Luz e Trevas: a Salvação de Rasheman

5 Capítulo 5 - O APRENDIZADO DE DESIDÉRIA.


Desde seu ingresso na confraria do Grande Pai Carvalho, Desidéria dedicou-se com afinco aos ensinamentos passados por Halla. Pois a druidisa era uma mulher vigorosa e muito exigente, não admitia nenhuma forma de erro, sendo assim, costumava sempre recomendava a jovem bruxa:

- Fique mais atenta aos sinais da floresta, pois os espíritos podem utilizar muitos meios para comunicar-se. Seja um piar de coruja mais prolongado, ou mesmo o farfalhar das folhagens num dia sem brisa.

- Sempre fui atenta a tais sinais, pois em minha Terra Natal isso é muito comum os espíritos se comunicarem conosco.- disse Desidéria num tom casual.

- Sendo que, nem sempre são bons espíritos que usam estes meio. Você terá que aprender a diferenciá-los assim como os cogumelos. – Alertando com um ar serio, mas um tanto misterioso, enquanto caminhava por entres as arvores.

Perdendo um pouco Halla de vista, pois Desidéria ainda não estava de todo acostumada com as trilhas da Grande Floresta, perguntou:

- Quer dizer que assim como os cogumelos têm que se observar à diferença na raiz?

Halla como que saída do plano Etéreo, surgindo ao lado de Desidéria pegando-a por um dos braços e a virando com firmeza para encará-la, alertou-a em seguida:

- Não... — Fez um breve silencio encarando-a com um olhar enigmático como que se estivesse analisando sua alma, alguns instantes depois soltou-a e continuou o que estava dizendo – Eu quis dizer que se você não tomar muito cuidado, os que parecem ser inofensivos podem te levar a morte.

Após se recuperar do susto que Halla lhe dera, Desidéria mais cautelosa, pois às vezes a druidisa parecia ser mais insana que as bruxas do Gelo, perguntou:

- Então não há diferença entre eles? Como então poderei diferenciá-los?

A druidisa parou próxima a uma arvore e fechou os olhos e disse:

- Você já sabe como faz, somente através da sensibilidade, atenção, força de vontade e cautela, você pode diferenciá-los .

- Falando assim parece simples.

- Mas é simples.

- Como assim?Os espíritos costumam serem geniosos, podendo mascarar o que realmente desejam, não é tão simples assim. – Desidéria falou se irritando com a explicação de Halla.

- Por Silvanus, você ficou tempo demais na cidade, esqueceu dos seus instintos. – disse inspirando calmamente.

- Instintos?!

- Sim, todos temos esses instintos, que nos fala aqui e aqui – disse Hala Apontando para o coração de Desidéria e em seguida para sua mente. – ...a deixarei pensar sobre isso, afinal você precisa compreender o que se passando em seu intimo para entender o que esta a seu redor.

Desidéria apesar de irritadas concordou com um movimento curto da cabeça. Se a comodando sob a sombra de um carvalho deixou que seus pensamentos corressem livres, a fim de compreender o que a druidisa havia dito. A tranqüilidade do local colaborava para a meditação possibilitando-a viajar em suas memórias, fazendo a recordar especificamente de um fato que ocorrera há dois meses atrás.

No Inicio do Mês Ches (março),

Ultima dezena antes do final do inverno.

Já passava da meia noite, Desidéria estava entretida com aprendizado de algumas magias, que adquirira recentemente no templo de Mistra. Através de gestos circulares e entonações diferenciadas de formulas mágicas recitadas incessantemente, ela esperava encontrar o modo certo de para compreender as magias e fazê-las incendiarem em sua mente e sangue canalizando assim a mana do ambiente.

Nesse ínterim, Yanguera retornara da torre de Akerem, juntamente com Fhardrazem, uma mefite do gelo que ele assumira como familiar mágico. Ao passar pelo corredor, pode ver que havia luz no laboratório. Fhar ao observar isso sibilou, com sua voz fina e estridente.

- Veja, mestre... Ousaram entra em seu laboratório...

Yanguera não dando muito, importância ao fato disse com desdém:

-Hump...Deve ser a bruxa, tentando aprender alguma coisa. Como se fosse possível.

- Mais mestre... Ela o inveja, por que é poderoso, e pode tentar fazer alguma de suas bruxarias para prejudicá-lo. Não deveria permitir que ela praticasse suas magias sem sua presença.- Dizia a pequena criatura com ar maldoso e gesticulando dom as pequenas mãozinhas espinhosas.

- Para que Frar. Some se for para me aborrecer com as mediocridades que tente algo nunca conseguirá. E, além disso, tenho coisas mais importantes para fazer, do que ficar ensinando a uma mulher tola a fazer magia. – Fazendo uma pausa Yangera levou a mão ao queixo perfeito e alisando pensativo, após alguns instantes de reflexão ele proferiu com solene arrogância — Sabe Fhar, chego a concordar com o arrogante do Keldon, quando diz que ela deveria cuidar mais das funções femininas e deixar a guerra para os homens. Sinceramente creio que não somente da guerra, mais também a magia, deixando para pessoas mais competentes e poderosas, assim como eu.

- O Mestre é muito sábio, mas deveria proibir a bruxa de ter pertences mágicos. Afinal ela não tem a competência do mestre para manuseá-los. – Adulando o a criaturinha com malicia.

- Realmente você tem razão, à única coisa que ela tem competência é para domesticar aquele Kobold em forma de homens...Qual é o nome dele mesmo... Mardislak, e isso...Urfh!Aquela criatura infame que ousou me ameaçar por eu não me acovardar diante daquela reles bruxa.

- Verdade, mestre. Tens toda a razão...A bruxa nunca chegar aos seus pés... Pois és sábio, inteligente e não precisas de ninguém para defendê-lo.

- Isso você tem razão, onde já se viu um mago ou feiticeiro poderoso precisar do apoio de um bárbaro para evitar que morra. – Enquanto proferia estas palavras adentrou em seu quarto.

Apesar de Fhar continuar falando sobre Desidéria, ele não deu atenção, pois estava mais preocupado com outras coisas. Uma delas é se iria ou não atender o pedido dama que se encontrava acorrentada dentro de um circulo de proteção mágico, na sala que Arkerem o havia recomendado tantos cuidados. Como se ele precisasse realmente.

Por mais que ele tentasse, não podia acreditar que o velho e mal humorado Mago, pudesse manter cativa uma jovem para satisfazer seus caprichos físicos. Era quase inconcebível essa idéia, porém, segundo a explicação da dama, Akerem a mantinha prisioneira devido ao poder que ela poderia porpocionar-lo. Poder esse que ela ficaria feliz em presentear Yanguera se ele a libertasse.

O jovem feiticeiro deitou-se sobre sua cama e olhou ao redor de seu quarto, como se procurasse uma resposta para suas duvidas. O quarto não era muito grande sendo bem diferente do que o tinha na casas dos seus tios no Extremo norte Gelado.

Constatou que chegava a ser até luxuoso, pois possuía uma cama de madeira nobre bem entalhada com um colchão de paina muito macio. Em um dos cantos do quarto, junto à janela havia duas arcas, onde ele guardava suas roupas e outros pertences. No outro extremo do quarto uma pequena estante de madeira escura, de fino acabamento élfico, onde se encontravam algumas esculturas anãs de dragões em cristal e alguns Tomos em branco, que utilizava para seus estudos.

Nos dias mais frios, apesar de não se incomodar muito com temperaturas baixas, podia fazer uso de um pequeno braseiro de ferro, com formas dracônicas, que ganha de seu mestre, Akerem.

Fechou um pouco os olhos a fim de limpar a mente, mais a lembrança da garota tomava conta dos seus pensamentos. A imagem dela seminua envolta num fino véu de seda branco, que revelava toda a perfeição daquele ser de face angelical. Os longos e finos cabelos cor de mel cascateavam pelos ombros como raios de sol, os olhos azuis irradiavam uma placidez que ele jamais vira. Era uma mulher tão perfeita e bela que poderia facilmente se passar por uma avatar de Sune, a Deusa da beleza.

Yanguera era um belo jovem de dezesseis anos, alto de boa constituição, facilmente poderia ter se tornado um guerreiro, se não fosse a magia que emanava do seu sangue. Olhos azuis e cabelos longos que chegavam ao centro das costas, os quais ele mantinha meio presos com uma tira de couro curtido, o tornava um pouco exótico para as jovens de Silverymoon. Na verdade ate o momento, nenhuma moça que conhecera o atraiu tanto física como intelectualmente. Todas eram fúteis demais ou, na opinião deles, muito burras para entender toda a magnificência da magia que ele podia controlar.

Uma das poucas mulheres que costumava debater sobre assuntos mágicos era Desidéria, mas no final sempre acabavam se exaltando um com o outro. Ele por considerá-la pouco apta a fazer magia e ela por sua vez por considerá-lo negligente na pratica da mesma. No entanto, agora ele sentia a necessidade de ter aquela mulher que pedira sua ajuda, cuja simples lembrança de sua voz melodiosa, fazia seu sangue ferver e a excitação tomar conta do seu corpo.

Era como uma louca, uma febre que da a impressão que ele só se aplacaria se ele a tomasse para si. Aquela necessidade o perturbava tanto que podia vê-la se materializar e vir na sua direção, com um olhar que apesar de meigo que incendiava de desejo. Podia sentir o perfume e a maciez de sua pele, que se modelava a dele num abraço cálido e lascivo, e o sabor dos beijos lânguidos eram doces, cujas promessas de prazer estavam implícitas. Era como estivesse caindo um turbilhão de intensos sentimentos e sensações que jamais imaginara sentir.

Nesse momento no laboratório Desidéria estava concentrada em seus estudos, quando teve uma de suas visões:

Um grande dragão branco surgia do nada e regelava tudo ao seu redor, porém a neve não era branca e sim vermelha como se tivesse sido tingida por sangue. Do meio desta neve e gelo Yanguera emergia com um sorriso demoníaco, trajando negro, cor que ele nunca usava”.

De suas costas brotavam espetos que lhe dilaceravam a pele, mesmo assim ele mantinha o sorriso como regorgiza-se por deter em suas mãos, todo o poder do mundo, e em seus olhos brilhavam uma loucura digna de Ciric”.

Então ele apontava para ela seu cajado e conjura uma tempestade de Gelo que explodia a seu redor, atingindo a ambos.”

Desidéria desperta desta visão sendo arremessada com força em uma das paredes, caindo sobre vários frascos com ingredientes mágicos.

Rindariel acabara de chega na sede e fora recepcionado por Stuart,nesse instate ouviram uma um grande barulho vindo de do laboratório. Rindariel teve uma grande sensação de perigo e perguntou preocupado:

- Quem esta no laboratório?

- Não sei deve ser Lady Desidéria, porém o senhor Yanguera acabou de chegar, acompanhado daquele demônio que ele adotou.- Respondeu Stuart apreensivo.

Rindariel empalideceu ao imaginar que alguma coisa pudesse ter ocorrido com sua amada amiga e com passos largos indo rapidamente em direção do local do estrondo, sendo seguido de perto pelo Meirinho, que já começava a transpirar de preocupação e medo.

Ao chegar lá encontraram a porta trancada. Rindariel após sentiu uma emanação estranha vinda do local, a qual não sabia identificar exatamente o que era, mas pode reconhecer traços de maldades no ambiente, tentou a todo o custo, com Stuart, forçar a entra no laboratório, mas as investidas não tiveram êxito.

Tinha a impressão de que havia um bloco de pedra bloqueando a passagem. Com os punhos fechados esmurrou a porta com toda a força, que conseguira tanto física como magicamente, mas esta não cedera um milímetro sequer. O desespero tomou conta dele, pois se sentiu incapaz de ajudar sua amiga.

Isso o fez gritar aflito:

- Desidéria o que esta havendo? Abra a porta.

Desidéria ainda atordoada da colisão tentava levantar quando diante dela formou-se uma forma obscura e amorfa que a atacou novamente, arremessando-a em outra parede.

Rindariel ouvindo o novo estrondo e o quebrar de coisas desesperou se e tentou novamente arrombar a porta, juntamente com Stuart. Porém a porta continuava inabalável. Tentou então pelas janelas, mas também estavam trancadas e bloqueadas, como se o inimigo que Desidéria enfrentava quisesse confrontar somente ela. E o barulho de coisas quebrando e de algo arremessado de um lado para outro sucediasse sem parar.

Lá dentro Desidéria depois de muito custo conseguiu reagir e se por de pé para enfrentar a sombra, que revelou na escuridão uma luminescência fosca arroxeada. A criatura parecia divertir se com estado lastimável em que ela se encontrava, isso irritou a jovem bruxa que gritou:

- Quem é você porque? Porque esta aqui?

Então com uma voz gutural sibilante saída da sombra tomou conta da sala, seguida de um riso diabólico:

- Por que tentas lutar com aquilo que não pode combater, entregue sua alma a mim que poderei pensar em poupar a seu amigo.

Desidéria reconheceu que tipo de entidade que estava enfrentando, era um demônio. Já havia enfrentado alguns quando estava em Rashemem, pois os magos vermelhos eram peritos em conjurar tais criaturas.

Apesar de sentir se um pouco amedrontada, pois nunca enfrentara sozinha uma criatura dessa, encarando a com determinação. Porém não sabia se seus poderes seriam suficientes, pois se estivesse em Rachemem seus poderes seriam maiores.

Não havendo alternativa respirou profundamente e reunindo toda a sua fé e todo seu poder mágico. Ajoelhou-se e tendo o símbolo sagrado de sua deusa entre suas mãos orou, como jamais orara em sua vida.

Divina deusa da natureza,
Mãe zelosa de todos os guerreiros,
Aquela que com seu poder
Defende as terras de Rashemem,
Suas matas, montanhas e planícies,
Oh!Gloriosa guerreira Kellyara
Rogo ti que branda sua Cimitarra
Expulsando este poder maligno
Que tenta esmorecer a fé de uma de
Suas mais dedicadas e fieis sua serva”.

Rindariel retornou a porta do laboratório quando ouvi as gargalhadas misturadas à oração. Ele fechou os olhos e em elfico uniu-se em oração com Desidéria, suplicando a o deus do tempo.

Labelas Enoreth
Cujo tempo conhece e compreende.
Que já lutou contra todos deuses malignos
Ao lado do Pai Corellon Larethian
Cuja a sabedoria orientou dos demais deuses do povo
Não permita que esta entidade maligna
Subjugue o poder do bem,
destruindo uma aliada do povo
Peço lhe que intervenha juntamente com Kellyara
Para banir esse ser vil que ousa
Profanar o sagrado espaço
deste local de descanso.”

A casa foi invadida por uma brisa morna e acolhedora, um brilho azulado tomou conta da sala onde estava Desidéria, no mesmo instante que o ar foi cortado por um arco luminoso, atingindo a criatura que emitiu um grito de desesperador que faria tremer o mais bravo dos guerreiros.

- Maldita seja bruxa, vencestes uma batalha, mas não a guerra, ainda terei não somente a alma do feiticeiro como também a sua. – Sibilou a sombra antes de desaparecer.

A porta do laboratório então se abriu, e ao adentrar a sala, Rindariel e Stuart tiveram a impressão que ali havia passando um Furacão. Desidéria se encontrava ajoelhada no centro do lugar, com os olhos fechados, segurando firme o símbolo sagrado e orando fervorosamente. Suas vestes estavam rasgadas e manchadas, os cabelos estavam totalmente em desalinho, muitos cortes era visíveis por grande parte do rosto e dos braços.

Yanguera foi acordado bruscamente por uma dor lacerante em seu âmago, como se alguém o houvesse transpassado com uma lamina incandescente. Sentia que uma parte de si havia sido arrancada de sua alma, deixando apenas a sensação de uma profunda e opressiva solidão. Ao se levantar foi obrigado a apoiar-se na cama para evitar que caísse, pois suas pernas falseavam e seu corpo estava tremulo e banhado de suor.

O Feiticeiro respirou profundamente algumas vezes a fim de amenizar o que sentia, quando Fhar entrou afobada pela janela gritando:

- Mestre, a bruxa destruiu seu laboratório, não restou nada. Bem que eu havia o advertido o mestre que não a deixasse sozinha. Ela o odeia e quer destruí-lo.

As palavras da pequena Fhar foram certeiras e inflamaram a ira do feiticeiro. Cerrando os dentes com força, ele tomou novamente o controle do corpo, pois sabia quem havia sido responsável por aquele desconforto. Pegando seu cajado dirigiu-se para o laboratório, a fim de acertar as conta com a inapta que ousara tentar algo contra ele.

Enquanto descia dos degraus de madeira talhada em sua mente podia ouvir:

“Não deixe que ela o atrapalhe de conseguir o que quer. Ela não merece morrer, mas sim ser subjugada a escravidão de seus poder”.

Por alguns instantes ele hesitou enquanto descia, pois aqueles pensamentos não faziam o menor nexo. Não desejava ter uma criatura, tão medíocre nem para servi-lo. Iria destruí-la logo evitando que ela provocasse problemas maiores ao grupo.

Mesmo tendo prometido ao Paladino de Tir, que não levantaria um dedo se quer para atacar ou destruir qualquer um da irmandade, a bruxa já estava indo longe de mais já havia tolerado erros suficientes vindos da parte dela. Mais uma vez suas teorias estavam confirmadas, pois o Paladino era desprovido de qualquer visão e a bruxa era uma imbecil invejosa.

Enquanto isso no laboratório, Rindariel aproximou-se de Desidéria com cautela e tocou lhe suavemente o ombro, num reflexo defensivo digno de um hábil guerreiro élfico, ela sacou a cimitarra pondo-se de pé em posição de combate. Pasmos, o elfo e o homem, trocaram olhares, porém não ousaram fazer nenhum outro movimento.

- Desidéria vocês esta bem?- Indagou cauteloso Rindariel.

- Sim, estou perfeitamente bem, Avariel. – Disse sem emoção, colocando novamente a Cimitarra na bainha novamente a espada.

Rindariel estranhou a resposta, pois Desidéria sempre procurou de ter o cuidado de não revelar o que era verdadeiramente o amigo, um elfo Alado, um avariel. Então antes que qualquer um pudesse dizer qualquer outra coisa o feiticeiro entrou na sala e após uma rápida olhada pelo entorno. Sem acreditar no que estava vendo, o feiticeiro levantou as mãos iniciou para iniciar uma conjuração, seu olhar era de puro ódio.

A bruxa não fez nenhum movimento para se defender ou atacar, permaneceu imóvel, sem esboçar sentimento algum, detendo-se apenas em esquadrinha do feiticeiro com um olhar frio e calculista. Este por sua vez não conjurou nada, pois algo um muito mais forte que o seu ódio o impedia.

Yanguera desceu as mãos vagarosamente, até acomodá-las junto ao corpo, não deixando um segundo sequer de encarar Desidéria. Para os espectadores eram como dois guerreiros esperando o inicio de uma batalha, pois nenhum movimento era feito, nenhuma palavra era dita. O único som que se ouvia era o ritmo compassado da respiração.