que valia a pena, que não era um mero fantoche comandado pelo peso do nome de sua família.

Enquanto observava o salão começou a se encher, uma torrente de alunos adentrando por suas grandes portas. Feliz, o maroto pode ver o afilhado de relance. Harry vinha acompanhado de uma menina morena e de cabelos muito cheios e um garoto alto de cabelos ruivos. O mesmo garoto que Sirius vira no jornal quando estava em Azkaban. o mesmo garoto que estava com Pettigrew no ombro. Então ele e Harry eram amigos...isso significava que aquele verme estava mais perto de seu afilhado do que ele imaginava. Teria que agir ainda mais rápido, tinha que afastar o traidor de perto do garoto.

A preocupação que submergira novamente na mente de Almofadinhas foi momentaneamente esquecida quando a seleção para os novos alunos começou. Aquela sempre fora a sua parte favorita do banquete de abertura, fazia-o lembrar da vez em que ele próprio estivera ali, sentado naquele banquinho com o chapéu velho e puído lhe cobrindo os olhos...

Flashback on:

Quando chegaram a estação de Kings Cross, tudo que o garoto mais queria era embarcar logo e ir para Hogwarts, sair de perto de sua família maluca, fugir dos olhos reprovadores de sua mãe que parecia censura-lo até quando ele respirava.

Walburga Black sustentava uma posição altiva, lançando olhares frios a quem se atrevesse a cruzar o olhar com o dela. Odiava estar ali. A pior parte de ter seus filhos estudando em Hogwarts era ter que leva-los até a estação, ter que se misturar com aqueles trouxas imundos e nojentos. Isso para não falar daqueles traidores de sangue, que insistiam em confraternizar com os trouxas, como se essa fosse a coisa mais normal a se fazer.

É claro que ela poderia ter mandado que Monstro, seu imprestável porém fiel elfo domestico, levasse seu filho mais velho até o local de embarque ( o mais novo só iria no ano seguinte), mas decidiu leva-lo ela mesma, assim se asseguraria de que o filho estivesse nas companhias certas. Sirius era rebelde demais para sair por ai sozinho, poderia se misturar com más companhias e acabar envergonhando a família.

Assim que atravessaram a barreira, entretanto, os planos da matriarca Black foram rapidamente frustrados. Antes que ela pudesse dizer ou fazer qualquer coisa, o garoto falou um “Thau mãe, até as férias!”, deu-lhe um abraço rápido e saiu em disparada empurrando o carrinho com seu malão. Antes que ela tivesse tido tempo de reagir, Sirius já havia sumido de vista.

O garoto abriu um largo sorriso ao constatar que havia conseguido despistar sua mãe. Não teria que lidar com os filhos de gente “importante” que ela tentaria força-lo a fazer amizades, e isso definitivamente era um alivio! Havia decidido que em Hogwarts seria diferente, que ele agiria unicamente por sua própria vontade, trilharia seu próprio caminho, deixaria a sombra de sua família para trás.

Correu os olhos pela estação, procurando por seu amigo. James havia combinado que o encontraria do lado de fora do trem, para que procurassem uma cabine e ele não tivesse que se sentar com suas primas detestáveis. O problema era que a estação estava absurdamente lotada de famílias que se despediam, e ele não conseguia encontra-lo.

Estava quase desistindo da busca e indo procurar uma cabine vazia quando alguém lhe chamou: — Ei Sirius!! Sirius!! – o garoto se virou e encontrou o dono da voz, um menino magricela e de cabelos muito negros e rebeldes, que vinha caminhando rapidamente em sua direção.

— Finalmente! Procurei você por esta estação inteira! Já estava achando que você ia sumir só para me pregar uma peça e me fazer dividir o vagão com minhas primas de nariz empinado! – brincou o garoto, dividido entre a carranca e o riso.

— Desculpe desponta-lo, mas você não é uma boa vitima para pregar peças! – respondeu James, as gargalhadas. – Além disso, acho que seria bem pior para as suas primas do que para você se eu tivesse te largado aqui. Imagina a cara delas quando descobrissem que teriam a sua ilustre companhia?

— Você tem razão, seria um choque em tanto! – Sirius embarcou na risada – Anda, vamos achar uma cabine antes que todas fiquem cheias.

Os garotos embarcaram no trem a vapor, arrastando seus pesados malões. Tiveram que andar quase até o fundo até finalmente encontrarem uma cabine vazia.

— Finalmente! – disse James, se jogando no acento. – Já estava cansado de arrastar essa coisa pelo trem inteiro, está pesado.

— Nem me fale, parece que andei quilômetros e quilômetros. – falou Sirius, sentando-se de frente para o amigo.

— E então, como conseguiu se livrar da tia Walburga?

— Se ela te ouvir chama-la de “Tia” é capaz de azara-lo! – respondeu Sirius, recomeçando a rir. – Não foi difícil, pra dizer a verdade. Assim que passamos pela barreira eu me virei, falei tchau e dei um abraço nela. Antes que ela respondesse já tinha virado e saído correndo.

James abriu a boca para responder o amigo, mas antes que tivesse terminado a primeira palavra, uma gritaria do lado de fora da cabine o fez estacar.

— Mas que diabos está acontecendo lá fora? – Sirius já havia se levantado enquanto falava, abrindo a porta da cabine. Ele e James saíram para o corredor, deparando-se com uma cena nada agradável.

Um garoto franzino e moreno estava de costas para eles, parecendo tremer. A sua frente, haviam dois garotos bem mais altos que o primeiro, ostentando expressões nada amigáveis.

— Vai pagar por isso! Seu mestiço nojento! – a frase foi dita pelo garoto da direita, de cabelos loiros oleosos e escorridos. Infelizmente par Sirius, ele o conhecia: tratava-se do intragável do Lucius Malfoy, o namoradinho de sua prima Narcisa.

— O que está acontecendo aqui? – a voz de James soou alta e clara, em tom de desafio. Sem que se dessem conta de como haviam parado ali, ele e Sirius se colocaram um de cada lado do garoto de aparência raquítica.

— Não se metam! – rosnou Malfoy. – este trapalhão ficou em meu caminho e me fez tropeçar! Acabei esbarrando no malão do Nott aqui, derrubei a gaiola da coruja dele e o bicho agora está histérico! E tudo por culpa deste imprestável! – A voz de Malfoy exalava raiva.

O garoto, olhando de James para Sirius e em seguida de volta a Lucius, tinha uma expressão assustada. – Me desculpe...eu não tive a intenção. – parecia que a cada palavra que ele dizia a raiva de Malfoy aumentava.

— Você não tem que se desculpar de nada. Se este idiota ai não olha por onde anda você não tem nada a ver com isso! – respondeu Sirius, sua raiva parecendo se igualar a de Malfoy. Como aquele garoto podia ser tão cruel e culpar os outros por acidentes que ele próprio causava?

— Exatamente! – emendou James. – Não ligue pro Malfoy, ele está ocupado demais tentando deixar seus cabelos oleosos o suficiente para que ele possa fritar um ovo para olhar para onde está indo!

— ora, mas como se atrevem a..- Lucius não terminou a frase. Uma senhorinha gorducha, empurrando um carrinho cheio de guloseimas entrou no corredor, chamando a atenção para si.

— Querem alguma coisa garotos? – ela disse, interpondo-se entre eles, de forma a bloquear o caminho.

Aproveitando a distração, James e Sirius empurraram o outro garoto para a cabine que estavam ocupando, fechando a porta quando passaram.

— Esse Malfoy é um idiota! Não sei como sua prima aguenta ele! – esbravejou James, jogando-se no acento da janela novamente.

— Simples. Ela é tão idiota quanto ele. – disse Sirius, arrancando risadas dos outros dois.

— Obrigada por me ajudarem, acho que teria levado uma bela surra se vocês não tivessem aparecido. – disse o garoto moreno, sentando-se na ponta do acento ao lado de James, ligeiramente inseguro e envergonhado. – A proposito, sou Remus, Remus Lupin.

— Não tem que agradecer não. Aqueles caras são uns babacas. Além disso, pelo que entendi você não fez nada de errado, foi o Malfoy quem tropeçou. Sou o James Potter, e aquele ali é o Sirius Black.

— Prazer! Será que vocês se importam de eu me sentar aqui? Não estou sei se estou pronto para voltar para o corredor...

— Claro que não, pode ficar! – responderam Sirius e James juntos.

— Obrigado!

O restante da viagem até Hogwarts transcorreu de forma tranquila e divertida. Os garotos compraram uma montanha de doces e passaram o tempo se empanturrando e conversando. Estavam muito ansiosos para chegar a escola e descobrir em que casa ficariam. Sirius em particular, parecia uma pilha com este assunto. Ficava repetindo que não queria ir para a sonserina.

Já anoitecera quando eles finalmente chegaram. Quando desembarcaram da locomotiva vermelha, se depararam com uma cena inusitada. Parado a frente deles estava o maior homem que eles já haviam visto, parecia até gigante!

— Alunos novos! Por aqui! Me acompanhem, alunos novos me acompanhem! – a voz do gigante ecoou na noite, reverberando para todos os lados.

— Uoouu. – foi a resposta de James, que parecia verdadeiramente impressionado com a altura do homem.

— Realmente impressionante! – comentou Sirius. Remus por outro lado, permaneceu em silencio, igualmente espantado com o que via. Os três garotos foram os primeiros a chegar onde o homem estava.

— Olá para vocês três! – disse o homem, sorridente e extremamente gentil. – Sou Rúbeo Hagrid, guardião das terras e das chaves de Hogwarts.

— Olá Sr.Hagrid! – responderam os garotos em uníssono, ainda se recuperando do choque.

Aos poucos o restante dos alunos foi se aproximando, e depois de se certificar de que não faltava nenhum, Hagrid os fez camiharum pequeno trecho até um amontado de botes.

O gigante acomodou-se em um deles, instruindo que os alunos novos fizessem o mesmo. James, Sirius e Remus se acomodaram em um dos barquinhos, acompanhados de um garoto gordinho, que logo descobriram chamar-se Pedro Pettigrew.

Quando todos haviam se acomodado, os barquinhos começaram a flutuar por magia, levando-os em direção ao majestoso castelo. Sirius estava impressionado, extasiado com a beleza do lugar. Ouvira falar que era um castelo bonito, mas não esperava por aquilo. Era incrível, impressionante!

Não demorou para que chegassem ao castelo e passassem por seus maginificos portões. Enquanto caminhavam, era possível ouvir murmúrios de espanto e surpresa, todos os alunos novos estavam encantados com Hogwarts, e nervosos com o que estava por vir.

Foram recepcionados por uma bruxa trajada com vestes verde esmeralda e um chapéu pontudo, que dirigia um olhar severo para os alunos, como se estivesse apenas esperando que algum deles fizesse algo idiota que merecesse uma dura reprimenda.

— Sejam bem vindos! Meu nome é Minerva McGonagall, sou a vice-diretora desta escola e Diretora da casa da Grifinória. Dentro de instantes, todos os senhores serão selecionados para sua casa. Elas são: Grifinória, Lufa-lufa, Corvinal e Sonserina. Enquanto estiverem aqui, suas casas serão como suas famílias. Seus triunfos irão render pontos, e se fizerem algo de errado irão perder pontos. Entenderam? – todos os alunos balançaram as cabeças em sinal de concordância. – Ótimo! Então vamos indo, a cerimonia de seleção já vai começar.

Enquanto caminhavam pelo Salão em direção a mesa dos professores, os alunos novos pareciam estar em diferente estágios de nervosismo e apreensão. James tentava aparentar calma e confiança, mas no fundo estava tão nervoso quanto todos os outros. Remus e Pedro estavam brancos feito cera, e Sirius...bem, Sirius estava uma pilha de nervos. Repetindo em sua cabeça a cada passo que dava: “Sonserina não, por favor, sonserina não!”

Quando finalmente completaram o trajeto, a professora Minerva colocou um banquinho diante deles, conjuntamente com um chapéu pontudo todo puído e remendado.

— Quando eu chamar seus nomes, por favor deem um passo a frente e sentem-se no banquinho. Eu vou colocar o chapéu seletor em suas cabeças e serão selecionados para suas casas. – a esta fala, a professora desenrolou um pergaminho e começou a chama-los.

O ultimo nome com a letra A foi um tal de Avery. Em seguida a professora passou para a letra B, fazendo o estomago de Sirius afundar quando ouviu seu nome: — Black, Sirius!.

Percebendo o nervosismo do amigo, James aproximou-se e lhe apertou o braço, passando confiança. – Vai dar tudo certo! Vejo você na mesa da grifinória.

Sirius não estava tão certo de que iria para a casa dos leões quanto James parecia estar, e enquanto andava até o banquinho, sentiu seu coração acelerar. Sentou-se no banquinho de três pernas e logo sua visão escureceu, encoberta pelo chapéu.

— Ora ora, vejam o que temos aqui! Um Black diferente, rebelde...desesperado para se desprender do nome de sua família, desesperado para se provar...onde vou colocar você pequeno Black? Estou vendo que você grita para que não seja a casa de Salazar, mas sabe, você poderia se dar bem lá, está tudo aqui na sua cabeça. Bom, mas já que parece tão reticente, parece-me melhor coloca-lo na...GRIFINÓRIA!

Sirius jamais seria capaz de esquecer o que sentiu naquele momento, ou mesmo de descreve-lo. Ele, o filho mais velho, o primogênito dos Blacks era um grifinório! Um leão de coração corajoso, e não uma serpente como o resto de sua família!

Enquanto caminhava para a mesa de sua casa, o futuro maroto sentiu que finalmente seria acolhido em algum lugar, que encontrara sua família. Sentou-se no cumprido banco com um largo sorriso no rosto e o coração aliviado, aguardando que seus amigos passassem para a seleção, de algum jeito sabia que ficariam todos na Grifinória...

Flashback off

Toda a noite de sua seleção voltou à mente de Sirius enquanto ele assistia a uma nova cerimonia, desta vez pela janela. Estava feliz, parecia estar revivendo aquele momento mágico, o momento em que o chapéu seletor ouviu o que seu coração gritava, o momento em que ele decidira que agiria por si mesmo, independentemente de seus parentes gostarem ou não..

O maroto permaneceu assim por alguns momentos, perdido em lembranças...sua atenção se voltando novamente para o salão quando Dumbledore se levantou.

Aquela distancia ele não conseguia ouvir o que era dito, mas o diretor parecia muito serio enquanto falava, e Sirius sabia exatamente qual era o assunto do discurso: dementadores. aquelas horríveis criaturas haviam chegado a propriedade apenas alguns dias atrás, e Sirius sabia muito bem que era por causa dele. A pena é que eles haviam chegado ligeiramente atrasados, o maroto já estava nos terrenos da escola fazia algum tempo...

O semblante de Dumbledore se desanuviou, ele parecia ter mudado o assunto para algo mais leve e agradável, e Almofadinhas não demorou a descobrir qual era o novo tema. Dumbledore anunciava os novos integrantes do corpo docente.

Qual não foi a surpresa e a alegria que o maroto sentiu ao se deparar como seu velho amigo Remus sendo apresentado. – há quanto tempo Aluado! Senti sua falta amigo...você fez realmente muita falta... – pensou o maroto, olhando emocionado para Remus, que parecia genuinamente feliz ao receber os cumprimentos por seu novo cargo.

Os olhos de Sirius se encheram de lágrimas. Como sentira saudade de Remus, não havia se dado conta do quanto isso lhe doía até aquele momento. Estava profundamente emocionado. Aluado, mais do que qualquer um deles merecia aqueles aplausos. O coração de Sirius se apertou ainda mais. Tudo que ele mais queria naquele momento era correr para o amigo, dar-lhe um abraço, contar-lhe toda a verdade....mas sabia que não podia. Ao menos por enquanto, o cão teria que se virar sozinho.

Notas finais
E então?? espero que tenha, gostado!! Não deixem de comentar!! Beijokas e até a próxima!!