Notas iniciais
Oláaaaaa!
Esse é o primeiro capítulo, onde tudo vai começar (Avá) mas ok.
Espero que gostem, ele não está muito bom e está beeem cheio de coisas acontecendo, porque quero que entendam tudo direitinho.
Se quiser falar comigo em outro lugar, vem no meu tumblr:
http://lost-demigods.tumblr.com/

E eu que achava que minha semana não podia piorar.

- Senhorita Mosby, você está bem? – perguntou a Sra. Stinson.

- Eu... Na verdade, não. Posso ir até a enfermaria?

- Nossa enfermeira faltou, mas passe na sala do diretor e diga que te liberei para ir embora.

- Obrigada.

Estava arrumando meu material quando Josh me chamou.

- Lucy, você ta bem?

- É só uma dor de cabeça, passa em casa amanha?

- Claro, e te ligo hoje mais tarde ok amor?

Fiz que sim com a cabeça, peguei minha mochila e sai da sala.

Nem me dei ao trabalho de passar pela sala do diretor, sei que ele esta tendo um caso com sua secretaria e não quero atrapalhar o encontro.

Quando cheguei em casa, deixei minha mochila no sofá e corri para cozinha procurar algum remédio.

Bom, deixe-me te explicar.

Eu tenho 17 anos. Meu nome é Lucy Mosby.

Eu moro sozinha em Nova York, sonho de qualquer menina.

Menos o meu.

Meus pais morreram quando eu tinha apenas 7 anos por alguma razão misteriosa. Passei a morar com meus tios, que morreram quando completei 16 anos.

Minha família é muito rica, mas eu não tinha nenhum outro parente, então decidiram me emancipar. Se você não sabe oque significa, eu tento te explicar.

É como se você fizesse 18 anos, mas com 16. Você vira uma mulher livre, não depende de ninguém.

Fui emancipada, recebi todo o dinheiro da família e agora vivo sozinha.

Mas apesar de tudo eu sou feliz.

Coloquei um pijama e decidi dormir um pouco.

Estava tendo um ótimo descanso quando acordei com algum barulho da sala de TV.

- Tem alguém ai? – eu perguntei abrindo a porta do meu quarto. Nenhuma reposta. – Oi?

Nada.

Eu devo estar louca.

Ouvi barulho de passos subindo as escadas.

- Eu vou chamar a polícia! – gritei voltando pro quarto.

- Nem pense nisso lindinha. – me virei para a voz e vi uma mulher.

- Não me machuca! Eu te dou tudo, a senha do cofre é 456...

- Não quero a senha, bobinha.

- Então o que você quer?

- Calma, muita calma. Primeiro preciso que você se acalme. E se sente na sua cama. – por alguma razão, eu me acalmei e me sentei na cama. Que diabos? – Ótimo. Agora, vou te explicar rapidamente tudo que precisa entender.

Ela pegou a cadeira da minha escrivaninha e se sentou na minha frente.

Ela tinha um corpo muito bonito, MUITO bonito.

Eu não teria reparado nisso se não fosse realmente bonito, ela era muito bonita.

Não apenas bonita, perfeita.

Ela era morena, tinha cabelos ondulados e um corpo perfeito. Estava vestindo uma jaqueta de couro, uma calça jeans e uma bota. E tinha um colar de pedras verde no pescoço. E usava um batom vermelho muito forte.

- Não precisa ficar com inveja de mim – ela riu – quando se transformar ficará tão bonita quanto.

- Me transformar?

- Vou te explicar desde o começo. Como você se sente em relação a vampiros?

- Eu odeio Crepúsculo, mas assisto aquela série The Vampire Diaries, sabe? – por alguma razão eu a respondia sem questionar.

- Não meu bem, você acredita neles?

- Não.

- Bom, eles existem. Eu sou uma.

- Uhum, e eu sou bruxa. – ri. Mas então os olhos delas ficaram escuros e seus dentes caninos cresceram. Dei um grito tão alto que ME assustei. – Isso é alguma pegadinha?

- Não é pegadinha nenhuma. Agora preste atenção. Bom, antigamente erámos apenas chamados de Lábios vermelhos, porque depois que nos alimentamos de sangue humano pela primeira vez a cor dos seus lábios fica muito vermelha. Mas de uns anos para cá inventaram o termo Vampiros, eu particularmente não gosto muito, mas aceito. Enfim, você sabe que “vampiros” não saem no sol, certo? Certo. Milênios atrás, nós podíamos sair tanto no sol quanto na noite. Mas, uns infelizes travaram guerra conosco. Os Brancos, ou como são conhecidos, anjos. Eles não são pessoas legais, não deviam ser chamados de anjos. Eles travaram uma guerra e não venceram, mas não perderam. Foi um empate, pois ja estávamos acabando com a humanidade. Dividimos: Lábios vermelhos só devem sair a noite, e os Brancos só devem sair pelo dia. Mas a guerra nunca terminou, e terá uma nova batalha. Mas dessa vez terá um vencedor e um perdedor, nós não vamos parar até que todos os brancos estejam mortos. Por que? Porque eles arrumaram um jeito de sair pela noite. Agora eles são livres para viver em qualquer horário do dia, e nós não. Estamos presos ao horário que o sol some para o horário que ele aparece.

- Eu não... não pode ser verdade.

- Mas é verdade. – ela disse – e você estará do nosso lado, por bem ou por mal.

- Mas eu, por que? – por alguma razão eu acreditei em tudo que ela dizia sem ao menos duvidar, o que havia de errado comigo?

- Bom, todo reino tem sua rainha, certo? Você é a nossa.

- Mas? Eu rainha?

- É. Uma ancestral sua que dividiu as regras sobre o dia e a noite, então a única pessoa que pode nos libertar é você. Se você se tornar vampira, vai poder sair no dia e na noite, se sua mãe tivesse se tornado vampira, também poderia.

- Mas, vocês são vampiros! Vocês matam pessoas! Não fazem o bem. Não quero ajudar.

- Admita, Lucy, você quer se tornar uma de nós – ela disse. No fundo, eu quero. Poder, reinado, vida eterna.

- Não. – respondi.

- Vai se tornar mesmo assim, mas seria mais divertido se fosse por bem. E tem mais, vai ficar ao lado dos brancos? Eles mataram sua mãe.

- Eles... por que?

- Porque ela era poderosa, e vão querer te matar também.

- Isso não é justo – eu disse com lágrimas nos olhos.

- Nada é justo. – ela respondeu.

- O que eu preciso fazer para me tornar vampira?

- Isso que eu gosto! – ela respondeu se levantando. – Precisa que um vampiro sugue quase todo seu sangue, deixar apenas a ultima gota. E depois precisa que esse vampiro te de sangue.

- Me de sangue...

- Sangue de vampiro né.

- Claro, todo sentido – digo rindo.

- Tudo bem, está pronta? – ela disse se aproximando.

- Agora? – perguntei nervosa. – Não... eu...

- Não se preocupe, não vai doer muito.

- Eu me deitei na cama e ela deu uma gargalhada, não entendi.

Ela pegou meu braço e enfiou os dentes.

Doeu, doeu muito.

Mas depois do choque inicial, eu me senti bem.

Livre, por incrível que pareça, não era ruim, era bom, muito bom.

Eu não queria que ela parasse.

Mas então, ela parou, e só ai percebi que estava a beira da morte, e então ela rasgou a pele de seu braço com seus dentes e me deu seu braço.

Eu o coloquei na minha boca e senti o gosto de um liquido áspero descendo pela minha garganta. Minha boca ficava cheia e parecia que nada mais existia, o sabor era único.

E então puxou seu braço para longe de mim, depois apaguei.

Notas finais
eai, oque acharam? comentem!