Notas iniciais
Oii, gente! Capítulo não tem Klaine, mas é porque eu precisava e muito arrumar a vida do Seb, ou pelo menos dar um embalo nela. Lembrando que a fic é Klaine, mas podemos dar um pouco de foco nos outros, também, não? Espero que gostem ♥

— Já vai! – Kurt disse um pouco alto, chegando perto da porta onde tinha alguém que não parava de bater. – Sebastian?

— Desculpa te incomodar seis horas da noite de um sábado, mas eu preciso conversar com alguém antes que eu exploda. – Disse o Smythe. – Blaine não está por aqui, está?

— Não... ele só vem amanhã, eu acho... – Falou Kurt, abrindo mais a porta para Sebastian entrar. – O que houve, Seb?

— Eu estou enlouquecendo. Eu não consigo parar de pensar nas coisas que aconteceram nos últimos dias. – Sebastian ia dizendo enquanto era guiado até o quarto de Kurt, onde deitou no colo do mesmo. – Desde o dia em que eu beijei Elliot e Hunter viu... então nós fomos para a competição e vencemos e agora Hunter não fala mais comigo. Eu preciso falar com ele.

— Você o ama o suficiente para ignorar o fato de que o que ele queria era apenas sexo e continuar com isso? – Perguntou Kurt, fazendo cafuné em Sebastian.

— Eu não acho que ele queria apenas isso. Qual seria a graça me iludir por tanto tempo para nada? Não faz sentido.

— Nada nessa vida faz sentido, Seb... a questão aqui, é que terminar com alguém pelo simples fato de a pessoa não querer... se entregar totalmente... não é algo legal. Sei que não faz sentido ele ter te enrolado por tanto tempo querendo apenas nisso, mas em nenhum momento passou pela sua cabeça que ele pudesse, sei lá... – Sebastian sentou rápido na cama e encarou Kurt.

— Me traindo? – Perguntou ele e viu Kurt assentir lentamente. – Eu preciso tirar essa história a limpo. E preciso fazer isso agora.

— Seb, não... não é uma boa ideia.

— Obrigado pela ajuda. De verdade! – Sebastian abraçou Kurt rapidamente e saiu da casa dele.

Pegou um táxi no meio do caminho e se dirigiu a casa de Hunter. Durante o cainho ele apenas pensava o que iria falar para Hunter. Pensava o que faria caso Hunter o quisesse de volta. Tinha em sua mente que Kurt tinha razão... e aquilo parecia não estar o afetando agora.

Chegou na casa do seu ex-namorado e tocou a campainha. Foi atendido uns dois minutos depois e foi permitido de entrar na casa. Sabia que Hunter estaria sozinho, aquilo não era novidade.

— O que você quer? Pensei que estaria agora ocupado beijando o professor. – Hunter disse rude, levando o outro a revirar os olhos.

— Vim aqui para evitar que você espalhe isso para todos, já que não vai se repetir. Eu estava carente e o beijei. Apenas isso. – Se explicou Sebastian, mesmo sabendo que não devia satisfações.

— Você me traiu e quer que eu fique quieto?

— Eu te traí? – Sebastian perguntou incrédulo. – Nós terminamos, caso você não se lembre.

— Pois é. Esqueci que eu sou o infiel da nossa relação. – Disse sem vontade. – Era isso o que você queria ouvir? Porque você era apenas mais um, aquele apresentável o suficiente para ser chamado de namorado, mas não bom o suficiente para me dar o que eu precisava. Você é apenas uma criança para mim, dane-se que tenhamos praticamente a mesma idade.

— Você é ridículo. – Sebastian disse com desgosto. – Dane-se o que você pensa sobre mim. Se você não quer, tem quem queira. E te garanto que ele é muito melhor do que você!

Sebastian saiu e bateu a porta. Andou um pouco pelas ruas e, depois de cansar, sentou-se no meio fio. Já estava escuro, estava um pouco tarde. Ele honestamente não se preocuparia de alguém aparecer ali e esfaqueá-lo lentamente até a dor sumir. Ele sentia que nunca tinha sido atingido por uma dor tão forte quanto aquela.

Sim, é verdade que ele sente algo por Elliot, mas durante todo o tempo em que ficava com Hunter – antes de assumirem um relacionamento sério – era real. Ele realmente o amava e nunca o traiu. Ele era o único que Sebastian já tinha beijado. E era horrível a dor de ter sido traído.

Um carro escuro parou ao lado de Sebastian e ele sentiu seu coração parar por alguns minutos. Sua vista não estava das melhores, já que ele chorava sem parar.

— Sebastian? – Sebastian podia não enxergar direito no momento, mas aquela voz ele certamente conhecia.

— Elliot? – Sebastian levantou e abraçou o moreno em sua frente com toda a sua força e se desmanchou em mais lágrimas ainda.

Elliot retribuía o abraço e tentava acalmá-lo com algumas carícias, mas parecia que Sebastian estava se destruindo e se esvaindo por meio de suas lágrimas. O Gilbert nunca tinha o visto daquela maneira e, honestamente, preferia continuar sem ver. Era horrível ver alguém que está sempre sorrindo daquela maneira.

— Entra no carro, não vou te deixar sozinho na rua. – Elliot disse e Sebastian não tinha força nenhuma para simplesmente negar, então entrou no carro.

Elliot não fez nenhuma pergunta, ele apenas deixou o rádio ligado para tentar acalmar Sebastian. Sebastian estava inclinado no banco, com a cabeça escorada no ombro do moreno, se sentia confortável na presença dele, porém nada parecia fazer aquela dor ir embora.

A música que tocava começou a fazê-lo pensar ainda mais.

You were the shadow to my light (Você era a sombra para minha luz)

Did you feel us? (Você sentiu nossa conexão?)

Another start (Outro início)

You fade away (Você desaparece)

Afraid our aim is out of sight (Com medo de que nosso alvo esteja fora de vista)

Wanna see us (Quer nos ver)

Alive (Vivos)

Aquela música, por algum motivo, começou a fazer Sebastian lembrar de Hunter. Ele era o único a amar no relacionamento deles. Era o único a sentir algo verdadeiro. O único a sentir algo verdadeiro entre os dois era Sebastian. Agora ele só conseguia sentir raiva.

Raiva por ter amado alguém que não estava nem aí. Raiva por ter sido traído. Raiva por tantos motivos que o ódio quase não cabia dentro de si. As lágrimas pareciam expressar parte de sua raiva, mas infelizmente elas só levavam embora parte da sua tristeza.

Talvez nem gritar do lugar mais alto do mundo pudesse fazer sua raiva passar.

Under the bright (Sob o brilho)

But faded lights (Mas as luzes estão desbotadas)

You set my heart on fire (Você pôs meu coração no fogo)

Where are you now? (Onde você está agora?)

Where are you now? (Onde você está agora?)

O restante da letra da música Sebastian não prestou atenção. Ele focou nesses trechos, que pareciam combinar mais com ele. Ele se agarrou no braço de Elliot e começou a chorar mais ainda. Ele precisava de um bom abraço agora. Nunca sentiu tanta dor no seu coração.

Viu Elliot estacionar o carro e desceu com ele. Aquela não era a sua casa: era a casa de Elliot. Seu coração bateu mais rápido por ver que estava ali, mas não disse nada, apenas seguiu o moreno para dentro de casa.

— Olha só... – Começou Elliot. – O que você acha de subir e tomar um banho quentinho? Eu te empresto uma roupa...

— Mas eu preciso ir para casa... – Disse Sebastian, parecendo cair na real.

— Eu não vou deixar você ir embora. Faz isso, por favor.

E o Smythe não discutiu mais. Ele apenas foi para o lugar que Elliot guiou. Tomou um banho quente no banheiro do quarto de Elliot, tudo tinha a cara de Elliot, nada do que não fosse esperado se encontrava ali. Era tudo combinando perfeitamente com ele. O banho pareceu não o relaxar o suficiente, mas ele se sentia um pouco mais calmo. Quando desligou o chuveiro viu as roupas ali colocadas em cima da pia, se perguntou se o Gilbert não tinha o espiado, mas resolveu não ligar.

Quando saiu do banheiro, viu Elliot o esperando com uma bandeja em mãos.

— Fiz chocolate quente. – Falou com um pequeno sorriso. – Então deite aqui e fique bem confortável para tomar seu chocolate.

Sebastian novamente assentiu e se sentou, escorado na cama, bem confortável sob as cobertas que Elliot arrumou em cima dele. Pegou a caneca e deu um primeiro gole em seu chocolate, sorrindo para o Gilbert em seguida.

— Você está me encarando com um sorriso congelado. – Sebastian precisou rir, era incrível como sentia que as coisas apenas fluíam quando estava na presença de Elliot. – Devo estar sujo de chocolate, não?

— Só um pouquinho. – Riu Elliot. – Deixa eu limpar para você.

Elliot pegou o guardanapo da bandeja e limpou a boca de Sebastian, que corou com o ato. Quando Sebastian terminou seu chocolate quente e Elliot também terminou o seu, o moreno pegou a bandeja e colocou na cômoda, logo se acomodando ao lado de Sebastian e o puxando para um abraço.

— Quer conversar? – Perguntou ele.

— Quero morrer. Posso? – Sebastian encarou os olhos claros de Elliot, que secava as lágrimas que ainda teimavam em cair.

— Não. Muita gente sentiria sua falta. – Afirmou o moreno. – Blaine, Kurt, todos os outros meninos do coral, seu irmão Nic, seus pais. Eu...

— Você sentiria minha falta? – O coração de Sebastian parecia que sairia por sua boca agora, de tão agitado que estava.

— É óbvio que eu sentiria. Você é a pessoa que mais anima aquele coral, Seb. Sem você e os meninos, eu não seria o mesmo. – Sebastian baixou a cabeça. Não era o que ele queria ouvir.

Ele não queria ouvir que os meninos eram importantes. Ele queria ouvir que ele era importante para Elliot e que o mesmo o queria. Mas ele sabia que não seria tão fácil assim. Sabia que não era a pessoa mais desejável do mundo. Sabia que ninguém iria o querer... talvez por pena, ou pelos mesmos motivos de Hunter. Só de pensar nisso, ele voltou a chorar.

— Seb, para de chorar, por favor. Você vai ficar com dor de cabeça.

— A dor no meu coração é maior. – Sebastian sentou e Elliot sentou de frente para ele.

— O que aconteceu? Me conta.

— Eu fiquei me sentindo mal por ter te beijado, pois eu pensava que estava traindo Hunter mesmo tendo terminado com ele, então eu descobri que ele estava comigo por pena. Que ele me traía por todos os cantos com qualquer um que encontrasse. – Desabafou Sebastian.

— E-eu não sabia que tinha se arrependido do beijo... ou se sentido mal por ter me beijado...

— Você não entende, Elliot. Eu não fiquei mal por ter te beijado. Eu fiquei mal por ter gostado e para ser honesto, eu queria mais. Eu quis te beijar de novo. Você não sabe o quão torturante foi ver você sorrindo para mim durante a competição sem eu nem poder te abraçar. Porque a verdade é simplesmente essa, Elliot. Eu quero você e não quero esconder isso, pelo menos não de você, não de mim mesmo, eu não sei. Eu passei a ver isso claramente no momento em que eu e Hunter terminamos. Eu pensei que eu amasse ele com todas as forças, agora sinto que parte de mim sabia que não era para ser, que não era para ficarmos juntos. Eu não sei nem se ainda sei o que é amor, eu só sei que você faz o meu coração disparar como mais ninguém faz, você faz com que borboletas invadam meu estômago, você me deixa nervoso, você faz com que eu me sinta bem, faz com que eu me sinta eu mesmo, amado e sem medo de ser feliz. – Sebastian não parava mais de chorar. – Isso é confuso? Completamente. Eu nunca gostei de alguém tão rápido assim, ainda mais recém tendo saído de um relacionamento. Eu só sei que quero viver essa confusão com você. Eu quero ter minha vida bagunçada por você. Eu quero você.

Elliot simplesmente parou de raciocinar e foi para cima de Sebastian, o beijando em seguida. Ele também não estava entendendo seus sentimentos, só sabia que sentia o mesmo que Sebastian havia o descrito. Também sentia essa confusão, essa bagunça, mas amava se sentir dessa maneira.

Todas as coisas ruins que nos acontecem acabam vindo por um bom motivo, pois é com as tristezas que lhe vem alegrias ainda maiores. Afinal, não há arco-íris sem chuva, não é mesmo?

Elliot era para Sebastian justamente o arco-íris depois da chuva que foi Hunter. Elliot era também, os dias mais ensolarados de sua vida, também poderia ser o seu guarda-chuva nos dias chuvosos.

Ele não sabia o que aconteceria dali para frente. Apenas tinha certeza de que não iria abrir mão de descobrir isso ao lado de Elliot.

Notas finais
Música: https://open.spotify.com/user/onemoreklainer/playlist/3vGiPgE0Iyxz1JCWoOH9Xb Gostaram? ME deixem saber ♥ Não prometo muito klaine para o próximo, mas para o outro faço, ok? Bjo ♥