Lythian - The Warbringer

1 Prólogo - Lágrimas Vermelhas


Notas iniciais
"Quando suas lágrimas secarem, comece a temer, porque então será a sua vida que escorrerá através de seus olhos..." - Sophie __________________________________________________________

O som estridente do choque de espadas ecoava pelo salão. A luta estava equilibrada. Os estilos de combate eram semelhantes. Parecia que um conhecia muito bem os movimentos do outro...

O lado dos dois guerreiros pareciam estar bem definidos pelas suas armaduras: um trajava uma armadura prateada e, o outro, negra. Parecia uma luta típica entre o bem e o mal. Mas quem conhece o Mundo das Trevas sabe que Bem e Mal não são conceitos muito bem definidos pelos andarilhos deste mundo...

Um golpe forte. Um som mais agudo. Foi uma pancada forte do cavaleiro negro, mas o outro defendeu bem. Ficam travados por alguns segundos num teste de força que termina empatado. Eles se afastam e se rodeiam por um momento, re-estudando seu adversário.

O cavaleiro de prata ataca novamente, mas seu ataque é defletido pelo seu adversário, o que o faz perder a guarda por um momento. Sem perder tempo, o cavaleiro negro avança com um golpe na lateral de seu corpo, mas o outro gira para o lado, se esquivando...

De um lado do salão estava uma jovem de cabelos castalhos e ondulados, compridos até sua cintura, com um vestido de seda branco. Emanava uma calma quase divina. Assistia à batalha sem demonstrar emoção alguma. Parecia já conhecer o resultado...

Já no outro extremo estava uma garota de cabelos lisos, também castanhos, um pouco mais avermelhados e compridos até o meio das costas, trajando um vestido azul de linho. Sua expressão estava aflita e ansiosa, esperando o final daquela luta logo. Mais uma vez, os ceús pareciam atender ao seu desejo. E mais uma vez, não como queria...

O cavaleiro prateado, em um movimento arriscado, desviara perigosamente de um ataque violento do caveleiro negro e fincara sua espada no tórax de seu adversário, atravessando-o. Tamanha fora a violência do golpe que o peitoral da armadura se despedaçou, deixando um buraco ao redor da onde a espada atravessara. O cavaleiro prateado retira a espada do tóraz de seu adversário e se prepara para desferir o golpe fatal...

- NÃÃÃÃÃOOOOOOOO!!!!!!.....

A menina de azul grita a plenos pulmões. Seu grito ecoa por todo o salão, o que faz o cavaleiro prateado parar e até a jovem de branco se assustar. Lágrimas vermelhas começavam a correr pela face da menina. Lágrimas de sangue...

Notas finais
__________________________________________________________ (Nota do Autor) Como perceberam, nenhum dos avisos colocados na história se aplica a este capítulo. Os avisos foram colocados antes da postagem dos trechos mais pesados da história para evitar que algum leitor que não queira ler histórias com esta temática se interesse pelo início achando que vou tratar este tema de maneira inocente. Prometo fazer juz a todos os avisos antecipados colocados nesta história posteriormente...