Lyrics Of Love
21 Ellibastian
Notas iniciais
— Ótimo, semana OneRepublic. – Kurt disse animado, sentando-se sobre as pernas de Blaine. Sebastian sentou na frente deles. – Seb, você está desse jeito desde a competição. O que houve?
— Ele me abraçou e disse que me amava, mas que certas coisas apenas o amor não cura, precisa de tempo para a cicatrização de uma ferida e talvez essa nunca feche... ele nunca vai me perdoar. – O castanho lamentou-se. – E eu não o culpo, porque eu fiz isso, a culpa é toda minha. E agora eu vou cantar para ele, mas é o tipo de coisa que não vai se resolver com música. Só isso não adianta.
O Smythe ficou remoendo aquilo em sua mente, pensando no quanto se odiava por ter feito o que fizera ao seu namorado. Durante o restante do dia, apenas pensou no quão bem se sentiu quando recebeu aquele abraço apertado de Elliot e no quanto sentiria falta de momentos como esse.
Certas coisas o amor realmente não consegue curar, mas ele esperava que o tempo pudesse, assim como Elliot dissera.
No dia seguinte ele foi o segundo a se oferecer para cantar. Antes dele Blaine tinha cantado uma música e agora seria a vez dele. Estava nervoso, não poderia negar, mas cantaria da mesma forma. Seus sentimentos precisavam sair através daquelas palavras, ele precisava fazer isso.
I can't sleep, no, not like I used to
(Não consigo dormir, não, não como eu costumava)
I can't breathe in and out like I need to
(Não consigo inspirar e expirar o tanto que preciso)
It's breaking ice...now, to make any movement
(Quebrar o gelo... Agora para fazer qualquer movimento)
What's your vice? You know that mine's the illusion
(Qual é o seu vício? Você sabe que o meu é a ilusão)
And all at once (as i'm trying) I can help you out (just to keep things right)
(E em tudo pela primeira vez (como tento) eu posso te ajudar (a manter as coisas nos devidos lugares))
I'll be what you need (I kill myself to make everything perfect for ya)
(Serei o que você precisar (me matarei para fazer tudo perfeito para você))
I do anything
(Eu farei tudo)
Goodbye apathy, so long apathy
(Adeus apatia. Até mais Apatia.)
Sebastian mal começou a cantar e sentiu seus olhos umedecerem. Uma onde forte de tristeza o atingiu, mas evitou de demonstrar aquilo. Seus colegas já estavam acostumados com essa sua tristeza, a qual era constante desde algum acontecimento sobre o qual eles não tinham conhecimento.
Hunter havia saído do coral, mas isso não mudava o que havia acontecido. Sebastian não conseguia encarar Elliot sem lembrar dos erros que cometeu e, apenas a lembrança, já o machucava. Se odiava pelo que tinha feito. Se odiaria para sempre.
So don't sit still, don't you move away from here
(Então não se sente ainda, não se mova daí)
So goodbye apathy (as i'm trying), so long fancy free
(Então adeus apatia (como eu estou tentando), até logo livre)
(just to keep things right)
(ilusão (apenas para manter as coisas certas))
Goodbye apathy, (kill myself to make everything perfect for ya)
(Adeus apatia, (me mataria para fazer as coisas perfeitas para você))
I don't wanna be you
(Eu não quero ser você...)
Elliot se sentia destruído, pois com todas as forças do seu ser gostaria de perdoar Sebastian e continuar ao seu lado como se nada tivesse acontecido, mas uma ponta de amor próprio lhe restava e o impedia de fazer isso. Não queria provar nada a ninguém, ainda mais quando as olheiras em seus olhos o entregavam e demonstravam que ele também não estava bem, mas sentia que não poderia voltar atrás.
I don't walk right, not like I used to
(Eu não caminho corretamente, não como eu costumava.)
There's a jump in my step as I rush to see you
(Saltei uma parte da minha vida só para alcançar você)
I could be happy here as long as you're near to me
(Eu poderia ser feliz aqui, contanto que você estivesse perto de mim)
As long as you're close to me
(Contanto que você estivesse perto de mim.)
Now that I'm alright (as i'm trying) I can help you
(Agora que esta tudo bem comigo (como eu tento) eu posso te ajudar)
I'll be what you need (I kill myself to make everything perfect for ya)
(Serei o que você precisar (me matarei para fazer tudo perfeito para você))
I do anything
(Eu farei qualquer coisa.)
Goodbye apathy, goodbye apathy
(Adeus apatia, adeus apatia.)
Kurt e Blaine, vendo os amigos da maneira que estavam, sentiam seu coração apertado. Queriam poder fazer algo para ajuda-los, juntar os dois de alguma forma, mas sabiam que não tinha tal liberdade ou influência, suas palavras não significariam nada quando aqueles dois significavam tudo um para o outro e mesmo assim não conseguiam mais dizer. Doía ver um amor terminar dessa forma.
So don't you stop pushing me, I can take so much
(Então não pare de me empurrar, eu posso muito.)
So goodbye apathy (as i'm trying), so long fancy free
(Então, adeus apatia (como eu estou tentando), até logo livre ilusão)
(just to keep things right)
((apenas para manter as coisas certas).)
Goodbye apathy, (kill myself to make everything perfect for ya)
(Adeus apatia, me matarei para fazer tudo perfeito para você)
I don't wanna be... you...
(Eu não quero ser... Você...)
A música terminou e logo outros alunos já estavam cantando, ignorando completamente o que Sebastian cantara minutos atrás. Mas ele não se importava, não queria ser o centro das atenções, só queria o seu moreno de volta, mas talvez nunca o tivesse.
TRÊS ANOS DEPOIS...
— Hey, Kurt, pensei que não fosse mais me atender. – Reclamou Sebastian ao telefone quando seu amigo atendeu. – Está ocupado?
— Joyce não para quieta e o meu querido marido decidiu sair cedo, então estou um pouco ocupado sim, mas está no viva voz, então pode falar. – Kurt respondeu do outro lado da linha.
— Quem diria que vocês estariam casados e com uma filha... parece que foi ontem que começaram a namorar. – Refletiu o Smythe. – E cuida bem da minha afilhada, viu? Eu só queria dizer que cheguei bem em Westerville e que já estou na Dalton... será que ele vai se importar de eu invadir a aula dele?
— Claro que não, Seb, relaxa. Boa sorte!
Sebastian agradeceu e desligou o telefone. Achava loucura o seu casal de amigos ter se casado e ainda por cima adotado uma criança de dois anos. A adoção não foi algo planejado, os dois haviam encontrado a criança perdida e a levaram para um orfanato, mas não tiveram coragem de deixa-la e, mesmo sabendo que estavam recém se mudando para morarem juntos, com uma semana de casados e que aquela criança tinha um ano de idade quando a encontraram, resolveram ficar com ela.
Mas Sebastian se orgulhava dos amigos, que aos dezenove anos tinham mais responsabilidades – emprego, faculdade e uma filha – do que ele jamais tivesse. Claro que ele trabalhava, inclusive estava tirando duas semanas de férias e resolveu ir até Westerville rever Elliot, pois assim como Kurt e Blaine, ele morava em New York agora.
Nunca mais se envolveu com alguém, pois nunca encontrou uma pessoa que lhe completasse como Elliot fazia e sabia que não encontraria. Mesmo com medo de encontrar Elliot com outro, precisava revê-lo. Já fazia muito tempo que não se viam.
— Licença, eu me perdi enquanto andava pela escola. – Sebastian disse com um pequeno sorriso nos lábios, entrando na sala do coral e encontrando vários jovens ali sentados, usando o uniforme escolar.
Em frente a todos eles estava Elliot, seus cabelos um pouco mais compridos do que antes, uma barba baixa e aquele mesmo olhar de tanto tempo atrás. Quando seus olhos se cruzaram com os de Sebastian, os dois sentiram como faíscas adentrando seus corpos.
— Sebastian? – A voz de Elliot quase não saiu de sua boca, pois apenas aquela presença já havia derrubado todas as suas barreiras novamente. – Ah, pessoal, esse é Sebastian... assim como vocês ele estudou aqui na Dalton e...
— E eu também fazia parte do coral, estava aqui no ano em que os Warblers começaram a existir. – O Smythe disse orgulhoso de lembrar do que Blaine tinha feito para conseguir criar o coral. – É bom ver que vocês continuaram com o nosso coral.
— Se você era do coral, poderia cantar para nós, certo? – Um dos alunos pediu e Sebastian encarou Elliot. – Por favor.
— Tudo bem...
Saw you today after so much time (Vi você hoje depois de tanto tempo)
It felt just like it used to be (Senti como costumava ser)
Talking for hours about a different life (Falando por horas sobre uma vida diferente)
“- Hum, vocês estão com cara de quem estava aprontando... – Disse Sebastian, do seu jeito debochado de sempre, fazendo os meninos corarem.
— Volte a ensaiar, cobra venenosa. – Rebateu Blaine, levando o amigo a rir.
— Desculpa o atraso, Elli. – Pediu Kurt, se aproximando do professor. – Prometo que isso não vai mais acontecer.
— Você acha que já não fui adolescente, Kurt? Está tudo bem, não precisa se desculpar. – Riu o moreno. – Apenas tente evitar fazer isso muitas vezes por semana.
— Vou manter ele na linha, professor. Não se preocupa. – Brincou Blaine.
— É, com a boca na linha abaixo da sua cintura... – Sebastian disse, gargalhando em seguida.
— Inveja? – Provocou Blaine, puxando Kurt mais para perto. Era uma brincadeira, mas ele viu que aquilo mexeu com Sebastian.
Algo não estava certo. O seu amigo, Sebastian, rebateria aquela brincadeira. Ele sempre fez isso.
— Está tudo bem? – Perguntou Blaine e viu Sebastian olhar para baixo. Ele olhou em volta e não enxergou Hunter.
— Olha, quer saber? Vou voltar a ensaiar. – Disse Sebastian, se virando de volta para Elliot e voltando a ensaiar sua música.”
Surrounding us in memories (Que nos rodeia em memórias)
We were close never close enough (Estávamos perto nunca perto o suficiente)
Where are we now? (Onde estamos agora?)
‘Cause if it's torn we can stitch it up (Porque se está rasgado podemos costurar)
Don't rule it out (Não jogue fora)
“Ensaio vai, ensaio vem e Sebastian pediu para Elliot continuar ensaiando com ele por mais um tempo. Quando todos os meninos foram embora, inclusive os instrumentistas, Sebastian sentou-se no banco do piano ao lado de seu professor e continuou com aquela feição triste no rosto.
— Sebastian, eu adoraria continuar ensaiando com você e não nego que você é uma ótima companhia, mas eu queria entender o que está acontecendo com você. Você está aqui e, ao mesmo tempo, não está. – Elliot disse preocupado. – Você sempre faz suas brincadeiras, mas quando Blaine fez uma para você, você ficou todo estranho. O que houve?
— Hunter e eu terminamos. E eu estava apenas distraído, mas quando Blaine perguntou se eu sentia inveja e puxou Kurt, me machucou, pois eu queria que Hunter aparecesse do nada e fizesse o mesmo e aí nós todos riríamos e fim, sabe? – Sebastian encheu os olhos de lágrimas ao falar aquilo.
— Por que vocês terminaram? Vocês pareciam tão felizes até semana passada...
— Todos os casais sempre parecem felizes, até o momento em que eles terminam e todos sempre dizem essa frase. – Sebastian riu fraco. – É justamente por conta desse meu jeito. Eu sempre brinco com tudo, faço piadinhas maldosas e sou um pouco rude com muita gente, pareço odiar o mundo inteiro e tudo o mais. Ele se irritou com isso e disse que eu tinha que mudar o meu comportamento ou eu só afastaria as pessoas de mim, começando por ele.
— Mas Sebastian, você não pode mudar porque é o que alguém quer que você faça.
— Ele está certo. Eu afasto as pessoas de mim, porque eu sou uma pessoa horrível. Eu só sei brincar de maneira maldosa ou fazer piadas que envolvam sexo. Ele chegou a jogar na minha cara que eu ajo como se fosse um maníaco sexual, mas que na hora de realmente ser um, eu não tenho coragem. – Sebastian começou a chorar e se escorou no braço de Elliot. – Eu acho que ele terminou comigo justamente por isso.
— Você é uma pessoa incrível. – Elliot disse, fazendo Sebastian o olhar. – E eu sei que você faz essas piadas e tudo, mas eu acho você uma ótima pessoa. Você tem tanto ódio no seu coração, você é tão novo para pensar dessa maneira.
— Você terminaria com alguém pelo motivo que ele terminou?
— Por querer que você mude? Óbvio que não. Se você gosta da pessoa não tem que querer muda-la, apenas completa-la.
— Isso foi lindo, mas não me refiro a isso. – O castanho negou com a cabeça. – Me refiro ao fato de que ele terminou comigo por eu não querer... você sabe... fazer... coisas...
— Ele terminou com você por você não querer... oh, meu Deus, isso é ridículo. Ele não deveria querer te forçar a nada, se você não quer. – Elliot disse um pouco irritado.
— Desde que eu e ele nos beijamos pela primeira vez, uns anos atrás, ele é o único com quem eu fico, sabe? E até pouco tempo atrás eu nunca quis beijar outra pessoa nem nada, mas agora... bem, de qualquer maneira, ele diz que se eu não quero me “entregar” a ele, significa que eu não o amo nem confio nele. O que é bem ridículo de se pensar.
— Você precisa conver...
Sebastian se inclinou no banco e juntou os seus lábios nos do seu professor, que demorou alguns segundos para raciocinar o que estava acontecendo ali. O “beijo” deles não passou de um longo selinho, calmo, tranquilo, e aparentando compartilhar entre eles um sentimento doce e ingênuo.
O barulho de uma porta batendo foi ouvido e então os dois viram Hunter parado ali, olhando para os dois. Hunter saiu e foi embora e Sebastian não correu atrás dele de imediato. Ele olhou de volta para Elliot, que ainda estava confuso.
— Me desculpa, eu não devia ter te beijado. Eu não sei onde estou com a minha cabeça, eu... – Sebastian ia falando sem parar, então Elliot botou o dedo indicador sobre sua boca para calá-lo antes de tomar iniciativas mais drásticas para conseguir isso.
— Quando disse que nunca quis beijar outra pessoa até agora, você estava se referindo a mim?
— E-eu... – As palavras fugiram de seus lábios. – Sim. – Respondeu envergonhado.
— Mas eu sou o seu professor. Isso não é certo.
— Olha, vamos apenas esquecer isso, ok? Vamos fingir que eu não te beijei e que isso não aconteceu. Eu vou embora.
— Seb, espera... – Elliot levantou e correu atrás de Sebastian, que parou próximo a porta que agora estava fechada. – Não fuja de mim, por favor.
— Não vou fugir. Mas eu preciso ir embora antes que Hunter espalhe isso para a escola inteira e você perca o seu emprego.
Sebastian se inclinou e deu um beijo muito provocante bem próximo a boca de Elliot, logo saindo correndo de lá.”
I'll come around (Eu estarei por perto)
If you ever want to be in love (Sempre que você quiser amar)
I'm not waiting, but I'm willing if you call me up (Eu não estou esperando, mas estou disposto, se você me quiser)
If you ever want to be in love (Sempre que você quiser amar)
I'll come around (Eu estarei por perto)
“- Sebastian? – Sebastian podia não enxergar direito no momento, mas aquela voz ele certamente conhecia.
— Elliot? – Sebastian levantou e abraçou o moreno em sua frente com toda a sua força e se desmanchou em mais lágrimas ainda.
Elliot retribuía o abraço e tentava acalmá-lo com algumas carícias, mas parecia que Sebastian estava se destruindo e se esvaindo por meio de suas lágrimas. O Gilbert nunca tinha o visto daquela maneira e, honestamente, preferia continuar sem ver. Era horrível ver alguém que está sempre sorrindo daquela maneira.
— Entra no carro, não vou te deixar sozinho na rua. – Elliot disse e Sebastian não tinha força nenhuma para simplesmente negar, então entrou no carro.”
Wanted to ask if we could have been (Queria perguntar o que poderíamos ter sido)
But my tongue wouldn't break the seal (Mas a minha língua não iria quebrar o selo)
You always had something effortless (Você sempre teve algo sem esforço)
In school you were the biggest deal (Na escola, você foi o maior negócio)
Little cuts close and open up (Pequenas peculiaridades escondidas e abertas)
Time is slipping by (O tempo está escorregando)
Always thinking ‘about the two of us (Sempre pensando sobre nós dois)
You play on my mind (Se repetindo na minha mente)
Always playing on my mind (Sempre passando em minha mente)
“- Fiz chocolate quente. – Falou com um pequeno sorriso. – Então deite aqui e fique bem confortável para tomar seu chocolate.
Sebastian novamente assentiu e se sentou, escorado na cama, bem confortável sob as cobertas que Elliot arrumou em cima dele. Pegou a caneca e deu um primeiro gole em seu chocolate, sorrindo para o Gilbert em seguida.
— Você está me encarando com um sorriso congelado. – Sebastian precisou rir, era incrível como sentia que as coisas apenas fluíam quando estava na presença de Elliot. – Devo estar sujo de chocolate, não?
— Só um pouquinho. – Riu Elliot. – Deixa eu limpar para você.
Elliot pegou o guardanapo da bandeja e limpou a boca de Sebastian, que corou com o ato. Quando Sebastian terminou seu chocolate quente e Elliot também terminou o seu, o moreno pegou a bandeja e colocou na cômoda, logo se acomodando ao lado de Sebastian e o puxando para um abraço.
— Quer conversar? – Perguntou ele.
— Quero morrer. Posso? – Sebastian encarou os olhos claros de Elliot, que secava as lágrimas que ainda teimavam em cair.
— Não. Muita gente sentiria sua falta. – Afirmou o moreno. – Blaine, Kurt, todos os outros meninos do coral, seu irmão Nic, seus pais. Eu...
— Você sentiria minha falta? – O coração de Sebastian parecia que sairia por sua boca agora, de tão agitado que estava.
— É óbvio que eu sentiria. Você é a pessoa que mais anima aquele coral, Seb. Sem você e os meninos, eu não seria o mesmo. – Sebastian baixou a cabeça. Não era o que ele queria ouvir.
Ele não queria ouvir que os meninos eram importantes. Ele queria ouvir que ele era importante para Elliot e que o mesmo o queria. Mas ele sabia que não seria tão fácil assim. Sabia que não era a pessoa mais desejável do mundo. Sabia que ninguém iria o querer... talvez por pena, ou pelos mesmos motivos de Hunter. Só de pensar nisso, ele voltou a chorar.
— Seb, para de chorar, por favor. Você vai ficar com dor de cabeça.
— A dor no meu coração é maior. – Sebastian sentou e Elliot sentou de frente para ele.
— O que aconteceu? Me conta.
— Eu fiquei me sentindo mal por ter te beijado, pois eu pensava que estava traindo Hunter mesmo tendo terminado com ele, então eu descobri que ele estava comigo por pena. Que ele me traía por todos os cantos com qualquer um que encontrasse. – Desabafou Sebastian.
— E-eu não sabia que tinha se arrependido do beijo... ou se sentido mal por ter me beijado...
— Você não entende, Elliot. Eu não fiquei mal por ter te beijado. Eu fiquei mal por ter gostado e para ser honesto, eu queria mais. Eu quis te beijar de novo. Você não sabe o quão torturante foi ver você sorrindo para mim durante a competição sem eu nem poder te abraçar. Porque a verdade é simplesmente essa, Elliot. Eu quero você e não quero esconder isso, pelo menos não de você, não de mim mesmo, eu não sei. Eu passei a ver isso claramente no momento em que eu e Hunter terminamos. Eu pensei que eu amasse ele com todas as forças, agora sinto que parte de mim sabia que não era para ser, que não era para ficarmos juntos. Eu não sei nem se ainda sei o que é amor, eu só sei que você faz o meu coração disparar como mais ninguém faz, você faz com que borboletas invadam meu estômago, você me deixa nervoso, você faz com que eu me sinta bem, faz com que eu me sinta eu mesmo, amado e sem medo de ser feliz. – Sebastian não parava mais de chorar. – Isso é confuso? Completamente. Eu nunca gostei de alguém tão rápido assim, ainda mais recém tendo saído de um relacionamento. Eu só sei que quero viver essa confusão com você. Eu quero ter minha vida bagunçada por você. Eu quero você.
Elliot simplesmente parou de raciocinar e foi para cima de Sebastian, o beijando em seguida. Ele também não estava entendendo seus sentimentos, só sabia que sentia o mesmo que Sebastian havia o descrito. Também sentia essa confusão, essa bagunça, mas amava se sentir dessa maneira.”
I'll come around (Eu estarei por perto)
If you ever want to be in love (Sempre que você quiser amar)
I'm not waiting, but I'm willing if you call me up (Eu não estou esperando, mas estou disposto, se você me quiser)
If you ever want to be in love (Sempre que você quiser amar)
I'll come around (Eu estarei por perto)
“Sebastian, que se inclinou e lenta e delicadamente juntou seus lábios nos do Gilbert. Um beijo doce, que se aprofundou ainda calmamente.
— Você entendeu o que eu quis dizer... certo? – Sebastian perguntou ainda de olhos fechados.
— Sinto o mesmo por você... – Um sorriso tomou conta dos dois, que lentamente abriram seus olhos e se encararam, logo voltando a se beijar.”
We were young we were side-by-side (Nós éramos jovens estávamos lado a lado)
Don't know when we started losing touch (Não sei quando começamos a perder o contato)
If you want we can walk a while (Se você quiser, poderíamos andar por aí)
Maybe that would be enough (Talvez isso seria suficiente)
We used to talk, drink into the night (Costumavamos conversar, beber a noite toda)
I would wake up on the front room floor (Eu acordaria no chão da sala da frente)
All alone you'd be in my bed (Ao longo de tudo você estaria na minha cama)
Made me crazy made me want you more (Me deixando louco, me fazendo querer mais)
““Oi, Elli. Tudo bem?” – Perguntou Sebastian do outro lado da linha.
“Oi, Seb. Tudo ótimo, eu só liguei para dizer que te amo.”
“Oh…”
“Tudo bem, me perdoa, eu não deveria ter dito que te amo, me apressei, me perdoa.”
E, sendo assim, Elliot desligou o telefone, se odiando por ter sido tão precipitado. Se sentia um idiota. Não conseguiu nem atender o telefone quando Sebastian o ligou de volta.”
I'll come around (Eu estarei por perto)
If you ever want to be in love (Sempre que você quiser amar)
I'm not waiting, but I'm willing if you call me up (Eu não estou esperando, mas estou disposto, se você me quiser)
I'll come around (Eu estarei por perto)
“- O que está fazendo aqui S... – Elliot nem pôde terminar sua pergunta, pois havia sido interrompido por um beijo apressado por parte de Sebastian, que entrou e o prensou contra a porta. – O que foi isso?
— Só cala a boca e me beija, só isso. – Sebastian disse, já voltando a beijar Elliot, que correspondeu ao beijo sem nem pensar.
O moreno estava com suas mãos fixas na cintura do Smythe, o trazendo para mais perto. Elliot não conseguiu evitar de sorrir durante o beijo, pois aquilo o fez perceber que nem tudo estava perdido.
— Eu te amo, Elliot Gilbert. Eu te amo! – Sebastian gritou ao soltar Elliot, fazendo ele sorrir mais ainda. – Eu tentei falar isso por telefone, mas você se desculpou e desligou. Eu fiquei irritado, mas ainda assim tentei te ligar e como você não atendeu eu resolvi te dar um tempo, só que a semana se passou e eu não aguento mais ficar longe de você. Eu só ia dizer que você me pegou de surpresa e a verdade é que eu fiquei sorrindo feito um idiota quando você disse que me amava.
— Como eu sou apressado... você não ia falar nada demais. – Elliot parecia chocado.
— Claro que eu iria falar algo demais. Eu ia dizer que também te amo. – Sebastian riu. – Porque essa é a verdade. Você não só fez eu me apaixonar perdidamente dentro de pouco tempo, fez também eu te amar.
— Eu também te amo! – Elliot se aproximou novamente e puxou Sebastian pela cintura, logo juntando seus lábios nos dele em um beijo calmo.”
If you ever want to be in love (Sempre que você quiser amar)
I'm not waiting, but I'm willing if you call me up (Eu não estou esperando, mas estou disposto, se você me quiser)
If you ever want to be in love (Se você quiser estar apaixonada)
I'll come around (Eu estarei por perto)
Todos aplaudiram Sebastian, inclusive Elliot, que o encarava profundamente.
Após Sebastian assistir ao ensaio inteiro dos meninos, ele ficou na sala aguardando que todos saíssem, assim ele poderia falar a sós com Elliot sem ninguém para interrompê-los.
— Oi, Elli. – Sebastian disse calmo, escorando-se na mesa de Elliot. – Tudo bem?
— O que você está fazendo aqui? – Sebastian até se assustou com a forma meio desapontada que Elliot disse aquilo. – Não estou interessado em saber sobre o seu namorado nem nada disso.
— Namorado? Que namorado?
— Aquele garoto com quem você vive postando fotos nas redes sociais. Eu não sou nenhum idiota e, se quer saber, sinto ciúme sim.
— Está com ciúme de Nathan? Ele não é meu namorado, ele é meu colega de quarto na faculdade. – Sebastian riu. – Continuo solteiro, professor Gilbert. Como estou de férias do trabalho eu resolvi vir para Westerville para te ver... meus pais se mudaram para a Califórnia, mas eu vim passar essas duas semanas aqui.
— Mas está de férias da faculdade também?
— Digamos que eu estou com boas notas e não preciso me preocupar. – Riu o Smythe. – Eu nunca fui de seguir regras, sabe disso, não é a toa que eu me apaixonei pelo meu professor.
— Eu senti sua falta.
— Também senti sua falta, todos os dias. Eu sabia que tinha a chance de você não querer falar comigo caso eu aparecesse aqui, mas...
Elliot interrompeu-o com um beijo apressado, que claramente demonstrava que ele sentia mesmo muita falta de Sebastian. O Smythe correspondeu ao beijo, se perdendo ao abraçar aquele homem de quem tanto sentia falta. As mãos do Gilbert invadiram a camisa de Sebastian, o fazendo arfar.
— Ah, professor, você não mudou nada. – Sebastian disse em tom de brincadeira, chamando o mais velho de professor apenas para provocá-lo.
— Não mudei mesmo, eu ainda te quero, te desejo e te amo. – Sebastian sorriu imensamente com aquelas palavras e voltou a beijar Elliot. – E se você não me parar, vamos fazer o que não deveria ser feito em uma sala de aula.
— Então quebre as regras comigo, Elli. – O mais novo aproximou-se mais de Elliot para poder sussurrar em seu ouvido. – Porque eu também te quero... – Disse desabotoando a camisa dele. – Te desejo... – Apalpou-o por cima da calça, o fazendo soltar um gemido. – E te amo.
Seus olhos se encontraram nos de Elliot, assim como suas bocas que se juntaram com certa fúria. Um apalpava o outro como se não fizessem aquilo há tempos e, realmente, não faziam. Queriam matar a saudade um do outro e agora pouco se importavam de estar em uma sala de aula.
Sebastian se inclinou para trás na mesa de Elliot após ter sua camisa retirada e sentiu o corpo do outro sobre o seu, inclinado e o beijando a boca, o pescoço, o peito, todo o seu corpo. Sentia sua pele em chamas, pegando fogo por dentro e por fora, os dois estavam assim, totalmente entregues um ao outro.
As roupas dos dois foram caindo ao chão sem tanta pressa assim, mas os toques ficavam cada vez mais afoitos. O desejo que sentiam apenas aumentava. Quando Sebastian sentiu o membro de Elliot dentro de si, lembrou-se da sua primeira vez e do quanto amava Elliot naquele instante, sentiu-se imensamente realizado por perceber que ainda sentia a mesma coisa, talvez algo ainda melhor, mas não menos intenso do que na primeira vez.
Sentia-se seguro com aquele homem, sentia-se bem, completo, feliz e amado. Sentia tudo que qualquer pessoa no mundo desejaria sentir. Era o melhor dos sentimentos.
Sebastian abraçava Elliot com força sentindo as investidas do mesmo contra si, ainda sentia que nunca seria apenas sexo com Elliot, sempre seria algo com um sentimento envolvido. E esse sentimento era amor, sempre seria.
Elliot beijava os lábios de Sebastian como se nunca mais fosse tê-lo novamente, tinha medo de aquele ser mais um de seus inúmeros sonhos, dos quais ele acordava sozinho, sem nem saber por onde Sebastian estava. Não poderia mentir e dizer que nunca sentira falta do Smythe, porque a cada segundo que passava ele sentia-se com mais e mais saudades do seu castanho, o seu aluno que o fez quebrar inúmeras regras da escola quando era aluno e agora mais uma regra, ou várias, se contasse por ter um estranho na sala do coral transando com ele na mesa do professor.
Era errado. Mas era bom.
— Ah, Elli, eu te amo tanto. – Sebastian disse ofegante, sua voz carregada pelo prazer que lhe era proporcionado naquele momento.
— Eu também, Seb... – Elliot murmurou. – Eu também te amo.
Os dois pareciam em perfeita harmonia ali com seus corpos colados, conectados de certa forma. Completos. Um completando o outro.
Ambos pareciam insaciáveis, mas não demoraram a atingir seus ápices. Por sorte, ninguém invadiu a sala naquele meio tempo, afinal haviam deixado a porta aberta. Vestiram-se rapidamente após isso pois ouviram alguns passos pelos corredores e então começaram a rir sem parar.
— Devo entender isso como algo referente ao fato de você ter me perdoado? – Sebastian perguntou com um pequeno sorriso.
— Já perdoei faz tempo. – Elliot sorriu também. – Só que eu não sabia onde exatamente você estava, não tinha como eu ir atrás de você.
— Ótimo, que bom que me perdoa, assim eu não vou parecer um completo idiota com isso. – Sebastian riu enquanto tirou de seu bolso uma caixinha e entregou a Elliot. – Sou péssimo com palavras e, como já cantei hoje para você, só há uma maneira de te surpreender.
Mesmo com certo receio, Elliot abriu a caixinha, encontrando duas alianças presas ali e um cartãozinho enrolado dentro delas. Pegou o cartão e o desenrolou, encontrando poucas palavras e um grande significado ali.
“Quer casar comigo?”
E com o olhar que ele deu para Sebastian, era óbvia a sua resposta, mas mesmo assim a expôs em palavras.
— Se depois de tanto tempo eu ainda te amo, não consigo então ver motivos para te dar outra resposta... – Sorriu o moreno. – É óbvio que sim, Sebastian. É óbvio que eu me caso com você.
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