Lágrimas De Dor

1 Aceitando as mudanças


Bem, meu nome é Katherine, mas todos me chamam de Kathy! Tenho cabelos louros e olhos verdes. Tenho catorze anos e moro com minha avó em Divinópolis, uma cidade de Minas Gerais. Mas ao menos, eu morava.

Voltava de um dia cansativo de escola e vi que a casa da minha vó estava só com a luz de seu quarto acesa.

Entrei correndo estava caindo uma leve chuva. Entrei na casa sujando-a toda com meus coturnos sujos de lama. Sujei as escadas e cheguei ao quarto de minha avó.

Minha tia Cristina estava sentada em uma cadeira ao lado da cama de minha avó. Minha avó estava com os olhos fechados e feição serena.

- Kathy- disse minha tia- mamãe, sua avó...

- O que tem ela¿- eu disse- Ela... Morreu¿

- Infelizmente sim Kathy!

Senti lágrimas descendo pelo meu rosto e saí correndo. Entrei no meu quarto e me deixei chorar.

Quando olhei para a porta vi que minha tia tinha vindo atrás de mim.

- Eu já perdi meus pais quando era pequena, agora minha vó!

- Querida uma hora todos nós iremos!

- Mas por que vovó¿ Por que¿

- O minha querida!

Minha tia veio e me abraçou. Aceitei o abraço e me deixei chorar mais ainda.

Chegou a hora do enterro e foi mais triste ainda. Se despedir de um ente querido é difícil.

Havia perdido meus pais quando tinha cinco anos. Eram nove anos convivendo com minha vó, me apeguei demais com ela.

Havia mais familiares ali do que amigos.

Tio Antony tinha vindo de Londres com os cinco filhos para o enterro. Tia Márcia e o marido também. Tia Cristina não tinha marido nem filhos, então estava sozinha e eu também.

Tinha também parentes de longe como prima Alana e o irmão de vovó Jon, que veio de Paris.

Depois do enterro, fomos dividir a herança de vovó. Nessa hora, todos queriam estar presentes. Apareceram parentes se duvidar até de décimo grau!

Mas a herança ficou para mim e tia Cristina.

Tia Cristina ficou com a casa e eu fiquei com o rancho da família, pois éramos as mais próximas de vovó.

Depois fomos ver com quem eu ficaria. Perguntaram-me com quem eu queria ficar e disse que era com tia Cristina. Ela disse que por ela tudo bem. Tio Antony aceitou e tia Márcia também.

Ficou decidido, ficaria com tia Cristina.

Fomos para o flat dela após nos despedirmos de nossos parentes.

Não consegui comer e fui ver TV. Nenhum de meus colegas tinha aparecido no enterro da minha vó. Fiquei triste por isso.

As próximas semanas demoraram passar. Era só chorar, não queria ir pra escola e não aguentava sair da cama.

Tia Cristina me levou a um médico que constatou que estava com depressão.

Era remédio dia e noite. Tia Cristina andava no mesmo.

Com o tempo melhorei. Voltei a ir para escola e voltei a minhas atividades normais, mas sem parar de tomar os remédios.

Foi aí que tia Cristina arranjou um namorado. O nome dele é Fernando. Ele é médico, foi o médico que eu consultei quando eu tive depressão!

Ela já não ficava muito em casa, ela tinha me esquecido. Até que ele brigou com ele.